Arquivo diários:25/11/2011

Bolsonaro, o Senhor Preconceito

Mais uma do Bolsonaro,,,o preconceituoso. Destilando sua estupidez REAÇA pra agradar o eleitorado de extrema direita, o deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ) usou a tribuna da Câmara dos Deputados pra questionar a orientação sexual da Chefe Dilma. Ao atacar a campanha elaborada pelo governo pra combater o preconceito contra homossexuais, Bolsonaro afirmou que Dilma deveria assumir seu “amor por homossexual”.Disse: “Dilma Rousseff, pare de mentir. Se gosta de homossexual, assuma. Se o seu negócio é amor com homossexual, assuma, mas não deixe que essa covardia entre nas escolas do primeiro grau”. As declarações do parlamentar constrangeram colegas que estavam no plenário da Casa e fez juristas pedirem a aplicação de punições pelo Conselho de Ética da Casa. Mais tarde, o parlamentar tentou amenizar a fala negando que tivesse falado sobre as preferências sexuais da presidente. Segundo Bolsonaro, ele teria se referido ao amor de Dilma pela causa homossexual.
O PT anunciou que vai entrar com nova representação no Conselho de Ética quase sempre Sem Ética do Congresso pra investigar a conduta do deputado no seu discurso homofóbico mais recente.

via Ipanema Expressa

Bairro do Mocambo, em Porto Velho, recebe projeto Cinco e Meia

foto :Ana Aranda/Divulgação

foto :Ana Aranda/Divulgação

Por Ana Aranda

O bairro Mocambo, berço da boêmia de Rondônia, será palco nesta sexta-feira de uma festa cultural, com a apresentação de grandes nomes da música regional. O grupo “Choro entre Amigos” vai iniciar a programação, às 20h. Em seguida Heitor Almeida apresentará  o festejado show “Eternamente Cartola”. O evento será finalizado com o som contagiante da Banda Sambolero, sob o comando de Orismildo. A programação também inclui a mostra de  artesanato “Feira do Sol”, a partir das 16h, na praça São José, e pratos regionais, como vatapá, galinha picante e tacacá. A tarde-noite cultural desta sexta no Mocambo é uma realização dos projetos Cinco e Meia e Acordes na Praça, com patrocínio da Secretaria Estadual de Cultura, Esporte e Lazer (Secel) e apoio da Fundação Municipal de Cultura Iaripuna e da Associação de Moradores e Amigos do Mocambo. O grupo Choro entre Amigos que se apresenta no Mocambo será formado por Nicodemus (violão sete cordas), Válber (pandeiro), Válber (cavaquinho e bandolim), Paulo Humberto (flauta) e Nélson (clarinete). A participação de músicos talentosos, que já dominam seus instrumentos, promete uma grande apresentação musical. O show “Eternamente Cartola” produzido e apresentado por Heitor Almeida foi criado em 2009 e incluído no Movimento Gente da Mesma Floresta, sendo considerado um dos melhores trabalhos apresentados recentemente na região Norte. O trabalho terá a participação de Heitor Almeida (voz e percussão), Bosco (saxofone), Nei (cavaco), Júnior Lopes (bateria) e Ênio (surdo, voz e violão). O grande compositor Cartola, que dá nome ao trabalho, dispensa comentários. Formado por antigas famílias de Porto Velho, o bairro Mocambo abriga descendentes de trabalhadores da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, Soldados da Borracha e outros nordestinos que se transferiram para a Amazônia na primeira metade do Século XX. O bairro abriga poetas, músicos, artesãos e artistas plásticos. Criado há seis anos, o bloco de carnaval de rua “Até que a Noite Vire Dia”, formado no Mocambo, já é considerado o terceiro maior da cidade e no Carnaval de 2011 reuniu 30 mil pessoas.

Ritual Yaokwa do povo indígena Enawene Nawe é reconhecido pela Unesco

O Comitê Intergovernamental para Salvaguarda do Patrimônio Imaterial, reunido em Bali, na Indonésia, aprovou nesta quarta-feira, 23 de novembro, a indicação de inclusão do Ritual Yaokwa , do Povo Indígena Enawene Nawe, do noroeste do Mato Grosso, na Lista de Patrimônio Cultural Imaterial em Necessidade de Salvaguarda Urgente. O pedido para que a manifestação cultural, já protegida no Brasil desde novembro de 2010, passasse a ter também a atenção da Unesco partiu do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – Iphan. A indicação contou com a anuência da comunidade Enawene Nawe e com o apoio da OPAN – Operação Amazônia Nativa e do projeto Vídeo nas Aldeias.

A ministra da Cultura, Ana de Hollanda, comemorou a votação positiva e ressaltou que a inclusão de mais um bem brasileiro na lista da Unesco “reforça a política do Ministério da Cultura, por meio do Iphan, de permanente renovação da gestão do patrimônio, ampliando a proteção sobre a diversidade cultural, perpetuando bens e costumes de todos os cantos do país”. Para o presidente do Iphan, Luiz Fernando de Almeida, essa é mais uma conquista que “valoriza a diversidade do patrimônio cultural brasileiro, mas, acima de tudo, garante a proteção de um ritual sagrado que expressa e dramatiza todo o percurso histórico feito pelos Enawene Nawe”. Ele explica ainda que o Ritual Yaokwa é uma “manifestação da memória coletiva e histórica, e a expressão de uma estética da existência, que se produz a partir do uso e manejo dos recursos presentes em seu território de ocupação histórica”.

Esta sessão do Comitê Intergovernamental para Salvaguarda do Patrimônio Imaterial ainda avaliará as candidaturas brasileiras à Lista de Boas Práticas de Salvaguarda, como a Série Cultural Popular Viola Corrêa, a Sala do Artista Popular, a Chamada Pública do Edital do Programa Nacional do Patrimônio Imaterial, o Museu Vivo do Fandango e a Documentação da Língua Poruborá: contribuição para a salvaguarda do patrimônio linguístico.

Este ano, também serão avaliadas pela Unesco 84 candidaturas de todo o mundo para a inscrição na Lista Representativa do Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade. Atualmente, a lista possui 213 bens inscritos, de 68 países, dentre eles, os bens brasileiros Expressões Orais e Gráficas dos Wajãpi e o Samba de Roda do Recôncavo Baiano. O Iphan, em parceria com as comunidades e instituições envolvidas, enviou três candidaturas à Lista Representativa: o Frevo de Pernambuco, o Círio de Nossa Senhora de Nazaré, de Belém do Pará, e a Cachoeira de IauaretêLugar Sagrado dos povos indígenas dos Rios Uapés e Papuri, no Amazonas, que já fazem parte dos 23 Bens Registrados como Patrimônio Cultural Brasileiro. No entanto, em função do grande volume de candidaturas recebidas pela Unesco, essas só serão avaliadas em 2012.

O Ritual Yaokwa é a mais longa e importante celebração realizada por esse povo indígena, atualmente uma população em torno de 540 indivíduos que vive em uma única aldeia, na terra Enawene Nawe, uma área de 742 mil hectares, homologada e registrada, localizada numa região de transição entre o cerrado e a floresta Amazônica, no estado do Mato Grosso. Com duração de sete meses, este ritual define o início do calendário ecológico-ritual Enawene que abrange as estações seca e chuvosa de um ciclo anual marcado pela realização de mais três rituais: Lerohi, Salomã e Kateokõ. Parte fundamental do Yaokwa ocorre quando os homens saem para a pesca de barragem, construídas com sofisticadas armações que se configuram em elaboradas obras de engenharia, dispostas de uma margem à outra do rio. Este é o ponto alto do ritual que começa em janeiro, com a coleta das matérias-primas para a construção das barragens e com a colheita da mandioca. Desde o primeiro contato com a “civilização branca”, em 28 de julho de 1974, os Enawene Nawe têm se tornado cada vez mais desconfiados diante das ameaças que os cercam, como madeireiros e garimpeiros, mas principalmente os impactos ambientais causados pela construção de pequenas centrais hidroelétricas que, embora se localizem fora da terra indígena, vêm sendo construídas em locais próximos às cabeceiras dos rios, que são utilizados durante o ritual.