Arquivo mensais:fevereiro 2012

Sidney Magal revela que fã fez “sexo em sua coxa”. Como assim ?

Segundo o cantor, de quase 60 anos, “ela trançou as pernas em mim e fez sexo com a minha coxa. Ela revirou os olhos, teve um orgasmo e caiu desmaiada. Minha mulher, que estava ao lado, perguntou ‘o que a gente faz?’. Eu disse: ‘não sei, deixa ela gozar —” contou Magal, que já foi sex symbol e está casado há 33 anos com Magali.

Um dos pontos altos de sua popularidade foi no início dos anos 90 - com a efêmera explosão da lambada, Sydney Magal tornou-se um dos maiores ícones desta época, explodindo com a música Me Chama que eu Vou, que foi inclusive tema de novela Rainha da Sucata da Rede Globo. Também trabalhou em cinema, estrelando o filme “Amor Latino”, em que interpretava a si próprio.

Na entrevista, o intérprete de ” Sandra Rosa Madalena, a Cigana ” ,seu maior sucesso e  muito executada em programas como de Silvio Santos e Chacrinha entre o final dos anos 70 e início dos anos 80 revelou que quando se olha pelado tem vontade de rir e que faria sexo com um homem , se estivesse apaixonado.

O que é e quais as conseqüências do TDAH?

Inquietude, dificuldade de concentração, notas baixas na escola, esquecimento. Esses são alguns sintomas do Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), uma doença que acomete mais de 330 milhões de pessoas do mundo, mas que ainda é pouco conhecida.

Ainda muito se estuda a respeito das possíveis causas do TDAH. Alguns estudos sugerem que a doença está relacionada a alterações na região frontal do cérebro – responsável pelo controle do comportamento, capacidade de prestar atenção, memória, autocontrole, organização e planejamento – e suas conexões com o resto do cérebro. Essas possíveis alterações estão diretamente relacionadas aos neurotransmissores dopamina e noradrenalina, que passam informações entre células nervosas (neurônios).

Alguns fatores são considerados predisponentes, tais como certas substâncias ingeridas na gravidez, principalmente tabaco, baixo peso ao nascimento, sofrimento fetal e exposição ao chumbo na infância. Hoje em dia, de fato, já foram identificados genes relacionados ao TDAH, o que reforça a teoria da causa neurobiológica e não sócio-cultural como alguns ainda acreditam.

A doença dá sinais desde o início da infância e pode causar diversos prejuízos. “A criança tem dificuldade em manter a atenção especialmente em atividades que exijam raciocínio ou leitura, em concluir tarefas e atividades, em se organizar. Tem dificuldade em permanecer sentada, é inquieta, tem dificuldade em aguardar a sua vez. Estes sintomas frequentemente interferem no processo de aprendizagem e no relacionamento com amigos e com a família.”, explica o Dr. Guilherme Polanczyk, Professor de Psiquiatria da Infância e Adolescência da Faculdade de Medicina da USP.

Um dos grandes desafios do diagnóstico é o fato de muitos pais associarem o mau comportamento do filho a uma fase ou personalidade. “O diagnóstico é clínico, ou seja, baseado na entrevista com os pais, com a escola e na avaliação da criança. Os sintomas devem ser persistentes e acompanhar a criança nas diversas situações e ambientes em que está inserida. Quando estes sintomas prejudicam a criança, a necessidade de tratamento é inquestionável, e deve ser iniciado o mais cedo possível. O tratamento precoce evita o acúmulo de prejuízos e problemas ao longo do tempo, possibilita que a criança desenvolva o seu potencial e leve uma vida normal”, comenta.

O Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade não tem cura, mas, se cuidado, o paciente pode ter uma vida normal. “O plano de tratamento deve combinar medicação diária, psicoterapia e intervenções específicas em função de situações que acompanham o TDAH, como transtornos de aprendizagem, por exemplo. Para combater sintomas de desatenção e hiperatividade, as medicações se mostram mais eficazes do que outras intervenções”, conclui o especialista.

Concurso Teleimage de roteiro para curtas-metragens de ficção e documentário tem inscrição até 15 de março

Com a intenção de ampliar a qualidade final dos curtas-metragens, o I CURTATELEIMAGE abriu inscrições no dia 15 de dezembro de 2011. O prêmio contempla dois roteiros, um de ficção e um de documentário, de até 20 minutos. Os dois roteiros vencedores serão anunciados no dia 16 de abril de 2012 e receberão como prêmio todo o financiamento de finalização de imagem e som. A Fuji Filmes, parceira do prêmio, fornecerá todo o internegativo para o transfer de imagem dos dois curtas, de ficção e de documentário.As inscrições serão aceitas até o dia 15 de março de 2012 e podem ser feitas no Hot Site do prêmio – www.curtateleimage.com.br, onde estão todas as regras para a inscrição do roteiro e demais informações sobre o concurso. Os roteiros têm que ser originais e não poderão estar em processo de produção e nem serem de filmes já realizados. Os concorrentes não poderão ter dirigido nem roteirizado longas metragens de ficção ou de documentário. As participações estão abertas a qualquer roteirista que preencha essas exigências e queira inscrever seu roteiro. Serão aceitos roteiros com o máximo de 20 páginas, seguindo o seguinte formato: fonte Times New Roman, tamanho 12, com espaçamento entre linhas simples, cabeçalhos, rubricas e diálogos de acordo com o modelo de ROTEIRO disponível no hot site do prêmio. O júri que escolherá os dois projetos contemplados será formado por José Carlos Ribeiro de Oliveira, Newton Cannito, José Augusto De Blasiis, Selma Nunes e Roberto Vitorino. Os critérios que orientarão o júri serão: a) Criatividade da proposta apresentada; b) Coerência do roteiro e da proposta estética em relação ao conceito de curta-metragem de ficção e documentário; Os autores dos dois roteiros selecionados serão contemplados com o processo de finalização de imagem e som. A finalização de imagem poderá ser em resolução HD ou 2K a partir de película ou de arquivos digitais data, e constará de conformação on line da imagem, correção de cor, elaboração e realização dos créditos iniciais e finais e transfer tape to film com internegativos incluídos. A finalização de som será de edição, folley, pré mixagem, mixagem e print máster em Dolby Digital 5.1 .

Sob o efeito de hóstias alucinógenas, idosas têm visões de santos e atacam padre (via Correio do Brasil)

Ao invés de farinha normal, hóstias foram produzidas por engano com uma farinha alucinógena, que teve efeito imediato. E por isso, no último domingo, na igreja do Santo Espírito de Campobasso, na região central da Itália, desencadeou-se o caos: alguns testemunharam visões dos santos, outros abraçaram o crucifixo e duas idosas perseguiram o padre, batendo nele com suas bolsas e gritando: “Você é o demônio”. Foi apurado que se tratou de um caso de “ergotismo”, uma intoxicação alimentar causada por farinhas de cereais contaminadas por esclerócios que atingem a safra do grão. Os organismos microscópicos contêm uma grande quantidade de fungos, perigosos para a saúde, entre os quais costumam encontrar-se muitos agentes psicotrópicos, parecidos com o ácido lisérgico, ou LSD. Continue Lendo via Correio do Brasil

Maria Louca , Estrada de Ferro Madeira-Mamoré

Por JLGalvão Jr


Retornam as águas puras estiadas em grande purgatório

Livram pecados de almas cristais eternos

Degelos nascem fios altiplanos

Batismam crédulos, tementes, grandes caudais

Beni benedictus

Mater Madre de Dios

Guá Guaporé guamar

Mamoré

Exclamam in nomine sanctus

Pará guassús

que nomes intimam as águas grandes?

Curumim lhe basta igarapé

Taihantessú pequizal nascente pareci

Parecida semente se queda

Sol nascente já é íntimo de águas

Reproduz nelas

Seduz belas

Mães de botos

Enfilham fugaces facies

Eternas flores régias

Deleitam

Deitam

Maria louca em grande eito

Negros homens barbados sujeitam

Alvos homens enredam sem filhos

Gês em revolta em volta picam

Batismam falsos rebentos de santos

Deitam

Maria louca em longo feito

Res incógnita sem dolo

Inconsútil túnica verde mata

Visgos ancestrais enleiam

Timbós unem céu e solo

Deitam

Maria louca em férreo leito

Não há vau, não há vão, apenas

Observam atônitos movimentos tectônicos

Quebram o madeiro céleres cadenas

Teotônio barra indômitos

Deitam

Maria louca em íntimo peito

Silêncio de sons alados ou rastejantes

Infinitos sinos d’agua repicam

Dardos de luz ferem peles viajantes

Impiedosos óleos visgam

Deitam

Maria louca em ígneo pleito

Deitam velhos frutos metálicos

Deitam odes e versos torpes

Deitam barro sobre girândolas

Deitam losas sobre madeira

Super flumine materiorum

Ouço rumores da história

Vejo estranhas seges naufragadas

Sinto flores estioladas

Tombam

Maria louca em gesto nobre

Carnificina da BR 364 continua : a mais recente vitima é o prefeito de Alto Alegre dos Parecis, em Rondônia

Um acidente na BR 364 com a pick~up oficial do Gabinete matou o Prefeito de Alto Alegre dos Parecis, cidade situada a 500 km da capital de Rondônia, Porto Velho. Dirceu Alexandre(PSB) , de 38 anos era natural de São Miguel do Iguaçu (Paraná) e havia assumido a prefeitura com a eleição para a câmara federal do Padre Ton(PT), seu parceiro de chapa nas últimas eleições. No acidente também morreu o motorista da prefeitura. O preidente da Câmara de Vereadores, Obadias Odorico (PTN) deve assumir a prefeitura.

O Twitter é extrema bobagem e modismo passageiro

Por Beto Bertagna

Cada vez que eu entro no Twitter eu lembro do meu velho rádio Cobra 148 GTL “chucrutado”, antes que a grana desse para comprar um Yaesu FT7-B . Eu escolhia a frequência USB ou LSB (eram frequências, nenhuma porta digital nem associação de lésbicas) e mandava ver minhas mensagens curtas, atrás de quem me quisesse ouvir (seguir). E , me antecipando, como já ouvi antes a pergunta “Então, por que vc entra ?” , eu digo que entro porque quero, a hora que quiser e ninguém tem nada a ver com isso. Quá ! Mas… Acho o Twitter uma grande asneira que virou modismo supremo,e  que  ninguém sequer parou para raciocinar . Alguém chegou e disse que eram 140 toques o limite e pronto. E por que não 141? Ou 139 ? Nunca vi tal enxurrada de idiotices sem nexo, geralmente mal escritas , por pessoas que querem se passar por espirituosas e inteligentes. Que coisa fez este primo desaforado do fax, do telex, do cabograma, do radiograma, telégrafo, código morse... Todos os não tuiteiros são considerados imbecis por não embarcarem na onda. Como disse certo Ministro da Cultura, numa reunião em que todos queriam bancar os mais ilustrados : Que tal chamar aquela comadre, a tal da dona Humildade ? Dou, sendo generoso, uns 5 anos prá negadinha começar a abandonar esta idiotice absoluta, ou então para o fim total da humanidade que ainda tem algum poder de reflexão, porque a maioria tá vendo só o rabo abanar o cachorro sem fazer e sem entender nada. E não duvido que tenha professor universitário apregoando a nova “ferramenta” ! Daí já é quase artigo 171 ! É minha humilde opinião e go to Colorado Índica, que esta vale a pena ! Que falta faz o ensino do Latim no 2º grau , Meu Deus, se é que ele existe…

Conselhos e Reflexões para a Vida Inteira

Por Erika de Souza Bueno  

De um jeito ou de outro, todos nós vamos engordar um pouquinho com o passar dos anos. Então, já que isso é fato indiscutível, que aconteça por termos permitido nosso corpo gerar mais uma vida…

Sem muito o que fazer para impedir, todos nós também vamos ter rugas que denunciarão os anos que Deus está nos permitindo viver. Já que é assim, que sejam então rugas que mostrem que não tivemos medo de sorrir e nem de abrir bem os olhos para encarar os fatos da vida.

Ainda que possamos lutar contra isto, em algum momento seremos surpreendidos por algum mal-estar, que denunciará algum desgaste em nosso organismo. Já que não dá para fugir disso também, devemos aproveitar nossa saúde e disposição para dar a mão para quem precisa de ajuda.

Mesmo que não queiramos pensar sobre isso, vamos, infelizmente, cedo ou tarde, receber a triste notícia da partida de alguém. Então, enquanto a temos conosco, é bom não medirmos esforços para fazê-la feliz.
Ainda que inúmeras plásticas e demais recursos sejam criados constantemente para nos convencer que a juventude é eterna, sabemos que a beleza física é tão passageira como a nuvem da manhã que, quando nos damos conta, já passou e deu lugar à impetuosa luz do sol.
Vale a pena doarmos mais de nós; mais, vale a pena valorizarmos o que realmente não vai passar, que é a nossa vida com Deus para toda a eternidade. Vale a pena valorizar as pessoas, ajudando-as a enxergarem pela perspectiva de Deus, atribuindo valores ao que realmente importa.
Vale a pena pensar antes de falar bobagem, pois a memória de um coração ferido não é superada tão facilmente. Vale a pena não supervalorizar dias de festas, pois eles passam; o que não passa são as duras consequências de ações e reações impensadas ou pensadas sob o devastador efeito do álcool.
Vale a pena privar-se de algumas risadas para não constranger alguém que, momentaneamente ou não, está numa situação delicada.
Vale a pena visitar os idosos, as crianças abandonadas ou as pessoas que buscam no isolamento a falsa sensação de segurança. Vale a pena estender a mão e ajudar alguém a se levantar; vale a pena ser gentil em vez de apenas e friamente ser “educado”.
Vale a pena investir em horas de companhia junto à família. Vale a pena se cansar e dar colo à criança que ainda o pede. Vale a pena permitir sujar a roupa para pegar um cachorrinho abandonado no colo e levá-lo a um lugar seguro.
Vale a pena atrasar-se para chegar ao trabalho por não ter “cortado” os carros na contramão. Vale a pena controlar-se diante dos insultos que se recebe no trânsito e não entrar em discussões que podem desgastar sua energia tão desnecessariamente.
Vale a pena ser feliz, apostar numa segunda chance a um irmão, a um pai, a uma mãe que, num dado momento, não agiram da forma como você esperava ou precisava. Vale a pena investir em você, no seu bem-estar e, para isso, vale a pena pensar em Deus mesmo em momentos de grandes feriados, shows e demais festejos que, ao que parece, querem enlouquecer até as mais sensatas famílias.
Enfim, vale a pena – jamais se esqueça – pensar em Deus e em seus valores em quaisquer circunstâncias, pois Ele é a garantia da paz em cada família, em cada lar que o tem em primeiro lugar.
Acredite, vale a pena…

Vida Simples

Por Letícia Bertagna

ajudar na redução de peso; repor nutrientes, vitaminas e sais minerais; diminuir o apetite, sistema imunológico, funções intestinais, anemia, fraqueza, azia, gastrite, regeneração celular; normalizar a digestão e a função intestinal; estimular o crescimento e a recuperação dos tecidos; reduzir o envelhecimento precoce e a degeneração orgânica; fortalecer o sistema imunológico; proteger contra agentes poluentes e tóxicos; promover a desintoxicação orgânica, auxiliar no tratamento de doenças degenerativas e estados de desnutrição; auxilia no restabelecimento da saúde da pele e nos tratamentos contra a obesidade; desintoxicar o sangue e regular a glicose; distúrbios digestivos; distúrbios cardiovasculares; melhor e maior atividade cerebral; tratamento e prevenção de anemia; ajudar na hipertensão; úlceras do estômago, duodeno e gastrites crônicas, balancear a bioquímica do sangue.

Ai, que bondade! Ai, que energia! Ai, que desafio!

Por Marli Gonçalves

A gente quase desiste. Pensa que não existe. Até o santo desconfia quando ela é muita, quando é demais. Mas ela existe, sim, e se espalha por aí nas ações reservadas junto a quem precisa, se alimentando da sua própria alegria e dedicação. Eu vi a bondade humana despojada e feliz em poder dar uma mão, doar alguma coisa; nem que apenas um carinho seja, um bordado no pano de prato.
Tomei um verdadeiro banho de bondade essa semana ao conhecer grupos de voluntários que atuam em apoio aos pacientes com câncer de todo o país que vêm se tratar no Hospital Amaral Carvalho, em Jaú, São Paulo, centro de referência no tratamento, pesquisa e tecnologia no combate a esse que é um dos mais terríveis batepinos que atacam o corpo humano, interno, violento, solapante. Aquele mal que a gente já ousa dizer o nome, câncer, até porque esse monstro vem sofrendo grandes e visíveis derrotas e a esperança é a última que morre.

Por força do meu trabalho, foram dois dias na região. No primeiro, de cara, na pequena Pederneiras, vi formada diante de mim uma roda de mulheres e homens voluntários, mais mulheres que homens, que me contavam de suas vidas. E suas vidas se confundiam com as vidas dos que eles ajudam sorrindo, alguns dentro de suas próprias casas, suas famílias. Até a prefeita da cidade, Ilana, uma verdinha, é voluntária, ela própria vítima da doença.

O tabefe inicial foi constatar que, ao contrário do que se possa imaginar, esse voluntariado não passa pela ideia de simples benesses das senhoras da sociedade local lutando contra suas vidas entediantes, e que sai pedindo coisas por aí. Não mesmo. O que vi foram mulheres maravilhosamente simples, trabalhadoras, capazes de dividir o próprio pão, como dividem as horas de dedicação que doam dia após dia. O que fazem? Tudo o que for preciso para que o doente acredite e queira viver, o que ajuda sobremaneira – e de forma comprovada – em seu tratamento e recuperação. E também ajudam a família desse humano, amparando-a no que dá, e o que se torna menos uma preocupação estressante para o paciente.

Um círculo do bem. Para quem é mais sensível acreditar no ser humano pode fazer efeitos milagrosos, me desculpem os secos inveterados. Se puderem comer direito, tomar os remédios, ter onde dormir, e a quem recorrer, todos estaremos melhor.
Voluntários. Esse tema tem me chamado a atenção. Tem um número meio chutado correndo por aí dizendo que são 42 milhões de pessoas no país, fazendo algo. O que daria quase um terço da população brasileira, e uma certa dúvida de que, se fosse verdade mesmo, haveria tanta miséria. Mas, depois do que vi essa semana, não duvido é de mais nada. Será por saber disso que a presidente Dilma assina seus discursos públicos mandando um “beijo no coração”?

Nessa viagem não encontrei com igrejas, partidos, governos, associações sociais, embora todos os cidadãos voluntários seguramente os integre. Encontrei foi com experiências individuais que doam sangue, medula, conhecimento, dedicação, carinho, bolinhos, biscoitos, bordados, e a capacidade criativa e inventiva de fazer pedidos e encontrar doações de valores e coisas, para rifá-las e leiloá-las. Encontrei também com gente que desenvolveu técnicas de convivência admiráveis com o sofrimento, com a perda, com a morte. Pensei se talvez possam explicar essa força da forma que vivem, para o próximo, literalmente. Morre um, e vem o próximo que precisa. O movimento da vida.

Um movimento mais difícil quando vemos as crianças atingidas, as formas que o câncer toma, as almas femininas que sofrem com a perda de auto-estima que se esvai com os cabelos que caem na quimioterapia, com os bombardeios, com a arma letal que combate o pior, às vezes atingindo mais do que os alvos.

Daqui desse ângulo a gente percebe como tudo é tão relativo, e pouco pode ser muito. Como um dia pode valer uma vida. Entendi até porque a loucura da Narcisa Tamborindeguy é mais aceita do que as das outras mulheres ricas do tal programa. Outro dia mostraram um orfanato do qual ela cuida, o que pareceu verdadeiro dentro daquele mundo de fantasia.

Quem faz o bem, dizem, recebe o bem. Junto até de um olhar mais carinhoso de alguns. Eu olho com respeito e até uma ponta de inveja dessa admirável boa vontade de ser voluntário, como já foi dito: “A bondade é o único investimento que sempre compensa”. Vou levando fazendo as minhas voluntariosas formas de agir, ser, pensar, ajudar, com a minha gota de água nesse oceano.

Ai, que loucura! Ai, que desafio!

São Paulo, 2012, dia após dia aprendendo. (*) Marli Gonçalves é jornalista.

Nunca mais esquecerei os olhos que vi brilhando. Alguns, por ajudar. Outros, por ter encontrado ajuda.

Velho cartão postal

Recebi este cartão postal  de alguns amigos que participaram do lendário Projeto Rondon. ( No 5º BEC ficava o Campus Avançado da Universidade Federal do Rio Grande do Sul – UFRGS.  A propósito, aliás , por que não UFRO, em vez de UNIR ? ).

Ele, o cartão,  resistiu ao tempo, às mudanças, às traças e aos cupins. Era um cartão da Ambrosiana, acho que em parceria com a Foto Presidente. Vemos o Ypiranga em primeiro plano, mas não dá para precisar se já existia ou tinha acabado o Califa. Post especial para saudosos.

Cátia Cernov

Certa madrugada de lua em eclipse, calendário incerto, talvez fosse Júpiter que projetasse aquela sombra...

Cátia Andréa Cernov de Oliveira é escritora experimental. Tem 41 anos, três filhos e mora em Porto Velho. Publicou seu primeiro texto pela Literatura Marginal Ato III, da revista Caros Amigos. Seus contos e poemas tem sido publicados de forma independente: ela mesmo escreve, edita, imprime e distribui em bancas de revistas, bares, livrarias e sebos. Segundo ela mesmo diz : “Mas… Quem irá habitar o espaço? Os homens sábios, evoluídos, razoáveis, ou os senhores da economia que obterão o monopólio das viagens espaciais ? ” Se cruzar por ela pelas ruas de Porto Velho, tenha certeza : ela não é um avatar.

Cátia Cernov, um universo em movimento

Solarium (Latim = Relógio) Antiga constelação, localizava-se entre Horologium, Hydrus e Dorado. Extinta no século XIX

Ainda virá a pior enchente…

Enchente do rio Madeira atingiu os galpões da Madeira-Mamoré num passado recente.

As altas temperaturas e a alta umidade deixam o tempo abafado em Porto Velho. Esse tempo abafado favorece a formação de nuvens carregadas sobre a capital de Rondônia.

Podem ocorrer chuvas esparsas, mas que podem se transformar em temporais, mesmo sendo de curta duração – e o que chamamos de curta duração em Porto Velho são aguaceiros de 30 a 40 minutos – podem causar grandes prejuízos e transtornos.

O chão da cidade, de pouca ou nenhuma drenagem, está saturado de água. Mesmo que as autoridades tentem, não conseguirão resolver esse problema na atual temporada.

Ainda bem que a  temperatura está se mantendo em média em 30 graus. Mais calor, mais evaporação no rio Madeira, e mais chuva.

As informações, que valem para os próximos dias, são dos meteorologistas colaboradores do site “Climatempo”, com o aviso que parece ser ignorado por grande parte da população e por setores do serviço públicos que correm atrás dos prejuízos, ao invés de preveni-los: o perigo de novas chuvas fortes ainda não acabou.

Como disse há muitos anos em São Paulo, o então prefeito Olavo Setúbal, aos jornalistas que o acompanhavam numa vistoria a ruas arrasadas por uma inundação causada por uma chuva: “Ainda virá a pior enchente.”

Eu era um dos jornalistas que acompanhavam o prefeito por ruas cobertas de lama (na época morava na Capital paulista e era repórter da “Folha de S. Paulo”). Não dava para acreditar no prefeito: as águas tinham baixado deixando marcas de alagação que iam até o teto em algumas casas.

Como imaginar pior drama? Casas haviam desabado. Os bombeiros procuravam pessoas desaparecidas. Havia feridos hospitalizados.

Os sobreviventes nada podiam fazer além de olhar para a destruição de coisas que haviam comprado até com dificuldade: televisores, aparelhos de som, geladeiras, sofás, colchões, as roupas da família em guarda-roupas antes bem arrumados, tudo estava coberto por lama, lixo e podridão.

Aqui e ali se via um rato morto entre o amontoado de detritos em que tudo que havia nas casas tinha se transformado da noite para o dia. A enxurrada mal havia dado tempo para que salvassem a própria vida e a dos familiares.

A voz pausada e grave de Setúbal não significava auto-crítica ou tinha qualquer intenção política de culpar quem quer que fosse pelo desastre. Aliás, sequer poderia culpar inteiramente os paulistanos que também costumam, ou costumavam, atirar lixo nas ruas, nos córregos, bueiros e bocas-de-lobo – um costume que se espalha pelo país e existe em Porto Velho.

O prefeito Olavo Setúbal tinha razão. As enchentes são como um filme que se repete ao longo dos anos sem mudar o roteiro de sofrimentos e angústia de suas vítimas. Mas, aumenta o horror das cenas.

Atualmente, os fatores causadores de tragédias climáticas estão cada vez mais distantes dos locais onde elas ocorrem. As alterações são globais, planetárias. A poluição na China pode afetar o tempo no Ocidente. O desmatamento na Amazônia pode causar nevascas na Europa. Parece absurdo, mas não é.

De repente, descobrimos que a aldeia global em que vivemos não é a criada pela rede mundial de computadores, a Internet. Como espécie animal, somos muito poucos se comparados, por exemplo, com a população de formigas, trilhões de formigas, contra os nossos 5 ou 6 bilhões de humanos.

Mas, as formigas não poluem o meio ambiente, não agridem a natureza. Nosso planeta ficou pequeno demais para o lixo que produzimos. Nós o transformamos numa lixeira global. E a natureza está se vingando.

…………………..

(*)  Texto que continua atual de Nelson Townes, falecido em 2011.

Taba, Querida Taba no tempo que se bebia uma cerveja gelada com dignidade e os beócios rareavam nas ruas modorrentas…

Num intervalo das gravações do documentário de Luiz Brito, aparecem Euro Tourinho, Carmênio Barroso e Beto Bertagna levando na mão a primeira câmera Sony Digital que apareceu por estas bandas. Corria o ano de 1997. Naquele ano, a Funcetur presidida pelo Ruy Motta lançou um edital para apoio a curta-metragens, num projeto coordenado pelo folclorista Flávio Carneiro. Foi a primeira e única vez que algum Governo de Rondônia se preocupou com a questão audiovisual. Daquela geração despontaram realizadores como Lidio Sohn, Alejandro Bedotti, Carlos Levy, Jurandir Costa, Beto Bertagna e Luiz Brito. No Festival de Curitiba, ainda naquele ano, 4 produções rondonienses concorreram ao prêmio Pinhão. E a estréia do trabalhos teve um lançamento digno de Holywood (quááá !) com direito a tapete vermelho e canhão de luz na entrada da velha, saudosa. decana e completamente lotada Taba do Cacique, recanto dos boêmios, sonhadores, jornalistas, poetas, artistas e outros mentirosos. (Republicado a pedido)

Da esquerda para a direita, Bertagna, Carmênio e Euro Tourinho

Viagem pela Interoceânica, até Machu Picchu. De moto, até de carro eu vou ! Incrível !

Por Beto Bertagna

Sexta-feira chuvosa, início da noite, já estava há uma semana de férias “brancas” ou seja, trabalhando e com uma vontade doida de me aventurar pelo mundo. Dou uma olhada nos sites da Gol, Tam, Azul, Trip. Tudo caro demais, alta estação, poucas opções. Daí chega um amigo e pergunta: “Por quê não vai de carro ?’ . Tá bem. De carro. Mas prá onde? Estou em Porto Velho. Rio Branco eu já conheço muito bem , a Chapada dos Guimarães no Mato Grosso também…Ir para outra cidadezinha qualquer não ía provocar o que em linguagem DOS seria um “format :cérebro” ( ou Ctrl + Alt + De l) que eu estava precisando. Na  minha cabeça tinha planejado outra viagem, pelo Lago Titicaca, Oceano Pacífico, San Pedro de Atacama, Salar de Uyuni, Puno, Copacabana, Cusco, Machu Picchu, tudo de moto. Mas janeiro é uma época meia ingrata, muitas chuvas… mas peraí : Machu Picchu ? A cabeça roda, os pensamentos voam, se você for esperar sempre as condições ideais…Fazer agora, o que puder, com o que tem nas mãos… Chamo a Zane, minha amada e eterna companheira de aventuras e faço o convite, ela topa e vamos comemorar com umas Originais. Moto fica prá outra vez, carro está pronto, balanceado, correia dentada nova, pneus e suspensão em dia. Saímos no sábado pela manhã. Sem GPS (com planos de comprar um Garmin Zumo 660 em Cusco).  Poucos mapas impressos rapidamente, pouca informação e lá vamos nós.

Balsa : Travessia do Rio Madeira

Balsa : Travessia do Rio Madeira

Viagem até Rio Branco, aproximadamente 500 km, com uma balsa que cruza o rio Madeira em aproximadamente 40 minutos e custa R$ 13,50 por carro. Tinha motivos mais do que sentimentais e afetivos para pernoitar em Rio Branco ( afinal Vivica & Mariá moram lá !).

(Se necessitar, os contatos do Consulado Peruano no Acre -Rio Branco são: R. Maranhão, 280 – Bosque – Centro Cep: 69908-240 Telefone: (68) 3224-2727 / 0777 Fax: (68) 3224-1122 email: consulperu-riobranco@rree.gob.pe.)

Quem não quer passar em Rio Branco deve entrar a esquerda numa rotatória  existente na BR 364 cerca de 30 km antes da capital acreana, na Estrada do Pacífico, que leva a Xapuri, Epitaciolândia, Brasiléia e Assis Brasil (BR 317) Mas atenção,entre à esquerda, porque à direita vai para Boca do Acre, no Amazonas.Mais alguns quilômetros à frente, passando por Capixaba, vale a pena conhecer Xapuri e descansar  na Pousada Villa Verde principalmente para  quem está vindo de Porto Velho rumo a Cusco,  porque é praticamente a metade do caminho. Para quem está indo a Brasiléia/Cobija fazer compras também é uma boa.

Chegando em Assis Brasil você já está na fronteira. Vá até a Polícia Federal e carimbe seu passaporte dando saída do Brasil. Este procedimento é uma forma de barrar a saída de quem tem problemas com a justiça no país. Sem isso, você não consegue entrar no Peru.

Entrada e Av. princidpa de Iñapari - Cuzco 763 km / Lima 1868 km foto : Z. Santos

Entrada e Av. principal de Iñapari – Cuzco 763 km / Lima 1868 km foto : Z. Santos

Documentos necessários na aduana peruana : xerox do passaporte ( c/ original), xerox da CNH (c/original), xerox do documento do carro/moto em seu nome, ou em nome de um dos passageiros (c/ original). Se o veículo estiver alienado a alguma financeira, você precisará de uma declaração da instituição(banco financiador) registrada em cartório, liberando o veículo para sair do país. Este é um procedimento rotineiro em aduanas brasileiras, se você não proceder assim, pode ter problemas à frente, não caia em conversa fiada de “mané”.Vão colocar um adesivo da SUNAT no parabrisa do carro (Superintendência Nacional de Administração Tributária), a Receita Federal peruana, indicando que você é turista e o prazo de internação do veículo. Não sei se em moto colocam o tal adesivo. Também não sei se é bom ou ruim na questão “propina” , acho que , segundo o Raulzito, “é bandeira demais, meu deus !”. No meu caso passei incólume pelas blitz, mas ouvi muitas reclamações na aduana em Iñapari de brasileiros que vinham do norte peruano.

Primeira Dica

Eles não te obrigam a portar a PID (Permissão Internacional para Dirigir). Mas vale a pena fazer a sua, em qualquer Ciretran ou Detran. Paga-se uma taxa de aproximadamente R$ 70,00* e em dois dias você tem um documento que vale o mesmo prazo da carteira tradicional, e acredite, vai te tirar de encrencas…

* No Detran/RJ a taxa é R$ 107,72. Em São Paulo custa inacreditáveis R$ 221,54 !!!  Mas tem a opção de receber a PID em casa: R$ 232,54 (sendo R$ 221,54, referentes à taxa de emissão da PID, e R$11,00 referentes ao custo do envio por meio dos Correios.)

A mesma PID em Rondônia custa R$ 71,09.  A diferença exorbitante também se vê nos pedágios das estradas estaduais de SP . Prá cruzar a Raposo Tavares de cabo a rabo tem que levar um saco de dinheiro e… bem , esta já é outra história.

Um detalhe que muita gente desconhece, é que a PID tem que ser emitida no DETRAN de origem da CNH. Ou seja , se sua CNH é de Goiás, por exemplo, a PID tem que ser emitida em Goiás.

Na Argentina e no Peru, os guardas por não conhecerem direito o documento me liberaram para não passar vergonha certa vez…

A Permissão Internacional para Dirigir (PID) é emitida para que o condutor habilitado no Brasil possa dirigir no exterior, em países signatários da Convenção de Viena ou países que atendam ao princípio de reciprocidade : África do Sul, Albânia, Alemanha, Angola, Argélia, Argentina, Austrália, Áustria, Azerbaijão, Bahamas, Barein, Belarus (Bielo-Rússia), Bélgica, Bolívia, Bósnia-Herzegovina, Bulgária, Cabo-Verde, Canadá, Cazaquistão, Chile, Cingapura, Colômbia, Coréia do Sul, Costa do Marfim, Costa Rica, Croácia, Cuba, Dinamarca, El Salvador, Equador, Eslováquia, Eslovênia, Espanha, Estados Unidos, Estônia, Federação Russa, Filipinas, Finlândia, França, Gabão, Gana, Geórgia, Grécia, Guatemala, Guiana, Guiné-Bissau, Haiti, Holanda, Honduras, Hungria, Indonésia, Irã, Israel, Itália, Kuwait, Letônia, Líbia, Lituânia, Luxemburgo, Macedônia, Marrocos, México, Moldávia, Mônaco, Mongólia, Namíbia, Nicarágua, Níger, Noruega, Nova Zelândia, Panamá, Paquistão, Paraguai, Peru, Polônia, Porto Rico, Portugal, Reino Unido (Inglaterra, Irlanda do Norte, Escócia e País de Gales), República Centro-Africana, República Democrática do Congo, República Checa, República Dominicana, Romênia, Saara Ocidental, San Marino, São Tomé e Príncipe, Seichelles, Senegal, Sérvia, Suécia, Suíça, Tadjiquistão, Timor, Tunísia, Turcomenistão, Ucrânia, Uruguai, Uzbequistão, Venezuela e Zimbábue. Quer mais ?

Prá quem não conhece uma PID olha ela aí.

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……….

 Outra coisa que na fronteira não te obrigam é fazer o SOAT (um seguro semelhante à Carta Verde, comumente exigida no Uruguai , Argentina e Chile). Mas faça assim mesmo, ele elimina mais uns %  a possibilidade de você ser achacado por um policial no meio do caminho (palavras de motociclistas !). Em Iñapari, na fronteira,  ninguém vai saber te explicar nada. Já em Puerto Maldonado,   200 km adiante,  uma cidade com mais recursos , talvez você consiga pagar o SOAT . Tente alguma agência do Banco de La Nación , agência MultiRed.

Afinal uma cláusula do Código de Trânsito do Peru diz ” Todos los vehículos automotores que circulen por el territorio nacional deben contar con el SOAT.

Agora deixa eu dizer uma coisa : SOAT, que quer dizer dizer Seguro Obligatorio de Accidentes de Transito prá mim é como enterro de anão. Tentei fazer na Mapfre Peru, mas só tinha agência em Cusco. Ora, se eu estava indo para Cusco achei meio sem lógica. Tentei via on line na La Positiva, o processo travou no meio do caminho (as compras on-line no Peru necessitam de cartão Verified by Visa). Depois, em nova passagem pelo Peru, vindo do Chile, cruzei o país também sem o SOAT mas foi por opção de não perder tempo. Portanto, fica a critério de cada um. Pelo jeito ele não é assim tão “popular” como a “Carta Verde” na Argentina. Se você conseguir fazer , por gentileza, mande uma cópia prá gente publicar porque esta dúvida é GERAL.

Pois o nosso amigo Pasin me fez queimar a língua e me mandou um “SOAT”. Aqui vai:

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E tem mais. Ele ainda mandou estas utilíssimas observações:

1 – Normalmente é vendido pelo prazo de um ano lá no Peru e a sua feitura é situação comezinha em todo o pais.
2 – A menor fração que eu consegui foi de um mês, um doze avos, do que eu teria que pagar por um ano para o meu carro.
3 – Ele é obrigatório para todos os veículos que circulem no Peru e a multa, eu vi a tabela conversando com um guarda, é de US$ 450 ! Isto mesmo, quatrocentos e cincoenta dólares americanos!!
4 – Também normalmente é feito nas cidades maiores como, por exemplo, Puerto Maldonado, até onde eu sei em Inapari não faz.
5 – O HSBC, antigo Bamerindus, faz este seguro só pelo período que o viajante vai permanecer em território peruano, mas eu só sei que faz, nunca comprei aqui.
6 – Em nosso caso, como em Inapari não faz o SOAT, os guardas já não multam pelo menos até Cusco ou Juliaca, mais para dentro do território eles já multam e apreendem o carro até a efetiva regularização.

Os operadores autorizados estão na lista abaixo :

Você vai precisar de soles “en efectivo” durante a viagem, por isso providencie o câmbio logo na fronteira. Câmbio é aquela coisa que você que viaja já sabe. Vai dançar na entrada e vai dançar na saída. Mas não há outro jeito.

Segunda Dica

Use um cartão pré-carregado tipo Visa Travel Money em dólares.  Desde o fim de 2013 porém, a alíquota que era 0,38% passou para 6,38%. As operações tem tributação igual à do uso de cartões de crédito. A principal vantagem (  não pagar os 6 % que o governo brasileiro cobra dos cartões internacionais em uso noutros países) acabou. Mas você pode sacar e pagar contas na moeda local, esteja onde estiver. Isto tira um pouco da preocupação com as perdas nos câmbios e no problema de ficar sem dinheiro no meio da viagem. As boas casas de câmbio fornecem o cartão.

Os postos de gasolina (“grifos”) só aceitam em espécie, os hotéis e restaurantes de estrada também. Motos como a XT 660 não enfrentam problema de falta de combustível na estrada, apesar da autonomia pequena, em média de 300 km.  Mas vale a pena encher o tanque logo na entrada, a gasolina peruana é vendida em galões ( 1 galão equivale a cerca de 3,78 litros) com 84 ,90 ou 95 octanas.  Esta última você só encontra nos postos Repsol em Lima ou Cusco (quanto maior a octanagem, maior a resistência à ignição espontânea). Para entender melhor, se um motor de elevada compressão levar gasolina de baixas octanas a mistura pode explodir antes da faísca da vela, quando o pistão ainda está subindo no cilindro, e assim existe uma contra-força à inércia do pistão (o pistão está subindo e a explosão já está forçando-o a  descer antes do seu curso estar completo) o que provoca perda de potência e muito maior desgaste e esforço do motor.

Se um motor de reduzida compressão levar gasolina de maior número de octanas a mistura pode explodir mais tarde do que o esperado e também reduz a potência porque o pistão já iniciou o curso para baixo sem a impulsão da explosão e apenas porque a tal é forçado pela inércia do mancal o que vai roubar força às revoluções do motor.

No Brasil a gasolina comum possui 87 octanas, com mistura de alcool anidro. A Premiun possui 91 octanas. A gasolina peruana mais barata é a de 84 octanas e custa na região de Puerto Maldonado uns 11 soles o galão ou aproximadamente 2,90 soles o litro. É só fazer a conversão para reais. Quando passei lá o câmbio estava em 1R$ = 1,45 soles, ou seja a gasolina custava em torno de R$ 2,00. Mas se puder abasteça com a 90. Na fronteira a diferença de preço é muito grande, creio que deve haver algum subsídio por se tratar de fronteira e região amazônica. Mas o preço mais barato que encontrei foi em Puerto Maldonado. À medida que se adentra para o centro do país a diferença entre os tipos de gasolina cai bastante.

"Grifo" em Iñapari  foto : Z. Santos

“Grifo” em Iñapari/Província de Madre de Dios/Peru  foto : Z. Santos

Terceira Dica

Se for o caso, consiga a Carteira Mundial de Estudante no site http://www.carteiradoestudante.com.br . Ela custa R$ 40,00 , vale até o final do mês de  março do ano seguinte e em muitos locais legais de visitar você terá 50 % de desconto, o que por si só já paga a carteira.

A Rodovia Interoceânica tem 1.500 Km no Brasil e no Peru a “Carretera Interoceânica Sur” tem 1.100 Km somando 2.600 Km, atingindo a Cordilheira dos Andes a 4.800 metros de altitude. Sua rota passa por mais de  50 povos indígenas peruanos, com 207 pontes ,foi construída a um  custo aproximado de quase dois bilhões de dólares, gerou emprego para 4.000 trabalhadores pelas empreiteiras brasileiras Odebrecht, Andrade Gutierrez, Camargo Corrêa e Queiroz Galvão. Já estão funcionando 4 postos de pedágio ( 5 Soles por veículo leve e 5 Soles por eixo, para caminhões ou ônibus).

Veículos de 3 rodas, com a frente de moto, muito comuns no Peru e Bolívia

Veículos de 3 rodas, com a frente de moto, muito comuns no Peru e Bolívia

Prepare seu “portunhol” porque você vai precisar ! Fora as expressões comuns como “gasolina, aduana, Coca-Cola” (certa vez um amigo meu no Uruguay pediu uma “Cueca Cuela” ! Só faltei acrescentar : com faruefa ! ) algumas você vai ter que aprender. (Mesmo gasolina pode ser “nafta” .)  Lá vai : Longe / lejo-lejano ; Perto / cerca-cerquita ; Largo / ancho  ; Estreito / angosto ; Fechado / cerrado ; Café / desayuno ;  Janta / cena ; Colher / cuchara ; Faca / cutillo ; Garfo /tenedor ; Copo / bazo : Carne bovina / rez ; Frango / pollo ; Batata / papa ; Alface / lechuga ; Salsicha / chorizo ; Ovo/huevo ; Peixe/pescado ; Azeite / aceite de oliva ; Porco/cerdo ; Pimenta /ají ; Pneu / llanta  Roda / aro

Pronto , você já não vai passar fome. Qualquer dúvida consulte o Diccionario Castellano .

Os "derrumbes" são comuns na época das chuvas, tanto na Amazônia quanto no Altiplano

Os “derrumbes” são comuns na época das chuvas, tanto na Amazônia quanto no Altiplano

Quarta Dica

Faça vacina uns 20 dias antes contra Febre Amarela e leve à Anvisa para receber o Certificado Internacional de Vacinação ( um amarelinho, com data e lote da vacina). Vai que no meio da viagem você resolve entrar na Bolívia, por exemplo.

Adelante ! Estamos no Peru, próxima parada Puerto Maldonado. Até lá um asfalto ótimo, bem sinalizado e uma sequência de uns 300 quebra-molas em “áreas urbanas” sendo que este conceito é muito vago, pode ser uma choupana abandonada ou um agrupamento de 3 casas com uma escola. Atrasa prá caramba o ritmo da viagem, numa infinidade de freia, troca de marcha, acelera… De moto deve ser barbada transpor estas barreiras, respeitando é claro os pedestres,etc,etc,etc e alguns animais que às vezes aparecem pela pista. Eu por exemplo, tive orgulho de salvar um jabuti, que se arrastava no meio da pista ! Levantei-o e coloquei numa área alagadiça no mesmo rumo que ele estava tomando , mas fora da pista e livre do perigo de ser atropelado.

Este se salvou por pouco ! foto:Z.Santos

Este se salvou por pouco ! foto:Z.Santos

Na estrada , começamos a ter uma outra lição. Podemos ver a floresta amazônica em sua exuberância natural. Os peruanos ainda preservam suas florestas ao lado da rodovia, que passa a ser uma linha preta no meio do verde. Rondônia e Acre, com suas insanas máquinas de exploração do ” tudo em nome do progresso “, conseguiram acabar com qualquer vestígio de floresta às margens da BR 364 e BR 317, É ridículo para os brasileiros que vieram para estas plagas recentemente, mas vão conhecer a Amazônia através do Peru !

Neste trecho da estrada você cruza com muitas Vans/lotação com bagageiros completamente carregados e antigas Corollas Fielder, fazendo o mesmo serviço.

Vegetação exuberante acompanha a Interoceânica amazônica foto : Z. Santos

Vegetação exuberante acompanha a Interoceânica amazônica foto : Z. Santos

Chegamos em Puerto Maldonado ! Uma bela ponte substitui a antiga travessia por balsa, amplamente relatada por viajantes de moto e de carro. O trânsito é meio caótico e vale a lei da buzina mais alta ! Mas nada que se compare mais tarde  a Cusco e seus táxis malucos.

Em Puerto Maldonado, também dá para sacar soles em um “cajero” automático Visa  existente na Plaza de Armas. Há quem diga que a cidade tem a ver com as peripécias do irlandês Brian Sweeney Fitzgerald, ou Fitzcarraldo, na pronúncia dos índios e na imaginação fértil do cineasta alemão Werner Herzog. Houve de fato um Carlos Fermin Fitzcarrald, o brutal barão da borracha de Iquitos que explorou o Madre de Diós e fundou Puerto Maldonado. Verdades à parte, compensa ver o filme antes de viajar, uma belíssima produção de Werner Herzog, com Klaus Kinski fazendo o papel principal.(Se possível também veja “Burden of dreams” , o making of da produção caótica do filme que perdeu  Jason Robards no meio da filmagem por motivos de saúde, em que Herzog tem que apontar um revólver para Kinski continuar o filme, há um conflito entre Peru e Equador no meio das filmagens, enfim , coisas para o messiânico Herzog lutar desesperadamente. Bem, mas esta já é outra história…

Quinta Dica

No caminho, vários quiosques e bolichos anunciam desayuno e truchas fritas. São as trutas, peixes de águas gélidas, que os peruano servem fritas com batatas cozidas. Peça também um “mate de coca”, que é delicioso e ajuda a aquecer o corpo e prevenir os males da altura. Nas cidades, o ceviche é um prato imperdível. Aproveite para fazer um contato mais próximo com a cultura andina.

Puerto Maldonado. Um obelisco? Uma torre ? Uma escultura ? foto: Z.Santos

Puerto Maldonado. Um obelisco? Uma torre ? Uma escultura ? foto: Z.Santos

Passando Puerto Maldonado, você ainda terá uns 140 km de estradas planas em território amazônico. Tem um parador turístico funcionando (Família Mendez) que tem um banheiro bem cuidado, possívelmente o melhor até chegar em Cusco. É hora de cruzar um garimpo de ouro a céu aberto, às margens da RN 26, a Carretera Interoceânica Sur.  Reduza um pouco a velocidade, por segurança, porque as pessoas atravessam a pista sem a menor preocupação ( há varios “borrachos”, afinal é uma currutela de garimpo) e por diversão, porque você verá várias cenas pitorescas, como placas de buates, hotéis em cima de palafitas, “casas” à venda, enfim , uma babel.  Depois de Quincemil e Mazuko, começa a serra de Santa Rosa e a aventura pela Cordilheira Real. A serra é bem íngreme e lembra um pouco a passagem entre o Chile e a Argentina, Los Caracoles. A serra também serve para desmistificar algumas coisas. Por exemplo, vi um Pálio 1.0 subindo na minha frente. Ele anda um pouco mais “despacio” , mas anda !

foto : B.Bertagna

foto : B.Bertagna

 O velho Marea não decepciona nas curvas e mostra porque durante muito tempo foi a viatura de interceptação dos “Carabinieri” italianos. As curvas agora são em U, o ar começa a ficar rarefeito e a temperatura a baixar. Nas curvas vale a lei da Buzina (Claxon).Nos caminhos sinuosos, apareciam de vez em quando bandos de G650gs, matilhas de XT 660, enxames de V-Stroms. Por falar nisso, cruzei com ônibus da Movil Tours, que faz o trecho Rio Branco X Cusco às quartas-feiras e aos sábados., com saída às 10 hs.  A paisagem muda e aparecem as lhamas para compor o cenário andino.  A esta altura (da montanha e do campeonato) quem tiver algum problema com o mal da altitude (o soroche) já vai sentir alguns efeitos : dor de cabeça, tontura, enjôo. Vale a pena parar em algum bolicho na beira da estrada e tomar um mate de coca, ao preço de 1 ou 2 soles. Banheiro também é problema, principalmente se um dos viajantes for mulher. Os “griffos” não tem a estrutura que você está acostumado em postos de gasolina no Brasil , que mais parecem hoje um Shopping Center. Nem é necessário dizer para levar sempre absorvente e papel higiênico de reserva.  Estamos indo agora em direção ao vale do Inambari/Madre de Dios que marca a transição entre a selva amazônica e o início do altiplano.

Diferenças de temperatura brutais em poucas horas.

Diferenças de temperatura brutais em poucas horas.

Após cruzar a cidade de Mazuko, preste muita atenção. Há uma bifurcação : seguindo reto vai-se para Puno/Juliaca/Lago Titicaca. Tem que virar à direita, sentido Cusco e atravessar uma bela ponte sobre o rio Inambari, um afluente do rio Madre de Diós . ( Ainda ouviremos falar muito deste nome : a hidrelétrica de Inambari (2,2 mil MW), é um empreendimento orçado em  US$ 4 bilhões e fica a 300 km da fronteira. Será construída pelo Brasil , que importará do Peru 80 % da energia produzida pela usina , a um custo estimado de US$ 52 o MWh)

Mais algumas horas e se chega a Marcapata, com uma paisagem deslumbrante, ao lado de vulcões extintos, e a assombrosa cordilheira. Na ida, já noite escura, havia um “derrumbe” a 500 metros de Marcapata, o que nos fez dormir na cidade num hotel simples mas aconchegante. A porta do quarto dava para a praça da cidade. A porta do banheiro também saía na rua. Mas tudo muito barato, e os donos foram gentis e corteses o tempo inteiro. Um rápido passeio em Marcapata nos leva à igreja de São Francisco, feita de taipa e coberta com palha.

 Após mais um monte de curvas em U, a 4.000 metros de altitude, estamos próximos do Vale Sagrado dos Incas.

Os povoados se sucedem, com suas casinhas de taipa e de pedras, com varandas e plantações de batata nos quintais. As mães peruanas carregam os “niños” nas costas em faixas enroladas sobre as crianças.

foto : Z. Santos

foto : Z. Santos

Os pastores cuidam dos seus rebanhos de alpacas e lhamas. Chegamos já nas proximidades de Cuzco, e seus tesouros culturais, entre eles o mais idolatrado, procurado e festejado por turistas e aventureiros do mundo inteiro : Machu Picchu.

Não deve existir no mundo inteiro “Mané”  que tenha ido a Cusco e não tenha conhecido Machu Picchu.

Sexta Dica 

O período seco, sem chuvas, se estende de maio a setembro. Coincide com o período de alta  estação de Machu Picchu(junho/julho), quando há um incremento no número de turistas europeus. É a melhor época também para subir o Huayna Picchu , porque você terá uma visão aberta de Machu Picchu. Mas também é a época da neve nas estradas.

Em todo o canto do mundo, os aventureiros deixam seus rastros.

Em todo o canto do mundo, os aventureiros deixam seus rastros.

Sétima Dica

Preste bem atenção porque 7 é o número do mentiroso. Para os males das alturas ( Sorojchi na Bolivia, Soroche no Perú e Ecuador, Apunamiento na Argentina e Yeyo na Colombia)) não levamos o tal do oxigênio em lata ( cerca de 25 soles nas boas farmácias) , não mascamos folha de coca ( cerca de 3 soles um saco que dá prá mascar o ano inteiro), não tomamos Dramin, Diamox (acetazolamida), Sorojchi Pills,  nada. Fizemos a tática da hiperhidratação com Cuzqueña bem gelada. Cuidado ! Na maioria dos povoados e até mesmo em Cuzco servem ela natural ! Diga que é brasileiro e que gosta de cerveja gelada, a maioria dos estabelecimentos que vende este tipo de produto perecível e  sensível irá entender. Bebemos muita, mas muita mesmo, Cuzqueña. Tem a pilsen (loura) a Lager ( roja ) e a de trigo (Premium), todas excelentes. Deu uma dorzinha de cabeça que logo passou e atribuímos à altura. Fondo blanco !!! De 6 a 10 soles a “botella” de 620 ml. De 4 a 6 soles a “Personal”, equivalente à Long Neck (350 ml). Pode acompanhar um pisco puro, equivalente da nossa branquinha, só que feito de uva graduação alcoólica= 46º). Se preferir, pisco sour, quase uma caipirinha (fieito com clara de ovo,limão, açucar,gelo e angostura).

Uma das poucas fotos que a Zane não bateu

Uma das poucas fotos que a Zane não bateu

Oitava Dica

Não se arrisque a transitar com seu carro/moto por Cusco. Não vale a pena ! O trânsito é completamente maluco, as ruas estreitas,  lotações ensandecidas, táxis que não param de buzinar. Em 2 horas consegui levar dois esporros das guardetes ( as mulheres são maioria  na guarda de trânsito). Me livrei de multa pela cara de choro( olhos arregalados como filhote de gato) e porque ainda desconfio que elas não sabiam como multar um veículo estrangeiro. O táxi custa 3 soles fixos de dia, e 4 soles de noite. Vá de táxi (rezando, porque ele vai tentar atropelar velhinhas, fechar o ônibus que é 25 vezes maior que ele, etc,etc) E você ainda fica liberado para o tratamento de hiperhidratação contra o soroche sugerido algumas linhas acima ( Cuzqueñas bem geladas). 

Estamos chegando em Cusco, começa a aumentar o movimento na estrada, comércios feios da periferia se pronunciam (como em quase todas as cidades do mundo). A chegada é pela Av. de la Cultura, uma extensão da rodovia e é relativamente encontrar a Plaza de Armas, no centro histórico e nevrálgico da cidade.  Cusco , situada no sudeste do Vale de Huatanay ou Vale Sagrado dos Incas,  a 3400 metros do nível do mar, tem hoje cerca de 300.000 habitantes. Em idioma quíchua significa “umbigo”, talvez por ser a capital administrativa e cultural do Tahuantinsuyu, ou Império Inca. Em 1983 , foi declarada Patrimônio Mundial pela Unesco. A cidade já foi destruída por dois grandes terremotos : um em 1650 e o outro trezentos anos após, 1950. A Igreja da Companhia de Jesus foi destruída parcialmente pelos terremotos e  restaurada pelo governo peruano.  Vale a pena pagar um guia pelo menos para visitar esta igreja e a Catedral, você descobrirá muitas histórias interessantes como o Nosso Senhor dos Tremores, um Cristo que foi enegrecido pela fumaça das velas dos fiéis e que todos os anos é levado em procissão pela cidade, durante a Semana Santa .

Nona Dica

Vale a pena comprar o “Boleto Turístico del Cusco” por 130 soles, e com direito a visitar 16 lugares ( Moray, Ollantaytambo, Pisac, Chinchero, Tambomachay, Pukapukara, Q´enqo, Saqsayhuamán, os aquedutos de Tipón com as igrejas coloniais de Andahuaylillas e Huaro, Pikillacta, Museo de Sítio de Qoricancha, Museu Municipal de Arte Contemporânea, Museu Histórico Regional, Museu de Arte Popular, Monumento Pachacuteq e Centro Qosqo de Arte Nativo. Você pode também comprar por circuito I, II e III, pagando 70 soles. O boleto vale por 10 dias e é individualizado.

Sem me aprofundar muito 10 locais indispensáveis para visitar em Cusco :

1. Catedral (Plaza de Armas) Também com muitos quadros como “A Última Ceia”, de Marcos Sapaca Inca, de 1753. A catedral e a Igreja da Companhia de Jesus foram construídas em cima de antigos palácios incas e destruídas parcialmente pelos terremotos  de 1650 e 1950.

2. Igreja da Companhia de Jesus (Plaza de Armas) Um dos maiores retábulos que já vi , ornado em ouro. Um museu de quadros a óleo fantásticos pintados por artistas indígenas como Marcos Sapaca Inca.

3. Qorikancha / Igreja e Convento dos Dominicanos / Museu Arqueológico. Entrada pela Av. El Sol. O Centro Qosco de Arte Nativo fica quase em frente.

4. Igreja das Mercês

5. Museu Inka – Se você gosta de arqueologia, é uma tarde inteira para visitar.

6. Espetáculo de música andina e dança folclórica no Centro Qosco de Arte Nativo, na Av. El Sol, diáriamente, no final da tarde.

7. Museu de Arte Pré-Colombiana

8. Igreja e Convento de São Francisco de Assis

9. Igreja de San Blas

10.Museu de História Regional ( Casa de Garcilaso de la Vega).

Música andina e dança cusqueña no Centro Qosco, na Av. El Sol. Espetáculos diferentes todos os dias por volta de 18 hs (se informe). O ingresso custa 25 soles per capita, se você não tiver o boleto turístico. foto:Z. Santos

Música andina e dança cusqueña no Centro Qosco, na Av. El Sol. Espetáculos diferentes todos os dias por volta de 18 hs (se informe). O ingresso custa 25 soles per capita, se você não tiver o boleto turístico. foto: Z. Santos

Vista noturna da lateral da Igreja da Companhia de Jesus e Qoricancha, a partir da Av. El Sol. foto:Z.Santos

Vista noturna da lateral do Convento Dominicano e Qorikancha, a partir da Av. El Sol. foto: Z.Santos

Vista diurna do Convento Dominicano e do sítio arqueológico de Oricancha

Vista diurna do Convento Dominicano e do sítio arqueológico de Qorikancha

Ruas de Cusco : em cada pedra as marcas da história

Ruas de Cusco : em cada pedra as marcas da história

Saída meio complicada para Chinchero. Dobre no posto Repsol da Av. El Sol, a direita e siga em frente. Ollantaytambo: 77 km

Saída meio complicada para Chinchero. Dobre no posto Repsol da Av. El Sol, a direita e siga em frente. Ollantaytambo: 77 km

Uma boa opção é ir de Cusco a Ollantaytambo (onde você pode guardar o carro/moto) via Chinchero. Se você não pretende prosseguir até Lima ou Nazca e for voltar pela Interoceânica rumo ao Brasil, e não quiser mais passar por Cusco, uma ótima rota é Urubamba, Calca, Pisac e Pikilaqta, saindo a 45 km de Cusco rumo a Puerto Maldonado.

Nos arredores : Saqsayamán , Qenqo e Pukapukara .  Atenção: todos estes lugares merecem visita demorada ! Para quem está focado em Machu Picchu, vale subir a estrada via Chinchero passando em Urubamba e chegando em Ollantaytambo (onde você pode guardar o carro/moto) . Depois, se  não pretende prosseguir até Lima ou Nazca , vai voltar pela Interoceânica rumo ao Brasil  e não quer mais passar por Cusco, uma ótima rota é Urubamba, Calca, Pisac e Pikilaqta, saindo a 45 km de Cusco rumo a Puerto Maldonado.(clique no mapa para ampliar)

De  Ollantaytambo saem os trens até Águas Calientes, onde você terá que pernoitar caso queira subir o Huayna Picchu. Ao lado da estação de trem, dá prá deixar o carro/moto no estacionamento. No caso da Inca Rail, um trem mais chicoso (passagem a US$ 85, ida e volta, por pessoa, com direito a chá de coca, snacks, barrinha de cereal, sucos e chocolate) o estacionamento é na faixa. Se você for com a Peru Rail, o estacionamento custa 3 soles a hora. Como você vai passar a noite e o dia , fica no mínimo em 72 soles.

Sítio Arqueológico de Ollantaytambo

Complexo Arqueológico de Ollantaytambo

Plaza de Armas em Ollantaytambo, um vilarejo que preserva o desenho urbano e os muros feitos pelos incas. foto:Z.Santos

Plaza de Armas em Ollantaytambo, um vilarejo que preserva o desenho urbano e os muros feitos pelos incas. foto: Z.Santos

Rua estreita calçada com pedras. Ollantaytambo

Rua estreita calçada com pedras. Ollantaytambo

Pronto. Já estamos na estação de Trem em Ollantaytambo. Mais 1:40 minutos de viagem e estamos em Águas Calientes, nos pés do Machu Picchu ! Quem consegue ficar acordado com o balanço do trem , avista belas paisagens como a do rio…. que serpenteia a cordilheira, acompanhando os trilhos.Compre o bilhete marcado para as poltronas do lado esquerdo do trem, cuja vista é mais legal !

Paisagem da janela do carro de passageiros da Inca Rail.

Paisagem da janela do carro de passageiros da Inca Rail.

Vista parcial de Águas Calientes, nos pés do Machu Picchu

Vista parcial de Águas Calientes, nos pés do Machu Picchu

Agora é jogar prá dentro um “1/2 pollo” , megahidratar com as nossas Cuzqueñas e procurar uma pousada barata para dormir, porque o despertar será às 04:30 da manhã para pegar os primeiros micro-ônibus que sobem a montanha ( o primeiro sai às 5:30 hs, mas a “cola” já está imensa, nesta hora).

Este é o boleto que você imprime pela Internet.

Este é o boleto que deve ser comprado e impresso pela Internet.Dá acesso ao Huayna Picchu pela manhã e na volta, Machu Picchu até a hora de fechar, 17 hs, se quiser.

Décima Dica:

Se você vai subir  o Huayna Picchu tem que reservar o ingresso com bastante antecedência. Os grupos são limitados em dois, um que sai às 7 hs da manhã com 200 pessoas e outro sobe às 10, com mais 200. O ticket para Machu Picchu e Huyana Picchu é específico.Faça a reserva no site oficial aqui http://www.machupicchu.gob.pe/  . Não esqueça de liberar as janelas pop-up do seu navegador. O site foi melhorado no dia 31 de janeiro de 2012, segundo um comunicado do Ministério da Cultura do Peru.

Outra coisa: cara, subir o Huayna Picchu requer um mínimo de condição física e sistema cardio-respiratório em dia. Se você tem algum problema ou está muito fora de forma, não encare. É melhor consultar um médico antes.

O preço do ingresso para Huayna Picchu/Machu Picchu é de 152 soles para cada adulto. Somente para Machu Picchu, o ingresso custa 128 soles e só podem entrar 2.500 pessoas por dia.  Depois de fazer a reserva, você tem duas horas para confirmar o pagamento senão a reserva cai. ( Se estiver já dentro do Peru e não conseguir via On Line, vale a pena enfrentar uma “cola” (fila) enorme no Banco de La Nación del Peru para pagar a confirmação da reserva. O horário de funcionamento dos bancos é das 8:00 às 17:30 hs. Em Iñapari, há uma agência na Plaza de Armas. Em Puerto Maldonado, o banco fica na Calle Daniel Alcides Carrión N° 241-243 - Distrito: Tambopata, telefone 082 571 210. Aos sábados , o banco abre das 9 da manhã às 13 hs. O cartão de crédito aceito no pagamento on-line tem que ter a facilidade “Certified by Visa”. Confira se o seu cartão tem essa facilidade, senão ele NÃO será aceito e vc terá que pagar numa agência do Banco de la Nación . Se estiver na época de alta temporada nem sonhe em deixar para fazer a reserva na última hora, Você não vai conseguir !

6:40 da manhã. Fila para entrar no Huayna Picchu.

6:40 da manhã. Fila para entrar no Huayna Picchu.

Informações extra-oficiais dão conta que quem for estudante (com a carteira da ISIC) só pode comprar ingresso no  Escritório da Dirección Regional de Cultura – Cusco , Av. de la Cultura 238 (em frente ao estadio Universitario), Librería del Ministerio de Cultura (Casa Garcilaso) Condominio Huáscar Cusco – Perú, de segunda a sexta-feira das  8:00 as 16:00 horas ( é a avenida que dá prosseguimento à estrada logo que se chega a Cusco vindo de Puerto Maldonado) e no  Escritório do Centro Cultural de Machupicchu , em Aguas Calientes, já no povoado aos pés de Machu Picchu, de segunda a domingo, das 5:20 às 21horas. Isto porque houve tentativa de fraude com os boletos de estudante. Você pode mudar o nome ou a data do portador do ingresso com as seguintes penalidades : Se até 24 hs antes, 30 % do valor, se até 48 hs antes, 25 % do valor, se 72 hs ou mais , 10 % do valor. Quem quiser fazer o Caminho Inca, só pode comprar o ingresso nas agências da Direccion Regional de Cultura.

Pernas bambas, um pouco de falta de ar, emoção. Depois da descida do Huayna Picchu, ficamos o resto do dia vasculhando, admirando, sorvendo Machu Picchu aos pedacinhos , que delícia !

Após este dia bem cansativo ainda dirigi uns 150 quilômetros. Como a ida foi via Cusco/Chinchero , voltei via Urubamba, Calca, Pisac, Pikilaqta sentido Urcos. Atenção : Em Pisac, a saída é via San Salvador. Cruze a ponte e é a primeira rua à esquerda, na verdade já a rodovia. Mas não siga em frente para não chegar em Cusco novamente. Se estiver usando GPS, tente usar mapas gratuitos disponíveis no Projecto Mapear.

Nas alturas do Wayna Picchu

Nas alturas do Huayna Picchu…

cansaço e felicidade.

…cansaço e felicidade.

Confesso que saí do Peru com uma dúvida : afinal é ceviche ou cebiche ? Putz, esqueci de colocar mais fotos de Machu Picchu no blog. Mas também, nem precisa, tem tanta foto na net. O Marea rola suavemente na estrada de volta, chuvas, pensamentos… Meus amigos do sul, agora poderão fazer toda a perna via Pacífico. Conhecer a Chapada, Villa Bella da Santíssima Trindade. Logo asfaltam de novo a BR 319  até Manaus. Daí… San Pedro de Atacama é logo ali…documentos que precisa…dá prá ir em 10 dias…A 66 tá com ciúmes… E o GPS Garmin 660, tinha esquecido ! Mas dizem que em Iquique tudo é barato e então…Estrada !

Ouça aqui Machu Picchu, de Hermes Aquino

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> Sabe aquela expressão do “Oiapoque ao Chuí” ? esqueça .

Villa Verde : Uma pousada aconchegante no meio do caminho do Pacífico

Quem vai fazer compras em Cobija, na Bolívia , cidade fronteiriça com Brasiléia no Acre, ou então visitar o Peru ( fronteira de Iñapari, com a cidade acreana de Assis Brasil), ou mesmo trafegar pela recém-inaugurada Rodovia Transoceânica em busca de Machu Picchu, Lima, Antofagasta, Nazca e outros encantos do Oceano Pacífico, tem muitos motivos para entrar em Xapuri, a 200 km de Rio Branco pela BR 317. Além do Museu de Xapuri, que conta a história do ciclo da borracha no Acre e da Casa de Chico Mendes, tombada pelo Patrimônio Histórico Nacional, Xapuri apresenta uma excelente opção de repouso para enfrentar muitos mais quilômetros. É a Pousada Villa Verde, um pequeno paraíso comandado pelo Miguel, italiano “buona gente” que além do conforto de seus apartamentos decorados com simplicidade e elegância, oferece um café restaurador para quem vai ainda à frente. De Xapuri se chega no mesmo dia em Cusco, ou vice-versa. Também é ponto de referência para quem vem de Porto Velho, cerca de 700 quilômetros. E para quem gosta de astronomia, a Pousada dispõe de um pequeno observatório astronômico com um telescópio profissional, que em época de chuvas raras, permite vasculhar os céus com precisão, em busca de supernovas e outras galáxias. O telefone para reservas da pousada é (68) 3542 3012 e o e-mail é villaverde-pousada@hotmail.com  .

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Viagem pela Interoceânica, até Machu Picchu. De moto, até de carro eu vou ! Incrível !

PQP, meu gato pôs um ovo

Puta que pariu,
Meu gato pôs um ovo
Mas gato não põe ovo
Puta que pariu de novo…

Ventania

(Reflexão para as milhares de pessoas com dengue neste Brasil afora e que serão abduzidas por 2012 acompanhadas solitariamente de 750 mg/ml/cc de paracetamol. Adeus ao pastor que um dia profetizou: uísque é o cachorro engarrafado.)

Bichano em ócio criativo numa janela do 1º povoado do Brasil, Cananéia/SP Foto: Z. Santos

Ventos bolchevistas sopram na Petrobras (via Prof. Hariovaldo Almeida Prado)

A petrossaura empresa paquidérmica que onera a nação com seus fracassos e deficiências foi saudada pela presidenta usurpadora (assim como o fora Getúlio) durante a posse de sua comadre Graça Foster no comando da estatal. A empresa falimentar é hoje um dos maiores pesos do orçamento nacional, um verdadeiro buraco negro que enterra milhões de dólares em gastos inúteis devido ao gigantesco cabide de empregos em que se transformou. Surgida graças a visão comunista de Getúlio Vargas, a empresa não é hoje nem uma sombra pálida do projeto a que ela se destinava, sendo apenas motivo de piada e de vergonha para o país no exterior.

Continue Lendo via Prof. Hariovaldo

O Brasil à espera dos chineses

Em 2009 mais de 28 mil chineses nos visitaram. Já em 2010, o número chegou aos 38 mil.

Hoje, a China é a principal parceira comercial do Brasil, mas ainda há entraves. A abertura para produtos manufaturados vindos daquele país tem provocado queixas da indústria nacional. Além disso, exportações agrícolas e pecuárias encontram dificuldades, diante das barreiras impostas pelos asiáticos.

A China é hoje o terceiro país do mundo que mais gasta com o turismo no exterior – na faixa dos U$$ 55 bilhões.

E com a presença dos chineses no Brasil ficou constatada algumas diferenças em relação ao turista ocidental.

“O chinês não é um turista de sol e praia. Ele gosta de conhecer a estrutura da natureza do país visitado e seu ecoturismo. Por isso, temos que nos preparar para oferecer o que eles gostam de ver”,disse o diretor do Departamento de Estudos e Pesquisas do Ministério do Turismo, José Francisco Lopes.

PARA BEM RECEBER OS CHINESES

CUMPRIMENTOS: evite contatos físicos. A cultura chinesa trata com reverência os mais velhos, portanto, sempre comece por cumprimenta-los, antes dos mais jovens.

TRATAMENTO: os sobrenomes chineses vêm à frente do nome, diferente do Brasil. O nome da família é mais importante. E sempre entregue documentos com a mão direita para os asiáticos. A mão esquerda é impura.

NEGOCIAÇÕES: Não tenha pressa. Para o chinês, ‘tempo é tempo’, pois a paciência é um importante valor agregado a qualquer negociação.

O MAIS IMPORTANTE: Nunca confundir chineses com japoneses. Os chineses orgulham-se de pertencer a uma das civilizações mais antigas do planeta.