Terremotos e tsunamis aumentam número de infartos e AVC na população

O Dr. Sérgio Timerman, cardiologista e diretor do Laboratório de Treinamento em Emergências Cardiovasculares do Incor (Instituto do Coração do Hospital das Clínicas da FMUSP), reuniu uma série de fatos que comprovam que grandes acidentes, sejam eles naturais ou provocados, têm uma influência direta sobre o aumento de doenças, principalmente cardíacas e do sistema circulatório, nas populações atingidas.  Considerando as populações acometidas por abalos sísmicos, um estudo no Japão demonstrou um aumento de 3,5 vezes na incidência de infarto do miocárdio e o dobro da incidência de acidentes vasculares cerebrais nos cidadãos que viviam próximos ao epicentro do terremoto Hanshin-Awaji, em 1995, nas primeiras quatro semanas seguidas à catástrofe.  O mesmo estudo indica que o aumento na mortalidade permaneceu mais alto até oito semanas após o terremoto, em relação ao índice basal de eventos cardiovasculares  .Outro estudo japonês encontrou forte correlação entre a extensão da destruição provocada por um terremoto e o aumento das taxas de morbidade para doenças agudas, como pneumonia e úlcera péptica, e também para doenças crônicas, como a asma.  Todos esses estudos também revelaram que os índices de qualidade de vida pré-terremoto apenas foram estabilizados depois de prolongados períodos.  O aumento no número de diagnósticos de novos casos de diabetes também foi reproduzido em dois países com perfis populacionais bastante distintos: Estados Unidos (terremoto de Los Angeles) e Armênia, respectivamente. Como se não bastasse a possibilidade de envolvimento de gatilhos emocionais no aumento do número de eventos cardiovasculares, a avaria dos sistemas de atendimento de saúde pode predispor as populações já portadoras de doenças crônicas ao aumento do número de desfechos fatais e não fatais.Em 2004, avaliando-se o estado de saúde da população idosa portadora de doença cardiovascular, diabetes ou incapacidade física, antes e após o furacão Charley, um estudo conduzido pelo Centers for Disease Control and Prevention (CDC) demonstrou aumento de até 32% de desfechos fatais e não-fatais em algumas áreas.

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