Viagem pela Interoceânica, até Machu Picchu. De moto, até de carro eu vou ! Incrível !

Por Beto Bertagna

Sexta-feira chuvosa, início da noite, já estava há uma semana de férias “brancas” ou seja, trabalhando e com uma vontade doida de me aventurar pelo mundo. Dou uma olhada nos sites da Gol, Tam, Azul, Trip. Tudo caro demais, alta estação, poucas opções. Daí chega um amigo e pergunta: “Por quê não vai de carro ?’ . Tá bem. De carro. Mas prá onde? Estou em Porto Velho. Rio Branco eu já conheço muito bem , a Chapada dos Guimarães no Mato Grosso também…Ir para outra cidadezinha qualquer não ía provocar o que em linguagem DOS seria um “format :cérebro” ( ou Ctrl + Alt + De l) que eu estava precisando. Na  minha cabeça tinha planejado outra viagem, pelo Lago Titicaca, Oceano Pacífico, San Pedro de Atacama, Salar de Uyuni, Puno, Copacabana, Cusco, Machu Picchu, tudo de moto. Mas janeiro é uma época meia ingrata, muitas chuvas… mas peraí : Machu Picchu ? A cabeça roda, os pensamentos voam, se você for esperar sempre as condições ideais…Fazer agora, o que puder, com o que tem nas mãos… Chamo a Zane, minha amada e eterna companheira de aventuras e faço o convite, ela topa e vamos comemorar com umas Originais. Moto fica prá outra vez, carro está pronto, balanceado, correia dentada nova, pneus e suspensão em dia. Saímos no sábado pela manhã. Sem GPS (com planos de comprar um Garmin Zumo 660 em Cusco).  Poucos mapas impressos rapidamente, pouca informação e lá vamos nós.

Balsa : Travessia do Rio Madeira

Balsa : Travessia do Rio Madeira

Viagem até Rio Branco, aproximadamente 500 km, com uma balsa que cruza o rio Madeira em aproximadamente 40 minutos e custa R$ 13,50 por carro. Tinha motivos mais do que sentimentais e afetivos para pernoitar em Rio Branco ( afinal Vivica & Mariá moram lá !).

(Se necessitar, os contatos do Consulado Peruano no Acre -Rio Branco são: R. Maranhão, 280 – Bosque – Centro Cep: 69908-240 Telefone: (68) 3224-2727 / 0777 Fax: (68) 3224-1122 email: consulperu-riobranco@rree.gob.pe.)

Quem não quer passar em Rio Branco deve entrar a esquerda numa rotatória  existente na BR 364 cerca de 30 km antes da capital acreana, na Estrada do Pacífico, que leva a Xapuri, Epitaciolândia, Brasiléia e Assis Brasil (BR 317) Mas atenção,entre à esquerda, porque à direita vai para Boca do Acre, no Amazonas.Mais alguns quilômetros à frente, passando por Capixaba, vale a pena conhecer Xapuri e descansar  na Pousada Villa Verde principalmente para  quem está vindo de Porto Velho rumo a Cusco,  porque é praticamente a metade do caminho. Para quem está indo a Brasiléia/Cobija fazer compras também é uma boa.

Chegando em Assis Brasil você já está na fronteira. Vá até a Polícia Federal e carimbe seu passaporte dando saída do Brasil. Este procedimento é uma forma de barrar a saída de quem tem problemas com a justiça no país. Sem isso, você não consegue entrar no Peru.

Entrada e Av. princidpa de Iñapari - Cuzco 763 km / Lima 1868 km foto : Z. Santos

Entrada e Av. principal de Iñapari – Cuzco 763 km / Lima 1868 km foto : Z. Santos

Documentos necessários na aduana peruana : xerox do passaporte ( c/ original), xerox da CNH (c/original), xerox do documento do carro/moto em seu nome, ou em nome de um dos passageiros (c/ original). Se o veículo estiver alienado a alguma financeira, você precisará de uma declaração da instituição(banco financiador) registrada em cartório, liberando o veículo para sair do país. Este é um procedimento rotineiro em aduanas brasileiras, se você não proceder assim, pode ter problemas à frente, não caia em conversa fiada de “mané”.Vão colocar um adesivo da SUNAT no parabrisa do carro (Superintendência Nacional de Administração Tributária), a Receita Federal peruana, indicando que você é turista e o prazo de internação do veículo. Não sei se em moto colocam o tal adesivo. Também não sei se é bom ou ruim na questão “propina” , acho que , segundo o Raulzito, “é bandeira demais, meu deus !”. No meu caso passei incólume pelas blitz, mas ouvi muitas reclamações na aduana em Iñapari de brasileiros que vinham do norte peruano.

Primeira Dica

Eles não te obrigam a portar a PID (Permissão Internacional para Dirigir). Mas vale a pena fazer a sua, em qualquer Ciretran ou Detran. Paga-se uma taxa de aproximadamente R$ 70,00* e em dois dias você tem um documento que vale o mesmo prazo da carteira tradicional, e acredite, vai te tirar de encrencas…

* No Detran/RJ a taxa é R$ 107,72. Em São Paulo custa inacreditáveis R$ 221,54 !!!  Mas tem a opção de receber a PID em casa: R$ 232,54 (sendo R$ 221,54, referentes à taxa de emissão da PID, e R$11,00 referentes ao custo do envio por meio dos Correios.)

A mesma PID em Rondônia custa R$ 71,09.  A diferença exorbitante também se vê nos pedágios das estradas estaduais de SP . Prá cruzar a Raposo Tavares de cabo a rabo tem que levar um saco de dinheiro e… bem , esta já é outra história.

Um detalhe que muita gente desconhece, é que a PID tem que ser emitida no DETRAN de origem da CNH. Ou seja , se sua CNH é de Goiás, por exemplo, a PID tem que ser emitida em Goiás.

Na Argentina e no Peru, os guardas por não conhecerem direito o documento me liberaram para não passar vergonha certa vez…

A Permissão Internacional para Dirigir (PID) é emitida para que o condutor habilitado no Brasil possa dirigir no exterior, em países signatários da Convenção de Viena ou países que atendam ao princípio de reciprocidade : África do Sul, Albânia, Alemanha, Angola, Argélia, Argentina, Austrália, Áustria, Azerbaijão, Bahamas, Barein, Belarus (Bielo-Rússia), Bélgica, Bolívia, Bósnia-Herzegovina, Bulgária, Cabo-Verde, Canadá, Cazaquistão, Chile, Cingapura, Colômbia, Coréia do Sul, Costa do Marfim, Costa Rica, Croácia, Cuba, Dinamarca, El Salvador, Equador, Eslováquia, Eslovênia, Espanha, Estados Unidos, Estônia, Federação Russa, Filipinas, Finlândia, França, Gabão, Gana, Geórgia, Grécia, Guatemala, Guiana, Guiné-Bissau, Haiti, Holanda, Honduras, Hungria, Indonésia, Irã, Israel, Itália, Kuwait, Letônia, Líbia, Lituânia, Luxemburgo, Macedônia, Marrocos, México, Moldávia, Mônaco, Mongólia, Namíbia, Nicarágua, Níger, Noruega, Nova Zelândia, Panamá, Paquistão, Paraguai, Peru, Polônia, Porto Rico, Portugal, Reino Unido (Inglaterra, Irlanda do Norte, Escócia e País de Gales), República Centro-Africana, República Democrática do Congo, República Checa, República Dominicana, Romênia, Saara Ocidental, San Marino, São Tomé e Príncipe, Seichelles, Senegal, Sérvia, Suécia, Suíça, Tadjiquistão, Timor, Tunísia, Turcomenistão, Ucrânia, Uruguai, Uzbequistão, Venezuela e Zimbábue. Quer mais ?

Prá quem não conhece uma PID olha ela aí.

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……….

 Outra coisa que na fronteira não te obrigam é fazer o SOAT (um seguro semelhante à Carta Verde, comumente exigida no Uruguai , Argentina e Chile). Mas faça assim mesmo, ele elimina mais uns %  a possibilidade de você ser achacado por um policial no meio do caminho (palavras de motociclistas !). Em Iñapari, na fronteira,  ninguém vai saber te explicar nada. Já em Puerto Maldonado,   200 km adiante,  uma cidade com mais recursos , talvez você consiga pagar o SOAT . Tente alguma agência do Banco de La Nación , agência MultiRed.

Afinal uma cláusula do Código de Trânsito do Peru diz ” Todos los vehículos automotores que circulen por el territorio nacional deben contar con el SOAT.

Agora deixa eu dizer uma coisa : SOAT, que quer dizer dizer Seguro Obligatorio de Accidentes de Transito prá mim é como enterro de anão. Tentei fazer na Mapfre Peru, mas só tinha agência em Cusco. Ora, se eu estava indo para Cusco achei meio sem lógica. Tentei via on line na La Positiva, o processo travou no meio do caminho (as compras on-line no Peru necessitam de cartão Verified by Visa). Depois, em nova passagem pelo Peru, vindo do Chile, cruzei o país também sem o SOAT mas foi por opção de não perder tempo. Portanto, fica a critério de cada um. Pelo jeito ele não é assim tão “popular” como a “Carta Verde” na Argentina. Se você conseguir fazer , por gentileza, mande uma cópia prá gente publicar porque esta dúvida é GERAL.

Pois o nosso amigo Pasin me fez queimar a língua e me mandou um “SOAT”. Aqui vai:

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E tem mais. Ele ainda mandou estas utilíssimas observações:

1 – Normalmente é vendido pelo prazo de um ano lá no Peru e a sua feitura é situação comezinha em todo o pais.
2 – A menor fração que eu consegui foi de um mês, um doze avos, do que eu teria que pagar por um ano para o meu carro.
3 – Ele é obrigatório para todos os veículos que circulem no Peru e a multa, eu vi a tabela conversando com um guarda, é de US$ 450 ! Isto mesmo, quatrocentos e cincoenta dólares americanos!!
4 – Também normalmente é feito nas cidades maiores como, por exemplo, Puerto Maldonado, até onde eu sei em Inapari não faz.
5 – O HSBC, antigo Bamerindus, faz este seguro só pelo período que o viajante vai permanecer em território peruano, mas eu só sei que faz, nunca comprei aqui.
6 – Em nosso caso, como em Inapari não faz o SOAT, os guardas já não multam pelo menos até Cusco ou Juliaca, mais para dentro do território eles já multam e apreendem o carro até a efetiva regularização.

Os operadores autorizados estão na lista abaixo :

Você vai precisar de soles “en efectivo” durante a viagem, por isso providencie o câmbio logo na fronteira. Câmbio é aquela coisa que você que viaja já sabe. Vai dançar na entrada e vai dançar na saída. Mas não há outro jeito.

Segunda Dica

Use um cartão pré-carregado tipo Visa Travel Money em dólares.  Desde o fim de 2013 porém, a alíquota que era 0,38% passou para 6,38%. As operações tem tributação igual à do uso de cartões de crédito. A principal vantagem (  não pagar os 6 % que o governo brasileiro cobra dos cartões internacionais em uso noutros países) acabou. Mas você pode sacar e pagar contas na moeda local, esteja onde estiver. Isto tira um pouco da preocupação com as perdas nos câmbios e no problema de ficar sem dinheiro no meio da viagem. As boas casas de câmbio fornecem o cartão.

Os postos de gasolina (“grifos”) só aceitam em espécie, os hotéis e restaurantes de estrada também. Motos como a XT 660 não enfrentam problema de falta de combustível na estrada, apesar da autonomia pequena, em média de 300 km.  Mas vale a pena encher o tanque logo na entrada, a gasolina peruana é vendida em galões ( 1 galão equivale a cerca de 3,78 litros) com 84 ,90 ou 95 octanas.  Esta última você só encontra nos postos Repsol em Lima ou Cusco (quanto maior a octanagem, maior a resistência à ignição espontânea). Para entender melhor, se um motor de elevada compressão levar gasolina de baixas octanas a mistura pode explodir antes da faísca da vela, quando o pistão ainda está subindo no cilindro, e assim existe uma contra-força à inércia do pistão (o pistão está subindo e a explosão já está forçando-o a  descer antes do seu curso estar completo) o que provoca perda de potência e muito maior desgaste e esforço do motor.

Se um motor de reduzida compressão levar gasolina de maior número de octanas a mistura pode explodir mais tarde do que o esperado e também reduz a potência porque o pistão já iniciou o curso para baixo sem a impulsão da explosão e apenas porque a tal é forçado pela inércia do mancal o que vai roubar força às revoluções do motor.

No Brasil a gasolina comum possui 87 octanas, com mistura de alcool anidro. A Premiun possui 91 octanas. A gasolina peruana mais barata é a de 84 octanas e custa na região de Puerto Maldonado uns 11 soles o galão ou aproximadamente 2,90 soles o litro. É só fazer a conversão para reais. Quando passei lá o câmbio estava em 1R$ = 1,45 soles, ou seja a gasolina custava em torno de R$ 2,00. Mas se puder abasteça com a 90. Na fronteira a diferença de preço é muito grande, creio que deve haver algum subsídio por se tratar de fronteira e região amazônica. Mas o preço mais barato que encontrei foi em Puerto Maldonado. À medida que se adentra para o centro do país a diferença entre os tipos de gasolina cai bastante.

"Grifo" em Iñapari  foto : Z. Santos

“Grifo” em Iñapari/Província de Madre de Dios/Peru  foto : Z. Santos

Terceira Dica

Se for o caso, consiga a Carteira Mundial de Estudante no site http://www.carteiradoestudante.com.br . Ela custa R$ 40,00 , vale até o final do mês de  março do ano seguinte e em muitos locais legais de visitar você terá 50 % de desconto, o que por si só já paga a carteira.

A Rodovia Interoceânica tem 1.500 Km no Brasil e no Peru a “Carretera Interoceânica Sur” tem 1.100 Km somando 2.600 Km, atingindo a Cordilheira dos Andes a 4.800 metros de altitude. Sua rota passa por mais de  50 povos indígenas peruanos, com 207 pontes ,foi construída a um  custo aproximado de quase dois bilhões de dólares, gerou emprego para 4.000 trabalhadores pelas empreiteiras brasileiras Odebrecht, Andrade Gutierrez, Camargo Corrêa e Queiroz Galvão. Já estão funcionando 4 postos de pedágio ( 5 Soles por veículo leve e 5 Soles por eixo, para caminhões ou ônibus).

Veículos de 3 rodas, com a frente de moto, muito comuns no Peru e Bolívia

Veículos de 3 rodas, com a frente de moto, muito comuns no Peru e Bolívia

Prepare seu “portunhol” porque você vai precisar ! Fora as expressões comuns como “gasolina, aduana, Coca-Cola” (certa vez um amigo meu no Uruguay pediu uma “Cueca Cuela” ! Só faltei acrescentar : com faruefa ! ) algumas você vai ter que aprender. (Mesmo gasolina pode ser “nafta” .)  Lá vai : Longe / lejo-lejano ; Perto / cerca-cerquita ; Largo / ancho  ; Estreito / angosto ; Fechado / cerrado ; Café / desayuno ;  Janta / cena ; Colher / cuchara ; Faca / cutillo ; Garfo /tenedor ; Copo / bazo : Carne bovina / rez ; Frango / pollo ; Batata / papa ; Alface / lechuga ; Salsicha / chorizo ; Ovo/huevo ; Peixe/pescado ; Azeite / aceite de oliva ; Porco/cerdo ; Pimenta /ají ; Pneu / llanta  Roda / aro

Pronto , você já não vai passar fome. Qualquer dúvida consulte o Diccionario Castellano .

Os "derrumbes" são comuns na época das chuvas, tanto na Amazônia quanto no Altiplano

Os “derrumbes” são comuns na época das chuvas, tanto na Amazônia quanto no Altiplano

Quarta Dica

Faça vacina uns 20 dias antes contra Febre Amarela e leve à Anvisa para receber o Certificado Internacional de Vacinação ( um amarelinho, com data e lote da vacina). Vai que no meio da viagem você resolve entrar na Bolívia, por exemplo.

Adelante ! Estamos no Peru, próxima parada Puerto Maldonado. Até lá um asfalto ótimo, bem sinalizado e uma sequência de uns 300 quebra-molas em “áreas urbanas” sendo que este conceito é muito vago, pode ser uma choupana abandonada ou um agrupamento de 3 casas com uma escola. Atrasa prá caramba o ritmo da viagem, numa infinidade de freia, troca de marcha, acelera… De moto deve ser barbada transpor estas barreiras, respeitando é claro os pedestres,etc,etc,etc e alguns animais que às vezes aparecem pela pista. Eu por exemplo, tive orgulho de salvar um jabuti, que se arrastava no meio da pista ! Levantei-o e coloquei numa área alagadiça no mesmo rumo que ele estava tomando , mas fora da pista e livre do perigo de ser atropelado.

Este se salvou por pouco ! foto:Z.Santos

Este se salvou por pouco ! foto:Z.Santos

Na estrada , começamos a ter uma outra lição. Podemos ver a floresta amazônica em sua exuberância natural. Os peruanos ainda preservam suas florestas ao lado da rodovia, que passa a ser uma linha preta no meio do verde. Rondônia e Acre, com suas insanas máquinas de exploração do ” tudo em nome do progresso “, conseguiram acabar com qualquer vestígio de floresta às margens da BR 364 e BR 317, É ridículo para os brasileiros que vieram para estas plagas recentemente, mas vão conhecer a Amazônia através do Peru !

Neste trecho da estrada você cruza com muitas Vans/lotação com bagageiros completamente carregados e antigas Corollas Fielder, fazendo o mesmo serviço.

Vegetação exuberante acompanha a Interoceânica amazônica foto : Z. Santos

Vegetação exuberante acompanha a Interoceânica amazônica foto : Z. Santos

Chegamos em Puerto Maldonado ! Uma bela ponte substitui a antiga travessia por balsa, amplamente relatada por viajantes de moto e de carro. O trânsito é meio caótico e vale a lei da buzina mais alta ! Mas nada que se compare mais tarde  a Cusco e seus táxis malucos.

Em Puerto Maldonado, também dá para sacar soles em um “cajero” automático Visa  existente na Plaza de Armas. Há quem diga que a cidade tem a ver com as peripécias do irlandês Brian Sweeney Fitzgerald, ou Fitzcarraldo, na pronúncia dos índios e na imaginação fértil do cineasta alemão Werner Herzog. Houve de fato um Carlos Fermin Fitzcarrald, o brutal barão da borracha de Iquitos que explorou o Madre de Diós e fundou Puerto Maldonado. Verdades à parte, compensa ver o filme antes de viajar, uma belíssima produção de Werner Herzog, com Klaus Kinski fazendo o papel principal.(Se possível também veja “Burden of dreams” , o making of da produção caótica do filme que perdeu  Jason Robards no meio da filmagem por motivos de saúde, em que Herzog tem que apontar um revólver para Kinski continuar o filme, há um conflito entre Peru e Equador no meio das filmagens, enfim , coisas para o messiânico Herzog lutar desesperadamente. Bem, mas esta já é outra história…

Quinta Dica

No caminho, vários quiosques e bolichos anunciam desayuno e truchas fritas. São as trutas, peixes de águas gélidas, que os peruano servem fritas com batatas cozidas. Peça também um “mate de coca”, que é delicioso e ajuda a aquecer o corpo e prevenir os males da altura. Nas cidades, o ceviche é um prato imperdível. Aproveite para fazer um contato mais próximo com a cultura andina.

Puerto Maldonado. Um obelisco? Uma torre ? Uma escultura ? foto: Z.Santos

Puerto Maldonado. Um obelisco? Uma torre ? Uma escultura ? foto: Z.Santos

Passando Puerto Maldonado, você ainda terá uns 140 km de estradas planas em território amazônico. Tem um parador turístico funcionando (Família Mendez) que tem um banheiro bem cuidado, possívelmente o melhor até chegar em Cusco. É hora de cruzar um garimpo de ouro a céu aberto, às margens da RN 26, a Carretera Interoceânica Sur.  Reduza um pouco a velocidade, por segurança, porque as pessoas atravessam a pista sem a menor preocupação ( há varios “borrachos”, afinal é uma currutela de garimpo) e por diversão, porque você verá várias cenas pitorescas, como placas de buates, hotéis em cima de palafitas, “casas” à venda, enfim , uma babel.  Depois de Quincemil e Mazuko, começa a serra de Santa Rosa e a aventura pela Cordilheira Real. A serra é bem íngreme e lembra um pouco a passagem entre o Chile e a Argentina, Los Caracoles. A serra também serve para desmistificar algumas coisas. Por exemplo, vi um Pálio 1.0 subindo na minha frente. Ele anda um pouco mais “despacio” , mas anda !

foto : B.Bertagna

foto : B.Bertagna

 O velho Marea não decepciona nas curvas e mostra porque durante muito tempo foi a viatura de interceptação dos “Carabinieri” italianos. As curvas agora são em U, o ar começa a ficar rarefeito e a temperatura a baixar. Nas curvas vale a lei da Buzina (Claxon).Nos caminhos sinuosos, apareciam de vez em quando bandos de G650gs, matilhas de XT 660, enxames de V-Stroms. Por falar nisso, cruzei com ônibus da Movil Tours, que faz o trecho Rio Branco X Cusco às quartas-feiras e aos sábados., com saída às 10 hs.  A paisagem muda e aparecem as lhamas para compor o cenário andino.  A esta altura (da montanha e do campeonato) quem tiver algum problema com o mal da altitude (o soroche) já vai sentir alguns efeitos : dor de cabeça, tontura, enjôo.

Vale a pena parar em algum bolicho na beira da estrada e tomar um mate de coca, ao preço de 1 ou 2 soles. Banheiro também é problema, principalmente se um dos viajantes for mulher. Os “griffos” não tem a estrutura que você está acostumado em postos de gasolina no Brasil , que mais parecem hoje um Shopping Center. Nem é necessário dizer para levar sempre absorvente e papel higiênico de reserva.  Estamos indo agora em direção ao vale do Inambari/Madre de Dios que marca a transição entre a selva amazônica e o início do altiplano.

Diferenças de temperatura brutais em poucas horas.

Diferenças de temperatura brutais em poucas horas.

Após cruzar a cidade de Mazuko, preste muita atenção. Há uma bifurcação : seguindo reto vai-se para Puno/Juliaca/Lago Titicaca. Tem que virar à direita, sentido Cusco e atravessar uma bela ponte sobre o rio Inambari, um afluente do rio Madre de Diós . ( Ainda ouviremos falar muito deste nome : a hidrelétrica de Inambari (2,2 mil MW), é um empreendimento orçado em  US$ 4 bilhões e fica a 300 km da fronteira. Será construída pelo Brasil , que importará do Peru 80 % da energia produzida pela usina , a um custo estimado de US$ 52 o MWh)

Mais algumas horas e se chega a Marcapata, com uma paisagem deslumbrante, ao lado de vulcões extintos, e a assombrosa cordilheira. Na ida, já noite escura, havia um “derrumbe” a 500 metros de Marcapata, o que nos fez dormir na cidade num hotel simples mas aconchegante. A porta do quarto dava para a praça da cidade. A porta do banheiro também saía na rua. Mas tudo muito barato, e os donos foram gentis e corteses o tempo inteiro. Um rápido passeio em Marcapata nos leva à igreja de São Francisco, feita de taipa e coberta com palha.

 Após mais um monte de curvas em U, a 4.000 metros de altitude, estamos próximos do Vale Sagrado dos Incas.

Os povoados se sucedem, com suas casinhas de taipa e de pedras, com varandas e plantações de batata nos quintais. As mães peruanas carregam os “niños” nas costas em faixas enroladas sobre as crianças.

foto : Z. Santos

foto : Z. Santos

Os pastores cuidam dos seus rebanhos de alpacas e lhamas. Chegamos já nas proximidades de Cuzco, e seus tesouros culturais, entre eles o mais idolatrado, procurado e festejado por turistas e aventureiros do mundo inteiro : Machu Picchu.

Não deve existir no mundo inteiro “Mané”  que tenha ido a Cusco e não tenha conhecido Machu Picchu.

Sexta Dica 

O período seco, sem chuvas, se estende de maio a setembro. Coincide com o período de alta  estação de Machu Picchu(junho/julho), quando há um incremento no número de turistas europeus. É a melhor época também para subir o Huayna Picchu , porque você terá uma visão aberta de Machu Picchu. Mas também é a época da neve nas estradas.

Em todo o canto do mundo, os aventureiros deixam seus rastros.

Em todo o canto do mundo, os aventureiros deixam seus rastros.

Sétima Dica

Preste bem atenção porque 7 é o número do mentiroso. Para os males das alturas ( Sorojchi na Bolivia, Soroche no Perú e Ecuador, Apunamiento na Argentina e Yeyo na Colombia)) não levamos o tal do oxigênio em lata ( cerca de 25 soles nas boas farmácias) , não mascamos folha de coca ( cerca de 3 soles um saco que dá prá mascar o ano inteiro), não tomamos Dramin, Diamox (acetazolamida), Sorojchi Pills,  nada. Fizemos a tática da hiperhidratação com Cuzqueña bem gelada. Cuidado ! Na maioria dos povoados e até mesmo em Cuzco servem ela natural ! Diga que é brasileiro e que gosta de cerveja gelada, a maioria dos estabelecimentos que vende este tipo de produto perecível e  sensível irá entender. Bebemos muita, mas muita mesmo, Cuzqueña. Tem a pilsen (loura) a Lager ( roja ) e a de trigo (Premium), todas excelentes. Deu uma dorzinha de cabeça que logo passou e atribuímos à altura. Fondo blanco !!! De 6 a 10 soles a “botella” de 620 ml. De 4 a 6 soles a “Personal”, equivalente à Long Neck (350 ml). Pode acompanhar um pisco puro, equivalente da nossa branquinha, só que feito de uva graduação alcoólica= 46º). Se preferir, pisco sour, quase uma caipirinha (fieito com clara de ovo,limão, açucar,gelo e angostura).

Uma das poucas fotos que a Zane não bateu

Uma das poucas fotos que a Zane não bateu

Oitava Dica

Não se arrisque a transitar com seu carro/moto por Cusco. Não vale a pena ! O trânsito é completamente maluco, as ruas estreitas,  lotações ensandecidas, táxis que não param de buzinar. Em 2 horas consegui levar dois esporros das guardetes ( as mulheres são maioria  na guarda de trânsito). Me livrei de multa pela cara de choro( olhos arregalados como filhote de gato) e porque ainda desconfio que elas não sabiam como multar um veículo estrangeiro. O táxi custa 3 soles fixos de dia, e 4 soles de noite. Vá de táxi (rezando, porque ele vai tentar atropelar velhinhas, fechar o ônibus que é 25 vezes maior que ele, etc,etc) E você ainda fica liberado para o tratamento de hiperhidratação contra o soroche sugerido algumas linhas acima ( Cuzqueñas bem geladas). 

Estamos chegando em Cusco, começa a aumentar o movimento na estrada, comércios feios da periferia se pronunciam (como em quase todas as cidades do mundo). A chegada é pela Av. de la Cultura, uma extensão da rodovia e é relativamente encontrar a Plaza de Armas, no centro histórico e nevrálgico da cidade.  Cusco , situada no sudeste do Vale de Huatanay ou Vale Sagrado dos Incas,  a 3400 metros do nível do mar, tem hoje cerca de 300.000 habitantes. Em idioma quíchua significa “umbigo”, talvez por ser a capital administrativa e cultural do Tahuantinsuyu, ou Império Inca. Em 1983 , foi declarada Patrimônio Mundial pela Unesco. A cidade já foi destruída por dois grandes terremotos : um em 1650 e o outro trezentos anos após, 1950. A Igreja da Companhia de Jesus foi destruída parcialmente pelos terremotos e  restaurada pelo governo peruano.  Vale a pena pagar um guia pelo menos para visitar esta igreja e a Catedral, você descobrirá muitas histórias interessantes como o Nosso Senhor dos Tremores, um Cristo que foi enegrecido pela fumaça das velas dos fiéis e que todos os anos é levado em procissão pela cidade, durante a Semana Santa .

Nona Dica

Vale a pena comprar o “Boleto Turístico del Cusco” por 130 soles, e com direito a visitar 16 lugares ( Moray, Ollantaytambo, Pisac, Chinchero, Tambomachay, Pukapukara, Q´enqo, Saqsayhuamán, os aquedutos de Tipón com as igrejas coloniais de Andahuaylillas e Huaro, Pikillacta, Museo de Sítio de Qoricancha, Museu Municipal de Arte Contemporânea, Museu Histórico Regional, Museu de Arte Popular, Monumento Pachacuteq e Centro Qosqo de Arte Nativo. Você pode também comprar por circuito I, II e III, pagando 70 soles. O boleto vale por 10 dias e é individualizado.

Sem me aprofundar muito 10 locais indispensáveis para visitar em Cusco :

1. Catedral (Plaza de Armas) Também com muitos quadros como “A Última Ceia”, de Marcos Sapaca Inca, de 1753. A catedral e a Igreja da Companhia de Jesus foram construídas em cima de antigos palácios incas e destruídas parcialmente pelos terremotos  de 1650 e 1950.

2. Igreja da Companhia de Jesus (Plaza de Armas) Um dos maiores retábulos que já vi , ornado em ouro. Um museu de quadros a óleo fantásticos pintados por artistas indígenas como Marcos Sapaca Inca.

3. Qorikancha / Igreja e Convento dos Dominicanos / Museu Arqueológico. Entrada pela Av. El Sol. O Centro Qosco de Arte Nativo fica quase em frente.

4. Igreja das Mercês

5. Museu Inka – Se você gosta de arqueologia, é uma tarde inteira para visitar.

6. Espetáculo de música andina e dança folclórica no Centro Qosco de Arte Nativo, na Av. El Sol, diáriamente, no final da tarde.

7. Museu de Arte Pré-Colombiana

8. Igreja e Convento de São Francisco de Assis

9. Igreja de San Blas

10.Museu de História Regional ( Casa de Garcilaso de la Vega).

Música andina e dança cusqueña no Centro Qosco, na Av. El Sol. Espetáculos diferentes todos os dias por volta de 18 hs (se informe). O ingresso custa 25 soles per capita, se você não tiver o boleto turístico. foto:Z. Santos

Música andina e dança cusqueña no Centro Qosco, na Av. El Sol. Espetáculos diferentes todos os dias por volta de 18 hs (se informe). O ingresso custa 25 soles per capita, se você não tiver o boleto turístico. foto: Z. Santos

Vista noturna da lateral da Igreja da Companhia de Jesus e Qoricancha, a partir da Av. El Sol. foto:Z.Santos

Vista noturna da lateral do Convento Dominicano e Qorikancha, a partir da Av. El Sol. foto: Z.Santos

Vista diurna do Convento Dominicano e do sítio arqueológico de Oricancha

Vista diurna do Convento Dominicano e do sítio arqueológico de Qorikancha

Ruas de Cusco : em cada pedra as marcas da história

Ruas de Cusco : em cada pedra as marcas da história

Saída meio complicada para Chinchero. Dobre no posto Repsol da Av. El Sol, a direita e siga em frente. Ollantaytambo: 77 km

Saída meio complicada para Chinchero. Dobre no posto Repsol da Av. El Sol, a direita e siga em frente. Ollantaytambo: 77 km

Uma boa opção é ir de Cusco a Ollantaytambo (onde você pode guardar o carro/moto) via Chinchero. Se você não pretende prosseguir até Lima ou Nazca e for voltar pela Interoceânica rumo ao Brasil, e não quiser mais passar por Cusco, uma ótima rota é Urubamba, Calca, Pisac e Pikilaqta, saindo a 45 km de Cusco rumo a Puerto Maldonado.

Nos arredores : Saqsayamán , Qenqo e Pukapukara .  Atenção: todos estes lugares merecem visita demorada ! Para quem está focado em Machu Picchu, vale subir a estrada via Chinchero passando em Urubamba e chegando em Ollantaytambo (onde você pode guardar o carro/moto) . Depois, se  não pretende prosseguir até Lima ou Nazca , vai voltar pela Interoceânica rumo ao Brasil  e não quer mais passar por Cusco, uma ótima rota é Urubamba, Calca, Pisac e Pikilaqta, saindo a 45 km de Cusco rumo a Puerto Maldonado.(clique no mapa para ampliar)

De  Ollantaytambo saem os trens até Águas Calientes, onde você terá que pernoitar caso queira subir o Huayna Picchu. Ao lado da estação de trem, dá prá deixar o carro/moto no estacionamento. No caso da Inca Rail, um trem mais chicoso (passagem a US$ 85, ida e volta, por pessoa, com direito a chá de coca, snacks, barrinha de cereal, sucos e chocolate) o estacionamento é na faixa. Se você for com a Peru Rail, o estacionamento custa 3 soles a hora. Como você vai passar a noite e o dia , fica no mínimo em 72 soles.

Sítio Arqueológico de Ollantaytambo

Complexo Arqueológico de Ollantaytambo

Plaza de Armas em Ollantaytambo, um vilarejo que preserva o desenho urbano e os muros feitos pelos incas. foto:Z.Santos

Plaza de Armas em Ollantaytambo, um vilarejo que preserva o desenho urbano e os muros feitos pelos incas. foto: Z.Santos

Rua estreita calçada com pedras. Ollantaytambo

Rua estreita calçada com pedras. Ollantaytambo

Pronto. Já estamos na estação de Trem em Ollantaytambo. Mais 1:40 minutos de viagem e estamos em Águas Calientes, nos pés do Machu Picchu ! Quem consegue ficar acordado com o balanço do trem , avista belas paisagens como a do rio…. que serpenteia a cordilheira, acompanhando os trilhos.Compre o bilhete marcado para as poltronas do lado esquerdo do trem, cuja vista é mais legal !

Paisagem da janela do carro de passageiros da Inca Rail.

Paisagem da janela do carro de passageiros da Inca Rail.

Vista parcial de Águas Calientes, nos pés do Machu Picchu

Vista parcial de Águas Calientes, nos pés do Machu Picchu

Agora é jogar prá dentro um “1/2 pollo” , megahidratar com as nossas Cuzqueñas e procurar uma pousada barata para dormir, porque o despertar será às 04:30 da manhã para pegar os primeiros micro-ônibus que sobem a montanha ( o primeiro sai às 5:30 hs, mas a “cola” já está imensa, nesta hora).

Este é o boleto que você imprime pela Internet.

Este é o boleto que deve ser comprado e impresso pela Internet.Dá acesso ao Huayna Picchu pela manhã e na volta, Machu Picchu até a hora de fechar, 17 hs, se quiser.

Décima Dica:

Se você vai subir  o Huayna Picchu tem que reservar o ingresso com bastante antecedência. Os grupos são limitados em dois, um que sai às 7 hs da manhã com 200 pessoas e outro sobe às 10, com mais 200. O ticket para Machu Picchu e Huyana Picchu é específico.Faça a reserva no site oficial aqui http://www.machupicchu.gob.pe/  . Não esqueça de liberar as janelas pop-up do seu navegador. O site foi melhorado no dia 31 de janeiro de 2012, segundo um comunicado do Ministério da Cultura do Peru.

Outra coisa: cara, subir o Huayna Picchu requer um mínimo de condição física e sistema cardio-respiratório em dia. Se você tem algum problema ou está muito fora de forma, não encare. É melhor consultar um médico antes.

O preço do ingresso para Huayna Picchu/Machu Picchu é de 152 soles para cada adulto. Somente para Machu Picchu, o ingresso custa 128 soles e só podem entrar 2.500 pessoas por dia.  Depois de fazer a reserva, você tem duas horas para confirmar o pagamento senão a reserva cai. ( Se estiver já dentro do Peru e não conseguir via On Line, vale a pena enfrentar uma “cola” (fila) enorme no Banco de La Nación del Peru para pagar a confirmação da reserva. O horário de funcionamento dos bancos é das 8:00 às 17:30 hs. Em Iñapari, há uma agência na Plaza de Armas. Em Puerto Maldonado, o banco fica na Calle Daniel Alcides Carrión N° 241-243 - Distrito: Tambopata, telefone 082 571 210. Aos sábados , o banco abre das 9 da manhã às 13 hs. O cartão de crédito aceito no pagamento on-line tem que ter a facilidade “Certified by Visa”. Confira se o seu cartão tem essa facilidade, senão ele NÃO será aceito e vc terá que pagar numa agência do Banco de la Nación . Se estiver na época de alta temporada nem sonhe em deixar para fazer a reserva na última hora, Você não vai conseguir !

6:40 da manhã. Fila para entrar no Huayna Picchu.

6:40 da manhã. Fila para entrar no Huayna Picchu.

Informações extra-oficiais dão conta que quem for estudante (com a carteira da ISIC) só pode comprar ingresso no  Escritório da Dirección Regional de Cultura – Cusco , Av. de la Cultura 238 (em frente ao estadio Universitario), Librería del Ministerio de Cultura (Casa Garcilaso) Condominio Huáscar Cusco – Perú, de segunda a sexta-feira das  8:00 as 16:00 horas ( é a avenida que dá prosseguimento à estrada logo que se chega a Cusco vindo de Puerto Maldonado) e no  Escritório do Centro Cultural de Machupicchu , em Aguas Calientes, já no povoado aos pés de Machu Picchu, de segunda a domingo, das 5:20 às 21horas. Isto porque houve tentativa de fraude com os boletos de estudante. Você pode mudar o nome ou a data do portador do ingresso com as seguintes penalidades : Se até 24 hs antes, 30 % do valor, se até 48 hs antes, 25 % do valor, se 72 hs ou mais , 10 % do valor. Quem quiser fazer o Caminho Inca, só pode comprar o ingresso nas agências da Direccion Regional de Cultura.

Pernas bambas, um pouco de falta de ar, emoção. Depois da descida do Huayna Picchu, ficamos o resto do dia vasculhando, admirando, sorvendo Machu Picchu aos pedacinhos , que delícia !

Após este dia bem cansativo ainda dirigi uns 150 quilômetros. Como a ida foi via Cusco/Chinchero , voltei via Urubamba, Calca, Pisac, Pikilaqta sentido Urcos. Atenção : Em Pisac, a saída é via San Salvador. Cruze a ponte e é a primeira rua à esquerda, na verdade já a rodovia. Mas não siga em frente para não chegar em Cusco novamente. Se estiver usando GPS, tente usar mapas gratuitos disponíveis no Projecto Mapear.

Nas alturas do Wayna Picchu

Nas alturas do Huayna Picchu…

cansaço e felicidade.

…cansaço e felicidade.

Confesso que saí do Peru com uma dúvida : afinal é ceviche ou cebiche ? Putz, esqueci de colocar mais fotos de Machu Picchu no blog. Mas também, nem precisa, tem tanta foto na net. O Marea rola suavemente na estrada de volta, chuvas, pensamentos… Meus amigos do sul, agora poderão fazer toda a perna via Pacífico. Conhecer a Chapada, Villa Bella da Santíssima Trindade. Logo asfaltam de novo a BR 319  até Manaus. Daí… San Pedro de Atacama é logo ali…documentos que precisa…dá prá ir em 10 dias…A 66 tá com ciúmes… E o GPS Garmin 660, tinha esquecido ! Mas dizem que em Iquique tudo é barato e então…Estrada !

Ouça aqui Machu Picchu, de Hermes Aquino

Leia também :

Moto-aventura : Quase 10.000 km pela Patagônia
Moto-aventura : Do Atlântico ao Oceano Pacífico, as lições do Atacama e Machu Picchu
> Sabe aquela expressão do “Oiapoque ao Chuí” ? esqueça .

109 ideias sobre “Viagem pela Interoceânica, até Machu Picchu. De moto, até de carro eu vou ! Incrível !

  1. WAGNER LYRA DOS SANTOS

    Cara, achei você um herói! Nunca pensei em conhecer alguém como você num blog. Sensacional!!! Vou fazer seus passos em 2015. Não sei a data certa, mas vai ser entre maio e setembro, antes das chuvas. Adorei o relato. Você foi muito profissional e bacana ao dar as dicas. Uma coisa faltou. O preço médio dessa loucura maravilhosa. Preço médio em hotéis, almoço, janta e café da manhã. Bacana demais. Parabéns!

    Wagner Lyra – Brasília/DF

    Responder
  2. jamantacinegrafista

    simplesmente só elogios….dia primeiro de junho embarco eu e a branca de neve(apelido carinhoso da tenere 250)q vai me levar ate Machu picchu.saio de Campo grande/ms e vou por assis ..obrigado por todas as dicas…volto por la paz na bolivia pois quero conhecer ainda o sitio arqueológico de tiwanacu e puma punko…calculei 20 dias de viajem…abraço amigo

    Responder
    1. bertagna Autor do post

      Caro Jamanta, não entendi sua volta por La Paz. Dá prá explicar ? um forte abraço e boa viagem.

      Responder
      1. Guilherme xavier

        Bertagna,pensei em voltar via puno conhecer o Titicaca,depois dar uma passada em La paz, e de la ir até Cochabamba e ir até Santa cruz de la sierra,e voltar a campo grande por Corumbá.o q acha desse trajeto?conhece?pode me dar alguma dica….?abraço.

        Responder
        1. bertagna Autor do post

          Este trecho a partir de La Paz não conheço, Guilherme. Qto a Puno, tudo bem. Mas em relação à estas estradas bolivianas já ouvi relatos temerários, sugiro que vc pesquise um pouco mais em relação à segurança nestes trechos. Grande abraço.

  3. Vitor Ribeiro

    Meu caro Bertagna obrigado pelas dicas.. Esta viagem é um sonho de 40 anos ainda não realizado. Com 23 anos tinha tudo programado para fazer essa viagem via trem da morte e o meu colega desistiu e não tive coragem de ir sozinho.Estou me preparando para ir de carro agora em Abril/14 com a mulher e filho adulto(estou com medo mas acho que se não for agora não vou mais).Agradeço as tuas dicas e com certeza me deram mais animo . Acho que so vou ficar mais tranquilo quando iniciar a viagem.
    Pretendo viajar por volta de 30 dias voltando ate o dia 20/05/2014.
    E muito complicado e arriscado ir sem o tal do seguro , sem vacinas,e carta internacional e sem passaporte (apenas com o RG/CNH)
    Mais uma vez obrigado pelas informações
    Um abraço
    Vitor MF Ribeiro – SP

    Responder
    1. bertagna Autor do post

      Vitor, depois que a gente pega a estrada os medos se dissipam com o vento. Só preste atenção o trecho que vc vai fazer , pq a BR 364 está interrrompida entre RO e AC devido às chuvas. Um abraço à família, boa viagem e depois conte como foi a aventura !

      Responder
  4. Geraldo Miranda

    Muito dez, pouca coisa a gente leva dessa vida e essa aventura é uma delas.
    Caro Bertagna
    Muito obrigado pelas informações estamos planejando esta viagem para outubro de 2014 e você nos passou muitas dicas importantes, sairemos com quatro motos com esposas e todos no faixa etária de 50, no Brasil já rodamos vários estados mas nos países vizinho sera a primeira viagem.Vou passar este blog para o pessoal e estudar com carinho todos este ricos detalhes que você relatou.
    T:.F:.A:.Abraço
    Geraldo Miranda

    Responder
    1. bertagna Autor do post

      Pô, Geraldo, obrigado pelas palavras generosas e … BOA VIAGEM ! Não esqueça de nos contar depois como foi a aventura ! Beto

      Responder
  5. eduardo

    Opa! Obrigado por responder! Pessoas como voce motivam a gente.
    Bom, afim de economizarmos dinheiro , estamos pesando em fazer pernoite em barracas no caminho, em cusco pretendemos alojar em algum albergue da International Hosteling.
    Porem temos duvidas em relação a segurança de acampar, relação a locais ideais, essas coisas.
    Na volta iremos para arequipa onde tenho um amiga que nos recebera para descanso para podermos encarar a volta.

    Responder
    1. bertagna Autor do post

      Eduardo, em relação aos pernoites no Peru eu não sei te responder sobre a segurança. Mas vc achará muitas opções bem baratinhas nos povoados, inclusive para guardar as motos. Lembrem-se também que Arequipa é uma cidade grande e é bem depois de Cusco, acho que uns 500 km , por aí. Economizem em tudo, menos em segurança. Veja também este outro post, que é o caminho inverso, feito numa XT 660. >

      http://betobertagna.com/2013/04/27/moto-aventura-do-atlantico-ao-oceano-pacifico-as-licoes-do-atacama/

      abs e boa sorte.

      Responder
  6. eduardo

    Ola bertagna, incrivel relato, contendo todas informacoes necessarias, grance ajuda mesmo! Eu e um amigo estamos planejando fazer a rota saindo de presidente epitacio sp,no mes de dezembro, estamos querendo ir em 2 fazer 250 cc , acha queas motos dao conta?altitude afetara muito desempenho? locais indica p acampar para descanso? Abc.

    Responder
    1. bertagna Autor do post

      Eduardo, as Fazer 250 vão na boa. Dezembro só é uma época de bastante chuva e há os riscos dos “derrumbes”. A pergunta do local para acampar é para descanso , ou fazer o pernoite mesmo ? abs

      Responder
  7. carllos Wiebbelling

    bertagna inicio de março estamos pegando estrada rumo ao perú, sou de porto alegre eu esposa e mais um casal em duas motos. Vou pelo acre e volto pelo chile e argentina. Muito bancana as informações aqui apresentadas parabéns. gostaria de saber sua opinião em deisxar as motos em cuzco, há hoteis ou garagens seguras? penso em ir de trem ou locar um carro a aguas calientes. a chuva que voce se refere é somente na cordilheira, no trajeto desde o ingresso pelo acre no perú, algumas regioes? chove o dia todo ou pacadas nod ecorrer do dia, a agua no perú se deve ter cautela para tomar? Nazca é próximo a cuzco. desde já grande abraço e na volta conto da nossa trip pelo perú.

    Responder
    1. bertagna Autor do post

      Carlos. Dê uma olhada no post Do Atlântico ao Pacífico :as lições do Atacama . Saí de Porto Alegre via Argentina, Chile e Peru , entrando no Brasil via Iñapari/Assis Brasil no Acre e fui até Porto Velho, em setembro. Na passagem fui até Ollantaytambo , porque já conhecia bem Cusco, e deixei a moto lá na pousada. De lá peguei o trem, unica forma de ir para Aguas Calientes, pelo menos para nós turistas e que não temos muito tempo. Se for deixar em Cusco é melhor pagar mais em algum lugar mais seguro. Quando fui de carro, ele ficava à noite num posto de gasolina. No início de março as chuvas na Amazônia estão mais brandas, mas mesmo assim há um certo risco de “derrumbes”. Nesta época creio que vcs só pegarão pancadas de chuva. Quanto à água no Peru tem que encarar a mineral, engarrafada , né ? Ou então partir para a hidratação via deliciosas e convidativas “Cusqueñas”, que são pasteurizadas. Espero ter ajudado e que façam uma bela viagem. E depois nos conte como foi a aventura.

      Responder
    1. bertagna Autor do post

      Te respondi in box, Lélio. Faça uma boa viagem e depois nos conte como foi a experiência !

      Responder
  8. Marco A. Rodrigues (@marodriguesac)

    Que bacana. Fiz uma viagem semelhante a esta, justamente na passagem de 2012 para 2013, foi exatamente na praça de armas de Cuzco, juntamente com a esposa, filhos e noras, e agora, acessando sua matéria voltei no tempo. Meus parabéns pela matéria e sua riqueza em detalhes, recordar é viver. Se a oportunidade aparecer não percam, a viagem é linda e depois então cantará: Diga que valeu, valeu demais, parafraseando a musica do Chiclete com Banana.

    Responder
    1. bertagna Autor do post

      Que beleza, Marco ! Além da viagem maravilhosa em si, este post tem me dado muitas alegrias, porque me tem permitido ajudar as pessoas que buscam informações corretas. É um post campeão de acessos, e é impressionante o número de e-mails que recebo me agradecendo. Na verdade, eu é que tenho que agradecer a todos que compartilham comigo estas experiências incríveis que a vida nos traz . Então , obrigado, Marco !

      Responder
  9. Clélem Bandeira

    Apenas para corrigir e-mail. clelem@uol.com.br
    Informações sobre condições de fazer a rota de Acre/Cuzco/Titicaca/Uyuni/Ponta Porã no mês de maio, temperaturas max e min, neve?
    Obrigado

    Responder
    1. bertagna Autor do post

      Clélem, em maio é provável ter neve, pelo menos nas partes mais altas como o Abra Pirhuayani( 4.725 metros acima do nível do mar). Mas acho que dá prá ir na boa. O Marea é um carro baixo e só tive dificuldade ao passar um “derrumbe” , havia muita lama, pedras e água. Você pretende sair por Ponta Porã, é isto ? Este trecho eu não conheço, mas as estradas da Bolívia costumam ser muito perigosas. O clima em maio é ameno para frio. Vc poderá pegar temperaturas entre 0 grau e 18 graus , entre a noite e o dia. Se tiver neve, ou ela tiver derretido recentemente, vá devagar seja de moto ou carro ! Na Interoceânica, da fronteira de Assis Brasil até Cusco e/ou Titicaca (Puno) é uma boa estrada e dá prá ir com qualquer carro. Espero ter ajudado, depois conte como foi a viagem !

      Veja também o post > http://betobertagna.com/2013/04/27/moto-aventura-do-atlantico-ao-oceano-pacifico-as-licoes-do-atacama/

      Responder
  10. Clélem Bandeira

    Parabéns pelas fotos e dicas, mas gostaria de saber se em maio já terá neve na pista a primeira idéia seria de moto, mas caso seja frio rigoroso poderia optar pelo carro, nesse caso como foi de marea não teve estrada ruim com pegadas em baixo? Se puder entre em contato para me esclarecer algumas duvidas. Obrigado. Clélem Bandeira.clelem@uol.com.br

    Responder
  11. Rafaella

    Olá Beto, Moro em PVH, e estou querendo dar um pulinho em machu picchu, rss.
    Qual epoca do ano você me aconselharia a ir. Passar o ano novo por lá é uma boa?
    Queria esticar até Lima, mas estou indo de carro… não sei exatamente a segurança para ir de carro, poderia me ajudar dando umas dicas?
    E esse seguro é no valor de quantos?
    é mto caro pra visitar machu picchu?
    Queria economizar ao maximo.
    Tem algum problema ir de carro 1.4?
    mais ou menos quantos ficou seu custo apenas com a gasolina?
    queria ter uns dados aproximadamente de custo, pra então convencer o marido rsrs

    Obrigado

    Responder
  12. Felipe

    Caro Bertagna, existe alguma dificuldade em passar pela fronteira no sábado, incluindo fazer o SOAT e passar pela receita peruana? Abraço

    Responder
    1. bertagna Autor do post

      Felipe, funciona nos finais de semana, creio que das 8 às 18:00 hs. O SOAT só é feito a partir de Puerto Maldonado, cerca de 200 km depois da fronteira. Nosso amigo Pasin comenta que pode ser feito no HSBC, mas tal qual ele eu nunca tentei por aqui. Não confundir com o adesivo da SUNAT que é colocado na fronteira. Espero ter ajudado e boa viagem !

      Responder
  13. Maria Odete Abrantes Correia Lopes

    ola
    Beto
    sou Maria Odete e resido em PVH.
    adorei seu relato e estou me baseando nele para organizar a viagem que faremos dia 01 de Março de 2014.
    Vamos em 10 pessoas, gostaríamos de saber o que devemos visitar em Cuzcu onde ficaremos 2 dias e meio.
    È possível fazer a subida do Huayana Pichu, mesmo
    sem ter muito preparo?
    mais uma vez parabéns pelo relato que ajudara muitos daqueles que amam viajar. Abç Odete

    Responder
    1. bertagna Autor do post

      Odete, pra subir o Huayna Picchu é bom fazer um condicionamentozinho básico antes da viagem como fazer umas caminhadas diárias. Até prá desfrutar com mais conforto daquelas belezas. É uma subida íngreme que dura +- 1 hora e meia. Vale a pena tbem explorar os arredores de Cuzco, como o Vale Sagrado. Espero que façam uma ótima viagem. Depois nos conte !

      Responder
  14. Pastor

    Camarada, só elogios para sua publicação. Eu devia ter lido isto antes. Fiz essa viagem em setembro/12, numa DL-650, com mais dois amigos (ambos em Super Teneré 1200). Saímos de Juiz de Fora, passamos por Porto Velho (já morei aí por três anos, 90-91-92), também pernoitamos em Marcapata e fomos pra Cusco. A volta foi por Puno, descemos até Antofagasta (Chile), cruzando o Atacama por San Pedro (já estive lá duas vezes na XT-660), e entrando no Brasil por Foz do Iguaçu. Foram 25 dias e 11.000km. Ler você foi reviver cada passo. Dois amigos meu de BH, que não puderam ir no ano passado, contam comigo para abril/14. Já estou enviando seu lynk pra eles. Parabéns e boas estradas a todos nós.
    Pastor

    Responder
  15. Juan Fermin

    Muy bueno el sitio, muchas gracias y un fuerte abrazo de Arequipa ! Saludo a los brasileños q vienen al Peru. Fermin (Honda Transalp 700)

    Responder
  16. Rafael

    Boa Noite Bertagna.
    Simplesmente sensacional seu blog!!! Minhas dúvidas são as seguintes; Estou querendo ir em Janeiro de Kombi (modelo 2008), já que faço dela uma camper durante viagens pelo Brasil. Você acha viável eu ir com esse carro? Outra coisa, qual a maneira mais fácil de tirar o seguro internacional – carta verde-? As rodovias são bem sinalizadas? Agradeço por enquanto. Um grande abraço!

    Responder
    1. bertagna Autor do post

      Rafael, obrigado pelas palavras generosas ! Dá prá ir na Kombi na boa. As rodovias até Cusco são bem sinalizadas e são novas. Quanto à Carta Verde, ela não cobre o Peru. Lá o seguro é o SOAT. Até hoje não consegui ver um papel do Soat. O companheiro Pasin tá conseguindo um e daí eu posto no blog. O único problema de janeiro é que é a época das chuvas na Amazônia Peruana e há muitos “derrumbes” (quedas de barreira). Boa viagem e depois conte prá gente como foi. Beto

      Responder
      1. Rafael

        Bertagna, estou com uma dúvida. Estou finalizando o roteiro. Tendo em vista que sairei de São Paulo, irei pegar um pequeno trecho de Goiás, entrar ao Nordeste de Mato Grosso do Sul, cortar Mato Grosso, Rondônia e Acre. Gostaria que você me falasse um pouco sobre postos de gasolina. Encontro com facilidade? Há possibilidade de pane seca? Não esqueça que estarei de Kombi…Abraço, amigo!

        Responder
        1. bertagna Autor do post

          Sugestão: SP a Pres. Epitácio (Raposo Tavares e seus 1.000 pedágios)
          Depois de Epitácio/Nova Alvorada do Sul(MS)/Campo Grande(MS)/Rondonópolis(MT)/Cuiabá(MT)/Cáceres(MT)/Pontes e Lacerda(MT)/Vilhena(RO)/Pimenta Bueno(RO)/Cacoal(RO)/Ji-Paraná(RO)/Jaru(RO)/Ariquemes(RO)/Porto Velho(RO)/Extrema(RO)/Rio Branco(AC)/Assis Brasil(AC) e vc tá na fronteira. Algum cuidado entre C.Grande e Rondonópolis, entre Cáceres e Vilhena e entre Jacy-Paraná e Nova Califórnia. Depois de Nova Califórnia, só tem posto na entrada de Acrelândia, a uns 100 km de Rio Branco.
          Não entendi porque Goiás. abs

        2. Rafael

          Obrigado mais uma vez Beto. Citei Goiás, porque estava procurando um ponto de apoio, uma vez que não conheço a região de Rondônia. Este seu “cuidado” é em relação ao combustível? Estou pensando em uma maneira de armazenar alguns 20 litros…

        3. bertagna Autor do post

          Sim. Não sei a autonomia da Kombi. Me baseei na autonomia da XT660, com tanque de 15 lts e autonomia de , no máximo, 300 km.Em Rondônia, não há muito problema além dos trechos citados, há muitas cidades próximas umas das outras. abs

        4. Rafael

          Pois é Beto. É que agora estou pensando em ir com a minha outra Kombi (ano 75) e a sua autonomia é de no máximo 12Km na estrada…Sendo assim também queria te perguntar sobre locais para dormir (dentro do carro) no Peru. Há estacionamento e/ou locais seguros? Na Interoceânica e entre Puerto Maldonado e Cuzco tem postos? Agradeço mais uma vez. Bom final de semana!

        5. bertagna Autor do post

          Caro Rafael. Locais seguros prá dormir.. Humm . Talvez os postos de pedágio, pelo menos são bem iluminados. Tem também o Parador Mendez. Depois, em algum lugar da subida que não lembro, Um mirante foi inaugurado em 2011 . Fica afastado um pouco da estrada, com banheiro, bar e artesanato, só não lembro o nome. Nos povoados pequenos como Marcapata acho também que é seguro e é legal conhecer. Depois de Puerto Maldonado(encha o tanque até a tampa!) há postos(“grifos”) em Mazuko (lugar perigoso e com muitos garimpeiros) e em Quincemil. Depois acho que só em Urcos. Passei de moto lá e a autonomia da moto é bem pequena , cerca de 300 km, portanto acho que com a Kombi não terás problema. abs Veja o post da viagem ao Atacama !

  17. Jair Dikman

    Amigo, só vou escrever aqui para elogiar seu blog. Realmente algo singelo e prático, eficiente e não dá para não ler totalmente. Tenho um amigo que fez esta viagem de motorhome em 2012, mas não citou nada de interessante. Minha vez vai chegar em breve, apesar de ter receio a estes locais muito badalados, muito turísticos e você imagina porque. Gosto mesmo da tranquilidade, como bom mineiro de vivência. Suas dicas culturais são ótimas para nós que curtimos viagens para conhecer outras culturas, viver junto aos locais. Parabéns.

    Responder
      1. atacamadecarro

        Opa dei uma lida relato, vc fez o trecho que vai até Cusco, exato? Queria saber como está o trecho que vai direto até a cidade de Juliaca, sem passar por Urcos, abs

        Responder
        1. bertagna Autor do post

          Entendi. Vc quer sair (ou entrar) de/em Juliaca via Distrito de Macusani, Azángaro, etc. Cara, este trecho eu não conheço. Na ponte sobre o Iñambari tem um bifurcação ( para Puno, Juliaca,etc) e para Cusco. Como eu queria passar de novo em Machu Picchu, fiz o trecho via Urcos. Abs e depois conte as aventuras !

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  23. Alcindo Fernando Silva

    Ola Beto, grande viagem, parabéns
    Você achou seguro pegar o trem para MP em Ollantaytambo e deixar o carro no estacionamento da Inca Rail? Esse estacionamento é aberto ou tem alguém pra guardar os carros?

    Estou indo de carro, moro em Cuiabá, e esta duvida está me perseguindo pois não acho em nenhum lugar essa informação claramente. Quero pegar o trem que parte as 16hs, pernoitar em Aguas Calientes e retornar as 19hs do dia seguinte, pra não ficar tao corrido fazer Machu Picchu e a viagem em um único dia.
    Abraços e fique com Deus!!!

    Responder
    1. bertagna Autor do post

      Alcindo, achei seguro o estacionamento. Fica um vigia no lugar. Fiz novamente este trecho de moto, pernoitei em Ollantaytambo e daí a moto ficou numa pousadinha, na boa. Trecho brabo é BR 364 ! Faça uma boa viagem e depois nos conte.

      Responder
  24. Jayro Freitas

    Parabéns..
    Fizemos está viagem em 2002 quando quase não existia estrada,fomos em trê toyotas band em julho para festa do Sol.
    Agora com um Truckhome de nome Tronador devermos voltar agora em julho.
    Gostei das dicas,vou curtir um pouco seus conselhos.
    Devermos voltar pela Venezuela e nordeste do Brasil.
    Abraços e mais uma vêz parabéns pela viagem.
    Jayro&Sylvia.

    Responder
    1. bertagna Autor do post

      Valeu, Jayro, obrigado pelas palavras generosas. Apareça sempre e depois nos conte esta aventura de truckhome ! abs

      Responder
  25. Herbert Lira

    Muito bom, excelente dicas. Queria muito ir de Carro até Machu Picchu saindo de Floripa, mas vou acabar indo de avião em Abril e pretendo alugar um carro em Cusco para conhecer a interoceanica. Você acha que dá pra fazer o trajeto Cusco – Quince Mil – Cusco em 9-10 horas? Pretendo alugar um carro em Cusco as 8 da manhã e devolver as 18hs. Vo que esse trecho dá em torno de 400km ida e volta. abraço e mais uma vez parabens pelo site.

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    1. bertagna Autor do post

      Herbert, obrigado pela visita.Respondendo à sua pergunta : acho que prá fazer o trecho que você pretende em 10 horas é bastante puxado e vai depender do clima. Abril ainda cai um pouco de chuva e você pode ser premiado ! Na serra a média horária cai muito também. Sinceramente acho que compensaria o carro para fazer passeios em torno de Cusco (Ollantaytambo, Chinchero, Urubamba,etc) . Abs e boa viagem !

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  26. rudimar marcos

    Cara muito boa suas dicas. Show. Fiz este trajeto de moto agora em janeiro/13. Moto Transalp. Fui sozinho. Sai RS por Uruguaiana, Corrientes. Roque S. Pena, Jujuy, Purmamarca, Passo Jama, São Pedro Atacama, iquique, Arica, Puno e Cusco. Depois Machu Pichu e voltei pelo Acre, Rondonia, Chapada, Rondonópolis, Campo Grande e Porto Alegre. Sensacional a viagem. Quem quiser também dicas meu email é rmarcos.7@terra.com.br

    Rudimar Marcos

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    1. bertagna Autor do post

      Rudimar, valeu ! Fiz o mesmo trecho que tu numa XT 660 saindo por Porto Xavier, vou publicar o post em breve. abs

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  27. Ana Paula

    Parabéns… encontrei um site com muita utilidade!!!
    Meu marido e eu estamos planejando ir de moto, eu tenho uma Bandit e ele uma Hayabusa, agora em fevereiro. Só que o problema é que iremos com a cara e a coragem (marinheiros de primeira viagem para o exterior), já pesquisamos muito e o seu blog foi o melhor que encontrei! Posso te pedir alguma dica para nós que iremos de moto???
    Grata
    Ana Paula

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    1. bertagna Autor do post

      Ana Paula, fiz este trecho recentemente numa XT660 com minha mulher, vou postar por estes dias. O único problema de “fevereiro” é que chove bastante…no resto, é pé na estrada !
      abs

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      1. Ana Paula

        Bom dia!
        Só uma pergunta, ela foi na garupa da XT? eu tive uma e mesmo para o piloto eu a achava meio desconfortável, fiz uma viagem de 2.000 km com ela e cheguei quebrada… rsrsrsrs
        Ah e obrigada pela dica…

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        1. bertagna Autor do post

          Ana Paula, garupa mesmo… mulher guerreira ! Na última comprei um pelego prá forrar o banco ! Tem um post aqui de outra presepada, desta vez pela Patagônia abs http://wp.me/p2EFVn-5Kr

  28. Lucas

    Nossa este foi o melhor blog que consegui encontrar, muito bom estarei indo a cuzco em inico de fevereio via rio branco com alguns amigos de carro, seu blog esta me ajudando muito, vou ficar 5 dias em cuzco.

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  29. Mario

    Prezado Bertagna

    Quanta coisa util vc postou….perfeito e obrigado por compartilhar com “nós otros” rsss..
    Sou de Limeiira SP e estou querendo ir a Cusco dia 13 de novembro de troller (mas estou querendo saber da CHUVA neste periodo de segunda quinzena de novembro ao inicio da segunda quinzena de dezembro), mas como ninguém tem bola de cristal……..rsss
    Estou querendo ir pelo Acre e depois conhecer o lato titicaca e os outro lugares mais turisticos deo Peru e depois descer até o deserto do Atacama e sair pela foz do iguaçu….não está fechado ainda, mas em principio estou pensando assim……

    Neste ultimo novembro eu e minha esposa fomos até Ushuaia com o Troller, desci pelo chile sai em Chilo Xico e fui até El calafate indo para torre del paine, Punta arena e de lá Ushuaia…..foi incrivel……..

    Da uma opinião para mim se devo ir em face do tempo ou não……se não for agora somente terei chance de ir la para abril, mas dificilmente verei gelo né……

    se quiser dar uma olhada nas fotografias que tiramos estou lhe enviando o link das fotos
    http://www.flickr.com/photos/mariocbucci/sets/
    Infelizmente não sou organizado como vc, invejo isso, mas fica so nisso heheh

    abraços

    Mario /Eliana

    Responder
    1. bertagna Autor do post

      Mario e Eliana, estamos iniciando a temporada de chuvas que vai até aproximadamente abril/maio. Fiz recentemente o trajeto que vcs querem numa XT660 com minha mulher , só que ao contrário ( Rio Grande do Sul/Argentina/Chile/Peru/Acre), em breve vou postar. De Troller vai de boa em qualquer situação, só tem que ter cuidado com os “derrumbes” no Peru e combustível no Atacama ! O que vale é a aventura. Abs e apareçam sempre. Tô em Porto Velho, se precisar alguma coisa, senta o grito. Beto

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  31. martha

    gostei muito do seu diário de viagem…. fizemos a viagem pela interoceanica (marido, filho e eu) em janeiro/2012 e quebrando o tabu, fomos de carro mil kkkk… e vc acaba de conhecer os primeiros manés que foram a Cuzco e não foram a Machu Pichu… infelizmente meu marido passou muito mal (mesmo com a coca e os remedinhos) e não teve condições de enfrentar o desafio… mas voltaremos em breve e perderemos o título ora recebido kkkk… mas como saldo da aventura, fiquei maravilhada pelo que conheci, a cordilheira é inacreditavelmente linda, meu pequeno filhote (10 anos) realizou o sonho de conhecer a neve… os povoados, as pessoas, tudo muito diferente…. mesmo com os imprevistos, valeu muito a pena!

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    1. bertagna Autor do post

      Valeu, Martha ! Obrigado pelo relato, mas não se preocupe, imprevistos acontecem. Espero que voltem e que dê tudo certo !

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  32. Nilton

    Olá, parabenizo pelo belo relato. Farei a viagem agora em julho e que bom que tive o prazer de encontrar seu blog, também sou amante das duas rodas, mas irei de carro (voltarei de moto com um pouco mais de tempo). Gostaria que me informasse, claro, se possível, quanto gastou na viagem (por cabeça) para eu ter uma ideia de quanto gastarei, ainda não fiz as reservas dos “passes” para Machu Pichu e pretendo sair de Ariquemes dia 18/07/12 será que ainda consigo os ´’passes”? Não quero me transformar no único “mané” do planeta a ir a Cuzco e não visitar Machu Pichu. Abraços. Parabéns a sua parceira pela belas fotos.

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    1. bertagna

      Caro Nilton, que faça uma bela viagem. Minha dica, reserve logo as entradas pela Internet, porque é alta estação. Creio que com menos de 100 Us$ dia dá prá encarar, sem muitos luxos.(Incluindo gasolina, hospedagem, comida) Abs ( trecho perto da balsa do Abunã com MUITO BURACO, vá devagar ! )

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  33. Calixto A Irala

    Hola amigo! sou do paraguay ja que a politica por aqui ta esquentando a chapa vou subir aos andes para resfriar a materia gris, estou saindo amanha dia 05/07 Asuncion-py via Pedro Juan Caballero vou fazer tudo esse percurso seu e sair pelo chile e dai para a bolivia,argentina e novamente paraguay serao 9000 km em 26 dias com a minha familia num kia carens 2.0 diesel..na volta prometo a gente dialogar mais um poco..abraços!

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  34. Pingback: Moto Atacama : Acompanhe o dia-a-dia da Expedição Caribe Colombiano | Beto Bertagna a 24 quadros

  35. Anderson Santiago

    Cara, muito bom o relato. Fiquei mais motivado ainda em fazer esse trajeto de carro saindo de PVH! Mas vc acha que dá certo ir durante julho? Será q pode ter neve e o trecho ficar intransponível??
    Forte abraço..

    Responder
    1. bertagna

      Anderson, intransponível acho que não, mas é bom consultar outros relatos porque nunca fui nesta época.É a época de alta estação em Machu Pichu e tudo fica um pouco mais caro. Para o sul (Argentina e Chile) alguns “Pasos Aduaneiros” sobre os Andes fecham durante as nevascas, mas creio não ser o caso. Boa viagem !

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  36. Alex MArtins

    Parabéns pelo seu relato, o melhor que já tenha lido sobre viagem a machu picchu. Pretendo viajar de carro saindo de PVH ao velho pico em meados de junho. Sobre sua duvida se escreve seviche e se pronuncia sebiche, assim como o J, tem som de R, coisas do espanhol, moro na Bolívia a 4 anos e aprendo meu portunhol de cada dia, rsrsrs. Mais uma vez Parabéns por los relatos, com certeza vão ser de suma importância na minha viagem.

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    1. bertagna

      Valeu, Alex. Com informação não se brinca. Faça uma boa viagem e depois mande um relato prá nós. (A única atualização sobre o post é que já estão funcionando os postos de pedágio.) Abs.

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  37. Pingback: Viagem de moto : Interoceânica rumo a Machu Picchu | Beto Bertagna a 24 quadros

  38. Luiz Paulo Pretti

    Prezado Bertagna,
    Parabéns pelo excelente depoimento, com informções interessantíssimas para quem, como eu, pretende um dia fazer essa viagem. Parabéns também à Zane Santos pelas belas fotos postadas. Foi o depoimento de melhor qualidade e apresentação que encontrei até hoje, dentre os que consultei. Para fazer esse roteiro de moto, qual a melhor época que recomenda?

    Responder
    1. bertagna

      Caro Luiz Paulo, obrigado pelas palavras generosas. Quanto à época ideal prá ir de moto, depende de onde vc vai partir. Se a perna for via Atacama (tendo que cruzar os Andes em algum “Paso” de fronteira) tem que evitar a época de muita neve, por volta de junho a setembro. Já em janeiro, fevereiro e março há os “derrumbres” por conta das chuvas. Como pneu de moto não dá prá botar corrente… fica a seu critério. Esta viagem tava programada pra fazer de XT , foi em fevereiro, teria ido numa boa. Abs e apareça sempre.

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  39. Isabelle

    Muito bom o relato. Completo, útil e sem rodeios.
    Pretendo fazer essa viagem agora em abril e adorei cada uma das dicas. Também sairei de Porto Velho.
    Obrigada pelas informações.

    Isabelle

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  40. MotoTuristas do Gargamel

    Até que enfim um blog que dá as dicas mais importantes sem firulas, sem excessos retratando a VERDADEIRA realidade na Transoceânica via Acre. Fi esse trecho duas vezes em 2011 e 2012. Atesto que os relatos de Beto Bertagna (que não conheço) são muito úteis para brasileiros.

    Responder
  41. Pri

    Em quanto tempo vocês fizeram esse percursso???
    :)
    Bem legal o relato com as dicas, informações super úteis

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  42. Tunado (CDM)

    Parabéns pela belíssima viagem e por compartilhar tantas informações importantes!! E com o Marea então…!!
    Grande abraço da família CDM!

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  43. Deyvesson Gusmão

    Beto, meu velho… depois de ler esse relato da viagem, finalmente concluo: sou um frouxo!
    Tô bem aqui, do ladinho, e nunca encarei!
    Mas o relato é bom, muito bom… e ainda tá me exortando intimar a família a subir os andes. Irei! Melhor… iremos! Eu, a mulher e o “minino”!
    Abração.

    PS> belíssimas fotos, Zane!

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  44. FABIO CDM SP

    Amigo parabéns pela linda viagem a bordo do todo poderoso Marea, realmente deve ter sido emocionante e muito linda que venham novas viagens.

    Sucesso sempre.

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  45. Roberto Kuppê

    Pensei em fazer esta viagem, mas desisti por causa de problemas particulares. Mas, ainda vou fazer. Tenho uma caminhonete 4×4 e dá pro gasto.

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  46. LEONILDO BEZERRA

    Olá amigo Beto um abração do Recife. Sou de PVH, moro a trinta anos no Recife. Muito bonito esta aventura no Peru

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  47. Giovani Barcelos

    Grande viagem hein!!!

    Um patrimônio como esse é digno de ser visitado, revisitado … enfim, patrimônio cultural é isso: algo que caracteriza o lugar e é capaz de ser passado para gerações futuras.
    Algumas visões dessas nos alegram e dão esperança que um dia o nosso patrimônio será visto assim e não relegado à discussões sobre fotos e logomarcas. Quando sairmos desta mediocridade cultural, talvez consigamos realmente fazer o que a nossa cultura precisa: unir forças. O patrimônio está de braços abertos, nós estamos de braços abertos … mas … também não podemos nos abaixar, pois, como sempre disse meu pai, “quem se abaixa muito, mostra a … ”

    Giovani Barcelos
    Arquiteto

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  48. Geraldo Magela dos Reis

    Caraca! Quanta informação super-mega útil que tirei deste blog.

    Parabéns pela aventura.

    Final de dezembro deste ano, início de 2.013 farei juntamente com um amigo esta aventura, saindo de Patos de Minas Rumo a Machu Pichu via Estrada do Pacífico e retornando via San Pedro de Atacama (Paso de Jama).

    em Janeiro de 2.010 fiz essa aventura numa V-Stron DL 650, foram 12.000 kms de puro prazer.

    Um abraço e vou continuar colhendo informações deste blog.

    Parabéns e obrigado.
    Geraldo Magela dos Reis -

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