Arquivo diários:02/06/2010

Impostômetro : a partir de hoje, brasileiro trabalha para si próprio

Segundo o Impostômetro criado pela ACSP (Associação do Comércio de São Paulo), às 11 horas da manhã de hoje, quarta-feira(2) foi batido novo recorde, R$ 500 bilhões de tributos federais, municipais e estaduais pagos neste ano.

Para o presidente do IBPT (Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário), João Eloi Olenike, esse valor  o brasileiro pagou em impostos, taxas e contribuições para os governos este ano. “A partir de agora o brasileiro começa a trabalhar em seu próprio benefício”, afirmou.

Com esta grana dá prá construir  25 milhões de casas populares de 40 metros quadrados,  42 milhões de salas de aulas equipadas, pagar mais de 1,3 bilhões de salários mínimos , fornecer mais de 4 bilhões de Bolsas Família, , comprar 2,5 bilhões de cestas básicas , comprar mais de 7 milhões de ambulâncias equipadas, comprar 20 milhões de carros populares, 200 milhões de TVs de plasma e 500 milhões de geladeiras simples ou pagar durante 75 meses a conta de luz de todos os brasileiros.

A ferramenta pode ser acompanhada pela net no site www.impostometro.com.br

Como diria um velho gaúcho agarrado à sua cuia de chimarrão, com erva contrabandeada do Uruguai : Capaz !!!!

Filmes importantes para entender Rondônia – 5 – Povo Amondawa

foto : L.Brito

foto : L.Brito

A nação indígena Amondawa, ramificação dos Uru eu wau wau,  como tantas outras existentes em Rondônia, foi mais uma das vítimas do avanço da civilização através dos projetos de colonização  ocorridos no estado, a partir do final da década de 70.

Uma das principais características vividas em Rondônia naquela  época foi  o intenso fenômeno da migração trazendo consequências sociais profundas não só para as sociedades indígenas.
O filme documentário “Povo Amondawa”   com 12 minutos registrou um pouco desse processo que teve como meta principal  o progresso a qualquer custo, e que foi maléfico para os Amondawa e outros povos indígenas que não tiveram  tempo e nem direito de se pronunciar como cultura  amazônica no processo.

Duração: 12 minutos – Ano de Produção : de 1992 à 1997  – Direção Luiz Brito

NR : Tive o prazer de participar desta produção do Luiz Brito, na única vez que o Governo de Rondônia realizou um edital para produção de audiovisuais, quando existia a Funcetur e o seu presidente era o Ruy Motta. Depois, foi só calote. Na única oportunidade em que o Governo Cassol/Cahúlla teve de participar do DocTV , uma parceria entre os Estados, a TV Cultura de SP e o Ministério da Cultura, adivinhem…. O único Estado que deu cano na obrigação de cumprir sua contra-partida  foi… ganha um DVD virgem quem acertar.

Livros imprescindíveis para entender Rondônia – 12 – Os Desbravadores

Vitor Ugo, autor de “Os Desbravadores”, fez estudos superiores em São Paulo, Rio de Janeiro e no exterior. Em seus mais de 40 anos de vivência em Rondônia, ocupou a cátedra do magistério de nível médio e superior. Foi o primeiro Secretário de Estado de Rondônia para a Cultura, Esporte e Turismo – SECET, além de ter criado a Rádio Caiari, implantado o automatismo telefônico em Porto Velho, onde, nos anos 60, também colocou a primeira imagem televisionada.  Com a autoridade de profundo conhecedor da região e dos homens que habitam a Rondônia de Roquette Pinto, lhe foi possível acompanhar passo a passo o progresso que a envolve, com seus complexos problemas, a partir da eclosão migratória aos problemas ecológicos, ambientais e do índio., todos vistos sobretudo sob o aspecto social.

Tive o privilégio de conhecer e trabalhar com o prof. Vitor Ugo e com o Prof. Isaías dos Santos, implantando o CEPAV – Centro de Produções Audiovisuais Pe. Landell de Moura, embrião da TVE – Madeira Mamoré, canal 2, emissora educativa filiada ao SINRED ( Sistema Nacional de Rádio e TV Educativas). A TVE, canal 2 chegou a ter um telejornal diário de 30 minutos de duração e funcionava embaixo das arquibancadas do Estádio Aluisio Ferreira. A sua antena superturnstyle, ainda está em cima da caixa dágua da Caerd ao lado do hotel Aquarius, como testemunha deste tempo. E tínhamos retransmissores em Ji-Paraná e Vilhena. Tudo sucateado em nome da politicagem rasteira e inócua. Quanto recuo, quantas trevas este Estado ainda precisa clarear . Poderíamos ter uma TV Educativa forte hoje…não temos nem uma fraquinha, nem um alto-falante de poste educativo, nada ! E dê-lhe feira agropecuária.

Gente que encontrei por aí… Januário Guedes

Januário Guedes  é cineasta militante, membro da ABDeC Pará, pós-graduado em Semiótica. Já realizou diversos trabalhos, todos voltados ao Cinema na Amazônia, dentre os quais : “Nossas casas ainda estão de pé”; “Ver-o-peso” ,  um curta-metragem que mostra, por meio de um mendigo filósofo, o dia-a-dia da maior feira livre paraense. O curta é de 1984 tem 13 minutos de duração e é um documentário histórico sobre o mercado Ver-o-peso, de Belém, antes da reforma e o filme A Outra Margem do Olhar – curta metragem premiado pelo Ministério da Cultura.  Januário Guedes recebeu  o Troféu Cinema na Amazônia como o cineasta que  ensinou muitos a filmar aqui na Região Amazônica. E foi um dos homenageados do 1º CurtAmazônia.  Grandes papos, Janu ! Bom te ver.