O manifesto de Anders Behring Breivik, o carniceiro de Oslo (via Aventar)

Além de ter criado uma conta no Facebook (cópia disponível) expressamente para a função cartão de visita, Anders Behring Breivik deixou um manifesto em vídeo. Está lá tudo: nacionalismo, anti-marxismo e anti-islamismo.

Não me passando pela cabeça que todos os anti-marxistas, nacionalistas e neo-cruzados desatem para aí aos tiros, o fato é que esta ideologia está entre nós. Não é preciso ir aos foruns e blogues de alguma direita e da extrema-direita para os encontrar, basta ouvi-los nos transportes públicos. O fato de as forças de segurança norueguesas terem subestimado o perigo de atentados vindos desta gente que não usa turbante e combate a “aliança multiculturalista”, é muito significativo. Nada impede um destes tipos que andam de Salazar na boca de seguir o exemplo do norueguês (e sabe-se como este tipo de atentados produz efeitos de contágio).

Quero eu com isto dizer que se deve travar a liberdade de expressão da direita? não, esse seria o pior caminho. Mas é tempo de as polícias europeias lhes dedicarem a atenção que concentram apenas noutros fundamentalistas.  O 22 de julho pode não ficar por aqui, e o branqueamento pela comunicação social da emergência política desta gente (não esquecer que em muitos países da CE estão no poder, ou bem próximos dele), não ajuda nada. Não se trata apenas de um louco, que tudo aponta para não ter agido sozinho, trata-se da emergência de uma ideologia contra a qual a Europa deveria estar vacinada em época de crise. Tal como em 1900 e trintas, não está. Não a tomem a tempo, e ainda vemos a História a repetir-se, novamente como tragédia, é claro.

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