Arquivo mensais:junho 2010

Os retratos lisérgicos de Nick Lepard (via ESPAÇO IMORAL)

Em contradição com a sua pouca idade (20 e poucos anos), o talento do canadense proveniente de Vancouver, Nick Lepard, se sobressai em muitos aspectos. Com uma técnica de pincelada tão rica em singularidade quanto expressionismo, seus retratos pintados contradizem a questão do ser necessário experiência para o alcance de níveis conceituais artísticos, conforme os padrões vigentes da crítica especializada.

Suas tintas são de tons vivos, porém não contrastam umas com outras, difundem-se em tons delicadamente escolhidos e de forma minuciosamente delineada. Seus traços são fortes, porém abdicam da aspereza e ingenuidade, características marcantes de obras indiretas e tendenciosas. Mais do que tudo, as pinturas de Nick Lepard contornam um sobreposto lisérgico de harmonia e vanguardismo, simplesmente são o que são por não entenderem mais do que deveriam.

via ESPAÇO IMORAL

Coleção inédita de passatempos é lançada, na onda do sucesso obtido junto aos fãs de palavras cruzadas, sudoku e criptograma

Quem gosta de fazer os passatempos das revistas e livros Coquetel vai encontrar nas bancas mais novidades, na segunda quinzena de junho . Trata-se da nova coleção de livros recheados de jogos e enigmas inéditos, criados especialmente para desafiar a mente e promover boas horas de lazer inteligente.
São cinco livros de passatempos, que podem ser comprados separadamente ao custo de R$ 12,90, três livros de Palavras Cruzadas (níveis fácil, médio e desafio); um livro de Sudoku e um de Criptograma. As soluções dos jogos são encontradas no final de cada volume.
Ao fazer Palavras Cruzadas, os leitores exercitam o vocabulário, a escrita correta e adquirem conhecimentos gerais, usando a inteligência e o poder de dedução. Com os jogos de sudoku, o desafio é completar os diagramas através de muita percepção e raciocínio lógico. Com o Criptograma não é diferente. É preciso usar o raciocínio e a lógica para vencer os desafios, o que faz muito bem à saúde da mente.
“Tudo o que desafiar os seus limites intelectuais estará facilitando a formação de novas conexões entre os neurônios. Assim, você estará construindo capacidade de memória”. Dr. Cahill, neurobiólogo da Universidade da Califórnia (EUA).

Pec da Transposição : Lula sanciona e publica no DOU

Na reunião da Convenção Nacional do Partido dos Trabalhadores realizada neste final de semana em Brasília, o Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, deu em primeira mão aos parlamentares deputado Eduardo Valverde (PT/RO) e a Senadora Fátima Cleide (PT/RO) a notícia que sancionou na noite de sexta-feira a lei de conversão da MP 472.

Valverde informou que Lula se sensibilizou com os argumentos dos parlamentares petistas em prol do estado de Rondônia, e considerou que Rondônia precisa de um fôlego adicional para organizar sua economia e infraestrutura, e que aliviando a folha de custeio com o quadro de servidores que serão transpostos para a União, serviria para impulsionar os investimentos na segurança pública, saúde e educação.

“ Lula nos disse que haverá vetos, porém os vetos não descaracterizam a regulamentação e tem como eixo a proposta apresentada pela bancada”, ressaltou , Valverde.

Do Portalvalverde.com

Confira o texto com os vetos > Presidência da República – PEC TRANSPOSIÇÃO

Confira a lista completa dos servidores > http://tinyurl.com/3475d3y

Confira a LeiDiário Oficial da União 14-06-2010

Aneel homologa leilão de Belo Monte e concessão poderá ser antecipada

Da Agência Brasil

A diretoria da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou hoje (15) a homologação do leilão da Usina Hidrelétrica de Belo Monte. Também foi aprovada a adjudicação – ato que dá a expectativa de direito ao vencedor da licitação – da concessão da usina ao Consórcio Norte Energia.

“É uma operação de guerra licitar uma usina de porte nesse país, e isso aconteceu graças ao envolvimento de diversos órgãos. Considerando que o valor cobrado por megawatt/hora (MWh), de R$ 150 em outras usinas, a entrada com esses valores [R$ 77,97 por MWh] acrescenta muito para o país”, disse o diretor-geral da Aneel, Nelson Hübner, ao manifestar seu voto em favor da homologação, que teve como relator o diretor Romeu Donizete Rufino.

Prevista para o dia 1º de julho, a homologação foi antecipada em 15 dias. Dessa forma, o consórcio vencedor pretende antecipar em seis meses a entrada da usina em operação. Os empreendedores querem iniciar a geração de energia – prevista anteriormente para janeiro de 2015 – em julho de 2014.

O consórcio Norte Energia tem 30 dias para apresentar a documentação de Sociedade de Proposta Específica (SPE) e outros 15 dias para a garantia de fiel cumprimento, que é de 5,5% do valor do investimento apresentado pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE). Isso corresponde a R$ 1,045 bilhão.

Depois da análise da documentação, o processo será encaminhado à Casa Civil para depois ser outorgado por decreto presidencial.

O consórcio é formado pela Chesf (49,98%), Queiroz Galvão (10,02%), Gaia Energia e Participações (10,02%), J. Malucelli Construtora (9,98%), Cetenco Engenharia (5%), Contern (3,75%), Galvão Engenharia (3,75%), Mendes Junior (3,75%) e Serveng-Civilsan (3,75%).

Estudo indica: educação infantil no País recebe nota 3,4

A educação infantil brasileira merece nota 3,4, numa escala de zero a dez. A conclusão é da pesquisa “Educação Infantil no Brasil: avaliação qualitativa e quantitativa”, realizada pela Fundação Carlos Chagas em parceria com o Ministério da Educação e o Banco Interamericano de Desenvolvimento. O estudo mediu a qualidade da creche (de 0 a 3 anos) e da pré-escola (4 e 5 anos) em seis capitais de todas as regiões do País: Belém, Campo Grande, Florianópolis, Fortaleza, Rio de Janeiro e Teresina. A nota 3,4 demonstra que a qualidade do ensino infantil tem nível básico (de 3 a 5) – os outros estágios eram: inadequado (1 a 3), adequado (5 a 7), bom (7 a 8,5) e excelente (8,5 a 10). Foram avaliadas 43 áreas e a pior nota foi para a área de atividades, que avaliou a disponibilidade de materiais. A nota mais alta foi para o quesito interação, sobre as relações entre professores e crianças.

Twitter vai vender espaço nos trending topics, diz Wall Street Journal

O lançamento da plataforma publicitária do Twitter vai permitir que empresas insiram anúncios entre as mensagens dos usuários do microblog, mas também dará a opção de um anunciante colocar usa marca na área dos “trending topics”, os itens mais comentados do Twitter. Segundo o blog All Things D, do The Wall Street Journal, a iniciativa vai se chamar “Promoted Trends” e funcionará como uma extensão do programa “Promoted Tweets”, anunciado em abril. O jornal não dá mais informações sobre o serviço publicitário, mas especula que os anunciantes possam inserir seus termos nas listas “trending” que aparecem nas páginas dos usuários e na tela inicial do Twitter. Ao clicar em um deles, o usuário será levado a uma página de resultados com o “Promoted Tweet” em destaque. De acordo com o WSJ, potenciais anunciantes imaginam que o serviço irá custar ‘dezenas de milhares de dólares’ por dia.

Monitoramento eletrônico de presos pode mandar 80 mil para casa

O Brasil está prestes a adotar o monitoramento eletrônico de pessoas condenadas por crimes de pequeno potencial como alternativa para reduzir a superlotação dos presídios. Caso entre em vigor no país, 80 mil presos de baixa periculosidade poderão deixar as superlotadas celas e passar a ser vigiados eletronicamente em casa. O sistema carcerário brasileiro fechou 2009 com 473.626 presos e um déficit de aproximadamente 140 mil vagas. Destes, 80 mil têm direito ao semiaberto. Um ponto citado como vantajoso do sistema é o preço. Cada preso brasileiro custa em torno de R$ 1.600 por mês. Já com uma tornozeleira ou pulseira eletrônica, esse valor cai para cerca de R$ 400. O sistema de monitoramento eletrônico ganhou força depois que um preso que estava em regime semiaberto matou seis jovens em Luziânia (GO).

Fonte : Ipanema News

Aeroporto de Rio Branco volta a ser internacional

Da redação do NoticiaRo.com

O Aeroporto de Rio Branco – Plácido de Castro, no Acre, está novamente autorizado a operar voos internacionais de passageiros e cargas, pelo menos até o dia 26 de julho. Estão permitidos pousos e decolagens de rotas internacionais – inclusive com aeronaves de grande porte – de segunda-feira a sexta-feira, das 10h às 11h30.

A permissão provisória foi dada pela Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), a pedido da Infraero – administradora do aeroporto – e publicada no dia 10 de junho no Diário Oficial da União. Com isso, as companhias aéreas já podem enviar pedidos de voos internacionais regulares para a análise da Agência.

A reabertura dos voos internacionais em Rio Branco foi possível após os pareceres favoráveis dos órgãos de controle de fronteira: Departamento da Polícia Federal, Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento. Além disso, também a Receita Federal do Brasil trabalhará no aeroporto neste período, conforme exigências da legislação para a operação internacional.

Atendendo a uma solicitação da própria Infraero, desde o dia 17 de março de 2009 o tráfego internacional estava proibido no Aeroporto de Rio Branco, até que fossem atendidos todos os requisitos da legislação, inclusive de segurança. Para que seja mantida a permissão após o dia 26 de julho, será preciso que a Infraero encaminhe nova solicitação para a avaliação da ANAC, inclusive para o caso de ampliação do horário autorizado.

Ao sul – 1

Praia de Ipanema, Porto Alegre/RS

Ao norte – 30

Delegacia do Distrito do Yata, Guajará-Mirim/RO

Livros que ajudam a entender Rondônia – 12 – Glossário do Linguajar Amazônico

Ministério da Educação cria exame de conhecimentos para quem atua na Educação Infantil e nas quatro séries iniciais do Ensino Fundamental

Da Agência Brasil

Assim como os alunos, os professores terão seu conhecimento avaliado pelo governo federal. Isso será feito por meio do Exame Nacional da Ingresso na Carreira Docente, que vai testar “conhecimentos, competências e habilidades imprescindíveis à vida docente, ao mundo do trabalho e ao exercício da cidadania”, conforme divulgado ontem no Diário Oficial da União.

O exame será aplicado anualmente pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). O resultado poderá ser usado como critério de futura contratação em escolas públicas de Ensino Básico, revelou o ministro da Educação, Fernando Haddad, durante o Seminário Avaliação de Professores da Educação Básica, no Rio de Janeiro.

A proposta é criar um banco nacional de docentes, uma relação de profissionais de educação qualificados que poderiam ser contratados por qualquer município brasileiro.

– Há uma deficiência de instrumentos fidedignos para avaliação dos professores no Brasil. Uma matriz já ajudaria as instituições formadoras e os professores – justifica o ministro, que pretende abrir uma consulta pública para que a sociedade avalie itens que podem fazer parte da prova nacional.

Alguns desses itens já foram sugeridos pelo Inep que, durante um ano, analisou os mecanismos de avaliação de professores usados em países com alto desempenho em educação. Atualmente, a avaliação de professores no Brasil ocorre, prioritariamente, a partir de índices criados para quantificar taxas de aprovação e desempenho de alunos, como o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb).

O novo exame será aplicado apenas para professores de Educação Infantil e das quatro séries iniciais do Ensino Fundamental. A participação no teste terá caráter voluntário.

A seleção pode ser comparada ao Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), pois o professor fará a prova e poderá usar a nota para ingressar em qualquer uma das redes de ensino que aderirem ao programa.

Quem quiser participar da consulta pública deve acessar a página eletrônica do Inep (www.inep.gov.br). A consulta pública ficará no ar por 45 dias. Poderão participar indivíduos ou instituições.

III Janela Internacional de Cinema do Recife

www.janeladecinema.com.br

A frase do fim de semana – 8

“Se eu estiver dormindo, deixa-me dormir. Se eu estiver morto, acorda-me.”

Do compositor e jornalista Antônio Maria, ao seu companheiro de quarto

Avião sequestrado no Peru por supostos narcotraficantes pode estar em Rondônia

Por Carlos Wagner, do jornal “Zero Hora”, de Porto Alegre e por Nelson Townes, do NoticiaRo.com

Um avião Cessna que sobrevoava nesta quinta-feira (10) as Linhas de Nazca, a cerca de 400 quilômetros ao sul de Lima, no Peru, com sete passageiros e dois pilotos a bordo foi sequestrado por supostos narcotraficantes e estaria na fronteira entre Bolívia e Brasil, revelou a empresa proprietária da aeronave.

“Não é nenhum acidente aéreo. Trata-se de um seqüestro” — disse o gerente geral da empresa Aerodiana, Jorge Dávila, em declarações à emissora RPP.

“A aeronave estaria entre Bolívia e Brasil, é a última informação que temos” — informou.

Esse incidente é semelhante aos que ocorriam em Rondônia no final da década de 1980 e início dos anos 90 quando aviões eram seqüestrados em Goiás, Mato Grosso do Sul e Mato Grosso por traficantes que se fingiam de passageiros, e obrigavam o piloto a mudar a rota para campos de pouso escondidos nas selvas de Rondônia.

Os pilotos eram assassinados pelos seqüestradores, enterrados nas cabeceiras do campo de pouso e os aviões eram levados para a Bolívia, onde eram carregados com pasta base de cocaína.

Em seguida, os aviões decolavam para a Colômbia onde tinham o prefixo brasileiro substituído por aparentes prefixos norte-americanos, e eram carregados com cocaína refinada da pasta base.

Os aviões voavam até praias desertas da Flórida, onde narcotraficantes os aguardavam. A cocaína era descarregada e os aviões eram simplesmente abandonados, descartados.

Esse poderia ser um dos planos dos seqüestradores do avião peruano. O avião pode, efetivamente, ter aterrissado em algum campo de pouso de Rondônia. Eram cerca de 400, no início dos anos 1990. Grande parte foi destruída pela Força Aérea Brasileira, mas existem muitas fazendas, pastos de gado e estradas de terra onde um Cessna consegue pousar.

Conforme o Centro de Comunicação Social da Aeronáutica (Cecomsaer), nas últimas 24 horas (até sexta-feira, 11) o avião não entrou no espaço aéreo do Brasil. O monitoramento do espaço aéreo brasileiro é feito pela Força Aérea Brasileira (FAB).

Dávila disse que, assim que tomou conhecimento do fato, alertou os serviços de busca no Peru, Bolívia e Brasil.

Ele disse ainda que é possível descobrir a rota feita pela aeronave, pois ela tem um dispositivo técnico que é ligado quando a nave sofre um acidente, mas também que pode ser ativado manualmente “e neste momento está funcionando”.

O porta-voz da Aerodiana, Jorge Beleván, informou em entrevista coletiva que a polícia comprovou que as identidades dos passageiros são falsas.

Beleván disse também que a aeronave tinha 200 galões de combustível, quantidade suficiente para voar cerca de quatro horas, “fato pelo qual teria que ter abastecido em algum aeroporto clandestino de narcotraficantes na selva, para depois partir até a Bolívia ou o Brasil”.

A aeronave é a mais moderna que opera atualmente sobre a região turística das famosas Linhas de Nazca e tem um custo de US$ 2 milhões, com uma autonomia de voo de 900 km, disse o porta-voz.

O Cessna foi declarado desaparecido às 7h47min locais de quinta-feira (9h47min em Brasília) pela autoridade aeronáutica de Nazca.

Inicialmente, a polícia informou que a aeronave viajava com oito pessoas, mas Beleván afirmou que os ocupantes são sete passageiros e dois pilotos.

Os pilotos do avião, segundo a crônica policial da região, correm risco de morte. A menos que sejam coniventes com o seqüestro.

Se os seqüestradores conseguiram pousar na Bolívia (e não foram capturados pela Umopar, a policia anti-drogas boliviana) o avião poderá numa das duas rotas bolivianas atuais do narcotráfico com destino ao Brasil. Ou através de Rondônia ou de Mato Grosso do Sul (via Paraguai.)

Se for interceptado pela FAB e pousar obedecendo a tiros de advertência, o avião será recuperado, os traficantes presos e os pilotos libertados

Mas, se o avião tentar fugir, poderá ser abatido e a FAB não dirá nada – como de costume. Negará que tenha visto o avião. É o costume da selva.

E se o avião conseguiu pousar em solo brasileiro sem ter sido visto pelos radares do Sivam – o que hoje parece pouco provável – e tentar decolar à noite poderá virar um novo OVNI, desses que os povos da floresta descrevem com freqüência.

São aviões intrusos explodidos pelos mísseis ar-ar dos Super Tucano A 29 da FAB baseados em Porto Velho. Caças que voam, vêem e derrubam naves ià invasoras a noite e que não se identificam nem obedecem ordem para pousar no aeroporto mais próximo.

A FAB jamais admitiu que tenha feito qualquer abate. Assim como jamais foram explicadas as bolas de fogo correndo no céu e as explosões freqüentemente ouvidas – e sentidas – na selva.

Na verdade há uma explicação (essa as fontes da FAB nunca desmentiram): a dos ufólogos, que juram que são naves interplanetárias tentando pousar na Amazônia.

Mas, se o avião pousou na Bolívia e tiver sido capturado pelas autoridades bolivianas, é melhor a empresa Aerodiana comprar outro. A Bolívia tem uma lei que lhe permite “documentar” ou “internar” tudo o que entre em seu território. De motos, a automóveis e aviões.

Essa é a melhor das hipóteses, porque logo os pilotos aparecerão. Sãos e salvos.

Nota triste – a morte do jornalista e escritor Manoel Rodrigues Ferreira

Da esq. para a direita: Stella Oswaldo Cruz, Beto Bertagna, Manoel Rodrigues Ferreira(de camisa xadrex), Marco Santilli e agachado Luiz Brito. Um de seus maiores amigos em Porto Velho foi o falecido seringalista Bráulio Townes de Castro, pai do jornalista Nelson Townes

Muito entristecido escrevo esta nota comunicando a morte do engenheiro, jornalista e historiador Manoel Rodrigues Ferreira. Fiquei sabendo,  tardiamente como todos,  através da coluna do Montezuma Cruz, que ele faleceu no final de maio, aos 94 anos. Rondônia perde um dos seus grandes personagens, pelo amor com que se dedicou a estudar a história da nossa terra, em especial a Estrada de Ferro Madeira-Mamoré. Fica na saudade os bons momentos regados a bons goles de JW e caipirinha  no Mirante, na Livraria da Rose, no Edifício Itália, no seu apartamento em Higienópolis…

Clique aqui e veja uma fantástica entrevista dele em PDF    >     Mackenzistas Famosos – Manoel Rodrigues Ferreira

Morre o historiador Manoel Rodrigues Ferreira, o autor da “Ferrovia do Diabo”

Por Nelson Townes e Beto Bertagna

Um dos mais importantes – e confiáveis – historiadores de Rondônia, o engenheiro, jornalista e sertanista paulista Manoel Rodrigues Ferreira, autor do clássico “A Ferrovia do Diabo”, faleceu no dia 21 de maio, em São Paulo, aos 94 anos.

A notícia deixa consternados os círculos verdadeiramente comprometidos com a pesquisa e preservação da história e cultura de Rondônia.

Ele era avesso às badalações acadêmicas e dava mais valor à honestidade de autodidatas talentosos do que a alguns graduados pseudo-historiadores, e valorizava o testemunho oral dos contemporâneos da história.

Suas ligações, embora extensas, com os porto-velhenses eram seletíssimas e ele se distanciava de uma classe que hoje se expande em Porto Velho, pretensos intelectuais que o veterano ferroviário da Madeira-Mamoré, Silas Shockness, chama de “deturpadores” ou “chutadores” da história. Talvez por isso a notícia de sua morte tenha chegado tardiamente a Rondônia

O jornalista Montezuma Cruz foi o primeiro a noticiar, nesta sexta-feira (11) em Porto Velho a morte do grande historiador.

A “Ferrovia do Diabo” é uma obra de fundamental importância para qualquer historiador e jornalista que pretenda, verdadeiramente, iniciar-se no estudo sobre a épica conquista do oeste brasileiro, através da construção da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré.

Embora muito noticiada na época, a trágica história da construção da ferrovia ficou praticamente esquecida até 1957, quando o jornalista e historiador Manoel Rodrigues Ferreira se deparou com cerca de 200 negativos da ferrovia tirados na época da construção pelo fotógrafo americano Dana Merrill, que havia sido contratado para registrar todas as etapas da obra.

De posse das fotos e com grande espírito investigativo, Manoel iniciou uma profunda e minuciosa pesquisa, analisando, durante anos, diversos documentos históricos que mais tarde se perderam ou foram destruídos pelo regime militar.

A Ferrovia do Diabo, tornou-se o mais completo e respeitado livro sobre a ferrovia Madeira— Mamoré, e nos revela todos os detalhes desse grandioso empreendimento, desde as primeiras tentativas de colonização da região, passandó pela conturbada construção da ferrovia, até o seu sucateamento e a reativação de pequenos trechos para fins turísticos.

O livro conta uma epopéia: no final do século XIX e início do século XX, construir uma estrada de ferro no Brasil já era um desafio. Construí-la em meio à selva amazônica era uma façanha.

A Estrada de Ferro Madeira—Mamoré foi um projeto ambicioso que consumiu uma soma de dinheiro equivalente a 28 toneladas de ouro e centenas de vidas humanas.

Ela representou o sonho de três nações, a Bolívia, que o concebeu, em busca de um acesso para o oceano Atlântico, através dos rios Madeira e Amazonas; dos Estados Unidos, que não recuaram ante o desafio de construí-la e do Brasil, que a financiou e regou, com o sangue de amazônidas e de nordestinos, misturado ao de homens de mais de 40 nacionalidades, os dormentes sobre os quais foi assentada.

Manoel Rodrigues Ferreira, assim, reconstrói a epopéia de uma das mais ambiciosas e trágicas obras de engenharia realizadas no Brasil e no mundo: a construção da The Madeira and Mamoré Railway Company.

Contornar o trecho não navegável dos rios Madeira e Mamoré era a alternativa mais viável para o escoamento dos produtos brasileiros e bolivianos para o Atlântico. Com isso, projeto da ferrovia atraiu o interesse de investidores do mundo inteiro, e trabalhadores de mais 40 nacionalidades vieram se aventurar nos confins da selva amazônica, no atual Estado de Rondônia.

Poucos retornariam: entre 1872 e 1912, mais de 1.500 trabalhadores faleceram tentando vencer a selva. Cercada de desastres, ataques de índios e animais ferozes, epidemias, problemas financeiros e muitas lendas, a história da construção da Madeira – Mamoré correu o mundo, e, até hoje, a ferrovia é conhecida como a mais trágica da América.

Após anos de abandono, a velha ferrovia e seu parque em Porto Velho, tombados pelo Patrimônio Histórico Nacional (Iphan), ganham um projeto de revitalização, que inclui a restauração dos seus galpões e oficinas, um novo museu , a completa restauração de 2 locomotivas a vapor e a volta do passeio turístico até Santo Antônio.

Livros imprescindíveis para entender Rondônia – 10 – A Ferrovia do Diabo

No final do século XIX e início do século XX, construir uma estrada de ferro no Brasil já era um desafio. Construí-la em meio à selva amazônica era uma verdadeira epopéia. A Estrada de Ferro Madeira—Mamoré foi um projeto ambicioso que consumiu uma soma de dinheiro equivalente a 28 toneladas de ouro e centenas de vidas humanas.

Embora muito noticiada na época, a trágica história de sua construção ficou praticamente esquecida até 1957, quando o jornalista e historiador Manoel Rodrigues Ferreira se deparou com cerca de 200 negativos da ferrovia tirados na época da construção pelo fotógrafo americano Dana Merrill, que havia sido contratado para registrar todas as etapas da obra. De posse das fotos e com grande espírito investigativo, Manoel iniciou uma profunda e minuciosa pesquisa, analisando, durante anos, diversos documentos históricos que mais tarde se perderam ou foram destruídos pelo regime militar.
A Ferrovia do Diabo, o mais completo e respeitado livro sobre a E. F. Madeira— Mamoré, nos revela todos os detalhes desse grandioso empreendimento, desde as primeiras tentativas de colonização da região, passandó pela conturbada construção da ferrovia, até o seu sucateamento e a reativação de pequenos trechos para fins turísticos.

O jornalista, historiador e sertanista Manoel Rodrigues Ferreira reconstrói a epopéia de uma das mais ambiciosas e trágicas obras de engenharia realizadas no Brasil: a construção da The Madeira and Mamoré Railway Company. Contornar o trecho não navegável dos rios Madeira e Mamoré era a alternativa mais viável para o escoamento dos produtos brasileiros e bolivianos para o Atlântico. Com isso, projeto da ferrovia atraiu o interesse de investidores do mundo inteiro, e trabalhadores de mais 40 nacionalidades vieram se aventurar nos confins da selva amazônica, no atual Estado de Rondônia. Poucos retornariam: entre 1872 e 1912, mais de 1.500 trabalhadores faleceram tentando vencer a selva. Cercada de desastres, ataques de índios e animais ferozes, epidemias, problemas financeiros e muitas lendas, a história da construção da Madeira – Mamoré correu o mundo, e, até hoje, a ferrovia é conhecida como a mais trágica da América.

Após anos de abandono, a velha ferrovia e seu parque em Porto Velho, tombados pelo Patrimônio Histórico Nacional, ganham um projeto de revitalização, que inclui a restauração dos seus galpões e oficinas, um novo museu , a completa restauração de 2 locomotivas a vapor e a volta do passeio turístico até Santo Antônio.

Livros que ajudam a entender Rondônia – 11 – Geografia de Rondônia Espaço & Produção

Mostra Fotográfica realizada por surdos na Ivan Marrocos

A exposição de alunos  do I Curso Básico de Fotografia para Surdos movimenta a Casa de Cultura Ivan Marrocos, no horário de 8:00 às 20:00 horas,  até o dia 14.06.2010. Com o tema “A Fotografia é Absurdamente Comunicante” a Mostra  reúne mais de 100 fotografias dos 15 alunos que concluíram a formação. O curso  é uma realização da Secretaria de Estado da Educação, através do Centro de Capacitação dos Profissionais da Educação e Atendimento às Pessoas com Surdez –CAS e teve início no dia 25.05 com a carga horária de 40 horas entre teoria e prática de campo.

Segundo o ministrante do curso o fotógrafo Walteir Costa a “grande sacada dessa amostra é que ela sinaliza para o potencial de aprendizagem da fotografia pela pessoa com surdez porque essa pessoa é essencialmente visual, se orienta no mundo através da sua  visualidade. Neste sentido, os recursos da linguagem fotográfica podem contribuir de forma significativa  para uma maior expressão da sua interioridade e comunicação com o mundo”.

Além de uma metodologia especificamente projetada para as condições da surdez, as aulas  foram traduzidas para a Língua Brasileira de Sinais – Libras  pela intérprete professora Elielza Reis cujo trabalho foi reconhecido como de grande relevância para o sucesso dessa primeira experiência com surdos da cidade de Porto Velho. que também contou com a parceria e apoio do Colortec, Tênis Club de Porto Velho e  a  Secretaria da Cultura através da Casa Ivan Marrocos.

BAFANA BAFANA ABAFANDO (via DIÁRIO DA FOICE)

BAFANA BAFANA ABAFANDO

DANDO CABO NA CIDADO DO CABO

Hoje estive em Cape Town onde o agito não pára. Para vocês terem uma idéia do clima, um senhor de 76 anos faleceu de derrame em um dos hospitais da cidade. Quando eu lhe falei “Vambora, ô bacana” ele entendeu “Bafana” e alma saiu do corpo pulando com uma camisa da seleção da África do Sul e gritando “Bafana, bafana!” todo serelepe. A alegria é contagiante!

OBRIGADO, STEVE JOBS

Recebi esta manhã um IPAD para fazer minhas matérias pro “Matando a Bola”. Foi um presente do meu amigo Steve Jobs pelo favor de não tê-lo levado alguns anos atrás em decorrência de um câncer que teria empacotado até o Niemeyer, mas peguei leve. Desde então o nosso acordo é: enquanto ele conseguir fazer a Apple inovar, ele sobrevive. Acho uma troca justa.

Estou adorando o aparelho. Nos seus 64 Gb couberam todos os arquivos e fichas com nomes de todo mundo que eu já levei e ainda vou levar. Tem Wi-Fi e 3G, um eterno pedido meu porque o inferno é o como o Brasil, a gente não encontra um Wi-Fi decente em canto algum e 3G pega bem lá (ironicamente só o da VIVO). Já no céu a tecnologia 4G já está instalada há muito. É o paraíso!

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A partir de hoje escreverei nele o “Matando a Bola – Especial da Copa 2010”. A merda é que não tem Word. Mas posso conversar com o Bill Gates para resolver isto logo. Se funcionou com o Office para Mac, pode funcionar para o Ipad também. Não custa ameaçar… quer dizer: tentar!

SERVIÇO DE PRETÓRIA

Mesmo com credenciais do além é difícil conseguir um serviço decente nesta cidade. Fui barrado duas vezes ao tentar entrar no estádio de Pretória para fazer umas fotos para o “Diário da Foice”. E olha que eu expliquei duas vezes que eu era a Morte, e coisa e tal, mas não adiantou. Tentei dar uma graninha por fora dizendo “Libera a entrada aí, ô bacana”. Mas o cara entendeu “Bafana” de novo e saiu pulando todo animadinho gritando o nome da seleção da África do Sul. E pior: levou a minha grana sem me deixar entrar.

SOWETO É PIOR DO QUE COMPLEXO DO ALEMÃO

Visitei uma das bairros mais famosos do mundo, Soweto, que muita gente também conhece por favela, mas isso é propaganda enganosa. Favela sem traficante, sem tiroteio, e bala perdida a cada cinco minutos para mim não é favela. Eu teria que vender biscoitos Globo para sobreviver lá. Se continuar neste caminho vai virar bairro nobre. Escrevam o que eu tô falando.

SIMON NA RODA

Cruzei ontem por acaso com Carlos Eugênio Simon que já está em Rustemburgo. Passou pertinho de mim. Se ele soubesse o número de pedidos que eu recebo diariamente para levá-lo teria mudado de calçada. Ele vai apitar o primeiro jogo da Inglaterra. A sorte dele é que meu inglês não passa do “The body is on the table”.

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Um funcionário da Copa disse que Morte só conseguiria entrada para a abertura passando por cima do cadáver dele. Pelo menos foi a última coisa que o funcionário disse…

via DIÁRIO DA FOICE

Crack chega a Rondônia para o tráfico invisível

Por Nelson Townes, do NoticiaRo.com

O crack, a mais mortífera e barata droga derivada do lixo que sobra da fabricação da pasta base de cocaína,chegou definitivamente a Rondônia (e ao vizinho Estado do Acre). Era o pior pesadelo da Polícia Federal, das polícias estaduais e principalmente dos Ministérios da Justiça(MJ) e Saúde a Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas (Senad.)

Já se sabia que o crack estava se espalhando dos grandes centros urbanos do Sul e Sudeste – especialmente São Paulo e Rio – para os municípios do Interior dessas regiões. O que se temia é que se expandisse para todo o País e chegasse a Amazônia, principalmente em regiões como Rondônia, onde o narcotráfico é virtualmente invisível.

É feito em pequenas quantidades por incontáveis, talvez milhares, de “mulas” (transportadores) que constituem o que os policiais chamam de “tráfico formiga”. As pequenas porções d narcóticos são facilmente escondidas, são tão pequenas que as “formigas” conseguem convencer com facilidade que é para uso próprio, quando são presas, e acabam sendo logo libertadas;

Mas, através do “tráfico formiga” são contrabandeadas, no total, grandes quantidades que são armazenadas nos entrepostos em Porto Velho e no interior do Estado e despachadas em grande escala para os mercados consumidores nas grandes cidades do Brasil, da Europa e da Ásia. E com freqüência para os Estados Unidos, não obstante o paredão policial com que a Agência de Repressão ao Narcotráfico (a DEA, Drug Enforcement Agency) tenta proteger o país.

É isso o que torna avassaladora a presença do crack aqui. Assim como não se sabe o total de “traficantes formigas”, muito menos se sabe qual o volume da droga consumida aqui. O uni co dado estatístico confiável é o de que para cada grama de narcótico apreendido pelos policiais, outros dez passaram sem que ninguém visse.

Nos anos 1990 dizia-se que nada menos do que três mil quilos de pasta base de cocaína atravessavam a fronteira do Brasil com a Bolívia e eram embarcados em pequenos aviões que os aguardavam nas 400 pistas de pouso escondidas na selvas de Rondônia – com destino a Colombia – ou, quando o carregamento era de cocaína refinada, para praias desertas da Flórida, onde a carga era recolhida e os aviões abandonados. Era o que fontes da Polícia Federal diziam na época.

Carregamentos de cocaína partiam também de Rondônia para o Centro-Sul. Rondônia era a principal rota de escoamento da droga colombiana para São Paulo, Rio, Europa e Ásia – e era uma rota estratégica definida pelo Departamento de Estado dos Estados Unidos, ao qual está subordinada a DEA, para desviar o fluxo da cocaína que, entre os anos 1980 e 1990, tinha produzido 8 milhões de adolescentes narcodependentes nas ruas das principais cidades americanas.

O repórter obteve essa informação em conversa (em 1990) com autoridades da Umopar,a polícia nacional anti-drogas da Bolívia, nas cidades bolivianas de Trinidad, Cochabamba e Santa Cruz de La Sierra e fontes diplomáticas brasileiras e bolivianas em La Paz – como enviado especial da Agência Estado.

Obviamente o pessoal da DEA que o repórter entrevistou no quartel-general dessa organização em Trinidad (era o 3º andar inteiro do Hotel Ganadero, no centro da cidade) nunca admitiu isso. Muito menos a Polícia Federal do Brasil o confirmou e qualificou como “mentirosa” outra informação ouvida na Bolívia de que a DEA, que auxiliava financeiramente a polícia brasileira impunha, mediante um acordo secreto, que Rondônia fosse aberta ao narcotráfico como uma rota para desviá-lo dos Estados Unidos para a Europa e Ásia.

Foi nessa época que os policiais estaduais e federais começaram a falar no “tráfico formiga” em Rondonia, principalmente de “mela”. Tráfico feito principalmente por mulheres. A “mela” era a droga mais popular de Rondônia, depois da maconha e, nas palavras de um promotor público a este repórter, representavam a única fonte de renda para um universo entre 10 mil a 40 mil famílias em Porto Velho.

Como já foi dito antes, não há uma estatística segura sobre a quantidade de drogas apreendida em Rondônia nem sobre o total de “formiguinhas” envolvidas . Talvez uma avaliação aproximada possa ser feita com base na população carceraria presídio feminino de Porto Velho. Das 144 presas, 95 por cento, diz uma fonte oficial, cumprem pena por tráfico de drogas. “A maioria por pequenas porções de drogas, em média 100 gramas por presa.”

Algumas estão condenadas a longas penas, por agravantes e outros crimes, mas a maioria das “formigas”em breve estará nas ruas, engrossando as fileiras das pequenas traficantes livres e comercializando o crack recém-chegado a Porto Velho, um produto mais barato e que logo se torna muito procurado dado seu instantâneo poder de causar dependência ao usuário.

Homens jovens adultos também fazem o “tráfico formiga” e grande parte deles, ao menos a metade, constitui a população dos presídios masculinos de Porto Velho, especialmente o Urso Branco, atualmente com cerca de 700 presos.

O narcotráfico invisível é tão desafiador para a Polícia que ela faz o maior alarde quando prende alguém “com uma porção de substância entorpecente”. Recentemente, um programa de TV do meio dia, desses do tipo “almoço com sangue”, mostrou um repórter relatando uma grande operação policial militar contra um traficante.
As cenas mostravam vários carros da Polícia Militar correndo com a sirene aberta como se fossem participar de um combate. Depois exibiam um cara magro e com jeito de faminto algemado e apresentado como “perigoso elemento”, “rei do tráfico”. E um oficial exibindo orgulhosamente o resultado da operação: umas quatro “parangas”de “mela” que mal davam para ver sobre a mão espalmada do militar. Talvez tenha sido uma tática de marketing para assustar as “formigas.”

As autoridades ainda estão tentando entender como Rondônia e Acre se tornaram alvo dos traficantes das novas drogas, pois além do crack surgiu a “merla morte súbita”, que não deve ser confundida com a tradicional “mela”,sem o “r.”

Aparentemente, o crack chegou a Rondônia junto com a transferência de presos perigosos para os novos presídios da região, e que decidiram que uma nova “fonte de renda” é necessária para influenciar as atividades criminosas a partir destes presídios” – como analisa um olicial.

Poli ciais ouvidos pelo repórter disseram que por ser mais barato e causar fulminante dependência, o crack pode ser devastador nas camadas mais pobres da população e aumentar a criminalidade dos que estarão dispostos a fazer qualquer coisa para comprar mais crack.

É a primeira vez que o cracl é identiticado no noroste do Brasil, seg undo uma fonte policial. Há crack sendo consumido em Porto Velho e Rio Branco.

É uma droga que vai circular invisível, através do “tráfico formiga”. Uma pedra muito pequena de crack de péssima qualidade, é vendida na Paraíba, a crianças de 8 anos por apenas R$ 1,00. Uma única pedra de crack pode, dependendo do tamanho, custar em média a R$ 10,00; Em média, é quanto custam aqui..

No Nordeste, a faixa etária mais atingida é de 8 a 14 anos, de famílias de baixa renda. Em vários Estados, crianças pedem esmolas, dinheiro para comprar crack.

Paradoxalmente, as apreensões de cocaína, uma droga mais cara, mais da classe média no Brasil, vêm aumentando consideravelmente nos últimos anos e mais do que dobraram desde o início da década, segundo informa um relatório divulgado pela Organização das Nações Unidas (ONU)

O crack suplantou o consumo da cocaína e da “mela” derivada da pasta base de cocaína em Rondõnia. E a Força Aérea Brasileira, com o apoio do Serviço de Proteçção e Vigilância da Amazônia (Sivam) desviou para o Paraguai a rota do cocaína (produzida principalmente na Colômbia), de sua antiga rota por Rondônia, via Bolívia. .

Mas, há indícios de que aumentou o contrabando da pasta base, não mais para ser enviado para a Colombia, nos aviões que se escondiam nos campos de pouso em fazendas de Rondônia, e sim para a produção de “craclk” em rústicos laboratórios que podem ser instalados em qualquer Estado brasileiro, segundo um informante deste site, principalmente em São Paulo.

Uma ironia é que o crack é feito com a pasta base de cocaína, geralmente oriunda de Rondônia refinada no Centro-Oeste e no Sudeste. Provavelmente o presidenciável tucano José Serra sabe disso e quer desviar a atenção sobre a raiz do mal em São Paulo, denunciando a “cocaína” que vem da Bolívia com a complacência do presidente Evo Morales.

O aumento do comtrabando da pasta base, matriz do crack – salvo engano um quilo de pasta pode render 20 mil pedras – não tem sido mencionado pelas autoridades e pela mídia em geral. Fala-se genericamente em cocapina.
Outra ironia, em 20 anos, o crack saiu das cracolândias das grandes metrópoles para ganhar municípios do interior do Brasil. E saiu das sarjetas, nivelando mendigos e meninos de rua a famílias de classe média e alta.

Desde os primeiros relatos de meninos de rua fumando a pedra elaborada dos restos da cocaína nas ruas da capital paulista, em 1989, até os dias atuais, o crack transformou-se num gigantesco problema de saúde pública, observa o jornal “Correio Braziliense.”

O jornal informa que só em 2009, as polícias brasileiras apreenderam mais de 1,5 tonelada da droga, cujo poder de viciar nunca havia sido verificado antes. A demanda em clínicas de tratamento chega a 90% do total de vagas.

“Estamos diante de um problema grave, que atinge especialmente os jovens, trazendo a eles uma perspectiva sombria de futuro”, definiu José Luiz, diretor do Departamento de Ações Programáticas Estratégicas do Ministério da Saúde.

Não é apenas Rondônia que não tem dados precisos sobre o narcotráfico. Telles disse que não se sabe exatamente quantos usuários de crack existem no país, já que os dados disponíveis são de 2005 e serão atualizados por um levantamento encomendado pelo governo federal que deve ficar pronto no primeiro semestre de 2010.

Além de ser um fator de aumento da criminalidade, os efeitos sobre o usuário são fatais. Os usuários de crack sofrem danos como a intoxicação pelo alumínio, que se desprende da lata de refrigerante aquecida para inalação do crack.

Textos médicos informam que o metal entra na circulação causando danos irreparáveis ao cérebro , pulmões e rins. Além do mais o organismo do dependente cobra uma vigília quase permanente em função da droga.

O usuário quase não come ou dorme, o que provoca um rápido emagrecimento. Sem contar as inevitáveis lesões nos pulmões, o coração também sofre com a dopamina, que eleva a quantidade de adrenalina e o aumento da pressão arterial e o número de batimentos cardíacos.

Nos músculos esqueléticos, pode haver a degeneração irreversível chamada de rabdomiólise. O crack provoca lesões no cérebro, causando perda de função de neurônios.

Isso resulta em deficiências de memória e de concentração, oscilações de humor, baixo limite para frustração e dificuldade de ter relacionamentos afetivos. Em razão da ação no cérebro, quadros psiquiátricos mais graves também podem ocorrer, com psicoses, paranoia, alucinações e delírios

O desejo sexual diminui. Os homens têm dificuldade para conseguir ereção.Pacientes podem morrer de doenças cardiovasculares (derrame e infarto) e relacionadas ao enfraquecimento do organismo (tuberculose).

Os Ministérios da Justiça(MJ) e Saúde a Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas (Senad) já deflagraram ações com o objetivo de prevenir, conscientizar e reprimir a expansão do entorpecente que assusta o país.

“O avanço dessa droga nos preocupa, uma vez que existe agora um processo de interiorização do consumo no país. Acreditamos que somente um trabalho de triangulação entre as pastas da Saúde, Educação e Justiça pode ser efetivo no combate”, afirma o secretário-executivo do Ministério da Justiça, Luiz Paulo Barreto.

Em novembro de 2009, o órgão anunciou a criação de um grupo de trabalho, dentro do Programa Nacional de Segurança com Cidadania (Pronasci), para enfrentar a disseminação do crack no país. Segundo Barreto, as atividades do grupo estão em curso em 2010. A proposta é unir representantes do próprio MJ, da Senad e especialistas para traçar um plano nacional de combate ao crack

Outra medida é a instalação de postos especiais da Polícia Federal de fronteira. As primeiras unidades serão no Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul e Acre, conhecidas rotas de entrada da pedra.

O governo federal já reconhece a existência do “tráfico formiga. “A grande dificuldade para traçar uma estratégia de combate ao crack é que não existem grandes traficantes e nem rotas de consumo, a pedra está em todo lugar”, resume o secretário-executivo do Ministério da Justiça. O “tráfico formiga” é invisível. E formigas existem em todos os lugares, não acabam nunca.

MELA E MERLA
A “mela” é o que sobra da fabricação da pasta base de cocaína – uma espécie de borra sem valor comercial para a indústria da transformação da pasta base ,(sulfato de cocaína) que é feita na Bolívia para ser tranformada em cocaína (cloridrato de cocaína), refinada em laboratórios químicos, geralmente na Colômbia.

Os resíduos de sulfato de cocaína tem, porém, efeitos deletérios e, não obstante ser apenas lixo, com grande teor de ácido sulfúrico, éter, acetona e outros produtos usados para fazer a pasta base, é vendido a baixo preço consumidores de narcóticos nas ruas de Porto Velho.

As vezes a mela é misturada à maconha para ser fumada na forma de cigarros que são chamados de “melado.”

A “merla” ainda tem resíduos da borra da pasta base de cocaína, mas é mais letal pois em sua composição entram querosene, ácido sulfúrico, barrilha usada para limpeza de piscina(óxido de cálcio),cimento, soda cáustica,amônia, cal virgem, solução de bateria de carro, , gasolina reutilizada inúmeras vezes.

A “merla” é absorvida pela mucosa pulmonar e a exemplo da cocaína, é excitante ao sistema nervoso.

Exames em indivíduos sob efeito da “merla” relatam que ela causa euforia, diminuição de fadiga, aumento de energia, redução do sono e do apetite, perda de peso, alucinações,delírios e confusões mentais.

O usuário da merla corre sérios riscos de ter convulsões e perda de consciência, As convulsões podem levar o usuário a ter uma parada respiratória, coma, parada cardíaca e a morte.

Usuários da “merla” relataram que após o efeito da droga, sentem medo, depressão e paranóia (sensação de perseguição) que em alguns casos os leva ao suicídio.

Com o uso continuado o usuário perde os dentes sob o efeito do ácido de bateria que começa a corroê-los até sua perda total.

Concurso elege cartaz do Prêmio Vladimir Herzog de Direitos Humanos

Pela primeira vez os organizadores do Prêmio Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos irão escolher o cartaz de divulgação por concurso.

Segundo o diretor executivo do Instituto Vladimir Herzog, Ivo Herzog, a ideia do concurso é abrir espaço para novos profissionais mostrarem seu talento. “Já tivemos pôsters assinados por grandes artistas, como Elifas Andreato.

Nosso foco agora é mostrar o trabalho de outros artistas e ilustradores, sejam eles profissionais ou não”, disse. As inscrições devem ser feitas até o dia 10 de junho pelo site www.vladimirherzog.org

Veja também : Wlado passou por aqui, em Pimenta Bueno / Rondônia  > http://wp.me/pKJQL-3y

Conheça mais um pouco sobre Wlado :

O jornalista Vlado: o que fez, o que ia fazer.E não pôde.
Vlado começou sua carreira de jornalista em 1959 como repórter de O Estado de S. Paulo, logo depois de se formar em Filosofia na Universidade de São Paulo. Ali ficou até 1965, tendo sido um dos repórteres destacados para a equipe pioneira que foi instalar a sucursal do Estado em Brasília, nos primeiros meses de vida da nova Capital. Exerceu também as funções de redator e, interinamente, de chefe de reportagem do jornal.
Na televisão, ele entrou em 1963, acumulando com o trabalho de jornal, como redator e secretário do “Show de Notícias”, o telejornal diário do antigo Canal 9 de São Paulo,TV-Excelsior. Essa experiência, que o colocou em contato, pela primeira vez com o telejornalismo, foi a base para o passo seguinte de sua carreira. Em 1965, Vlado foi para Londres, contratado pelo Serviço Brasileiro da BBC, como produtor e locutor, prestando colaboração também ao Departamento de Cinema e TV do Central Office of Information, órgão do Foreign Office, na produção e apresentação de programas sobre a Inglaterra, para a televisão brasileira.
Foi ainda durante sua estada em Londres – onde nasceram seus dois filhos, Ivo, de 9 anos, e André, de 7 – que Vlado aprimorou seus conhecimentos de televisão e cinema, cursando, como bolsista indicado pela Secretaria da Educação de São Paulo, o Film and Television Course for Overseas Students, no Centro de Televisão da BBC. O curso (e o estágio de três meses em vários departamentos da BBC-TV) foram (…) logo antes de sua volta ao Brasil, em 1968, mas não para a televisão diretamente. Vlado foi trabalhar na revista Visão, onde ficou durante 5 anos, como editor cultural.
“Desse período de convivência diária – disse o colega que escreveu sua biografia no último número da revista – o mínimo que se poderia dizer do amigo Vlado é de sua integridade e honestidade profissional, traduzindo o rigor com que encarava o trabalho de jornalista: informar e discutir a sua época.

Nisso ele era intransigente”.

Essa intransigência não era só com os colegas ou eventuais colaboradores de sua editoria. O rigor e o zelo profissional que exigia dos outros, Vlado tinha também no seu próprio trabalho: em 1971, quando o ministro da Educação, Jarbas Passarinho, ironizava dizendo que “antes, qualquer prefeito se satisfazia com um chafariz novo na praça; agora, todos querem uma TV-educativa”, Vlado fez uma matéria de capa para a revista Visão – o estudo jornalístico mais completo que se fez até hoje sobre o problema no Brasil. Levou quatro meses esmiuçando livros, acompanhando experiências em vários Estados, assistindo TV toda noite, fazendo entrevistas e, finalmente, escrevendo a matéria.
A mesma seriedade profissional ele levou pára a TV-Cultura em 1972, quando for chamado para secretariar o recém-lançado telejornal “Hora da Notícia” e, ainda, para a Fundação Armando Álvares Penteado, onde deu aulas de telejornalismo na mesma época, e para a Escola de Comunicações e Artes da USP, onde era professor desde o último semestre.
Na TV-Cultura, para onde tinha retornado em setembro, agora como diretor do Departamento de Telejornalismo, Vlado anteviu, finalmente, a possibilidade de comandar um trabalho dentro do conceito que tinha (ver matéria ao lado) da grande responsabilidade social do jornalismo na TV. Não lhe deram tempo.

Faça sua parte

Ao norte – 28

Varal e parabólica no distrito do Yata, em Guajará-Mirim/RO

Por quê na Amazônia nenhum deputado ousa propor o uso do biodiesel B-100 nos ônibus ?

Nem Rio Branco, nem Porto Velho, nem Boa Vista, Manaus, Belém, Macapá… Nada. Nas capitais e principais cidades amazônicas ninguém propõe, corajosamente, que as frotas de ônibus usem o biodiesel B-20 ( concentração de 20 % de biodiesel produzido por matrizes renováveis) ou mesmo o B-100, o biodiesel puro, que reduz as emissões de gás carbônico em até 90 %.

Porto Velho e seus distritos, por exemplo, por conta do transporte dos trabalhadores das usinas se entupiram de ônibus que queimam diariamente o pior tipo de diesel, o mineral, liberado para venda a pequenas cidades ou campo e que dispersam na atmosfera uma quantidade absurda de enxofre.

Não se ouviu um pio vindo da Assembléia Legislativa de Rondônia, propondo a adoção do biodiesel B-20 neste caso e até no transporte rodoviário urbano de passageiros nas cidades de Rondônia, que hoje enfrentam o caos do trânsito por conta das dezenas de obras implantadas pelo PAC .

Os deputados nem precisariam muita criatividade, como costumam se gabar nas propagandas de mau gosto da ALE. Bastaria seguir o exemplo da Coca-Cola e da Man Latin America, que se uniram num projeto inédito de motores com injeção inteligente movidos a biodiesel B-100, sem qualquer perda da capacidade e potência. Em março de 2009, a MAN completou a compra das operações brasileiras da Volkswagen Caminhões e Ônibus, criando a MAN Latin America.

Inédita no País, a tecnologia Dual Fuel contribui para a redução das emissões de CO2 em até 90%, além de emitir menos material particulado. Gerenciado eletronicamente, sem a adição de qualquer aditivo especial, o novo sistema permite o monitoramento de sua operação, ajustando o fornecimento do combustível apropriado para o motor a cada momento – biodiesel ou óleo diesel comum –, por meio de uma unidade dosadora.  Hoje , através de norma da ANP, é obrigatória a adição de 5% de biodiesel, o chamado B-5.

Quem sabe algum, em algum estado, tenha alguma preocupação puramente ecológica…Tem até usina pronta sendo vendida em Rolim de Moura, veja só.

Fotografia (via Massive 4phenia )

Por 4phenia

bom, existe vários jeitos de se tirar uma foto, cada pessoa tira de uma forma, no post de hoje, vou citar alguns tipos existentes.

oferecida: geralmente a pessoa/menina oferecida tira foto mostrando corpo, e também é comum nesse tipo de pessoa, exibir o símbolo de paz e amor Y

nerd: bom, o sujeito nerd geralmente tem alguns problemas como acne e coluna torta, as fotos tiradas geralmente são para recordação, por isso eles nunca estão sozinhos.

rockeiros: geralmente usam preto em todas fotos, sem falar da cara branca/palida por não sair muito de dia, e as fotos geralmente são misteriosas

pessoas do reggae: nas fotos você pode visualizar mais uma fumaça estranha do que uma pessoa.

enfim, e por ai vai, agora eu vou la comer, boa noite.

Festival Só Curta – Estadual 2010, de 25 a 30 de outubro, em Ji-Paraná

O Setor de Artes Cênicas da Fundação Cultural de Ji-Paraná, sob a coordenação de Carlos Reis realiza de 25 a 30 de outubro, no Cine Colúmbia, em Ji-Paraná o Festival Só Curta, aberto à participação de qualquer pessoa física ou jurídica residente no Estado de Rondônia, e qualquer pessoa física nascida em Rondônia, mesmo hoje não residente nele, que tenha no ato da inscrição, um curta-metragem de sua direção ou co-direção, com duração entre 01 e 26 minutos.
Na programação, teremos :
a) Mostra Competitiva – 10 curtas de ficção, 08 documentários e 08 videorreportagens
b) Mostra Paralela – curtas de ficção, experimental, animação, documentários e videorreportagens, fora da Mostra Competitiva.
c) Filmes Convidados – filmes curta-metragem convidados pela Comissão Organizadora do Festival.
As inscrições estarão abertas no período de 10 de maio a 10 de setembro de 2010, no Teatro Dominguinhos e na Escola de Música Walter Bártolo no município de Ji-Paraná/RO, em horário normal de expediente ou pelo correio, para o endereço : Comissão Organizadora do Festival Só Curta – Estadual de Curta-Metragem – A/C Sr. Carlos Reis

Fundação Cultural de Ji-Paraná (Teatro Dominguinhos) Av. Marechal Rondon, 295 – Centro 76.900-027

A data final da postagem é o dia 11 de setembro.Para a inscrição o realizador poderá inscrever até 03 (três) curtas-metragens por categoria e  deverá encaminhar a Ficha de Inscrição Padrão , Filme ou vídeo em Fita Mini DV/NTSC, DVD ou VHS/NTSC e uma imagem do curta-metragem para inclusão no folder do festival.
O Festival Só Curta não exibirá obras que defendam pensamentos ligados à pornografia, racismo, uso de álcool e de droga, machismo, erotismo precoce, abuso e exploração sexual, dogmas religiosos, ou que venham ofender abertamente pessoas reais.
A premiação constará de troféus personalizados (aos vencedores), certificados de participação (aos produtores e diretores inscritos), filmagem e edição de um curta-metragem (ao vencedor do melhor curta de ficção do Estado),  e filmagem e edição de um curta-metragem (ao vencedor do melhor documentário do Estado) todos com locações em Ji-Paraná/RO.
Maiores informações: culturajipa@hotmail.com ou carlosjiparo@gmail.com , fone (69)9962.0870 ou (69)3422.884

Yeahh: Repórter gringo vibra: Amazônia segue modelo de consumo dos Estados Unidos

In Amazon, Rain Forests Make Room for Mall Rats (Na Amazônia, Floresta Tropical faz espaços para  “ratos de Shopping”)

Por John Lyons, do The Wall Street Journal

RIO BRANCO, Brasil — Até agora, a marcha da civilização na floresta amazônica seguiu um padrão previsível. Madeireiros abriram espaço para pecuaristas que abriram espaço para o agronegócio. O próximo passo: shopping centers.

Apenas algumas décadas atrás, muitos cientistas acreditavam que a Amazônia não seria habitável. Hoje, pelo menos cinco cidades amazônicas do Brasil tem populações de mais de 300 mil pessoas, um número-chave para atrair os principais varejistas. No fim do ano que vem, quatro das cinco maiores cidades terão grandes shoppings no estilo americano. Outros três projetos estão sendo estudados.

O último projeto de shopping começou em março em Rio Branco, uma cidade antes isolada, próximo de onde o ativista Chico Mendes foi morto em 1988. Os construtores foram encorajados pelo sucesso de um pequeno mall em Porto Velho, que fica a 340 milhas de distância. Gente de Rio Branco fazia a viagem de seis horas até Porto Velho para fazer compras.

A proliferação de shoppings na Amazônia marca uma virada numa das últimas fronteiras do mundo. Uma economia moderna de consumo está deitando raízes em uma região que a maioria das pessoas imagina coberta por floresta densa e cortada por rios infestados por piranhas, com trechos de floresta destruída entre eles.

Na terça-feira o governo brasileiro informou que as vendas do varejo no estado de Rondônia, onde fica o mall de Porto Velho, aumentaram 31,7% no ano que terminou em março, o segundo maior aumento no país e o dobro da média nacional. No estado do Acre, onde o mall de Rio Branco está em construção, as vendas aumentaram 31,5% — o terceiro maior aumento do país.

A ascensão do consumidor da Amazônia demonstra a amplitude do boom doméstico do Brasil. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez chover dinheiro na região em uma tentativa de aumentar o poder de consumo dos pobres e das classes trabalhadoras. Famílias pobres ganham subsídios em dinheiro. Negócios recebem empréstimos subsidiados do Banco da Amazônia (federal). Projetos hidrelétricos resultam em empregos e investimentos. As populações da cidades cresceram com a mudança de pessoas que querem acesso a empregos e serviços do governo.

O desenvolvimento da Amazônia também altera o jogo para os ambientalistas. Os moradores de cidades da Amazônia agora tem maior poder para exigir que estradas, hidrelétricas e outros projetos sejam construídos na região. Isso explica porque a ministra ultraverde de meio ambiente foi trocada em 2008 por um ministro mais aberto ao desenvolvimento. Porque os malls tem sido construídos em terras que foram deflorestadas décadas atrás, os ambientalistas não se opuseram aos projetos. Ambientalistas locais dizem que seus objetivos são dirigir o crescimento econômico inevitável para atividades que não requeiram derrubar mais árvores.

“A chegada dos shopping centers é parte de uma tendência global”, diz Jorge Viana, um ex-governador e líder ambientalista em Rio Branco. “Nosso grande desafio é criar um modelo econômico sustentável que inclua as pessoas que vivem na floresta”.

O certo é que a maior parte da Amazônia ainda é floresta e que não vai ser tornar um shopping em breve. Desde 1991, a população no bioma da Amazônia brasileira aumentou 48% para 19,7 milhões, a maior parte em cidades e vilarejos, de acordo com a Conservation International, um grupo ambientalista sem fins lucrativos de Washington DC. Mas isso ainda é muito esparso considerando que os amazônidas ocupam um território do tamanho da Europa Ocidental.

Ainda assim, há poder de compra suficiente na Amazônia agora para atrair investidores globais. A empresa canadense Ivanhoe Cambridge, uma das maiores construtoras de shoppings do mundo, é parceira no shopping de Porto Velho. Fundos de pensão dos Estados Unidos investiram no projeto de Rio Branco. Em 2007, a BRmalls, um grupo imobiliário brasileiro parcialmente controlado pelo empresário americano Sam Zell, comprou uma fatia do shopping mais antigo da região, o Amazonas Shopping, na área urbana de Manaus.

Em Porto Velho, o novo shopping center mudou tudo, do cenário aos hábitos econômicos e sociais da cidade fronteiriça. Na capital de um estado fortemente deflorestado, a população cresceu muito depois que as novas rodovias trouxeram centenas de milhares de colonos para a região nos anos 80, atrás do gado e da soja. Agora, está vivendo um boom. Os empregados na construção civil e os engenheiros estão chegando para construir duas hidrelétricas por perto, que valem alguns bilhões de dólares.

Um estrutura quadrada e bege que se ergue coberta por um estacionamento de telhado escuro, o Porto Velho Shopping contrasta com o resto da cidade, ainda caótica em seus edifícios lotados e pavimentação cheia de buracos.

O shopping é de longe a maior estrutura com ar condicionado na redondeza de centenas de quilômetros, transformando a construção em um oásis no meio do calor abafado. Isso é o suficiente para torná-lo o principal destino de entretenimento.

“O shopping é basicamente a única coisa que tem para fazer em todo o estado”, diz Aira Queiroz, uma estudante de 18 anos que fez a viagem de 125 milhas desde Ariquemes, a cidade onde ela vive, para experimentar um sorvete em um sábado de abril. “Não há nada para fazer em minha cidade”.

Em torno dela, cenas típicas dos subúrbios dos Estados Unidos acontecem. A praça de alimentação está viva com bate-papo. Um elevador de vidro sobe no átrio e deposita público para os cinco cinemas do Cineplex com telas de 3D. Há até mesmo os “mall rats”. Adolescentes, alguns deles com cabelo precocemente tingido caindo sobre um dos olhos,( NR: que convencionamos chamar de EMO’s)  andam pelos corredores procurando o que fazer. Guardas de segurança uniformizados ficam de olho neles.

Apesar de todas as cenas de “americana”, há lembretes de que o mall fica em uma fronteira amazônica. O McDonald’s não tinha batatas naquele dia. O caminhão de entrega tinha se atrasado em algum lugar da viagem de 2.500 milhas desde São Paulo. O empregado do mês foi premiado por acumular responsabilidade depois que metade da equipe dela pegou dengue.

Um par de meninas indígenas em excursão pelo mall, guiada por missionários, ficou à distância avaliando com segurança a escada rolante. O shopping tem o primeiro grupo de escadas rolantes do estado e muitas pessoas faziam fila para andar nelas pela primeira vez. Depois de se aproximar com curiosidade, as meninas se deram as mãos e se aventuraram. Uma conseguiu. A outro foi pega com o passo continuamente se abrindo até que conseguiu embarcar.

As mudanças não são apenas sociais. O shopping colocou enorme pressão competitiva em varejistas locais para melhorar seus serviços e baixar os preços, alterando a forma com que fazem negócios.

Cerca de 50 redes nacionais, como a loja de departamentos Americanas, abriram sua primeira loja no estado no shopping. A competição provocou a falência de algumas lojas barateiras e forçou outras a melhorar para sobreviver.

Considerem o caso da Divas, uma boutique de roupas gerenciada por Vilmarque João, um ex-executivo de eletrônicos, e sua esposa. O negócio surgiu da frustração da sra. João com a falta de roupas da moda em Porto Velho. Ela e suas amigas começaram a juntar dinheiro alguns anos atrás para voar até São Paulo e trazer os últimos estilos.

A notícia se espalhou. Logo, os pedidos vieram de outras mulheres com as mesmas reclamações. Os Joões deixaram seus empregos e abriram uma loja no centro da cidade que cresceu por seis anos. Eles se mudaram para o shopping assim que ele abriu, acreditando que os negócios na loja do centro sumiriam.

De repente, no entanto, franquias nacionais com jeans de alta qualidade abriram a alguns passos da Diva no shopping. Para sobreviver, os Joões cortaram os preços de sua marca de jeans Carmim em 43%, para 389 reais. A competição para ficar na moda exigiu pagar por acessórios vindos de São Paulo por encomenda aérea noturna.

Para acompanhar as redes nacionais, David contratou mais vendedores e gastou mais com o treinamento deles. Os preços mais baixos e os custos mais altos diminuiram a margem de lucro para 12%, de 50% dos tempos da loja no centro da cidade. Mas os lucros como um todo subiram: milhares de pessoas, em vez de centenas, passam pela loja diariamente. O sr. João suspeita que o ambiente do shopping deu um impulso no consumismo local.

“O shopping é o único lugar de Porto Velho onde todas as classes sociais estão se misturando em um espaço aberto, de igual para igual”, o sr. João disse. “A classe média tem chance de ver o que os ricos estão vestindo e então quer comprar igual”.

A ideia de construir shopping centers na Amazônia não é nova. O governo militar brasileiro de 1964-1985 antevia uma rede de cidades importantes na Amazônia. Construiu estradas na floresta e subsidiou os pioneiros colonizadores.

Não saiu de acordo com o planejado. Grandes áreas da floresta foram devastadas, mas a terra da floresta não era tão fértil quanto o esperado. Cidades distantes como Porto Velho incharam com colonizadores fracassados e se tornaram terra-de-ninguém.

Mas a economia amazônida está mudando. Ao experimentar com fertilizantes, tipos de gramíneas e outras tecnologias, os fazendeiros e pecuaristas da Amazônia aprenderam a arrancar mais lucros da terra. Novas rodovias surgiram em torno de cidades antes isoladas entre si, criando mercados locais. Rodoviais agora chegam a países vizinhos como o Peru, aumentando o comércio.

O primeiro shopping center da Amazônia brasileira abriu em 1991 em Manaus, uma cidade de 1,7 milhão de habitantes que cresceu como centro manufatureiro por causa de seu status especial de zona franca. Em abril de 2009, o shopping Manauara de 227 lojas abriu com árvores da floresta no meio da praça de alimentação. O projeto foi parcialmente financiado pelo Developers Diversified Realty Corp., um fundo de investimento imobiliário dos Estados Unidos, de capital aberto. Pelo menos dois outros grupos estão considerando projetos de shoppings na cidade.

Mais significativamente, os shoppings estão se espalhando por cidades secundárias da Amazônia como Porto Velho e Rio Branco, onde investimentos do gênero eram impensáveis uma década atrás. Um projeto em construção fica em Macapá, uma capital na margem norte do rio Amazonas onde não se chega por rodovia. Um segundo grupo está avaliando um projeto competidor. Construtores de shopping já compraram terra na cidade ribeirinha de Santarém, de população de 277 mil pessoas, e em Marabá, um centro de mineração.

O mercado consumidor do Amazonas atingiu massa crítica tão rápida que surpreendeu mesmo os especialistas. Cinco anos atrás, quando Dorival Regini, executivo-chefe do grupo LGR, do Rio de Janeiro, começou a fazer buscas em Rio Branco, ele tinha dúvidas.

Em sua visão, Rio Branco era sinônimo de uma Dodge City — um posto fronteiriço sem lei. O estado era notório por ser o lugar onde o filho de um fazendeiro matou o seringueiro e ambientalista Chico Mendes. Até o fim dos anos 90, Hildebrando Pascoal, um chefe de polícia tornado deputado, mandava no estado. Ele ganhou seu apelido “motossera” pela forma como seus inimigos pereciam.

Mas dados mostrando o crescimento da população e da renda levaram a uma segunda avaliação. O sr. Regini despachou um analista, que inicialmente estava cético. “Depois que chegou lá, ele ligou e disse ‘devo ficar mais alguns dias; acho que pode dar certo’”, lembra o sr. Regini.

Rio Branco estava sob controle. O “motossera” estava na cadeia. Um grupo de tecnocratas verdes, a maioria discípulos de Chico Mendes, tinha sido eleito em 1998. Eles aprovaram leis barrando a devastação no que restava da floresta tropical. Numa tentativa de atrair negócios como alternativa econômica à pecuária, eles construiram parques, ruas bem iluminadas e uma ponte para pedestres sobre o rio. Leis de zoneamento foram criadas e a corrupção endêmica foi controlada.

Outro sinal encorajador: uma rodovia planejada para sair de Rio Branco, atravessar a fronteira do Peru e os Andes e chegar até a costa do Pacífico. A rodovia, agora aberta, pode em breve se tornar um importante ponto de trânsito para exportações para a China, esperam os locais.

A LGR comprou um pedaço de terra na intersecção da nova rodovia para o Peru com a rodovia que conecta Rio Branco ao resto do Brasil. O Via Verde Shopping, de 161 lojas, vai abrir na metade de 2011.

A companhia está confiante de que o projeto vai dar certo em uma cidade na qual os congestionamentos de trânsito agora entopem ruas onde não havia luz uma década atrás. Os executivos da LGR que vão até lá para acompanhar o projeto têm dificuldade para encontrar apartamentos nos hotéis locais. A companhia agora também pensa em construir um hotel.

O shopping é o maior investimento privado no estado. Mas outras firmas estão de olho em Rio Branco. A loja holandesa Makro abriu recentemente uma loja perto do lugar do shopping e a rival francesa, Carrefour, está planejando a sua.

Construir um shopping em uma cidade da Amazônia como Rio Branco apresenta desafios únicos. Fortes chuvas tropicais caem durante metade do ano. Durante a estação seca, os trabalhadores devem correr para construir a estrutura e o teto para trabalhar na parte interior durante as chuvas. A perda de prazos pode significar a perda de um ano inteiro.

Tudo, de cimento a vigas de ferro, vidros e esquadrias custam mais porque o material viaja de caminhão centenas, em alguns casos milhares de quilômetros. O solo de barro amazônico não tem pedras. Isso significa que o pedregulho para fazer cimento tem de viajar de caminhão — junto com todo o material de construção.

Também há confusões inesperadas. Quando os engenheiros da LGR procuraram lugar para um parque de bicicletas que a companhia está construindo para atender à legislação municipal, eles foram surpreendidos ao encontrar uma família indígena que tinha vindo da floresta acampar no terreno. Os indígenas disseram que os engenheiros tinham de ir embora. Mais tarde, autoridades federais chegaram e arranjaram acomodação para os indígenas.

Um aspecto foi fácil: encontrar lojistas. O espaço no mall de Rio Branco estava quase todo alugado antes mesmo do início da construção.

Fonte: The Wall Street Journal via www.viomundo.com.br, o que você não vê na mídia, por Luiz Carlos Azenha

Eitcha, vale a pena ouvir o Mosaico de Ravena, uma banda paraense e a música Belém,Pará, Brasil

… Região Norte, ferida aberta pelo
progresso, sugada pelos sulistas e
amputada pela consciência nacional…

Vão destruir o Ver-o-Peso
e construir um shopping center
Vão derrubar o Palacete Pinho
pra fazer um condomínio
Coitada da Cidade Velha
que foi vendida pra Hollywood
pra ser usada como albergue
no novo filme do Spielberg

Quem quiser, venha ver
Mas só um de cada vez
Não queremos nossos jacarés
Tropeçando em vocês

A culpa é da mentalidade
criada sobre a região
Porque que tanta gente teme?
Norte não é com “M”
Nossos índios não comem ninguém
agora é só hamburguer
Porque ninguém nos leva a sério?
Só o nosso minério…

Aqui a gente toma guaraná
quando não tem Coca-Cola
Chega das coisas da terra
que o que é bom, vem lá de fora
Deformados até a alma
Sem cultura e opinião
O nortista só queria
fazer parte da nação

Ah! Chega de malfeitura
Ah! Chega de tristes rimas
Devolvam a nossa cultura
Queremos o Norte lá em cima
Porque, onde já se viu?
Isso é Belém
Isso é Pará
Isso é Brasil

Quem quiser venha vê
Mas só um, de cada vez
Quem quiser venha vê
Mas só um, de cada vez
não queremos, nosso jacaré
tropeçando em você

Quem quiser venha vê
Mas só um, de cada vez
não queremos, nosso jacaré
tropeçando, em você
tropeçando, em você
tropeçando, em você
tropeçando, em você

(Bem, aguardemos, agora as manifestações dos sites colonizados e seus miquinhos amestrados…)

Do Vocabulário Popular de Porto Velho

Curuba
[Tupi] Irritação da pele, coceira, ferida, sarna.
[Tupi] Itch, skin irritation, mange, sore, prurigo.
[Tupi] Démangeaison, irritation de la peau, gale, inflammation, prurit.

Melissinha só para homens

Vocês já viram as melissas para homens? O que se sabe até agora é que a Melissa pra rapazes ganhou até nome próprio (M:Zero) e deve chegar em breve ao mercado em 2 modelos: Oxford e Mocassim.

O material é o mesmo (e até o cheiro!), e existem versões flocadas.

Ao que tudo indica, agora com nome próprio, a Melissa de homem – quer dizer, a M:Zero – deve receber um investimento grande de lançamento. Rapeizes da Calçada da Fama, já dizia uma grande propaganda da Mercedez-Benz nos anos 70: O que é  bom já nasce diesel… O que tem a ver uma coisa com a outra ? Sei lá. Vou testar a versão flocada. Ui

Copa do Mundo prolifera ameaças virtuais

A popularidade da seleção brasileira inspira cibercriminosos a desenvolverem links maliciosos e provocarem ataques virtuais. De acordo com a McAfee, Inc.  os pesquisadores  identificaram spam com a imagem do técnico Dunga que traz uma ameaça do tipo cavalo de Tróia, que, uma vez instalado, permite o acesso de desconhecidos ao computador infectado.
O spam contém uma imagem que parece ter sido retirada de um portal de noticias legítimo no Brasil (hackers costumam utilizar nomes de empresas legítimas para criação das ameaças). O texto é ilustrado com uma imagem do Dunga, que aparece com um hematoma no olho esquerdo, pois ele teria sido agredido por torcedores que queriam a convocação dos jogadores Neymar e Ganso para a Seleção Brasileira de Futebol. Ao lado da foto, um boxe retangular convida o internauta a conferir as fotos do possível incidente. Nesse link de acesso para as supostas matéria e imagens está o software de invasão (cavalo de Tróia) que, após o clique, infectará o computador do internauta. Ao clicar o boxe, o usuário é direcionado para o endereço na Web: hxxp://ml210-202-198-66.vdslpro.static.apol.com.tw/images/index.asp? Esta página o redirecionará para outra que provavelmente estará “hackeada”, nesse caso indicada como sendo do Governo da Malásia (no link está indicado o domínio .GOV.MY , cuja origem é da Malásia). Nessa página o internauta recebe o arquivo denominado agressao_dunga.exe, o qual teria as imagens da agressão.  No entanto, trata-se de um cavalo de Tróia bancário, detectado pelo McAfee Labs como PWS-Banker.gen.ad  (uma variante do PWS-Banker), que ficará  instalado na máquina do usuário para roubar senhas bancárias. De acordo com recente relatório , o Brasil é o país que mais hospeda conteúdo mal-intencionado na América Latina. A América do Norte continua liderando como a região que mais hospeda conteúdos mal-intencionados. Os ataques pela internet focados na Web 2.0 e as ameaças em dispositivos de armazenamento portáteis tiveram grande parte das atenções no ano passado. Os cibercriminosos têm feito ataques a sites de relacionamento ou redes sociais com intenção de atingir essa nova geração de internautas que ingressa na internet. As atividades do Koobface (vírus que se autorreplica através de perfis infectados do Facebook e do MySpace) aumentaram consideravelmente no último ano.

Militarizada a repressão ao narcotráfico entre Rondônia e Bolívia

Por Nelson Townes, do NoticiaRo.com

Soldados do 6ª Batalhão do Exército de Infantaria de Selva (6º BIS), em Guajará Mirim, Rondônia, na fronteira noroeste do Brasil com a Bolívia, montaram uma barreira na saída do município, na rodovia BR 425, para inspecionar pessoas e veículos suspeitos de contrabandear narcóticos e outros ilícitos.

A barreira tem o nome de Posto de Bloqueio e Controle de Estrada e representa a primeira vez que o Exército do Brasil ostensivamente atua em Rondônia no policiamento contra o narcrotráfico na fronteira com a Bolívia.

Esta é uma tradicional e estratégica rota do narcotráfico internacional para o Sul e Sudeste do Brasil, e para a Europa e Ásia, com mais de 20 anos de uso

Essa rota foi definida nos anos 1980 pelo Departamento de Estado dos Estados Unidos através de sua agência federal de repressão a drogas, a DEA (Drug Enforcement Agency), para desviar para o Brasil, Europa e Ásia o fluxo de cocaína que entrava nas cidades americanas e, naquela década, resultava em 8 milhões de jovens narcodependentes em suas ruas.

Ironicamente, a DEA é quem bancava as despesas da Polícia Federal Brasileira. Nessa época, seu chefe, delegado Romeu Tuma, disse a este repórter em Ji-Paraná (RO) que a Polícia Federal era apenas “a insígnia e o marketing do Jornal Nacional da Rede Globo de Televisão.”

Até hoje não foram desmentidos rumores de que Rondônia foi escolhida como rota do narcotáfico em comum acordo com a Polícia Federal para “facilitar” a interceptação da droga “mais adiante.”

Essas informações foram confidenciadas ao repórter por fontes diplomáticas em Brasília, e na Bolivia e por indiscrições de agentes da DEA em seu escritório em Trinidad (Bolívia), no 3º andar do hotel Ganadero.
Guajará Mirim está localizada a cerca de 300 kms a noroeste de Porto Velho,às margems do rio Mamoré, diante da cidade boliviana Guayaramerin, que pode ser alcançada numa travessia pelo rio por catraias ou botes com motor de popa (“voadeiras”), em cerca de 5 minutos.

O tráfego entre os moradores das duas cidades é intenso, feito de turistas que procuram eletro-eletrônicos, bebidas, brinquedos e perfumes – além de drogas e armas – na zona franca de Guayaramerin.

O jornal “O Mamoré”, de Guajará Mirim, publicou uma entrevista com o comandante do 6º BIS, tenente coronel do Exército do Brasil, Victor Hugo, em que ele explica que o objetivo da ação foi para “adestrar a tropa no combate aos ilícitos transfronteiriços”.

A equipe do Grupo de Operações Especiais – GOE, do 6º Batalhão da Polícia Militar de Rondônia participou da ação deste sábado.

Essa parece ser uma escalada das Forças Armadas Brasileiras na repressão ao narcotráfico na fronteira. A Força Aérea Brasileira age diariamente,com o apoio do Sivam.

Não sabemos se a barreira do 6º BIS na BR 425 será permanenre. Este site recebeu e-mails de leitores elogiando a presença dos soldados do Exército na rodovia.

Globo, a central de mentiras

Por Laerte Braga, direto do blog olhosdosertao.blogspot.com
….

A edição de sábado do Jornal Nacional – O da mentira – foi um primor de desinformação, distorção de notícias e fatos para atender a interesses do grupo e àqueles a que representa. É prática rotineira na emissora.
Num dado momento da edição, com o ar de sério, seriedade que não tem, o jornalista Alexandre Garcia, começou a falar do dossiê “supostamente” atribuído a setores da campanha de Dilma Rousseff e contra o candidato tucano José Arruda Serra.
Para não enfiar a emissora no bolo e aparentar inocência na história, repercutiu a matéria de capa da revista Veja sobre o assunto. Veja é aquela que pegou mais de 400 milhões de reais em contratos com o governo de São Paulo – José Arruda Serra – sem licitação e num favorecimento escandaloso, com, lógico, um percentual para o caixa de campanha do tucano.
É aquela também que quando não conseguiu culpar o governo Lula pela queda do avião da TAM (os defeitos eram no reverso e numa das turbinas por falta de manutenção da empresa), estampou numa capa que “a culpa foi do piloto”. O plano para privatização de aeroportos começou a dar com os burros n’água por ali. Que acha que a flotilha que foi levar ajuda humanitária a palestinos sitiados em Gaza pelo governo terrorista de Israel foi provocação. Posição também da Globo.
Quando Alexandre Garcia, ex-funcionário do Banco do Brasil, do antigo SNI e do Gabinete Militar da presidência da República, demitido por assédio sexual, governo Figueiredo, mostrou os “fatos” relacionados ao dossiê, esqueceu-se de dizer que o jornalista do ESTADO DE MINAS é ligado ao ex-governador Aécio Neves e que a imensa e esmagadora maioria da mídia já havia ligado o dossiê a Aécio.
Toda a trajetória totalitária, corrupta e venal de José Arruda Serra foi levantada a pedido do governador de Minas, então disputando a indicação presidencial com o tucano paulista, quando tomou conhecimento que Arruda Serra havia preparado um dossiê contra ele.
Uma espécie de legítima defesa, digamos assim, num ambiente fétido, o tucanato. Disputa pela chefia da quadrilha.
Para não perder a viagem, envolveram um delegado corrupto e aposentado da Polícia Federal, que fala qualquer coisa por dinheiro, atribuindo a responsabilidade a Dilma Rousseff e ao seu partido.
É prática corriqueira da Globo vem desde os tempos de Collor de Mello quando editaram o último debate entre o alagoano e Lula. Ou ainda, nos tempos da ditadura, quando omitiu a campanha para as diretas já, quando encobriu a tortura e foi parte dela na cumplicidade ativa de vender um Brasil maravilhoso quando o País estava à matroca em mãos de militares irresponsáveis e criminosos.
Ou quando foi fundada, há 45 anos, como braço de Washington com o propósito de vender a ideologia disneylândia que hoje, se sabe, chega até a prostituição (Operação Harém da Polícia Federal), seja no BBB, seja nas “moças” contratadas por laranjas para dançarem literalmente, em todos os sentidos, com direito a cachê/michê de 20 mil reais, depende da estatura dentro da emissora e do cliente.

Toda a farsa do dossiê já havia sido contada de “a” a “z” pelo jornalista Luís Nassif em seu portal. Todo o esquema de disputa entre Arruda Serra e Aécio é público e notório desde que o funcionário de Arruda Serra, Juka Kfoury, pegou Aécio no contrapé.
A Globo ignorou, deliberadamente, todos os fatos.
Um pouco antes de dar um trato mentiroso no tal dossiê, foi divulgada uma pesquisa do antigo IBOPE (hoje GLOBOPE), onde Dilma e Serra aparecem empatados na magia de fabricar números, sabe-se que a realidade é diferente, Arruda Serra está em queda e Dilma em ascensão e nem tocaram no fato que dentre os candidatos o tucano é o mais rejeitado pelos eleitores ouvidos. Mostraram na telinha, mas não comentaram.
Quando pegos na mentira e na farsa, práticas comuns e corriqueiras ali, sacam da pasta de canalhice a tal liberdade de expressão. Deve ter outro sentido para eles. Liberdade de mentir, de falsear, de enganar, de ludibriar e de contratar dançarinas para “ajudar” nos “negócios” com clientes promissores.
Tipo sabão OMO, lavou está pronto para outra.
Canalhice pura.
A legislação brasileira propicia a esse tipo de imprensa marrom, venal, que o direito de resposta seja um fato raro, por conta da lentidão do poder Judiciário, sem falar que a Globo tem em mãos muitos dos ministros de tribunais regionais e superiores e nada contra ela anda.
Praticam o crime, a rigor, de forma impune.
A Globo é isso e até as eleições de outubro fatos assim serão comuns, todos revestidos de preocupação democrática da rede em todos os seus tentáculos. Jornais, rádios e tevês.
Existe para isso e por isso. Daí porque abriga gente tipo Alexandre Garcia, William Bonner, Lúcia Hipólito, Miriam Leitão, paladinos da sem-vergonhice jornalística.
E traveste-se de defensora da democracia e dos valores cristãos e ocidentais, desde que as faturas sejam pagas em dia e os favores e ilicitudes permaneçam encobertos e protegidos às vezes, muitas vezes, pelos encarregados de zelar pela lei.
A edição de sábado foi um primor de mentira, de desrespeito ao telespectador, por isso o rotulam de idiota, apostam nessa característica e contam que enquanto a turma está ali para esperar a novela das oito, de quebra, levam a informação mentirosa.
A Globo é outro câncer, como Veja, não há nada de liberdade de expressão em seu caminho.
Só mentira e empulhação.

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NR: O cara é bom   vote no blog dele clicando no banner 

Bola de supermercado, jogador de que ?

Por Rud Prado

Posso estar redondamente enganado. Mas acho que o hexa não vem. Não me xingue. Vou torcer como você. Como muitos, vou comprar cerveja para me embebedar.E, se sobrar algum – pretendo comprar muita cerveja! -,   vou comprar uma camisa amarela e umas bugigangas afins no camelô. Depois de sofrer com duas vitórias sofríveis do Brasil, vou me animar com um desempenho melhorzinho na terceira partida. E, ao passar para a próxima fase, começarei a achar que o bicho Dunga não era tão feio quanto parecia e que não estava tão errado assim. Acreditarei enfim que a gente vai.

Mas quer saber? Agora acho que vamos é pro vinagre. Melhor a pátria de chuteiras colocar a barbinha de molho. A coisa já está azedando. A nossa rapaziada tem tradição de afinar quando sai daqui achando que está com a bola toda. Mas aí alguém diz: contra números não há argumentos. O controverso Dunga é um vencedor. Seu time é vencedor. Verdade. Acho até mesmo que esse Dunga já foi “o cara”. Fundamental para dar um pouco de raça a seleção em outros tempos. Ele tem o seu valor. Joga para vencer e, muitas vezes, vence. Isso é bom. Portanto está claro: não sou anti-seleção, não sou anti-Dunga. Sou até mesmo incapaz de trocar a vitória da final de 94 pelo vexame de 82. Por isso sou isento para falar que agora o destemido Dunguinha tem contra si, contra a sua “filosofia” de impor garra ao time, um time que dá demonstração de estrelismo total.

Um time que está dando carrinho sim, mas não como expressão de raça. É apenas pirraça. Os amarelinhos estão dando carrinho na bola. E sem adversário. Ela é o adversário! Isso é um perigo. Do goleiro ao atacante todos estão a desdenhar a bolinha, ridicularizando a coitada. Mas a origem disso tudo está em outra esfera: a esfera dos interesses comerciais. A prova disso é que Kaká, que é patrocinada pela marca da bola da discórdia, beija a Jabulani em público. Puts, depois é a bola é que é de supermercado!  Essa rapaziada (e até o Dunga entrou na onda) tem que dar um tempo. Parar de ser porta-voz de marcas e pensar em marcar gols.

Não vi, por exemplo, nossos hermanos argentinos reclamarem da pelota deles. Imagine neguinho, e não estou falando dos sul-africanos, tentando explicar para imprensa mundial que foi por culpa da bola! Ora bolas. Ainda bem que eu vou comprar muita cerveja. Esse papo de bola ruim está com jeito é de água no chope.

Território da foto

Quem estiver por Sampa, vale a pena conferir a Exposição Coletiva São Paulo recebe Pernanbuco. Haverá também debates como a ” Fotografia – a fronteira entre arte e documental” , mediado por Simonetta Persichetti, Gabriel Boieras e Fernanda Prado
Abertura na próxima quarta-feira, 09 de junho,  às 19h30 hs. A exposição vai até 30 de junho, das 10 às 18 horas, no Território da Foto, Rua Mateus Grou, 580 – Pinheiros, fone (11) 2737 7392, e-mail contato@territoriodafoto.com.br .

Faça sua parte

Que tal esse banner e mais um vídeo de Os Mercenários?

Faltando poucos meses para a estréia de Os Mercenários, o filme mais esperado pela geração 80 que acompanhou os grandes astros dos filmes de ação o Aintitcool revela essa banner bacanudo aí de baixo, trazendo todos os protagonistas: Na boa,  a primeira coisa que me passou na mente foi: Isso é a coleção de action figures que qualquer um  gostaria de ter. Imagino isso como o verso de uma cartela de bonecos.

Sério, será que Sly não pensou em criar uma linha de bonecos do filme?

via 100Grana | Cultura Pop para Lisos!

Túnel do Tempo

Foto de Dana Merril, provavelmente tirada de cima das torres do telégrafo wireless Marconi, que ficavam nas imediações do Mirante II

A Câmara dos Deputados aprovou a Lei da Ficha Limpa, mas ela ainda depende da homologação do Senado. Você é a favor, contra ou indiferente a essa lei ?

Encerramos no dia 4 de junho a enquete acima que apresentou os seguintes resultados.

Moto taxi : Confira a relação dos autorizados em PV

Clique aqui e veja a relação completa dos classificados e dos remanescentes   > http://wp.me/pKJQL-1ki

Carta ao governo israelense

Por Silvio Tendler

Sres. que me envergonham:

Judeu identificado com as melhores tradições humanistas de nossa cultura, sinto-me profundamente envergonhado com o que sucessivos governos israelenses vêm fazendo com a paz no Oriente Médio.
As iniciativas contra a paz tomadas pelo governo de Israel vem tornando cotidianamente a sobrevivência em Israel e na Palestina cada vez mais insuportável.

Já faz tempo que sinto vergonha das ocupações indecentes praticadas por colonos judeus em território palestino. Que dizer agora do bombardeio do navio com bandeira Turca que leva alimentos para nossos irmãos palestinos? Vergonha, três vezes vergonha!

Proponho que Simon Peres devolva seu prêmio Nobel da Paz e peça desculpas por tê-lo aceito mesmo depois de ter armado a África do Sul do Apartheid.

Considero o atual governo, todos seus membros, sem exceção, merecedores por consenso universal do Prêmio Jim Jones por estarem conduzindo todo um pais para o suicídio coletivo.

A continuar com a política genocida do atual governo nem os bons sobreviverão e Israel perecerá baixo o desprezo de todo o mundo..
O Sr., Lieberman, que trouxe da sua Moldávia natal vasta experiência com pogroms, está firmemente empenhado em aplicá-la contra nossos irmãos palestinos. Este merece só para ele um tribunal de Nuremberg.

Digo tudo isso porque um judeu humanista não pode assistir calado e indiferente o que está acontecendo no Oriente Médio. Precisamos de força e coragem para, unidos aos bons, lutar pela convivência fraterna entre dois povos irmãos.

Abaixo o fascismo!
Paz Já!

Foto: Israeli Defense Force

NR:  Caro Tendler. Segundo a ONG “Free Gaza, um dos grupos que organiza a expedição, o Rachel Corrie transporta 1,2 mil toneladas de ajuda humanitária. Com 20 pessoas a bordo, entre os passageiros está a prêmio Nobel da Paz norte-irlandesa Mairead Maguire e um antigo subsecretário-geral das Nações Unidas, o irlandês Denis Halliday. Neste momento  há notícias que o cargueiro ‘Rachel Corrie’ e ajuda humanitária como mantimentos e roupas, foi abordado por forças militares de Israel na manhã deste sábado e chegou ao porto de Ashdod escoltado.  Os militantes pró-palestinos e a tripulação da embarcação irlandesa de ajuda a Gaza foram levados sob escolta policial ao aeroporto internacional de Ben Gourion, perto de Tel Aviv, e deverão ser deportados neste domingo(6), anunciou a porta-voz do Serviço de Imigração. Os ativistas se recusaram a assinar documento de deportação. Não gosto de falar de religião, mas depois desta mancada histórica de Israel ( não matarás…) alguma coisa deve acontecer no Oriente Médio.

A frase do fim de semana – 7

“Seja qual for a linguagem que empregares, só expressarás o que és.”

Do escritor, filósofo e poeta americano Ralph Waldo Emerson

Cultura na Praça Aluizio, no sábado e no domingo

O artista acriano Sergio Souto foto : agazeta.net

A Prefeitura de Porto Velho por meio da Fundação Municipal de Cultura Iaripuna inicia neste sábado, às 19h, o projeto ‘Cultura na Praça’ com a voz e o violão de Marco Terço e o grupo de dança Tetroniks, na praça Aluízio Ferreira. No domingo será a vez do compositor acriano Sérgio Souto, também na Aluízio Ferreira.

O projeto ‘Cultura na Praça’ será itinerante e tem por objetivo oferecer uma oportunidade para apresentar os artistas que vivem nas diversas zonas da cidade, ao mesmo tempo em que promove a ocupação de espaços públicos que a prefeitura vem disponibilizando para a população.
As pessoas interessadas em participar do projeto podem entrar em contato com a Fundação Iaripuna, onde será feita uma avaliação dos trabalhos como o objetivo de incluir artistas dos mais diversos estilos na programação cultural da fundação.

Do Vocabulário Popular de Porto Velho

Chapado
Travado, sob o efeito de narcóticos ou bebida.
[Complete] Drunk, under the effect of narcotics or drink.
[Complet] Ivre, sous l’effet de narcotiques ou de boisson.
    Traduções : Simon Hamilton     Ilustrações: Carlos Ruiz
Traduções : Simon Hamilton
Ilustrações: Carlos Ruiz

Musical Eu Sou

Uma realizacão da Igreja do Porto, com participação da Igreja Quadrangular. São cem artistas em cena. Maiores informações no fone (69) 3221 5069.