Arquivo diários:24/07/2011

Você comeria? (via Verme Da Gripe)

É pão, Mas você comeria? Trata-se de uma padaria da Tailândia, na província de Ratchaburi ( 100 km a oeste de Bangkok). Eles pretendem difundir o pensamento budista de não acreditar no que se vê, porque o que se vê, pode não ser tão real quanto parece. Os detalhes fazem a perfeição da criação, parecendo quase real e chamando a atenção de todos que passam em frente à padaria.   … Read More via Verme Da Gripe

Sopas de letrinhas que dizem tudo

Por Marli Gonçalves

Ufa, vou sentar um pouco para descansar, relaxar, jogar conversa fora. Aliás, conversa, não: letras, letrinhas e letreiros. Siglas, acrônimos, abreviaturas, códigos. Horror dos horrores. Fora as senhas que “nêgo” agora quer, para serem aceitas, que a gente use letras e números, sem repetição, mais de 8. Tudo bem. Sem repetição; até mesmo porque nunca mais a gente lembra qual foi a finalmente aceita pela maquininha.

QAP. TKS. QRU. Permaneça na escuta. Obrigado. Você tem algo para mim? Quem não fica irritado (ou mesmo curioso) quando passa pelos grandalhões dos seguranças – de caras amarradas e olhar de “esgueia” - e os vê segurando radinhos que fazem bips ardidos com caras de agentes 007 e falando em forma de letrinhas? Será que estão dando alguma ordem para matar? Estarão falando mal de mim? SOS.

Estamos rodeados delas. Parece conspiração para que nunca mais nos entendamos entre nós, QSL? Pior é que nesta nova avalanche virtual em que vivemos elas se enfronharam de vez em nossas vidas e algumas resolvem se casar com números.

Cada site quer uma combinação para registro e cada um tem normas próprias. Se for de banco, acrescente-se ITokense/ou cartões com centenas de mais números.

Charles, Alfa, Roma, Alfa, Charles, Alfa. Caraca. Esse é um código fonético que usa palavras chave para você soletrar claramente e não confundir alhos com bugalhos ou coisas piores. A gente até faz isso normalmente, mas sem grandes decorebas. Vamos já de O, de Ovo; P, de Pato; M, de Maria e N, de Nair, a coitada que acaba sempre entrando na história, e por aí afora, dependendo da criatividade do indivíduo. Na oficial os caras sofisticam: T, de Tango; P, de Papa; o O é deOscar. Os pilotos usam muito.

Já os “Qs” são de um código internacional instituído em 1959, em Genebra, Suíça.

Agora é tudo sigla ou acrônimo. Sigla é um sinal gráfico, e o mais comum é que seja a primeira letra daquilo que se quer ganhar tempo. Acrônimo é a mesma coisa, mas você fala tudo junto. Entendeu? Tipo PAC (pronuncia-se “páque”). Para nunca ser normal, tem uns que as pessoas usam dos dois jeitos, dependendo de quanto querem parecer melhores.ONGs, por exemplo. Tem uns azedos que falam O, N, G, “oenegê”, enchendo a boca.

Por sua vez, funcionários públicos adoram uma abreviatura, faltam gozar com elas. Principalmente se forem salariais DA-4, DA-5. Também amam dizer que trabalham nelas, as letras. O cara trabalha no Instituto de Catadores de Pipas nas Ruas e enche o peito: vira ICPR. Temo que os serviços públicos nunca funcionem direito por conta dessas porrinhas, dessas letrinhas. Só os Correios, de códigos postais, se contei direito, tem 161 combinações de duas letras. Algumas, diferentes, mas para designar as mesmas coisas. Tipo Objeto Internacional(EF, EG,EU,EV,EX, CD,CE, algumas delas).

Já que comecei a reclamar, vou seguir. Já reparou que ninguém mais faz mais “mestrado”? É MBA (pronuncia-se emibiei), sempre dito com cara de importante, esfregado no interlocutor, como quem diz que é mais inteligente. Cada setor de mercado inventa também um monte delas, as palavrículas, e viram todos diferenciados. Tem sigla para falar em rádios amadores. Aliás, tem gírias. “O Botina Branca vai Bater poeira” (O médico vai tomar banho).O Capacete está vendo Caixa de Abelha” (O sogro está vendo televisão). Se alguém te oferecer um Chá de Urubu, aceite. É café. Copiou? (Escutou?)

Brincando com esse assunto descobri umas coisas bem legais, além de todo esse linguajar. Sabia que tem sites e mais sites de siglas? Tem um, o www.siglas.com.br, onde você pode pesquisar, até para entender do que é que estão falando, e que fica o tempo inteiro variando, mostrando uma sigla a cada segundo!Completíssimo. Andei por locais que a razão desconhece: sites de caminhoneiros (cowboys do asfalto, como se intitulam), sites para pessoas e instituições ligadas à segurança no trabalho (354 diferentes). Uma ZDI, Zona de Defesa Interna.

Tem siglas de informática, de exportação, de doenças. Siglas de unidades organizacionais (!), de saúde, de educação. Nasceram de alguma forma de tentativas de simplificação? Pior, grande parte delas é apenas só junta algumas com certo significado, ou sem vogais, ou corruptelas, como no caso do TKS (thanks, obrigado).

Englobando tudo isso, tem mais as siglas partidárias, sindicais e/ou qualquer coisa que não queira exatamente se identificar: PT, PSD, PMDB, PTB, PSDB, PDT, PSTU, UGT, CUT, UNE. OB. Ops, OB não. É marca de absorvente. Maxi, midi, mini.

OBS: imaginem que lembrei agora de umas férias de julho, do ginásio, da tenra adolescência. Tínhamos, acho que no segundo ano, um professor de Química horrível, carrasco, brucutu. Ele andou se irritando com a classe e não teve dúvidas. Nas férias daquele ano nos obrigou a fazer todas as combinações da Tabela Periódica de Elementos, uma a uma, na mão. Um “cobre”, se é que me entendem. Um a um. Um com cada um de todos os outros, seus números e massas atômicas. O Polônio (Po) com o Mendelévio (Md), o Magnésio (Mg) até dar diarréia, e o Bismuto (Bi) até encontrar com o amigo Laurêncio (Lw). O Rutherfórdio (Rw) com o Promécio (Pm).

Bullying! O que deve ter tido de gente que, só de vingança, se inspirou e tirou o nome do filho dessas combinações!

São Paulo, 2011, criptografada, com jargão, em tempos de DNIT

(*) Marli Gonçalves é jornalista. ASASP (o mais rápido possível), QRV (estarei à sua disposição). A propósito, QSL é Entendido, confirmadoQSL? 

NR : QAP, QRV , Dona Marli !

Estou saindo do armário (via A Ruiva)

Calma gente, não é o que vocês estão pensando! Não virei shimbalaiê! A questão é que estou saindo do armário em outro sentido: estou começando a assumir para mim mesma e para a sociedade o fato de que eu não tenho religião. E digo mais, assumir que não acredito em deus. Desde pequena eu não conseguia aceitar a ideia de que um livro poderia regrar toda a minha vida, e que um ‘cara lá de cima’, que dizia que me amava, me mandaria para o inferno se eu mentisse para a minha mãe sobre ter arrumado o meu quarto. Sentia-me incomodada quando eu ameaçava fazer alguma peraltice de criança e minha avó me desafiava com um sonoro ‘deus castiga, menina’. … Read More via A Ruiva

Carlos Bica : recital “O Índio de Casaca”, em Porto Velho

Na temporada de 2011 o SESI/RO e Árias Produções trazem à Porto Velho  o violonista Carlos Bica, que estará apresentando Audições comentadas  nas Escolas e Recitais no Pátio da Empresa Camargo Correa, no programa  obras do mais importante e singular compositor brasileiro, onde na sua  música retratou o Brasil e criou o grande movimento nacionalista,  Heitor Villa-Lobos. As apresentações serão no dia 27 de julho – 20h – Camargo Correa,  dia 28 de julho – Inauguração do Centro de Eventos do SESI e dia 30 de julho – 11h – SESI/Odebrech – Centro de Eventos do SESI
Villa-Lobos, nascido no Rio de Janeiro, realizou importantes viagens pelo Brasil  para pesquisar sobre a cultura popular e a partir deste material  escreveu grandes obras, em especial para o violão. Desde tenra idade  já tinha no seu íntimo uma grande paixão pelo instrumento tanto que  sua primeira composição chamada panqueca foi escrita originalmente  para violão. Depois de seu encontro com os chorões nas noites  cariocas, dedicou algumas peças à compositores deste gênero, como o  chôros 1 dedicado à Ernesto Nazareth.
Na Espanha teve um encontro com o grande solista Andrés Segóvia, para  quem dedicou seus estudos, e o concerto para violão e orquestra, as  outras obras, os prelúdios foram dedicadas à sua amada Arminda  Villa-Lobos, que criou o museu Villa-Lobos no Rio de Janeiro.
Na semana da arte moderna de 1922 recebeu o apelido de O Índio de  Casaca do artista Menotti del Picchia pelas histórias que eram  atribuidas à ele e pela sua forte influência da música indígena  brasileira.
Carlos Bica nasceu no Brasil em 1973. Estudou técnicas de violão com o  violonista argentino Eduardo Castañera, e análise musical e  interpretação com o compositor brasileiro Flávio Oliveira. Participou  de master classes com violonistas de diversas nacionalidades, entre  eles os uruguaios Eduardo Fernandez e Abel Carlevaro, o Alemão Frank  Bungarten, o argentino Eduardo Isaac e o italiano Flávio Sala .
Estreou aos 16 anos, versando o repertório clássico de todas as épocas  e estilos. Apresentou concertos ao lado da Orquestra Filarmônica  Brasileira e atua realizando master classes nas universidades e  conservatórios brasileiros.
Tem realizado recitais nos principais teatros do Brasil. Como  professor de violão, tem desenvolvido trabalhos de música de câmara  com o quarteto de violões Orphenica Lira, formado por alunos seus.  Gravou seu primeiro disco Contemporâneo Latino aos 20 anos, no qual  interpreta obras de compositores latino-americanos. Também gravou DVD  no Teatro São Pedro, em 2004, com obras de Narvaez, Villa-Lobos e  Albeniz. No mesmo ano gravou DVD com o compositor Rached Karketi, de  Hamburgo/Alemanha. Tem realizado recitais em Rádios e televisões no  Brasil e Uruguai.
Realizou recitais de música de câmara em duo com a soprano Elenara  Nunes, com o pianista Carlos Morejano e o percussionista Bira Lourenço; também em quarteto, com instrumentistas da Orquestra  Sinfônica de Porto Alegre. Realizou estréia de obras de compositores  como a Toccata 1 de Fernando Mattos, a Canção Terna do compositor  carioca Nicanor Teixeira e A Velha Nogueira de James Liberato, escrita  para flauta, violão, contrabaixo e violoncelo, tendo como flautista  convidado João Batista Sartor. Numa temporada de concertos de  vanguarda teve a participação do Artista Plástico Paulo Bacedônio, que  realizou uma pintura enquanto o violonista tocava. Também neste gênero  de recitais, participaram atriz Jória Lima, que fez leitura dos Poemas  de William Shakespeare enquanto eram interpretadas obras de John  Dowland, e a Bailarina Gilca Lobo, que desenvolveu coreografia para  Astúrias de Isaac Albeniz. Participou de diversos projetos  governamentais de música, dentre os quais, “Música ao meio-dia”, do  Teatro São Pedro, “Reinauguração do Mercado Público de Porto Alegre” e  foi o solista do “Vino de honor ao Cônsul Iñigo de Palacio España”.  Foi laureado com a medalha Lupicínio Rodrigues por seu trabalho de  divulgação da música brasileira, como recitalista.
Com este espetáculo buscamos levar ao povo brasileiro o que de mais  importante foi feito pela música brasileira, a obra para violão de  H.Villa-Lobos, onde o público em geral vai identificar-se com cada  movimento de cada peça, pois estas são o retrato do Brasil, escrito  para o instrumento mais usado no Brasil tanto como acompanhador, como executante de música de câmara nos grandes teatros, o violão.