Fest Cineamazônia inicia itinerância no Peru

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Cerca de 200 pessoas, entre crianças, jovens e adultos assistiram ao primeiro dia de exibição dos filmes selecionados pela coordenação do Festcine Amazônia em Porto Maldonado , no Peru. Foi a primeira parada efetiva do terceiro ano consecutivo de Itinerância do festival em terras peruanas. A exibição foi feita à noite, por volta de 20h. Desde cedo, no entanto, a montagem do equipamento já chamava a atenção dos moradores da cidade. Esse ano os filmes foram exibidos ao ar livre, na principal praça de Porto Maldonado, embaixo de uma frondosa mangueira. A exibição na cidade peruana segue o tema básico que norteia a Itinerância este ano. “Arte e Consciência Ambiental pra gente ir mais longe” é o mote do festival em 2010.  Na abertura, o diretor do Instituto Nacional de Cultura em Porto Maldonado , José  Molero, destacou a importância do intercambio cultural que vem sendo feito entre os dois países. “Precisamos cada vez mais fazer a aproximação cultural entre os povos da Amazônia. Sabemos que é utópico, mas a cultura precisa ser preservada e mantida. Isso precisa ser feito”, disse Jurandir Costa, um dos coordenadores do Festcine. De fato, é perceptível que o Peru, ou pelo menos parte dele, passa por um período de transição, com mudanças estruturais cujas conseqüências ainda não puderam ser bem avaliadas. Na entrada de Porto Maldonado, a construção de uma ponte, atravessando o rio Madre de Dios, afluente do rio Madeira, pode servir para um melhor escoamento de produtos e para uma ligação mais efetiva com outras localidades, inclusive com os quase vizinhos municípios brasileiros próximos. Mas se pode vir a trazer comodidade e praticidade, a construção da ponte, com presença de empresas brasileiras, também é sinal de alerta. Houve um crescimento de criminalidade nos últimos meses na cidade. Esse foi, inclusive, um dos temas debatidos pelos seis candidatos a governador regional em Porto Maldonado , na sexta-feira, mesmo dia da primeira sessão do Festcine. Ao mesmo tempo, os balseiros que fazem a centenária travessia do rio, sabem que perderão a fonte de renda. ~Vou para o garimpo”, disse um deles. “Eles precisarão encontrar outra fonte de renda”, avaliou um engenheiro ligado à obra. Os garimpos também são uma fonte futura de problemas. Começam a se proliferar às margens da Carretera, a rodovia Transoceânica. Com garimpos e a ilusão de dinheiro fácil vem problemas ambientais e sociais à reboque. Esse tipo de discussão é feito de diversas formas pela programação do Festcine Amazônia. Se os problemas amazônicos são semelhantes, as soluções ou alternativas também podem ser alcançadas em conjunto.

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