Depois da rede social evangélica Hizby estrear no mundo virtual, chegou a vez da eCatholicus, voltada para o público católico que se prepara para o maior evento religioso a ser realizado no Brasil em 2013, a Jornada Mundial da Juventude (JMJ 2013) entrar na net. Para se cadastrar na Rede é necessário acessar o site http://www.ecatholicus.com.br e seguir as instruções.
A eCatholicus é uma parceria da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e do CERIS – Centro de Estatísticas Religiosas e Investigações Sociais. Entre os cadastrados encontram-se padres, bispos, religiosos(as), diáconos, além de leigos e leigas. Isso sem falar nas paróquias e comunidades da Igreja Católica em todo o Brasil, atualizadas pelo Censo do CERIS. Todos que curtem a Jornada poderão se encontrar antes na eCatholicus, e se preparar para o grande encontro com o Santo Padre no Rio de Janeiro. Quem não for participar da JMJ Rio 2013 também poderá acompanhar a movimentação pela eCatholicus e se relacionar com peregrinos do mundo todo que vão para o Rio de Janeiro.
Todas as paróquias do Brasil estão cadastradas na Rede Social eCatholicus Brasil com base no Censo Anual da Igreja do Brasil, CaicBr. Perfis de leigos e integrantes do clero podem ser encontrados com facilidade. Na rede social católica, meios consagrados de expressão, como a postagem de fotos, vídeos e atualização de status são recursos disponíveis. Também há as opções ‘curtir’ e ‘compartilhar’ os conteúdos postados.
Desejo ganhar de presente a fé inabalável.
Beber Rum Bacardi sem deixar de lado minha cachaça ao sol do meio dia.
Quero chorar um rio de lágrimas para esquecer a morte do meu pai.
Também quero ver secar meu pranto pelo esquecimento do meu outro pai.
Desejo vestir um terno de linho branco com um cravo na lapela, em homenagem as cadeiras brancas que ficaram vazias.
Em dó maior ao som de um trombone, desejo naufragar numa canoa azul cheia do lodo da desgraça alheia.
Desejo entrar na Matriz e ficar em silêncio por muitas horas.
Desejo ganhar de presente um ponto final, no exato momento onde os que se encontram jamais irão chegar.
Desejo apenas beber algo em homenagem a hipocrisia.
Adentrei na Matriz do Sagrado Coração de Jesus às sete e trinta.
Aquele canto gregoriano perturbava meu pensamento.
Velhas senhoras rezavam com fé seus terços parecendo tercetos e quartetos sem rimas.
Um velho hippie de joelhos deixava expostas suas tatuagens como as chagas de Jesus Cristo.
Desejava exorcizar alguns demônios.
Demônios que sorriem nas praças.
Despedi-me de Deus com o meu Deus em construção.
Na Praça Jônatas Pedrosa aqueles demônios deixavam os mendigos dormindo com o sol a pino.
Aquele canto gregoriano não combinaria jamais com a realidade da praça.
Aquele chão sujo é algo de um Deus em construção.
Desejo ganhar de presente um milagre.
Dar de beber a água da serenidade aos meus irmãos de todos os lugares.
Silêncio!
O choro de quem precisa é visível apenas aos olhos do coração.
Diz a lenda
Alvíssaras! O novo líder dos homens bons, Aécio Neves, já assume a campanha vitoriosa rumo às grimpas do Planalto Central, com grande entusiasmo, propondo a volta ao bom governo do período de FHC como uma forma de recuperar a nação dos danos causado pelo petismo destruidor. É preciso retomar o progresso alvissareiro e sepultar de vez a era Vargas no Brasil, implementando as reformas do estado para adequá-lo ao mercado soberano, levando o país a se equiparar às nações progressistas do norte, que já realizaram a operação e seguem em ótimas condições.
Aécio acertou em cheio nessa diretiva, pois a população clama pela volta de Fernando Henrique há muito tempo. Governo honesto, popular, gerador de emprego e garantidor dos aumentos salariais, qualificador do serviço público federal com inúmeros concursos, sem falar na afirmação e não submissão brasileira no exterior, aquilo sim que era governo.
O dia dele começou de forma tensa, com um engarrafamento monstruoso. Nada funcionava. Preso no trânsito, sua irritação só aumentava. Tudo o tirava do sério. Entre buzinas e xingamentos, antes que se transformasse em Michael Douglas em “Dia de Fúria”, recebeu uma ligação do seu chefe, o espinafrando.
Aquele telefonema o deixou ainda mais transtornado. Ao escutar mais um xingamento xexelento no trânsito,se anestesiou de ódio. Decidiu ligar o rádio e escutou uma música dos Engenheiros do Hawaii. Ele nunca foi fã de Engenheiros do Hawaii. Na verdade, achava uma porcaria. Era apenas questão de gosto.
No entanto, as frases de efeito da banda sempre tinham impacto, um quê de firula, um ar de arrogância. Ele teve uma idéia: decidiu fazer um protesto. Naquele dia, só responderia às pessoas com fragmentos de letras da banda. Saiu do engarrafamento e acelerou, pensando: “110, 120, 160…”. Tomou uma multa.
Ao chegar no trabalho, a secretária prontamente lhe recebeu com um sorriso e o diálogo se sucedeu:
- “Bom dia! O senhor tem uma reunião”
- “O que você me pede eu não posso fazer”
- “O que, mas este fornecedor marcou horário há mais de duas semanas”
- “Não ouço nada, o que eu ouço não diz nada”
- “Tudo bem, remarco esta reunião pra quando? Ele diz que tem que discutir informações muito relevantes para a parceria”.
- “Eu presto atenção no que eles dizem, mas eles não dizem nada.”
Se tudo no mundo evolui, imaginem como anda a forma de fazer turismo? E se o jeito de viajar se transforma, por que o mesmo não ocorreria com a maneira de escolher os destinos e fazer roteiros?
Esta semana a Associação Brasileira de Blogs de Viagem, ABBV, completou seu primeiro aniversário. Sua consolidação indica que há, sim, algo de muito interessante na forma dos viajantes interagirem no mundo virtual. Primeiro com seus desejos de informações sobre viagens e, depois, com os meios e possibilidades de torna-los (ou não) realidade. Quando uma viagem realmente começa e termina?
A exposição das impressões pessoais sobre viagens – aí incluídos roteiros, hospedagem, alimentação e atrações visitadas – foi a tendência que impulsionou e posicionou no mercado sistemas com o Trip Advisor, uma gigantesca base de dados alimentado – também – pelas opiniões e descrições de viajantes, sedentos de compartilharem experiências e preferências. As dicas ganham relevância e permitem um posicionamento instantâneo do serviço avaliado.
Na World Travel Market, em São Paulo, acompanhei palestras e seminários muito interessantes. Entre elas as Sam Thompson, Diretor Trip Advisor Americas, do querido cuiabano Marco Jorge, Territory Manager Trip Advisor LatAm, e as do “time” da Associação de Brasileira de Blogs de Viagem.
O que chamou a atenção foi a diferença de públicos nos eventos. No primeiro, muitos paletós, tailleurs e saltos altos. Agências, representantes de hotéis e estabelecimentos turísticos tentando decifrar o fenômeno que abre as portas dos negócios à avaliação pública imediata e interativa. Um pulo do gato para expor produtos diretamente aos interessados, com direito a elogios e cobranças. Como lidar com novas ferramentas e tirar proveito delas, eis a questão…
No caso da ABBV, a plateia era diferente. Informal e alternativa. Ali, as particularidades faziam a diferença. O auditório estava lotado para a apresentação da pesquisa da entidade que procura situar o fenômeno dos blogs na via láctea da indústria do turismo brasileiro. Alguns detalhes interessantes: as mulheres de 25 a 34 anos, com curso superior e renda de mais de 10 salários mínimos, maioria entre os usuários dos blogs, são viajantes experientes e independentes.
Perguntei a Silvia Oliveira, presidente da ABBV, se sistemas como o Trip Advisor não seriam concorrentes. Ela explicou que, ao contrário, os sistemas são complementares. O Trip é geral e os blogs trabalham com segmentos, particularidades que os tornam específicos para internautas que sabem o que procuram: informações e impressões pessoais.
Estas novas janelas ainda são vistas com cuidado pelos integrantes do sistema tradicional desta indústria que movimenta mais de um trilhão de dólares por ano, segundo a Organização Mundial do Turismo. Mas certamente sua evolução e, principalmente, o perfil dos viajantes que utilizam seus recursos para decidirem que tipo de experiência turística terão, só tende a crescer e se multiplicar.
*Valéria del Cueto é jornalista, fotógrafa e gestora de carnaval. Essa crônica faz parte da série “No rumo”, do SEM FIM… delcueto.wordpress.com
Os anexos de emails não serão mais limitados a arquivos, como documentos em Word, Excel, fotos ou músicas. Daqui alguns meses, o Google tornará possível enviar dinheiro via mensagem eletrônica. Segundo o The Verge, os usuários terão disponível em seu Gmail um botão de anexar dinheiro.
A novidade usará o sistema de transferência da Google Wallet e o internauta terá de pagar uma taxa de 2,9% por operação. O valor mínimo a ser enviado – mesmo para emails que não sejam do Gmail - é de US$ 0,30, que pode ser pago com cartão de crédito ou débito – cadastrados na carteira virtual.
A ferramenta estará disponível para usuários do Gmail já nos próximos meses.
Diversas atitudes e sentimentos até agora considerados normais passarão a ser classificados como doença mental pela nova edição do Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders, ou DSM-5, na sigla em inglês), conhecido como a “Bíblia da psiquiatria”, que será lançada neste fim de semana pela Associação Americana de Psiquiatria (American Psychiatric Association, ou APA, na sigla em inglês).
Usados por médicos do mundo todo, inclusive do Brasil, o DSM traz uma lista de sintomas relacionado a cada doença e estabelece quantos são necessários para que um paciente seja diagnosticado com determinado transtorno mental.
Segundo críticos, a nova edição reduz o número de sintomas para o diagnóstico de alguns transtornos, além de ampliar o número de doenças, o que aumentaria os diagnósticos e, consequentemente, o uso de medicamentos e o mercado para a indústria farmacêutica.
Enquanto algumas alterações no manual – que está em sua quinta edição, a primeira desde 1994 – têm sido recebidas de maneira positiva, ou pelo menos indiferente, muitas vêm provocando críticas e discussões exaltadas.
Uma das mudanças mais polêmicas está relacionada ao diagnóstico de depressão. Na edição anterior do DSM, pacientes que estavam em luto eram excluídos do diagnóstico, mesmo que apresentassem os sintomas, a não ser que o comportamento persistisse por mais de dois meses. Agora, após duas semanas, mesmo em luto, o paciente poderá receber diagnóstico de depressão.
Outra alteração controversa diz respeito aos critérios para o diagnóstico de Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade.
Começa a Pátria a se levantar da letargia indolente na qual foi deitada pelos malévolos asseclas do bolchevismo petista durante a usurpação ilegítima do poder iniciada pelo despreparado sr. Lula da Silva, assustada pelo perigo do golpe comunista que já se faz notar no horizonte e que poderá mergulhar o país em trevas definitivas se nada fazermos agora para evitar este mal maior. A hora é crucial para o estabelecimento de nossas trincheiras democráticas, de nossos batalhões em defesa da família cristã e da propriedade, contra os grilhões do marxismo escarlate satânico que já marcham ao nosso encontro.
Mas eis que a juventude consciente se levanta primeiro, erguendo o brado retumbante diretamente de seu lugar tenente, mobilizando milhões em um exército juvenil, transformando-os aguerridamente em muralhas do Brasil contras as ideologias vermelhas que agita as massas sublevadas desrespeitosamente pela camarilha fétida do partido dos trabalhadores infames, o qual tenciona dar mais um passo rumo a implantação da ditadura total marxista. Levantai jovem, levantai, que nossa força estará convosco nesta difícil, mas gloriosa batalha contra o comunismo.
Das praças de alimentação de todo país sairão, não só os milhões de soldados dessa luta, mas a consciência febril de que o golpe precisa ser evitado. Já tomaram seus espaços nas faculdades, hoje conspurcadas pelo Prouni, Enem, cotas raciais e outras bobagens socialistas, agora só vos resta reagir do único quartel general não dominado pela gentalha ignara do PT, convertendo esse espaço em um berço democrático, uma casa da liberdade, do capitalismo e da livre empresa brasileira. Vossas armas serão o celular que grava vídeo HD, o WiFi do shopping e as redes sociais. O comunismo no Brasil já está com os dias contados. Alvíssaras!
Estão abertas as inscrições para o 15º Festival Internacional de Curtas de Belo Horizonte. Os filmes selecionados pelo edital serão exibidos no evento, que objetiva a difusão e produção de curtas-metragens, bem como promover a reflexão sobre as obras apresentadas e incentivar o intercâmbio entre a produção brasileira e internacional. As inscrições podem ser feitas até o dia 07 de junho de 2003. Podem se inscrever curtas-metragens finalizados em 2012 e 2013, com duração de até 40 minutos, finalizados em película 35mm, 16mm ou em qualquer formato digital. São aceitas produções de todos os gêneros, exceto filmes publicitários ou institucionais.O 15º Festival Internacional de Curtas de Belo Horizonte acontece de 20 a 29 de setembro deste ano, no Cine Humberto Mauro e na Sala Juvenal Dias (Palácio das Artes). A programação será composta por mostras competitivas e programas especiais. O Festival prevê a concessão de prêmios pelo júri oficial e pelo júri popular. A inscrição é gratuita e pode ser realizada pelo site shortfilmdepot.com a partir do dia 25 de março. Em 2012, a seleção se deu entre mais de 2300 curtas inscritos, vindos de 86 países. Foram exibidos mais de 170 filmes distribuídos pelas mostras que compuseram a programação do 14º Festival Internacional de Curtas de Belo Horizonte.
“a atribulada relação humana com o facebook, o maior fenômeno de comunicação e interação social dos últimos tempos.”
Lá do recôndito distante e derradeiro do seu cabeção, um maluco puxaria pela memória e repetiria, em alta voz, a célebre frase, “pára o mundo que eu quero descer!” Isso, dar-se-ia ante o fantástico, incrível e espetacular poder arrebatador e de domínio das redes sociais e alguns dos seus serviços, bem como, o usufruto cotidiano e praticamente ininterrupto desses recursos, que tem transformado a vida de muita gente.
O glorioso facebook nosso de todas as horas e das horas todas, em que pese o encurtamento de distâncias por ele promovido, a agilidade na troca de informações, a praticidade oferecida e possível, num mundo cada vez mais célere, exigente e atribulado, faz muita gente lançar os pés pelas mãos e assumir este meio, como parte indissociável de suas vidas. Um casal de jovens namorados, radicalizou na coisa e tatuou aquele “F”, símbolo do facebook. Ele no antebraço, ela atrás do pescoço.
E assim, a toda hora, a todo momento, de dentro pra fora, de fora pra dentro, conforme a música, tem gente que troca a noite pelo dia, a comida pela fome, a água pela sede, o marido ou a mulher pelo computador. Nesse particular, não chega a ser tanto, mas, do jeito que vai, em médio prazo, quem sabe! À noite numa festa, ou num bar, em alta madrugada tem gente postando fotos da balada, atualizando os ocorridos ou parte deles. Isso vara a noite indo até o amanhecer. A bateria desses navegantes quase nunca perde carga.
Após nocautear inapelavelmente o Orkut e empalidecer o MSN, suplantar e desbotar outros do ramo, o facebook reina quase que absoluto na preferência popular. Até o advento de um novo e mais atraente invento que o empurre para escanteio, ele virou e continua sendo um rotativo e vistoso painel de úteis e inúteis informações. É um leito de rápidas, conflitantes e apaziguadas relações, afinal, tem pinta de carro chefe do momento, em se falando de rede social.
Entre postagens, compartilhamentos, cutucadas e comentários, uma verdadeira salada de coisas boas e ruins é, ali, despejada, em grande número, sem qualquer zelo, sem maior ou menor critério, por parte dos consumidores. Pior, o que se lamenta no uso indiscriminado da conta, é que muita gente opta e exibe a potencial verve do besteirol, ressaltando as mentes e cucas desprovidas. É o exercício do livre direito em choque com a face inculta e deseducada, o que suscita debate, reflexão, análise sociológica.
Estes enunciados avalizam que, nem eruditos e nem populares, sozinhos em guetos, de parte a parte, sem associativismo, não construiriam a diversidade e a pluralidade social. Logo, os posicionamentos aqui expressos não carregam os crivos de natureza condenatória, nem de longe! Apenas, revelam fatos e nuances daquela realidade. Interagimos com a sociedade faceana ao nosso modo, respeitando o seu modelo e costume. Se não o fosse, nada teríamos a dizer.
O face (leia-se “feice”), para os íntimos, em sua estupenda legião de seguidores conta com aficionados de todas as ordens, a saber: os eventuais – aqueles que somente acessam para poucas e discretas investidas, visitas raras, esporádicas. Os moderados – que regularmente visitam, mas não se excedem e os viciados – que formam a esmagadora maioria. É neste conglomerado onde realmente mora o perigo. Esses são os degraus da verdadeira escada descendente da falta do que fazer e do arruinamento de um monte de coisas, dentre elas, a nobre língua portuguesa que sofre um bruto e irreversível bombardeio.
Com freqüência, no facebook, se nos aparece jóias raras como: quando eu “volta” da viagem (não seria voltar?). Hoje queria “esta” (estar) contigo. Em resposta à pergunta: vais ao evento? Acho que “vou ir”. Numa conversa entre amigas ou amigos: mas eu já tinha “chego” em casa! E essa: Não “fasso” isso “com” “tigo”, então não “fassa” isso “com” “migo”, por favor me “polpe!”. Essa foi de lascar! Outra mais: o lanche de ontem na faculdade “me deu em mim” uma tremenda “asia”, Se caprichasse um pouco mais, dava na pessoa um tremendo continente asiático! Fulana amanhã “não dar de ir”, o carro da minha mãe tá “concertando” na “ofisina!”. Isso no ENEM seria, “e nem” pensar. Já no ENADE seria “e nade a ver!”
Mais: diga não “au rasismo!” (assim fica difícil!). Alguns acadêmicos no face, rasgam previamente os diplomas e jogam o futuro de suas carreiras na lata do lixo, vejamos: amigo, fui “mau”, muito “mau” na prova de direito “sivil!” Onde já “si vil” isso rapaz? Esse cara só Pode estar gazetando as aulas e rasgando o dinheiro do pai! Sai pra lá “dotô”, já pensou um homem desses fazendo a sua defesa? É condenação certa, se não pela possível ou evidente culpa, mas pela retórica tortuosa, aleijada, do diplomado.
Via face, temos podido mandar e receber informações, agilizar contatos, emitir opiniões e um sem número de coisas servíveis e não servíveis, no emaranhado e acelerado ritmo da vida atual. Em potencial, o espaço virou praça virtual por onde desfila, em forma de postagem, uma enxurrada de porcaria.
Tem gente que usa o espaço para apor a fotografia do seu cachorro na cama do casal. Talvez na hora de dormir, marido e mulher deitem no chão e o cãozinho em lençóis macios! Já um outro, exibe uma enorme lasanha que vai ao forno (na casa dele), e daí? Uma moça, toda semana, tasca lá uma fotografia diferente, sempre sensual, dedo na boca entreaberta, olhar em diagonal, sinuosidade na cintura e decote em “V” maiúsculo. Quando instigada nega ser exibicionismo e afirma, nem fiz pose!
Um cidadão tarde da noite e, na falta de assunto, diz que está “indo dormir”, como se o sono dele interessasse e fizesse diferença na vida de alguém, ou que todos também se fossem com ida dele. Ora bolas, vá logo e, se possível, nem acorde mais. Dorme Cinderela, dorme!
Alguns metidos a poliglotas postam frases ou textos inteiros em inglês ou espanhol. Nas últimas semanas apareceram até uns textos do mundo árabe, nem sei se é verdade ou não, porque não tinha tradução e mal pratico o português! Certos manés passam o tempo todo inserindo clips de pagode de São Paulo, forrós desforrozados e o intragável sertanejo universitário (sem xenofobismo, por favor!). Não vejo a hora desse sertanejo se formar, começar a trabalhar e parar de encher o saco!
Aquela alesada, toda chorosa, coloca um anúncio e pede milhares de compartilhamentos porque o gato ou cachorro de estimação sumiu e seu o coração está em frangalhos. Enquanto isso lá no quintal da casa, o filho dela fica viçando (comendo) terra e aumentando o tamanho do “bucho”. Mas o que importa mesmo é o animal de volta, o guri que se entupa de verme! Tem uns que vão viajar e mal chegam ao aeroporto ou rodoviária e mandam uma foto com a legenda: “indo pra lugar tal, indo não sei pra onde! Ora, vai rapaz, que tal ir pros “quintos” e por lá ficar?
Outros, na mais total ausência de afazeres passam o tempo todo chamando pra jogar isso, jogar aquilo, jogar não sei o quê! Não quero jogar nada, não sei jogar esses negócios! Ultimamente nem pedra na lua ou nos telhados ando jogando, muito embora, alguns tetos andem merecendo umas boas pedradas!
Sem meio esforço, no face, você é metralhado por uma coleção de frases de auto-ajuda, máximas religiosas, poesias e piadas que, com exceções, aceitamos e respeitamos. Tem os que reproduzem Nietsche, Max, Engels, Sócrates, e os que passeiam por Jesus Cristo, Nossa Senhora, Maomé, Buda, Iemanjá, Ogum, Gandhi, Chico Xavier, Zibia Gasparetto. Outros atacam de Adamastor Pitaco, Mução, Barnabé e tantos mais, dentre santos, célebres e engraçados, tudo vale quando é pro bem comum!
Lá também aparece mais coisa boa como divulgação de prestação de serviços, eventos, fotografias, informes e dados históricos, culturais e esportivos. Curiosidades e avanços da ciência e da medicina, também têm lugar no multifacetado facebook.
Todavia, existem os que praticam a falta de ética e respeito, o que não devia habitar um espaço de interação social.Tem uma turma que faz comentário político com a boa crítica e análise criteriosa, manifestação sensata. Outros, no entanto, sem polimento qualquer descambam pra apelação, ofensa e revanchismo. Existem aqueles que se travestem de pais da invencionice, verdadeiros criadores de fatos, dados, números e valores que só eles conhecem, sabem ou viram um dia. Ai vira desinformação, sacanagem!
Preferências textuais, à parte, a rede é social e, por tal, espaço do direito livre, facultado a todos, muito embora, a turma devesse melhorar e enriquecer o conteúdo, para o bem da formação e da informação. Em muitos casos, como dito numa piada encontrada no glossário do bom humor do próprio face: a coisa anda tão feia no facebook que a palavra em vez de “postar” deveria ser “bostar”. Mas o que é mesmo a relação humana senão um grande oásis, do qual todos bebem e se recostam à sombra; cada qual, segundo a sua sede e cansaço?
O autor é músico e produtor cultural
tatadeportovelho@gmail.com
Um aplicativo chamado “Ponto Doméstica“, lançado pela B4H Serviços em Computação Ltda, permite às profissionais que “batam o ponto” pelo celular.
O aplicativo indica a localização do celular no momento do uso e computa os horários de entrada e saída das domésticas. Tudo é armazenado no site www,pontodomestica.com.br , que fica acessível gratuitamente ao empregador.
O sistema, disponível para download no Android Market ou Play Store, funciona em celulares com Android 2.1 ou superior, com acesso à internet via telefonia ou wi-fi.
Como diria minha amiga Kaia, de Pipa: “Mas báh, tchê !”
Caros senhores cavaleiros da Ordem dos Templários de San Francisco, o Franco,
Aconteceu o inevitável, conforme nossa séria, patrióctica e democrática imprensa, com sua boa vontade tradiccional, cansou de avisar e advertir, devido a inação e ao populismo dos comunistas ateus que hoje infectam a nação, a copa do mundo de 2014 será cancelada nos Estados Unidos do Brazil, uma vez que os estádios não ficaram prontos por total incúria e incompetência desse desgoverno-que-aí-está, que coloca os interesses da cumpanherada e a compra de votos via programas de esmolas, à frente dos sanctos cânones do Deus-Mercado, o único verdadeiro, e dos interesses dos bons homens de bens e benz e rendas.
Estádios não ficaram prontos e Maracanã será inaugurado somente em 2038 nos informou o bom semanário baseado em dados matemáticos de extrema rigidez e seriedade
Avião serviu por 30 anos como aeronave do presidente dos EUA e outras figuras politicas (Foto: Reprodução/GSA Auctions)
O site oficial de leilões do governos dos EUA anunciou a venda de um avião presidencial aposentado, que serviu como “Força Aérea Um” (código de controle aéreo utilizado para identificar a aeronave que transporta o presidente norte-americano) por mais de 30 anos no país, e que tem como preço inicial R$ 100 mil (veja o anúncio).
Só em 2011, médicos cubanos recuperaram a visão gratuitamente de2 milhões de pessoas em 35 países
Elite corporativista teme que mudança do foco no atendimento abale o nosso sistema mercantil de saúde
Por Pedro Porfírio
A virulenta reação do Conselho Federal de Medicina contra a vinda de 6 mil médicos cubanos para trabalhar em áreas absolutamente carentes do país é muito mais do que uma atitude corporativista: expõe o pavor que uma certa elite da classe médica tem diante dos êxitos inevitáveis do modelo adotado na ilha, que prioriza a prevenção e a educação para a saúde, reduzindo não apenas os índices de enfermidades, mas sobretudo a necessidade de atendimento e os custos com a saúde.
Essa não é a primeira investida radical do CFM e da Associação Médica Brasileira contra a prática vitoriosa dos médicos cubanos entre nós. Em 2005, quando o governador de Tocantins não conseguia médicos para a maioria dos seus pequenos e afastados municípios, recorreu a um convênio com Cuba e viu o quadro de saúde mudar rapidamente com a presença de apenas uma centena de profissionais daquele país.
A reação das entidades médicas de Tocantins, comprometidas com a baixa qualidade da medicina pública que favorece o atendimento privado, foi quase de desespero. Elas só descansaram quando obtiveram uma liminar de um juiz de primeira instância determinando em 2007 a imediata “expulsão” dos médicos cubanos.
No Brasil, o apego às grandes cidades
Neste momento, o governo da presidenta Dilma Rousseff só está cogitando de trazer os médicos cubanos, responsáveis pelos melhores índices de saúde do Continente, diante da impossibilidade de assegurar a presença de profissionais brasileiros em mais de um milhar de municípios, mesmo com a oferta de vencimentos bem superiores aos pagos nos grandes centros urbanos.
E isso não acontece por acaso. O próprio modelo de formação de profissionais de saúde, com quase 58% de escolas privadas, é voltado para um tipo de atendimento vinculado à indústria de equipamentos de alta tecnologia, aos laboratórios e às vantagens do regime híbrido, em que é possível conciliar plantões de 24 horas no sistema público com seus consultórios e clínicas particulares, alimentados pelos planos de saúde.
Mesmo com consultas e procedimentos pagos segundo a tabela da AMB, o volume de clientes é programado para que possam atender no mínimo dez por turnos de cinco horas. O sistema é tão direcionado que na maioria das especialidades o segurado pode ter de esperar mais de dois meses por uma consulta.
Além disso, dependendo da especialidade e do caráter de cada médico, é possível auferir faturamentos paralelos em comissões pelo direcionamento dos exames pedidos como rotinas em cada consulta.
Sem compromisso em retribuir os cursos públicos
Há no Brasil uma grande “injustiça orçamentária”: a formação de médicos nas faculdades públicas, que custa muito dinheiro a todos os brasileiros, não presume nenhuma retribuição social, pelo menos enquanto não se aprova o projeto do senador Cristóvam Buarque, que obriga os médicos recém-formados que tiveram seus cursos custeados com recursos públicos a exercerem a profissão, por dois anos, em municípios com menos de 30 mil habitantes ou em comunidades carentes de regiões metropolitanas.
Cruzando informações, podemos chegar a um custo de R$ 792.000,00 reais para o curso de um aluno de faculdades públicas de Medicina, sem incluir a residência. E se considerarmos o perfil de quem consegue passar em vestibulares que chegam a ter 185 candidatos por vaga (UNESP), vamos nos deparar com estudantes de classe média alta, isso onde não há cotas sociais.
Um levantamento do Ministério da Educação detectou que na medicina os estudantes que vieram de escolas particulares respondem por 88% das matrículas nas universidades bancadas pelo Estado. Na odontologia, eles são 80%.
Em faculdades públicas ou privadas, os quase 13 mil médicos formados anualmente no Brasil não estão nem preparados, nem motivados para atender às populações dos grotões. E não estão por que não se habituaram à rotina da medicina preventiva e não aprenderam como atender sem as parafernálias tecnológicas de que se tornaram dependentes.
Concentrados no Sudeste, Sul e grandes cidades
Números oficiais do próprio CFM indicam que 70% dos médicos brasileiros concentram-se nas regiões Sudeste e Sul do país. E em geral trabalham nas grandes cidades. Boa parte da clientela dos hospitais municipais do Rio de Janeiro, por exemplo, é formada por pacientes de municípios do interior.
Segundo pesquisa encomendada pelo Conselho, se a média nacional é de 1,95 médicos para cada mil habitantes, no Distrito Federal esse número chega a 4,02 médicos por mil habitantes, seguido pelos estados do Rio de Janeiro (3,57), São Paulo (2,58) e Rio Grande do Sul (2,31). No extremo oposto, porém, estados como Amapá, Pará e Maranhão registram menos de um médico para mil habitantes.
A pesquisa “Demografia Médica no Brasil” revela que há uma forte tendência de o médico fixar moradia na cidade onde fez graduação ou residência. As que abrigam escolas médicas também concentram maior número de serviços de saúde, públicos ou privados, o que significa mais oportunidade de trabalho. Isso explica, em parte, a concentração de médicos em capitais com mais faculdades de medicina. A cidade de São Paulo, por exemplo, contava, em 2011, com oito escolas médicas, 876 vagas – uma vaga para cada 12.836 habitantes – e uma taxa de 4,33 médicos por mil habitantes na capital.
Mesmo nas áreas de concentração de profissionais, no setor público, o paciente dispõe de quatro vezes menos médicos que no privado. Segundo dados da Agência Nacional de Saúde Suplementar, o número de usuários de planos de saúde hoje no Brasil é de 46.634.678 e o de postos de trabalho em estabelecimentos privados e consultórios particulares, 354.536. Já o número de habitantes que dependem exclusivamente do Sistema Único de Saúde (SUS) é de 144.098.016 pessoas, e o de postos ocupados por médicos nos estabelecimentos públicos, 281.481.
A falta de atendimento de saúde nos grotões é uma dos fatores de migração. Muitos camponeses preferem ir morar em condições mais precárias nas cidades, pois sabem que, bem ou mal, poderão recorrer a um atendimento em casos de emergência.
A solução dos médicos cubanos é mais transcendental pelas características do seu atendimento, que mudam o seu foco no sentido de evitar o aparecimento da doença. Na Venezuela, os Centros de Diagnósticos Integrais espalhados nas periferias e grotões, que contam com 20 mil médicos cubanos, são responsáveis por uma melhoria radical nos seus índices de saúde.
Cuba é reconhecida por seus êxitos na medicina e na biotecnologia
Em sua nota ameaçadora, o CFM afirma claramente que confiar populações periféricas aos cuidados de médicos cubanos é submetê-las a profissionais não qualificados. E esbanja hipocrisia na defesa dos direitos daquelas pessoas.
Não é isso que consta dos números da Organização Mundial de Saúde. Cuba, país submetido a um asfixiante bloqueio econômico, mostra que nesse quesito é um exemplo para o mundo e tem resultados melhores do que os do Brasil.
Graças à sua medicina preventiva, a ilha do Caribe tem a taxa de mortalidade infantil mais baixa da América e do Terceiro Mundo – 4,9 por mil (contra 60 por mil em 1959, quando do triunfo da revolução) – inferior à do Canadá e dos Estados Unidos. Da mesma forma, a expectativa de vida dos cubanos – 78,8 anos (contra 60 anos em 1959) – é comparável a das nações mais desenvolvidas.
Com um médico para cada 148 habitantes (78.622 no total) distribuídos por todos os seus rincões que registram 100% de cobertura, Cuba é, segundo a Organização Mundial de Saúde, a nação melhor dotada do mundo neste setor.
Segundo a New England Journal of Medicine, “o sistema de saúde cubano parece irreal. Há muitos médicos. Todo mundo tem um médico de família. Tudo é gratuito, totalmente gratuito. Apesar do fato de que Cuba dispõe de recursos limitados, seu sistema de saúde resolveu problemas que o nosso [dos EUA] não conseguiu resolver ainda. Cuba dispõe agora do dobro de médicos por habitante do que os EUA”.
O Brasil forma 13 mil médicos por ano em 200 faculdades: 116 privadas, 48 federais, 29 estaduais e 7 municipais. De 2000 a 2013, foram criadas 94 escolas médicas: 26 públicas e 68 particulares.
Estudantes estrangeiros na Escola Latino-Americana de Medicina
Formando médicos de 69 países
Em 2012, Cuba, com cerca de 13 milhões de habitantes, formou em suas 25 faculdades, inclusive uma voltada para estrangeiros, mais de 11 mil novos médicos: 5.315 cubanos e 5.694 de 69 países da América Latina, África, Ásia e inclusive dos Estados Unidos.
Atualmente, 24 mil estudantes de 116 países da América Latina, África, Ásia, Oceania e Estados Unidos (500 por turma) cursam uma faculdade de medicina gratuita em Cuba.
Entre a primeira turma de 2005 e 2010, 8.594 jovens doutores saíram da Escola Latino-Americana de Medicina. As formaturas de 2011 e 2012 foram excepcionais com cerca de oito mil graduados. No total, cerca de 15 mil médicos se formaram na Elam em 25 especialidades distintas.
Isso se reflete nos avanços em vários tipos de tratamento, inclusive em altos desafios, como vacinas para câncer do pulmão, hepatite B, cura do mal de Parkinson e da dengue. Hoje, a indústria biotecnológica cubana tem registradas 1.200 patentes e comercializa produtos farmacêuticos e vacinas em mais de 50 países.
Presença de médicos cubanos no exterior
Desde 1963, com o envio da primeira missão médica humanitária à Argélia, Cuba trabalha no atendimento de populações pobres no planeta. Nenhuma outra nação do mundo, nem mesmo as mais desenvolvidas, teceu semelhante rede de cooperação humanitária internacional. Desde o seu lançamento, cerca de 132 mil médicos e outros profissionais da saúde trabalharam voluntariamente em 102 países.
No total, os médicos cubanos trataram de 85 milhões de pessoas e salvaram 615 mil vidas. Atualmente, 31 mil colaboradores médicos oferecem seus serviços em 69 nações do Terceiro Mundo.
No âmbito da Alba (Aliança Bolivariana para os Povos da Nossa América), Cuba e Venezuela decidiram lançar em julho de 2004 uma ampla campanha humanitária continental com o nome de Operação Milagre, que consiste em operar gratuitamente latino-americanos pobres, vítimas de cataratas e outras doenças oftalmológicas, que não tenham possibilidade de pagar por uma operação que custa entre cinco e dez mil dólares. Esta missão humanitária se disseminou por outras regiões (África e Ásia). A Operação Milagre dispõe de 49 centros oftalmológicos em 15 países da América Central e do Caribe. Em 2011, mais de dois milhões de pessoas de 35 países recuperaram a plena visão.
Quando se insurge contra a vinda de médicos cubanos, com argumentos pueris, o CFM adota também uma atitude política suspeita: não quer que se desmascare a propaganda contra o regime de Havana, segundo a qual o sonho de todo cubano é fugir para o exterior. Os mais de 30 mil médicos espalhados pelo mundo permanecem fiéis aos compromissos sociais de quem teve todo o ensino pago pelo Estado, desde a pré-escola e de que, mais do que enriquecer, cumpre ao médico salvar vidas e prestar serviços humanitários.
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Declaração da Academia de Medicina de São Paulo
Frente à presença de 6.000 médicos cubanos, que o Governo brasileiro entende de receber para solucionar a ausência de médicos em municípios do país, a Academia de Medicina de São Paulo vem a público para revelar sua posição totalmente contraria a anunciada medida.
Contrária porque não preenche o estabelecido pela legislação do próprio governo federal, que exige a comprovação de competência de um médico diplomado no exterior, através de exames comprobatórios, para permitir o exercício da profissão;
Contrária porque o governo federal omite os reais motivos da ausência de médicos em pequenos municípios e nas periferias, ou seja, a falta de condições de trabalho, de remuneração e de carreira de Estado para profissionais de saúde;
Contraria porque aos médicos estrangeiros falta o conhecimento básico da língua portuguesa, da cultura brasileira e da epidemiologia referentes às doenças endêmicas e epidêmicas, condições sem as quais não se pode exercer uma atividade médica de boa qualidade;
Contraria porque é necessário haver um debate com a sociedade, antes da tomada de decisões que envolvem a qualidade do exercício da medicina no país e alertar a população, sobre os riscos de contratação de médicos estrangeiros ou brasileiros formados no exterior sem a devida comprovação de competência para cuidar do mais importante para a vida, ou seja, a saúde;
Contraria, por fim, porque juntamente com as demais entidades médicas, a Academia de Medicina de São Paulo tomará iniciativas para impedir essa afronta à saúde da população e à dignidade da medicina brasileira.
São Paulo, 12 de maio de 2013
Affonso Renato Meira
Presidente
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Conselho Federal de Medicina condena chegada de médicos cubanos ao Brasil
O Conselho Federal de Medicina (CFM) divulgou, nesta segunda-feira, uma nota repudiando o acordo entre Brasil e Cuba, que prevê a vinda de 6 mil médicos cubanos para atuar em regiões carentes do país. Além de questionar a qualidade dos médicos estrangeiros, a entidade põe em dúvida as reais intenções do governo brasileiro com a medida.
“O Conselho Federal de Medicina condena veemente qualquer iniciativa que proporcione a entrada irresponsável de médicos estrangeiros e de brasileiros com diplomas de medicina obtidos no exterior sem sua respectiva revalidação. Medidas neste sentido ferem a lei, configuram uma pseudoassistência com maiores riscos para a população e, por isso, além de temporários, são temerários por se caracterizarem como programas político-eleitorais”, diz a nota.
A entidade ainda propõe a criação de uma carreira de Estado para médicos do Sistema Único de Saúde (SUS), para suprir a falta de profissionais na rede e reivindica mais recursos para o setor, “um mínimo de 10% da receita bruta da União”.
Ainda de acordo com a nota, o CFM diz que, juntamente com os conselhos regionais de Medicina, “envidarão todos os esforços possíveis e necessários, inclusive as medidas jurídicas cabíveis, para assegurar o Estado Democrático de Direito no país, com base na dignidade humana”.
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Coincidentemente, a Grande Mídia ( Estadão, Veja , Globo ) apoia o CFM. Por que será ? Coincidentemente, mesmo pagando plano privado de saúde, às vezes você é obrigado a esperar semanas na fila para ser atendido . Por que será ?
Depois de não acreditar na felicidade supérflua e fake do Facebook.Depois de encontrar o link mais escondido do mundo, o “Cancelar minha conta”, consegui sair da Matrix. Saravá. Acredite: as pessoas offline são muito mais interessantes.
Esta foto de @juligarcias é uma prova disso: no Parque Güell de Gaudí, em Barcelona, os casais colocam seus nomes no cadeado e o prendem nessa grade. Muito melhor do que ter um “Relacionamento Sério” no Facebook, né?
A partir de agora, minha rede social é a mesa de bar, meu poke é por telefone e a vida meu mural. O primeiro benefício é ninguém saber com quem estou, onde vou e, principalmente, o que eu penso. Tomei minha privacidade de volta, minha gente.
O Facebook roubou da gente a coisa mais gostosa de conhecer uma pessoa nova: o mistério. Basta acessar o perfil dela e saber o que ela curte, ouve, vê, pensa e até o que come.
Sempre fui assim, adepta do “me chama que eu vou”. Para longe ou para perto, ao botar o pé pra fora do Leme e deixar a minha Ponta, já me considero em trânsito.
Isso, desde os tempos que meiava um barco, lá para as bandas de Angra dos Reis. Na época, meu parceiro (por pouco tempo) vivia reclamando, por que com barco a gente nunca sabe se ele vai andar ou não. Só pra começar (no caso dele) a aventura. Isso o fazia sofrer horrores no meio longo caminho até a marina onde o Corisco ficava ancorado. Ele deixava de aproveitar a maravilhosa paisagem que íamos percorrendo, numa viagem de, pelo menos 3 horas, antes de alcançarmos o ancoradouro onde, como sempre, o motor poderia virar ou não.
De cara saquei a armadilha que fazia com que as belezas da saída do Jardim Botânico, a Lagoa Rodrigo de Freitas, Gávea, São Conrado, Barra, Recreio, a Grota Funda, Sepetiba, Santa Cruz, Itaguaí e toda a espetacular Rio-Santos, até chegarmos a Angra, fossem apenas passando pelas janelas do carro, sem nenhum olhar mais apurado pelas belezas e mazelas que íamos deixando pelo caminho, até chegarmos à nossa maior incógnita.
No caso, o truque era considerar que a aventura começava quando fechava o portão da garagem da casa. Sei lá se o barco pegaria, o tempo estaria bom, a temperatura da água agradável, o mar virado… Eram tantas as (maravilhosas?) possibilidades!
Foi então que passei a jogar o Jogo do Contente desde o momento em que saía de casa. A brincadeira de Poliana, a menina órfão da história, é muito instigante. Principalmente para quem precisa lidar com um caso de insatisfação quase permanente que acaba podendo contaminar um final de semana inteiro, quiçá o restante da semana e até uma relação.
Para evitar esse “desvio” da imaginação que virou um verdadeiro vício que parei de viajar, pelo menos no sentido físico. Foi em setembro e, de lá para cá, acho que passei um dos meus maiores períodos contínuos que recordo estacionada na Ponta do Leme.
Houve um motivo, reconheço. Verguei para não quebrar. Precisei abstrair do corpo físico para que a alma pudesse se alinhar novamente. O processo não terminou. Mas uma parte, a que me paralisava, parece que começou a passar.
Voltar foi um dos motivos que me impedia de ir. Por que quando vinha, sempre tive com quem dividir o que vi e vivi. Sabia que as viagens não terminavam quando o avião pousava no aeroporto Santos Dumont. Ainda haveria uma oportunidade especial e única para reinterpretar tudo o que eu conseguisse capturar nas estradas e lugares por onda andava.
Agora com o retorno, vi o tamanho vazio que escondi de mim mesma desde a penúltima viagem. E, definitivamente, que não sei lidar com ele.
Nunca fui de contar publicamente o que vi no mundão que já andei, mas acho que, se quiser continuar fazendo o que sempre amei, vou precisar mudar essa maneira de agir.
Se meu mundo não pode mais me escutar, não vou mais do que vergar – novamente. E só até começar a contar para vocês, que faz tanto tempo me acompanham, o que tenho visto por aí, não mais apenas os fragmentos inconsequentes dos meus sonhos…
Começa aqui, a série “No trecho”, do Sem Fim…
*Valéria del Cueto é jornalista, fotógrafa e gestora de carnaval. Essa crônica faz parte da série “No trecho”, do SEM FIM… delcueto.wordpress.com
Depois de ter falhado a conversão de uma grande penalidade (expressão futebolesa carregada de ressonâncias religiosas), Cristiano Ronaldo acabou por marcar um golo, na marcação de um livre indirecto. A complementar a descompressão, soltou um sonoro e evidente “foda-se!”, essa interjeição tão portuguesa e tão reveladora de alívio, revolta, raiva, frustração ou qualquer outro sentimento à escolha.
Não é que Cristiano Ronaldo seja um primor de elevação ou de desportivismo, como será inegável que a relação com Mourinho esteja muito desgastada, mas, neste caso, é evidente que foi a ignorância a ditar uma conclusão.
Assim, seria importante que alguém ensinasse aos espanhóis a diferença entre uma interjeição e um insulto. Quero, assim, deixar o meu contributo para uma didáctica do “foder”.
Num primeiro momento, poderá ser feita uma comparação entre Passos Coelho e Mariano Rajoy. Depois, poderá explicar-se que o português, farto de ser roubado pelo triste barítono português, soltará um “foda-se!” de revolta sempre que tiver o azar de ver na televisão o ocupante do cargo de primeiro-ministro, usando um tom similar ao de alguém que, estando descalço, mandou um pontapé numa mesa que já lá estava e não devia estar. Depois de ouvir Passos Coelho, esse Rajoy lusitano, anunciar, pela milésima vez, mais um corte, o português vitimado recorrerá, como solução imediata, a um “Vai-te foder!”, dirigido a um assaltante engravatado que tem a sorte de estar longe. Acrescentar a essa expressão “filhadaputa” ou “filhadagandaputa” é opcional, mas habitual. Há, até, quem diga que é inevitável.
Amigos desculpem o mau jeito, o texto vai assim mesmo, na primeira pessoa. Pensem nos maus bocados que passei! Juro que vou começar a rever certos conceitos e comportamentos, serei mais paciente com o próximo, irei mais à missa no domingo, farei filantropia, mandarei flores até pra quem não conheço. Hoje, por volta das 14h, sem dúvida, vivi a pior meia hora desta minha jovem vida cinqüentenária. Acho que de tanto falar mal da antimúsica, criticar os modismos e apelos chulos empurrados cabeça adentro pela mídia do besteirol musical brasileiro, via TV, rádio e outrosmeios eis que, contra mim, despejou-se uma praga, tipo aquelas do Egito! Fui a uma reunião num local afastado do centro da cidade. Na volta, me foi oferecido uma gentil carona por um moço, o Adriano, filho de um conhecido. O rapaz é um animado universitário da cidade, que disse me deixaria no centro, próximo ao local de trabalho. De pronto agradeci, aceitei! Mal sabia esse amigo de vocês que aquilo era a desgraça sob encomenda, o verdadeiro inferno automotivo e musical. Ali, no interior do carro, lado a lado, eu e o jovem estudante, ao que me parece travestido de emissário do capeta, só pode ser! Entramos e o cara ligou a máquina e fez-se um grande e ensurdecedor estrondo, vrummm vrummm! Antes de sair puxou um assunto, perguntou umas três coisinhas e tascou: beleza Tatá, que bom te ver cara! Vou colocar uma musiquinha pra gente, você gosta né? Nem deu tempo de responder e fui tomado por um baita susto quando o som do carango vomitou contra a minha modesta caixa pensante, um pancadão daqueles de rachar o quengo em elevadíssimos decibéis. Era um misto de Mr Catra, Mc fulano, DJ beltrano, e ele lá do meu lado se sacudindo ao volante. E tome camaro amarelo, lek lek, dentre outras jóia raras! O cara cantava junto repetindo as letras para sofrimento do meus tímpanos e desconforto da minha ali, já inquieta alma. O barulho era infernal! Começava então uma imensurável agonia auditiva, uma irresistível perturbação mental acompanhada de forte desassossego físico, uma sessão carona ornada por uma trilha dos infernos. O trânsito lento e complicado, não combinava com a atmosfera loucamente temperada, vivida no interior do veículo. Aquilo parece ter aguçado o jovem Adriano a recorrer às suas reservas de adrenalina e aditivar aquele infausto encontro meu com zoada sem limite, com o mau gosto sem régua. Pra não ter que baixar o volume do potente equipamento de som, o universitário se achando o tal, dizia, ou melhor, gritava pra mim num português que extermina a concordância, chuta pra longe o plural exagera em termologias em forma de gíria, evidenciando um dialeto ao qual sou ainda pouco conhecedor. E gritava ele: e essa aqui mano, o que tu acha? E mais essa, olha só essa outra é do “carai”, essa também é massa, a muhera da gosta! As mina pira! Uuhhhuuu! A saraivada foi uma overdose funk com o tal sertanejo univesitário, uns forrós Segura Tatá, hoje é dia, “é nóis véi”, se tu quiser hoje nós sai por aí de noite pra vê as mina lá na Pinheiro e depois nas buate, dá pra gente pegar umas vadia e beijar muito na boca, vamo moleque lá tu vai se amarrá! A essa altura já atravessávamos a Av Jorge Teixeira quando, próximo ao clube botafogo e em meio ao contínuo embaraço do trânsito, um anjo do senhor me soprou na face a atitude derradeira de reação. Quase surtando de tanto desespero bradei, pára aqui vou descer! E ele sem tocar no volume do som gritou: Ok, beleza! Se quiser eu te espero maluco, tô com tempo! Agradeci com um aceno e, tendo o juízo em total plano de desordem, saí cambaleando, tentando ajustar a bússola da existência, reconhecer a cidade direito e rumar pra algum lugar onde pudesse acudir a mim mesmo. Caminhei uns 100 metros dobrei à direita, segui trôpego e sob efeito dos ecos daquelas batidas fortes e letras esquisitas na cabeça, brigando com a zonzeira rompi a extensa calçada dos fundos do botafogo e, na outra ponta, pra alívio e salvação, se me aparece um Oásis! Debaixo de dois frondosos jambeiros, o tradicional Bar do Bigode me acolheu, como em outrora! Acotovelei-me no balcão, respirei, fiz rápida reflexão de agradecimento a Deus por me manter de pé, embora combalido. Cumprimentei os convivas e, sem titubear, pedi uma e depois mais uma… Meia dúzia de cervejas depois, fiz questão de andar debaixo do sol causticante até minha casa, feliz, forte, vivo! Sai pra lá coisa ruim, que hoje é sexta-feira!
O autor é músico e produtor cultural
tatadeportovelho@gmail.com
(Datiloscrito encontrado na pasta do ativista anticibernético Zenave Jáfoz, hoje em exposição no Museu de Tecnologia de Manaus)
Isso não é testamento, desabafo ou carta de despedida, apenas uma mensagem para gente do futuro.
A vida virtual teve sua parcela de culpa no atual mal estar da civilização, não porque imitaria a vida, exatamente pelo contrário. Poderia ter sido a revolução na educação, mas, na prática, especialmente sob as redes sociais, tornou-se apenas o espelho da ilusão, o narcisismo absoluto. Claro que reconheço que tinha potencial, mas a educação de qualidade deveria preceder a criação de instrumentos tão poderosos.
Do jeito que esteve formatada nos últimos anos a onda digital deixou sequelas, restringiu perspectivas e tolheu habilidades. Potencial que teríamos alguma chance de ter desenvolvido se ainda tivéssemos acesso a uma vida lúdica fora do mundo cibernético.
Parece contraditório mas não é. O cárcere psicológico criado pelo vício da web transformou nossas vidas num falso playground. Baudelaire nomeou o mundo que fica fora do mundo de paraísos artificiais. A globalização do mundo virtual tornou-se uma epidemia pior, de proporcões mundiais. Depois que a rede rostodig se associou aos governos, a informação privada se tornou propriedade dos governos. Foi quase um efeito colateral, um bônus inesperado que essa mania tenha ajudado os Estados a melhor controlar politicamente as pessoas.
O resultado prático é que estamos todos fichados.
Mas talvez isso nem seja mesmo o pior. A substituição de vivências reais pela sensação de que a vida e os relacionamentos podem ser manejados via wi-fi, falsificou a experiência vital.
Os centros de tratamento “para educar usuários a usar a rede com parcimônia”começaram a aparecer em 2015. Em 2016 estavam já espalhados pelo mundo. Fui internado em vários webcômios e escapei de todos. No último, de segurança máxima, depois de passar dias à fio sendo obrigado por instrutores humanos que falavam como robos a navegar — fiquei limpo por quase dois anos – e também forçado a enviar milhares de mensagens inúteis. Fora ter que voltar a preencher meio milhão de vezes aquela ficha ridícula “o que você está pensando”. Juro, cheguei a imaginar que eles tinham razão. Para que lutar contra a massa? Sim, devíamos viver dia e noite num mundo idealizado e apartados da realidade. Era isso ou os antidepressivos. Na verdade, para a maioria, os dois juntos. Sim, havia o vazio, a falta do contato físico. E daí? Para que se aborrecer com mazelas sociais, a realidade e a chatice do quotidiano?
Depois de uma noite sem ver aquela maldita tela, o velho bibliotecário preso na ala norte, Quino Barra, me arrastou para sua sala de refúgio e me fez acordar do pesadelo com leituras de livros físicos clandestinos que escondia na sala de máquinas descartadas.
Dias depois, eu e mais três pessoas, refuses como eu, escapamos para a única zona de exclusão digital que sobrou no hemisfério sul, a 45 kilometros a noroeste da cidade de Manaus. (simbolos ininteligiveis – sinais criptografados?)
Hoje, 3 de fevereiro de 2017, e ainda vemos várias gerações completamente à merce dessa tecnoadição. Ninguém se ocupa do perigo político que isso representa. Só lucram os de sempre: donos dos megaoligopólios que detém as ações das redes sociais.
O número de internados neste vício tão incurável quanto o jogo é perturbador. Não divulgam, mas pode chegar a quase um bilhão. Podemos fazer muito pouco. Nosso trabalho fica limitado a alertar pessoas.
No lugar de mais inclusão, precisamos espalhar zonas de exclusão digital.
Lutarei…
Decidida a manter o poder a todo custo, mesmo que isso cause a ruína da economia nacional, Dilma adota práticas nefastas na direção do país e ignora os bons princípios da administração pública adotados no governo FHC, fazendo assim uma gestão temerária e irresponsável, voltada apenas para a manutenção dos privilégios dos mensaleiros e outros parasitas bolchevistas, além do Lula, do Genoíno e do Zé Dirceu.
Por isso, nosso país ainda amargará a crise econômica quando a Europa e os Estados Unidos já estiverem com um desempenho pujante por terem adotados as medidas de austeridade preconizadas pelos maiores economistas mundiais, cujos efeitos na população dos países afetados serão salutares, dando grande impulso ao emprego e à prosperidade individual.
Comentário da leitora Muarina da Santa Inocência Hilária
MESTRE e demais confrades e confradas, URGENTE! Consta no blog sujíssimo o Esquerdopata (que Deus me perdoe por acessar tal sítio diabólico, mas foi necessário) que Cuba vai enviar seis mil guerrilheiros para tomar o poder no nosso Bananal! Tudo está perdido, mudemo-nos para o Paraguai enquanto é tempo! Debandar!
Há algumas semanas, em um jantar com amigos, chamou minha atenção a desenvoltura da pequena Heloísa em manusear o smartphone de seu pai. Com apenas um ano e meio de idade, mal começando a articular as primeiras frases, ela transitava entre os programas e facilmente explorava os aplicativos que abria. Eu já havia visto alguns vídeos com crianças brincando em tablets e similares, mas a experiência de acompanhar o evento de perto foi marcante e despertou em mim algumas reflexões. Que tipo de escola poderá atender com eficiência essa geração de nativos digitais que está chegando? Como geradores de conteúdo, de que forma conseguiremos estruturar um material didático adequado a essa nova realidade? Como nativo analógico, devo dizer que me sinto confortável em lidar com papel quando leio livros ou imprimo os arquivos com dados que levarei às reuniões. No entanto, também sou migrante digital e confesso ficar fascinado com os novos recursos e tecnologias à nossa disposição, tanto aqueles que facilitam o cotidiano, como os já citados tablets e smartphones, quanto os que são voltados para o mundo educacional. O tempo do professor em sala de aula hoje é otimizado com o auxílio dos recursos existentes nos programas de criação de apresentações e nas lousas digitais; o estudo do aluno em casa é incrementado pela facilidade de pesquisa em sites de busca e pela permanente comunicação com a escola, a qual, por meio de portais cada vez mais sofisticados, coloca à sua disposição aulas de reforço, listas de questões, atividades de fixação, revisão e aprofundamento.No entanto, a rapidez com que avança a tecnologia e a forma como se sucedem as gerações de estudantes (e, no que se refere à população discente, o intervalo entre gerações é cada vez mais curto) trazem a certeza de que a transformação será mais profunda do que a que temos hoje. O aproveitamento dos recursos tecnológicos que já existem e dos que virão passará necessariamente por uma modificação na linguagem educacional, na qual o aluno deixa de ser um componente passivo e se torna um elemento ativo do processo de ensino e aprendizagem. Condições para isso já existem: recursos audiovisuais que permitem contextualizar os conceitos apresentados, atividades especialmente desenvolvidas para possibilitar a aprendizagem contínua e significativa, uso de devices em sala de aula que acessam as redes colaborativas. Ao professor está reservado o importante papel de coordenador do processo, mediando o caminho do aluno rumo à aprendizagem e à aplicação dos fundamentos. Por isso, é necessário e urgente capacitar os mestres desde sua formação; assim, poderão chegar à atividade docente com a consciência de que os conteúdos não são simplesmente alvo para a memória, mas ferramentas que possibilitam o desenvolvimento das habilidades e competências fundamentais para o pleno exercício das capacidades de nossos jovens.
O mendigo se enrola no Correio do Povo, enquanto afasto com suavidade o cão que me vem lamber os sapatos molhados. Dou-lhe duas moedas de 1 real e ele levanta agradecido, deixando a pagina do jornal à mostra. Nela, Juremir Machado da Silva diz que especula-se ter sido inventada uma máquina capaz de escrever livros do Paulo Coelho em meia-hora e músicas de Michel Teló em dois minutos. O ronco de uma picape com o som a mil (estranhamente para o lado de fora da cabine) me desconcentra e comprova a teoria da Z, a do pau pequeno: quanto maior e mais inútil a picape no cenário urbano, menor o documento do chofer. Agora, fico com a certeza de que foi bom colocar o post do Chomsky, vai que algum desorientado nunca tenha lido. A tv mostra o que tem de melhor no domingo : as guampas de Botucatu. Talvez o Facebook e o Google também tenham sido dominados secretamente por alienígenas e esteja em curso o processo de destruição total. Oremos.
O lingüista estadunidense Noam Chomsky, do Instituto de Tecnologia de Massachusetts, o MIT, elaborou a lista das “10 estratégias de manipulação” através da mídia:
1- A ESTRATÉGIA DA DISTRAÇÃO.
O elemento primordial do controle social é a estratégia da distração que consiste em desviar a atenção do público dos problemas importantes e das mudanças decididas pelas elites políticas e econômicas, mediante a técnica do dilúvio ou inundações de contínuas distrações e de informações insignificantes. A estratégia da distração é igualmente indispensável para impedir ao público de interessar-se pelos conhecimentos essenciais, na área da ciência, da economia, da psicologia, da neurobiologia e da cibernética. “Manter a atenção do público distraída, longe dos verdadeiros problemas sociais, cativada por temas sem importância real. Manter o público ocupado, ocupado, ocupado, sem nenhum tempo para pensar; de volta à granja como os outros animais (citação do texto ‘Armas silenciosas para guerras tranqüilas’)”.
2- CRIAR PROBLEMAS, DEPOIS OFERECER SOLUÇÕES.
Este método também é chamado “problema-reação-solução”. Cria-se um problema, uma “situação” prevista para causar certa reação no público, a fim de que este seja o mandante das medidas que se deseja fazer aceitar. Por exemplo: deixar que se desenvolva ou se intensifique a violência urbana, ou organizar atentados sangrentos, a fim de que o público seja o mandante de leis de segurança e políticas em prejuízo da liberdade. Ou também: criar uma crise econômica para fazer aceitar como um mal necessário o retrocesso dos direitos sociais e o desmantelamento dos serviços públicos.
3- A ESTRATÉGIA DA GRADAÇÃO.
Para fazer com que se aceite uma medida inaceitável, basta aplicá-la gradativamente, a conta-gotas, por anos consecutivos. É dessa maneira que condições socioeconômicas radicalmente novas (neoliberalismo) foram impostas durante as décadas de 1980 e 1990: Estado mínimo, privatizações, precariedade, flexibilidade, desemprego em massa, salários que já não asseguram ingressos decentes, tantas mudanças que haveriam provocado uma revolução se tivessem sido aplicadas de uma só vez.
4- A ESTRATÉGIA DO DEFERIDO.
Outra maneira de se fazer aceitar uma decisão impopular é a de apresentá-la como sendo “dolorosa e necessária”, obtendo a aceitação pública, no momento, para uma aplicação futura. É mais fácil aceitar um sacrifício futuro do que um sacrifício imediato. Primeiro, porque o esforço não é empregado imediatamente. Em seguida, porque o público, a massa, tem sempre a tendência a esperar ingenuamente que “tudo irá melhorar amanhã” e que o sacrifício exigido poderá ser evitado. Isto dá mais tempo ao público para acostumar-se com a idéia de mudança e de aceitá-la com resignação quando chegue o momento.
5- DIRIGIR-SE AO PÚBLICO COMO CRIANÇAS DE BAIXA IDADE.
A maioria da publicidade dirigida ao grande público utiliza discurso, argumentos, personagens e entonação particularmente infantis, muitas vezes próximos à debilidade, como se o espectador fosse um menino de baixa idade ou um deficiente mental. Quanto mais se intente buscar enganar ao espectador, mais se tende a adotar um tom infantilizante. Por quê? “Se você se dirige a uma pessoa como se ela tivesse a idade de 12 anos ou menos, então, em razão da sugestão, ela tenderá, com certa probabilidade, a uma resposta ou reação também desprovida de um sentido crítico como a de uma pessoa de 12 anos ou menos de idade (ver “Armas silenciosas para guerras tranqüilas”)”.
6- UTILIZAR O ASPECTO EMOCIONAL MUITO MAIS DO QUE A REFLEXÃO.
Fazer uso do aspecto emocional é uma técnica clássica para causar um curto circuito na análise racional, e por fim ao sentido critico dos indivíduos. Além do mais, a utilização do registro emocional permite abrir a porta de acesso ao inconsciente para implantar ou enxertar idéias, desejos, medos e temores, compulsões, ou induzir comportamentos…
7- MANTER O PÚBLICO NA IGNORÂNCIA E NA MEDIOCRIDADE.
Fazer com que o público seja incapaz de compreender as tecnologias e os métodos utilizados para seu controle e sua escravidão. “A qualidade da educação dada às classes sociais inferiores deve ser a mais pobre e medíocre possível, de forma que a distância da ignorância que paira entre as classes inferiores às classes sociais superiores seja e permaneça impossível para o alcance das classes inferiores (ver ‘Armas silenciosas para guerras tranqüilas’)”.
8- ESTIMULAR O PÚBLICO A SER COMPLACENTE NA MEDIOCRIDADE.
Promover ao público a achar que é moda o fato de ser estúpido, vulgar e inculto…
9- REFORÇAR A REVOLTA PELA AUTOCULPABILIDADE.
Fazer o indivíduo acreditar que é somente ele o culpado pela sua própria desgraça, por causa da insuficiência de sua inteligência, de suas capacidades, ou de seus esforços. Assim, ao invés de rebelar-se contra o sistema econômico, o individuo se auto-desvalida e culpa-se, o que gera um estado depressivo do qual um dos seus efeitos é a inibição da sua ação. E, sem ação, não há revolução!
10- CONHECER MELHOR OS INDIVÍDUOS DO QUE ELES MESMOS SE CONHECEM.
No transcorrer dos últimos 50 anos, os avanços acelerados da ciência têm gerado crescente brecha entre os conhecimentos do público e aquelas possuídas e utilizadas pelas elites dominantes. Graças à biologia, à neurobiologia e à psicologia aplicada, o “sistema” tem desfrutado de um conhecimento avançado do ser humano, tanto de forma física como psicologicamente. O sistema tem conseguido conhecer melhor o indivíduo comum do que ele mesmo conhece a si mesmo. Isto significa que, na maioria dos casos, o sistema exerce um controle maior e um grande poder sobre os indivíduos do que os indivíduos a si mesmos.
É pau, é pedra e qualquer hora dessas o editor me pega. Esse tal de deadline é um inferno na vida de qualquer pretendente a entregar uma obra com prazo marcado.
É dura essa vida de ter compromisso. Imaginar é ótimo, planejar é legal. Mas executar nem sempre depende só da nossa atuação. Ou não?
Das duas uma: ou você chuta o balde e reza pra água cair direto no jardim que precisa ser regado ou sua consciência nunca estará tranquila até conseguir fechar a tampa e enterrar o defunto.
Que horror! É muita maldade comparar um filho parido a cada semana, no meu caso, a um morto. Mas é o velho ditado cuiabano que diz: “Quem beijou, beijou, quem não beijou beijasse, por que vai fechar o caixão” a primeira imagem que me vem à mente quando penso em entregar alguma coisa em cima do laço.
Isso, meus queridos leitores, que sou uma pessoa ciente e ciosa dos meus deveres para com meu reduzido público e procuro adiantar minha vida para não passar um perrengue a cada semana, justo às sextas-feiras, dia sagrado que antecipa o que virá de melhor no final de semana.
Mas o que fazer quando, por exemplo, como acontece hoje, estou no aeroporto, em São Paulo, tentando embarcar para o Rio e, consequentemente desembarcar na minha Ponta do Leme sagrada?
Diz que foi o nevoeiro, mas vejo as outras companhias mandando e trazendo passageiros de um lado para o outro, enquanto a minha se limita a mudar os numerinhos horários, em ordem crescente, no painel de partidas.
Assim, foi que planejei escrever esse texto confortavelmente. Sentada na poltrona do avião voando na ponte aérea. Mas não previ a possibilidade de atraso após atraso ver o tempo se escoando e o voo atrasando diante dos meus olhos preocupados.
Então, resolvi adiantar o trabalho. Acabei descobrindo que não daria tempo de terminar e enviá-lo antes da chamada do voo. Foi assim que me vi torcendo para… o voo atrasar ainda mais!
Como é só um voo, tudo bem.
Mas vocês já imaginaram como estão os que deveriam entregar coisas mais sérias e inadiáveis que uma crônica???? Sem desmerecer o meu humilde trabalho, é claro!
Pelo bem dos compromissos assumidos, deve ter muita gente perdendo o sono por aí. Afinal, algumas coisas não dão pra deixar para depois, ou simplesmente largar de mão. Estádios, aeroportos, instalações, obras de mobilidade urbana, segurança e saúde para turistas. Vixe! Só fazendo mais e não tão melhor para ser rápido.
É claro que uma ajuda monetária, financeira e/ou econômica ajuda. Só que isso não é a solução para todos os problemas. O nível do stress vai lá em cima e, pelo bem ou pelo mal, é melhor ser excelentemente remunerado pela aporrinhação, mesmo que o dinheiro não resolva diretamente o problema…
Aí, vem aquela velha pergunta: e o que temos nós com isso? Tudo! Alguém tem que pagar a puuuuuta conta… Falimos nós e ganham eles, mesmo sem entregar o prometido. E viva o mais nvo santo da praça, o RDC, Regime Diferenciado de Contratação!
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*Valéria del Cueto é jornalista, fotógrafa e gestora de carnaval. Essa crônica faz parte da série “Parador Cuyabano ”, do SEM FIM… delcueto.wordpress.com
O que é isso? Eis aí outra pedrada no quengo das nossas escolas de samba, a turma anda grogue até agora, rodopiando nas esquinas, quase indo a nocaute e ter que beijar a lona. Alheias aos nossos interesses, pessoas se dizendo ligadas ao fazer cultural daqui, lançam os pés pelas mãos, e saem por aí, paulicéia a fora, movidas por suas próprias vontades, agindo ao sopro de suas próprias ventas, regateando e comercializando o nome de nossa cidade, promovendo verdadeira feira de liquidação, tendo como oferta, os 100 anos da cidade porto. O centenário da capital que, presume-se, venha a ser tema do nosso ainda indefinido e já atrasado carnaval vindouro, segundo matéria publicada na mídia local, é tema acertado com a Escola Tom Maior da terra da garoa. Para cantar Porto Velho no sambódromo do Anhembi em fevereiro de 2014, a Tom Maior, única das dez escolas a serem contatadas e que aceitou o desafio, receberá da Prefeitura de Porto Velho a singela quantia de R$ 500.000,00. Aí se fala numa contrapartida de 60 fantasias para pessoas daqui, camarote com bebida e comida para 20 pessoas, participação dos compositores locais na disputa do samba de enredo, etc. O que dói e machuca nisso tudo é que as escolas de samba locais fizeram, neste ano, verdadeiras romarias, incansáveis peregrinações, sofridas idas e vindas em busca de garantir recursos para os seus carnavais, sem nada conseguir. Sequer tiveram uma só moeda para produzirem os seus desfiles neste ano de 2013 e ainda andam às tontas por aí, tentando se organizar para o incerto certame carnavalesco do ano que vem. Essa coisa de vender lá fora o nosso produto histórico como forma de evidenciar e divulgar a cidade e suas coisas é cantiga barata, isso não se faz assim, é conversa vencida e atitude antipatriota como o nosso carnaval local e, convenhamos não nos dá esse retorno promocional tão cantado pelos interessados, pois segundo se sabe a agremiação de São Paulo desfilará num horário de baixíssima audiência, além do próprio carnaval paulistano não ser transmitido para os mais importantes estados da própria região sudeste. Mais, a Escola Tom Maior corre risco de rebaixamento e, de carona, levaria nesse abismo momesco o nome de nossa capital centenária. Quem nos quiser como tema que o faça, pesquise, escreva, temos a nossa trajetória histórica e política, os nossos ciclos de desenvolvimento, as nossas riquezas e belezas naturais, temos as artes e a cultura, somos uma cidade onde brilha a miscigenação, somos um Brasil de diversidade. Pronto, isso é tudo! Venham, estamos de portas abertas pra colaborar, pra somar, somos e seremos sempre hospitaleiros, agora doar recursos pra bancar o enredo de lá, é tirar de quem não tem, é negar duas vezes pra nossas próprias produções e ainda nos colar na testa a insígnia de otários. E se tem pra dar porque não o fizeram aqui? Chamaram o cabôco pra briga e como dito pelo personagem “percoço” da novela das oito, “assim tão querendo respingar o meu linho e o bicho pega!” Justo, nas nossas barbas, debaixo dos nossos bigodes, mandar 500 mil prá lá, enquanto aqui os segmentos urram por um recurso desses para tocar parte das suas atividades, é realmente total falta de compromisso, cuidado e zelo. Repassar recurso para a agremiação postulante de São Paulo que, notadamente, atravessa também séria crise política interna é sim, um duro golpe e dever ser refutado. Queremos ver o nosso centenário cantado e encenado aqui, por nossas escolas, com produção dos nossos carnavalescos, artesãos, artistas plásticos, aderecistas, costureiras, queremos os nossos compositores fazendo seus sambas sobre o centenário, o comércio local vendendo seus artigos e produtos de carnaval, o transporte público, hotéis, bares, restaurantes e similares tendo as suas atividades aquecidas, gerando arrecadação pro município, vamos organizar e fortalecer nossas escolas e a sua federação ou liga, ou associação. O momento é propício, vamos de uma vez por todas, construir em definitivo os braços de sustentação da nossa cultura popular e provar que ela pode evidenciar nossa capital e nosso estado, lá fora, sem negociações soturnas, desavisadas. A realização do carnaval de 2013, em plano meia-boca, ainda repercute negativamente, o que faz com que carnavalescos e dirigentes se façam incrédulos e inseguros quanto ao futuro. Nunca vimos isso com bons olhos, vivenciamos uma histórica dificuldade em estabelecer práticas que promovam o ânimo do segmento produtor de carnaval. A turma daqui sofre pra manter viva a tradição da cultura popular. Aí, sem ter nem porque, alguns bonitinhos consignam lá fora, apoios daqui, pra uma escola de samba da cidade mais rica do país. Eis mais um assunto pra nossa turma da revolução cultural apreciar e se manifestar, não podemos silenciar e assistir submissos a uma coisa dessas!
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O autor é músico e produtor cultural
tatadeportovelho@gmail.com
A “Mostra de Cinema da Amazônia” é um festival de cinema itinerante que utiliza o cinema como ferramenta de intercâmbio cultural entre a Amazônia e o mundo. O projeto consiste em divulgar os filmes amazônicos para os mais diversos públicos e trazer o cinema independente contemporâneo para a Amazônia.
Em 2013 realizaremos a quarta edição do evento que já passou por 14 cidades e 5 países em quase 10 anos de existência. Desta vez a Mostra acontecerá no Brasil e Europa, resultando em 60 dias de debates, encontros, fóruns e exibições de curtas, médias, longas, documentários e animações de todos os países envolvidos no projeto.
No Brasil a mostra percorrerá durante o mês de maio de 2013 as capitais dos estados do Pará, Amazonas, Acre, Rondônia, Amapá e Roraima através de parceria firmada com os coletivos integrantes do Circuito Fora do Eixo.
Em junho a mostra atravessa o oceano e aporta em Portugal com uma programação que envolve shows musicais, intervenções, exposições e feira gastronômica em 3 cidades portuguesas. As inscrições estão abertas para produções amazônicas (produzidas e filmadas na Amazônia) no período de 16 de março à 16 de abril de 2013, e devem ser realizadas exclusivamente no site do Instituto Cultural Amazônia Brasil.
Os interessados em participar devem atentar ao regulamento no site e preencher um formulário de inscrição online. As obras deverão ser enviadas pelo correio cumprindo as normas estabelecidas pelo regulamento.
A Mostra existe para dar espaço e visibilidade nacional e internacional para o cinema independente produzido na Amazônia, estabelecer o intercâmbio cultural entre os países envolvidos, e também fomentar parcerias e relações comerciais de co-produção entre artistas, produtoras e instituições nacionais e internacionais.
O governo de Angola baniu a maioria das igrejas evangélicas brasileiras do país.
Segundo o governo, elas praticam “propaganda enganosa” e “se aproveitam das fragilidades do povo angolano”, além de não terem reconhecimento do Estado.
“O que mais existe aqui em Angola são igrejas de origem brasileira, e isso é um problema, elas brincam com as fragilidades do povo angolano e fazem propaganda enganosa”, disse à Folha Rui Falcão, secretário do birô político do MPLA (Movimento Popular de Libertação de Angola) e porta-voz do partido, que está no poder desde a independência de Angola, em 1975.
Cerca de 15% da população angolana é evangélica, fatia que tem crescido, segundo o governo.
Em 31 de dezembro do ano passado, morreram 16 pessoas por asfixia e esmagamento durante um culto da Igreja Universal do Reino de Deus em Luanda. O culto reuniu 150 mil pessoas, muito acima da lotação permitida no estádio da Cidadela.
O mote do culto era “O Dia do Fim”, e a igreja conclamava os fiéis a dar “um fim a todos os problemas que estão na sua vida: doença, miséria, desemprego, feitiçaria, inveja, problemas na família, separação, dívidas.”
O governo abriu uma investigação. Em fevereiro, a Universal e outras igrejas evangélicas brasileiras no país — Mundial do Poder de Deus, Mundial Renovada e Igreja Evangélica Pentecostal Nova Jerusalém– foram fechadas.
A neo-mulher boa Marina Silva, resgatada das hostes lulísticas do mal pelo poder da fé, luta agora contra a implacável perseguição bolchevista que faz de tudo para impedí-la de fundar seu partido honesto, honrado e não submisso à interesses escusos ou a projetos pessoais de poder. É uma luta titânica que a menina das selvas verdejantes não conseguirá levar adiante sozinha, por isso mesma ela pediu ajuda aos demais partidos dos homens bons, aqueles que também lutam contra a ditadura demoníaca do PT e seu governo para a gentalha, uma vez que estão todos no mesmo barco e todos se aliarão contra a búlgara usurpadora no segundo turno. Com certeza nenhum partido negará ajuda a essa irmã menor que conheceu as agruras petistas por dentro, que foi vítima do próprio Lula na presidência, sendo atrapalhada, judiada e renegada pelo molusco escarlate e agora sofre por quase ter sido jogada ao limbo por ele.
É uma bela big trail ! A moto tá muito linda, pesa “só” 230 kg e com o tanque maior (24 litros) ficou perfeita neste quesito. Pode rodar cerca de 550 quilômetros com o conhecido propulsor bicilindrico de 798 cm³ . São 85 hp e seis marchas. Quase um Fiat Uno ! Vamos ver se melhora o conforto dos bancos , que quase sempre é muito ruim. Agora, também veremos a paulada do preço quando ela chegar por estas bandas e se melhora o pós venda no Brasil da marca, que é muito criticada pelos estradeiros. E creio que quem tem a “velha” F 800 vai ficar chupando o dedo !
Valorizar a utilização dos recursos tecnológicos nas salas de aula, de forma a favorecer o aprendizado e tornar o processo de ensino e aprendizagem mais significativo para crianças e adolescentes, faz com que os alunos utilizem ferramentas que já fazem parte do seu dia a dia. O celular, neste caso, pode ser visto como mais um recurso para que os professores desenvolvam suas aulas e projetos, dado que, atualmente, é difícil ver quem não o utilize.
A introdução do celular na sala de aula não é algo que acontece de um dia para o outro, considerando que a escola e alguns professores ainda têm características tradicionais de ensino. O uso de celulares nas salas de aula exige mudanças, e mudar não é tão simples, pois o ser humano resiste às mudanças. Aqueles professores que ainda não têm habilidade com as tecnologias precisam estar dispostos a aprender e, assim, incorporar gradativamente o uso da tecnologia em seus conteúdos, possibilitando aulas mais atrativas e desafiadoras.
Não precisa solicitar, o aluno já leva este objeto para a sala. Quer queira ou não, o celular faz parte do seu dia a dia, como as redes sociais fazem parte do cotidiano de vários alunos. A dimensão dessa junção “Aula, Conteúdo e Celular” estimula os alunos a participar mais das aulas, afinal, muitas crianças dão “show” ao usar seus celulares.
É importante considerar que a proibição do uso de celular em sala de aula desperta ainda mais o desejo de usá-lo. “Tudo que é proibido é mais gostoso”. Mas, infelizmente, a escola tem buscado formas de proibir a entrada deste objeto em suas dependências.
Contudo, façamos a análise: O professor fica sem o seu celular? Fica aí uma pergunta para reflexão. Por outro lado, se o celular for colocado como objeto de estudo e pesquisas, poderá apoiar o desenvolvimento das habilidades sociais do século XXI.
Conteúdos e habilidades podem ser trabalhados e até otimizados com o uso do celular no desenvolvimento de Projetos. Por exemplo, num projeto em que o objetivo é explorar a cultura, os recursos do celular podem ser úteis para captar informações nos bairros, cidade e até mesmo em várias regiões do Brasil.
Se um projeto tiver a intenção de fazer com que os alunos conheçam os valores através dos tempos, é possível entrevistar funcionários da própria escola ou parentes, utilizando recursos próprios do aparelho como Filmagens, Imagens, Entrevistas, Gravações, Comunicação, além de envio de mensagens com dúvidas, avaliações e dicas diversas relacionadas às disciplinas. Qualquer conteúdo pode ser trabalhado usando o celular, contudo, é fundamental o planejamento do professor para que os objetivos ao usar esta ferramenta sejam alcançados.
O potencial do celular dentro de uma sala é o estímulo que ele causa nos alunos e a independência e autonomia que desenvolve, colocando-os como coautores do próprio conhecimento. Alunos que se deparam com objetos que já vivenciam fora da escola sentem-se mais seguros e independentes dentro do ambiente escolar e na construção do seu conhecimento, devido à facilidade que têm ao manusear a ferramenta.
O fato de usar o celular na sala de aula não é simples, é necessário um planejamento, uma proposta pedagógica alinhada à tecnologia. Há, é verdade, algumas leis de proibição, mas, comprovando-se o objetivo pedagógico e o avanço dos alunos, quem sabe isso pode mudar.
A utilização do celular promove o desenvolvimento intelectual, social e cognitivo de maneira conjunta, pois ele é um estímulo para auxiliar na assimilação dos conteúdos pedagógicos. Quando são propostos novos caminhos para aprender, o desenvolvimento intelectual acontece de forma natural, pois há exercício da capacidade de pensar. A informação se transforma em conhecimento.
Para quem deseja realizar este trabalho com os alunos, pode começar fazendo uma pesquisa de aplicativos pedagógicos. Existe uma grande variedade disponível no mercado para utilização gratuita. Essa é uma tarefa do Educador, que precisa avaliar a potencialidade desses aplicativos para atingir, especificamente, os objetivos traçados no planejamento das aulas.
Pense bem antes de utilizar qualquer recurso, prepare sua aula com muita dedicação, para que, no final, você seja mais um exemplo de sucesso com o uso de recursos digitais na educação.
Ninguém vai roubar minha cabeça agora que eu estou na estrada novamente
Oh, eu estou no céu de novo, eu tenho de tudo
(Deep Purple, em Highway Star)
Galleta Pabellón de Pica/Ruta 1/Chile
Aqui…
Talvez os momentos mais difíceis de uma grande viagem de moto são os dias e as horas que antecedem a largada. Não tem jeito ! Bate aquela ansiedade, um pouco de aflição, os pensamentos vão e vem atordoando a nossa mente. Dará tudo certo desta vez ? Depois dos primeiros quilômetros, o vento batendo no corpo tudo parece ficar mais fácil. Como diria Chico Science : Um passo à frente e você não está mais no mesmo lugar… Esta moto-aventura começa novamente em Porto Alegre/RS mas tem o destino final em outro Porto, o Velho, em Rondônia. Começa exatamente na Toca da Coruja, na Cidade Baixa , em Porto Alegre, onde nos empolgamos tanto com a cerveja extra-viva que acabamos perdendo a máquina Sony que iria documentar a viagem no outro dia. Paciência, mas viagem assim não dá prá tirar foto toda hora mesmo e o jeito é ir de celular. Lá vamos nós !
Dia 1 – Porto Alegre / São Miguel das Missões via BR 386/BR 285 – 500 km
Clique nos mapas para ampliar ou clique com o botão direito do mouse e use a opção “Abrir link em nova janela”
A idéia é entrar na Argentina por Porto Xavier, passando assim por São Miguel das Missões, Patrimônio Cultural da Humanidade, no RS. São 500 quilômetros da capital, e cruzamos com vários grupos de motos fazendo o mesmo trajeto, indo ou voltando. Tivemos pouquissimo tempo em POA para preparação da moto, na verdade poucas horas para ajeitar as coisas nos alforges e no bauleto. Foi ligar e pegar a estrada, numa manhã ensolarada de primavera. Neste primeiro trecho a fonte de alimentação do GPS Nuwi 255w, que tava ligada numa Gambitech improvisada de 12 volts, já apresentou problema. Na verdade é a primeira vez que viajo de moto com GPS (nunca mais sem a partir de agora, o ganho de tempo no cruzamento das cidades já compensa tudo !). Carreguei à noite e no outro dia só ligava quando tinha necessidade para poupar a bateria. Mas o primeiro dia foi bom, uma tocada boa, depois ainda pegamos a inauguração de um restaurante em São Miguel das Missões, com bom atendimento e música gaúcha de primera, tchê ! Caiu um temporal tão forte que acabou com nossa pretensão de assistir ao famoso espetáculo de Luz e Som das Missões. Mas o lugar é fascinante, visita obrigatória para conhecer a nossa história.
Rota das missões
Dia 2 – São Miguel das Missões/Porto Xavier/RS BR 285 e RS 168 125 km /balsa sobre rio Uruguai/San Javier / Ituzaingó (Corrientes/Argentina) RP 2/RP 10/RN 14/RN 120 210 km Total : 335 km Em Porto Xavier, por um erro de planejamento meu, perdemos a balsa que faz a travessia do rio Uruguai. Era um sábado. E tivemos que esperar até às 16:30 parados. Aproveitamos para trocar o mapa do GPS pelo ProyectoMapear com mapas da Argentina e Chile. Como o banco Erê que eu havia comprado não encaixou direito , por questão de segurança o deixei de lado. Assim, compramos um pelego para amenizar a dureza do banco da XT 660, um acessório que pode parecer estranho mas que é show de bola , em praticidade e conforto. Feito os câmbios, trâmites normais de entrada na Argentina, agora é pegar estrada ! Conseguimos neste dia chegar em Ituzaingó.
Primeira dica : O veículo tem que estar no seu nome, ou se estiver alienado, com uma carta da financeira liberando a saída do Brasil com firma reconhecida em cartório.
Em nenhum dos países do Mercosul é necessário a PID (Permissão Internacional para Dirigir) mas vale a pena fazer e levar, é baratinho, cerca de 50 reais no Detran mais próximo de você.
Um detalhe que muita gente desconhece, é que a PID tem que ser emitida no DETRAN de origem da CNH. Ou seja , se sua CNH é do Rio Grande do Sul, por exemplo, a PID tem que ser emitida no RS.
Um pelego prá amenizar os mais de 7.000 km
Dia 3 – Ituzaingó a Salta RN 16 1.060 km
Este é um trecho brabeira. Cruza o Chaco, você possívelmente será explorado pela Polícia em Corrientes e em Resistência (lembra aquela cidade do jogo que não teve Brasil X Argentina ?). Pois é lá.
Nas duas tem uma avenida marginal, e prá evitar o tal achaque, se vc está de moto trafegue por elas. Há uma placa minúscula no acesso à ponte avisando que motos tem que ir pela avenida paralela (colectora) e somente entrar na ponte no final da avenida, bem onde tem um posto da polícia que vai tentar te explorar. É incrível ! Como você não conhece bem o lugar , vai tentando achar a entrada da tal via Colectora e …pimba, cai na mão do guarda. Ele tentou aplicar o tal “Pago Voluntário” que daria um desconto de 50 % na multa, e coisa e tal… mas fiquei com cara de paisagem e pedi que ele multasse. Ele olhou os documentos, olhou a placa, disse que então teria que pagar no Banco de La Nacion, eu insisti que multasse, conversou com o outro guarda e disse que então eu pagaria a multa na saída da Argentina , na Aduana. Pura conversa ! É um teatrinho prá lá de ridículo. Acho até que meu manjado adesivo “Prensa Latina” ajudou em alguma coisa, afinal nestas horas você combate com o que tem na mão. Pedi um recibo da tal multa e ele só confirmou que eu pagaria na saída, na aduana entre Argentina e Chile. Quá ! Agora, não vá fazer isto à noite ou em local isolado porque o bicho pode pegar. Era meio-dia, sol a pino, e só cai nesta porque segui outras motos menores que estavam circulando.Imaginei, se eles podem, eu também posso. Seletivamente, o guarda só encrencou comigo.
Na saída de Resistência, pelo mapa do Projecto Mapear você vai parar num beco cheio de cães modorrentos, cansados de ver grandes motos passarem perdidas. Não se acanhe ! É por ali mesmo, acaba dando certo . Só não tente fazer isto à noite. Não sei se foi um erro de quem colaborou com o Projecto ou foi sacanagem mesmo.
Passando Corrientes e Resistência, siga até Pampa del Infierno, que justifica muito bem o seu nome. Faz um calor danado e é muito úmido, mas nada que assuste quem mora na Amazônia como nós. Nas imensas retas , bandos de aves no asfalto que revoavam a cada buzinada.
Salta é uma cidade deslumbrante, não é a toa que seu apelido é “La Linda”. Cheia de monumentos, igrejas, pontos históricos. Meio clichê, mas imperdível o passeio no Complejo Teleférico Salta, que sobe o cerro San Bernardo. Dá prá tomar uma Quilmes bem gelada lá em cima, observando a beleza da cidade encravada no vale.
Dia 4 – Salta
Segunda Dica :Compre adaptadores de tomada para carregar celular, Gps, iPad. Na Argentina é de um jeito ( tipo Australiano) , no Chile de outro (tipo Europeu) e no Peru, diferentemente se encontra o tipo Europeu e o tipo Americano. Prá completar, agora no Brasil também temos esta encrenca !
foto : mochileiros.com
Dia 5- Salta a Purmamarca via San Salvador de Jujuy (El Carmen) RN 9 160 km Estrada estreita linda
Reparem na proporção como a estrada é estreita !
A estrada só aceita um carro por vez, tem que diminuir a velocidade cada vez que há um cruzamento. Caminhão aqui nem pensar !
A chegada em Purmamarca é fantástica. Vale uma foto com o Cerro de Las 7 Colores ao fundo.
Cardápio do dia !
Terceira Dica :Leve um iPad ou um Netbook . O Netbook (ou um tablet Samsung) tem a vantagem da entrada USB e de ler páginas em Flash(coisa irritante no iPad..) Isto lhe dá uma boa independência na hora de precisar de Internet.
Dia 6- Purmamarca/AR a San Pedro de Atacama/Ch
O único posto de gasolina até o posto YPF em Paso de Jama(4.320 m.s.n.m), na fronteira Argentina/Chile é em Susques. Você precisa abastecer antes em Pastos Chicos (Susques) . O posto fronteiriço argentino Paso de Jama é novo (2012) e confortável. Lá há um YPF com internet , café quente e até uma pousada se precisar pernoitar lá , devido à uma ventania com areia forte demais por exemplo. (Encha o tanque, você fará a entrada no Chile cerca de 170 km depois, em SPA)
O frio do deserto
No final de uma grande reta você começa a ter a incrível visão do Salar Grande. A princípio não dá prá entender bem o que é, aquela mancha branca no final do asfalto, parecendo neve. Quando você se aproxima é que tem a exata noção da imensidão que é o salar.
O sal do deserto
Logo após o Paso de Jama tem a fronteira com o Chile. Daí a SPA são mais 160 km. A Aduana chilena fica na entrada de San Pedro. Você rodará estes 160 km de deserto após dar saída da Argentina e antes de dar entrada no Chile, ou seja , no vazio , se é que me entendem ! Mas tudo é muito bonito, a subida ao altiplano, as multicoloridas paisagens de Purmamarca, o Licancabur soberano sobre a paisagem nevada, a fronteira com a Bolívia.
A reta final de descida até San Pedro de Atacama é incrível, são muitos quilômetros numa pista íngreme, que vai dos 4.750 metros aos 2.300 de Atacama em menos de meia hora. Ao lado da pista se vê várias saídas de emergência para caminhões que perdem os freios.
E se tem um conselho que é útil no Chile é o seguinte : respeite a velocidade máxima porque os Carabineros do Chile não perdoam, estão em toda parte, até no deserto tinha uma viatura com radar !
San Pedro de Atacama era um local de parada dos colonizadores espanhóis em sua saga de conquista. O pequeno povoado se formou a partir da Igreja de San Pedro, construída em meados do século 18. O pequeno povoado tem cerca de 2.500 habitantes e muitos, mas muitos “perros” que vão “adorar” ver você montado numa moto em baixa velocidade ! Além de simplesmente bater perna pela Calle Caracoles, a rua principal do povoado, vale fazer todos os passeios anunciados por diversas agências : Laguna Cejar , onde a salinidade é tão grande que você entra na água e não afunda, Valle de la Muerte, Cordillera de la Sal, Laguna Chaxa, Lagunas Miscanti e Miñiques, Geisers del Tatio, Camino del Inca, Toconao ,Tulor e Pucará de Quitor .
Quarta Dica : Se pensa em armazenar gasolina para levar compre um galão adequado. Na Argentina e no Chile eles não vão te vender em garrafa pet.
Dia 7- SPA Era muito cedo e fazia muito frio quando levantamos para que a van nos pegasse na pousada para o passeio até os Gëiseres El Tátio, a 4320 m de altitude, 90 quilômetros ao norte de San Pedro de Atacama, As grandes colunas de vapor saem para a superfície através de fissuras na crosta terrestre, alcançando a temperatura de 85°C e 10 metros de altura. Os gêiseres de Tatio são formados quando rios gelados subterrâneos entram em contato com rochas quentes.
“O pensamento parece uma coisa à toa, mas cumé que a gente voa, quando começa a pensar…”
Pausa para uma empanada de queijo de cabra em Machuca, caminho entre os Geisers e SPA. Se preferir, tem espetinho de lhama…
Um passeio de moto ao final da tarde pelo Vale de La Luna é tudo de bom !
O melhor e mais barato buteco de SPA : não me pergunte o nome !
Pousada em SPA : preparando para mais uma jornada
Dia 8 – San Pedro de Atacama / Tocopilla (Ruta 23 e 24 – 270 km) / Iquique (Ruta 1 – 230 km) Total : 500
O verdadeiro oásis no meio do deserto. Ao fundo, o Licancabur
Na saída de SPA para Calama, em direção a Tocopilla (Oceano Pacífico) mais deserto, pequenas serras, retões intermináveis e pouco movimento. Calama é uma cidade média, tem aeroporto que opera jatos e postos de gasolina à vontade.
Quinta Dica : Leve mais de um cartão de crédito, porque se um der pau…Não esqueça de avisar o gerente que você vai viajar e diga os países para ele liberar o uso. Uma boa também é levar umcartão pré-carregado tipo Visa Travel Money em dólares. Além de não pagar os 6 % que o governo brasileiro anda cobrando dos cartões internacionais em uso noutros países, você pode sacar e pagar contas na moeda local, esteja onde estiver. Isto tira um pouco da preocupação com as perdas nos câmbios e no problema de ficar sem dinheiro no meio da viagem.
E agora, para onde ir?
No Chile a parte mais cara da viagem
Pacíficooo !!!
Iquique, vista de um morro onde é praticado vôo livre.
Companheiro Pasin e Rubia Luz ! Desculpe, acabei não te avisando e furei o encontro. Lembrei de vocês quando “iniciei os trabalhos”. Tenham toda a sorte do mundo nos novos projetos !
Iquique tem uma vida noturna agitada e a Zofri Mall, um grande shopping center zona franca, com preços atrativos e uma infinidade de bons produtos e bugigangas.
Praça de Iquique : “furei” com o amigo Pasin aquela cerveja gelada..
Dia 9- Iquique a Arica (Ruta 5 -311 km)
Na saída para a ruta 5, no sentido contrário à Arica (ou seja, Antofagasta) há postos de gasolina em Pozo Almonte, que fica a aproximadamente a 5 km da entrada para Alto Hosício/Iquique. Para quem roda de XT 660 é a única alternativa saindo de Iquique, porque depois só Arica (300 km).Você roda 52 km desde Iquique, abastece e então , tirando os 5 km até o trevo de entrada, dá prá rodar até Arica.
Auto-foto à 120 km por hora no deserto
Dia 10 – Arica(Ch) a Tacna(PE) cerca de 50 km.
Tacna é uma cidade muito simpática e limpa. Tem cerca de 260 mil habitantes e é bastante arborizada. O clima é muito seco.
Depois de muito chão começam a surgir os vales verdejantes
Sexta Dica : Se for o caso, consiga a Carteira Mundial de Estudante no site http://www.carteiradoestudante.com.br . Ela custa R$ 40,00 , vale até o final do mês de março do ano seguinte e em muitos locais legais de visitar você terá 50 % de desconto, o que por si só já paga a carteira.
A ferrovia Tacna-Arica é uma ferrovia histórica e foi construída em 1856 pela empresa The Arica & Tacna Railway Co. Na estação de Tacna, acima, existe o Museu da Ferrovia, onde se encontram fotografias e relatos de época.
Como é sempre legal misturar literatura, vale a pena ler A Senhorita de Tacna, de Mario Vargas Llosa
Dia 11 – Tacna a Puno ( Ruta 36) 320 km
Lá vamos nós cruzar a Cordilheira dos Andes novamente, coisa difícil de explicar, de descrever, é uma sensação que se tem que viver pessoalmente. Dia de susto, porque acabou a bateria do GPS e , num movimento brusco, arranquei o plugue do carregador USB. Pronto ! Perdido no meio dos Andes. E prá piorar, tinha uma estrada antiga para Puno, e uma saída para Desaguadero. Mas o que eu queria era a estrada nova para Puno ! Sem placas, sem GPS, vi uma indicação para Puno e entrei. Dei de cara com rípio e parei na primeira casa que vi, cercada de cachorros. Lá um bondoso camponês me explicou que era a antiga estrada para Puno, que era só seguir o asfalto que eu veria alguns quilômetros na frente a ubicación para Puno e Desaguadero. Deu certo, cheguei em Puno já a noitinha. Puno tem um trânsito caótico e foi complicado achar a pousada que eu tinha reservado pela Internet. Mas tudo acaba sempre dando certo !
Dia 12 – Puno
Passeio obrigatório a Ilha de Urcos. Sem mais delongas.
Puno vista da Ilhas de Urcos
Mercado Popular
Igreja Matriz
Tuk-tuk protegido do sol e da chuva
O melhor e mais honesto “classificados” do mundo
Rua central de Puno (Calçadão)
A foto não diz quase nada, mas trânsito pior que Puno só em Juliaca
Dia 13 – Puno a Ollantaytambo – Ruta 3S (via Juliaca/Pucará/Sicuani/Calca) 475 km
Sétima Dica : Se você vai subir o Huayna Picchu tem que reservar o ingresso com bastante antecedência. Os grupos são limitados em dois, um que sai às 7 hs da manhã com 200 pessoas e outro sobe às 10, com mais 200. O ticket para Machu Picchu e Huyana Picchu é específico.Faça a reserva no site oficial aqui http://www.machupicchu.gob.pe/ . Não esqueça de liberar as janelas pop-up do seu navegador. O site foi melhorado no dia 31 de janeiro de 2012, segundo um comunicado do Ministério da Cultura do Peru. Outra coisa: cara, subir o Huayna Picchu requer um mínimo de condição física e sistema cardio-respiratório em dia. Se você tem algum problema ou está muito fora de forma, não encare. É melhor consultar um médico antes. O preço do ingresso para Huayna Picchu/Machu Picchu é de 152 soles para cada adulto.Quem for estudante (com a carteira da ISIC) só pode comprar ingresso no Escritório da Dirección Regional de Cultura – Cusco , Av. de la Cultura 238 (em frente ao estadio Universitario), Librería del Ministerio de Cultura (Casa Garcilaso) Condominio Huáscar Cusco – Perú, de segunda a sexta-feira das 8:00 as 16:00 horas ( é a avenida que dá prosseguimento à estrada logo que se chega a Cusco vindo de Puerto Maldonado) e no Escritório do Centro Cultural de Machupicchu , em Aguas Calientes, já no povoado aos pés de Machu Picchu, de segunda a domingo, das 5:20 às 21 horas. (é pertinho da estação de trem ) Somente para Machu Picchu, o ingresso custa 128 soles e só podem entrar 2.500 pessoas por dia. Depois de fazer a reserva, você tem duas horas para confirmar o pagamento senão a reserva cai. ( Se estiver já dentro do Peru e não conseguir via On Line, vale a pena enfrentar uma “cola” (fila) enorme no Banco de La Nación del Peru para pagar a confirmação da reserva. O horário de funcionamento dos bancos é das 8:00 às 17:30 hs. Em Iñapari, há uma agência na Plaza de Armas. Em Puerto Maldonado, o banco fica na Calle Daniel Alcides Carrión N° 241-243 - Distrito: Tambopata, telefone 082 571 210. Aos sábados , o banco abre das 9 da manhã às 13 hs. O cartão de crédito aceito no pagamento on-line tem que ter a facilidade “Certified by Visa”. Confira se o seu cartão tem essa facilidade, senão ele NÃO será aceito e vc terá que pagar numa agência do Banco de la Nación . Se estiver na época de alta temporada nem sonhe em deixar para fazer a reserva na última hora, Você não vai conseguir !
Não é preciso dizer nada…
O duo : Ai meu Machu Picchu, ninguém segura este meu delírio…
O uno: Valeu, Mestre Ismael !
Oitava Dica :Faça vacina uns 20 dias antes contra Febre Amarela e leve à Anvisa para receber o Certificado Internacional de Vacinação ( um amarelinho, com data e lote da vacina). Vai que no meio da viagem você resolve entrar na Bolívia, por exemplo.Veja este post com diversas dicas interessantes sobre Machu Picchu.
O trecho entre Cusco e Iñapari da Carretera Interoceânica Sur : repare as distâncias da placa. Estrada !
Pausa para colocar uma luva cirúrgica por baixo da outra que o frio pegou !
Dia 16 – Mazuko / Puerto Maldonado (170 km) / Iñapari (230) Assis Brasil / Brasiléia (Acre) 115 km Total: 515 km
Deu dó sair da aduana brasileira e depois de 50 metros cair numa cratera… Nosso país precisa investir muito ainda em infra-estrutura. Tem que estancar o gargalo da corrupção de alguma forma. O dinheiro que já foi destinado para as BR´s daria para deixá-las numa condição muito melhor do que a gente vê. Quando entrei no Brasil fiquei sem coragem de fazer sequer um trechinho à noite, coisa que fiz nos Andes no meio de chuva ainda, mas com sinalização e segurança.
Garantizada, la mejor !
Uma pequena visita em Cobija (Bolívia) só prá tomar umas Paceñas. Depois de um monte a confusão na conversão entre pesos argentinos, reales, soles, pesos chilenos. Mas eu tava com a camisa do Grêmio e o garçon era camarada e compreensivo. Deu tudo certo…
Serra de Santa Rosa, no Peru amazônico : lá vem curva !
Nona Dica : Nas cidades peruanas não se arrisque a transitar com seu carro ou moto. Pegue um táxi que é baratinho, e é preço fixo, coisa de 2,3 soles por passageiro em qualquer percurso. Cidades como Puno, Juliaca, Cusco tem um trânsito bem maluco.
O Brasil a menos de 150 km
Dia 17 – Brasiléia / Rio Branco / Vista Alegre do Abunã (RO) BR 317/BR 364 – 440 km
Saimos de Brasiléia cedinho para pegar um churrasco no almoço com a Vivica e a Dona Mariá. Dona Mariá não comeu mas conversou prá caramba ! Constatação : uma das melhores churrascarias gaúchas do Brasil fica no Acre !
Décima Dica : Pé na estrada, irmão !
Depois de milhares de quilômetros em boas estradas, o choque do retorno à realidade brasileira, a poucos metros da fronteira com o Peru
Abunã, Rondônia, Brasil
Dia 18 – Vista Alegre do Abunã/ Porto Velho (RO) BR 364 – 215 km
Atravessamos a balsa mais segura ( em termos de policiamento) do mundo ! Dois carros da PRF, dois da PM, um da PF … era uma escolta, pelo jeito. O que dói é o bolso : R$ 4,00 para atravessar uma moto ! Carro pequeno : R$ 14,00
Tabela de preços da Balsa do Abunã/Rio Madeira/Rondônia
O pelego se integra à paisagem rondoniense
E quem quiser que conte outra…
Não me pediram em nenhum momento a Carta Verde, nem o SOAP no Peru (este eu confesso quenão tinha, fui deixando prá frente, fui deixando e…ôpa, já sai do Peru !). Viagem nunca mais sem um bom GPS. Ele encurta DEMAIS o tempo de passagem entre as cidades, facilitando encontrar as entradas e saídas. Outra grande vantagem desta viagem foi o fato de só ter uma perna de ida, porque o retorno sempre é mais complicado e entediante. Outro mito que precisa ser derrubado , é que dá prá ir com QUALQUER moto ou carro para o Atacama ou Machu Picchu. Neste trecho não tem rípio, na verdade eu detesto rípio. Até de bicicleta dá prá ir, respeitando sempre os limites da estrada , da lei e da natureza, além do próprio corpo é claro. A vantagem de ir numa big trail é poder se aventurar um pouco para fora da estrada, aliás, para isto é que ela foi feita ! Outra coisa : nesta perna,subindo a América, não paguei nenhum pedágio, pois cruzava sempre com o movimento contrário e em alguns países como o Peru e Argentina, moto não paga. As estradas são boas (o susto é quando vc volta para o Brasil !). E fazendo um bom planejamento não tem mais pane seca no deserto ( não é mesmo, Z ?). Tudo o que precisa é você estar bem consigo mesmo, de preferência com quem você ama, ter responsabilidade e respeitar os seus limites físicos e psicológicos, gostar do novo e ser aventureiro, porque sem isto vc não vai mesmo ! Todo o começo e final de viagem é parecido. A ansiedade, a vontade de ir para a estrada no início…. Depois os perrengues, o frio, a chuva…. A hora em que você pensa, ” o que eu tô fazendo aqui ?” . O que nos leva a ficar horas sob uma chuva forte, passando frio, carregando e descarregando alforges com roupa fedorenta, procurando o muquifo mais próximo e barato prá passar a noite ? Mas vai chegando perto de casa, o asfalto zunindo sob seus pés, e não tem jeito. O pensamento voa …. Qual será a próxima ?
De novo, no laço. Seja como for, tipo sem régua, esquece o compasso.
A culpa é do que me tirou do caminho que faço para trazer a você, leitor, a crônica nossa de todas as semanas. Já disse e repito: não é fácil, haja assunto e motivação.
Foi em busca de tudo isso e mais um pouco que abandonei a Ponta de Leme e rumei para São Paulo. Um grande evento de turismo, a Word Travel Market Latin América, atraiu minha atenção.
Um ano e pouco antes da Copa do Mundo achei que seria uma boa oportunidade para ver o que o Brasil e o mundo tinham para mostrar no setor.
Ali estavam reunidos representantes do segmento do mundo inteiro. Isso imaginava eu ao adentrar o Transamérica Expo Center onde 1.245 expositores vendiam seu peixe.
Eram tantas opções que, antes de começar uma exploração mais detalhada, preferi me refugiar na sala de imprensa para organizar o que faria durante os três dias do evento que também incluía o 39º Encontro da Braztoa – Associação Brasileira de Operadoras de Turismo. Havia atividades para qualquer modalidade: conferências, seminários, rodadas de negócios, etc, etc…
Decidi ser racional e objetiva diante de tantas opções. Eleger minhas prioridades.
A primeira, pouco profissional e mais emocional, era verificar como estava o material de divulgação da sede pantaneira da Copa do Mundo de 2014.
Explico o porquê da minha curiosidade: em outubro do ano passado havia ido ao encontro anual da ABAV, Associação Brasileira de Agentes de Viagem, no Riocentro, Rio de janeiro. E, diante de uma acanhada e mal localizada bancadinha lateral do stand conjugado com Brasília e Goiás, fiquei chocada e decepcionada com a folheteria que tinha a vã pretensão de apresentar à indústria turística as exuberantes atrações dos três ecossistemas que compõe Mato Grosso.
Lá, disseram-me que aquela participação pífia se devia ao fato de que uma nova campanha seria lançada visando atingir os promotores do setor para vender Mato Grosso para a Copa do Mundo.
Tolinha que sou, acreditei…
Ainda na entrada da WTM no setor que reunia os estados brasileiros um enorme stand plotado com as belezas do pantanal atraiu minha atenção.
A medida que me aproximava aparecia em letras garrafais o nome do estado. M+A=MA, T+O=TO, G+R+O=GRO, S+S+O=SSO. Mato Grosso! Exultei. Só que as letras não terminavam por aí. Havia mais. D+O=DO S+U+L=SUL. Mato Grosso do Sul…
Ao passar foi que resolvi subir para a sala de imprensa, guardando o gostinho de ver o que a gente bronzeada de Mato Grosso havia preparado para o megaevento para depois deixando a cereja do bolo por último, pra ficar com seu bouquet como uma recordação nas papilas gustativas.
Já no press room, nas estantes repletas de informações, brindes e panfletos, procurando nossa nova campanha, de longe vi uma belíssima pasta com uma foto maravilhosa na capa de algo que parecia uma aérea do Pantanal. Meu coração bateu mais forte! Seria esse nosso material?
Quando me aproximei, descobri que era um material de Botswana. Já ouviram falar?
Pois até este pequeno país africano estava lá. Impecável, irresistível, encantador, com seus alagados, animais exóticos e maravilhosos resorts.
Do meu estado querido tive o prazer de reencontrar o Seiji e a Nizilda, amigos queridos… e nada mais!
Por isso, sofismando, se o ditado que diz “onde há fumaça há fogo” é verdadeiro, onde haverá Copa do Mundo há divulgação intensa. O que não acontece nem com Cuiabá nem com Mato Grosso…
Espero, sinceramente, ter entendido mal o recado claríssimo dado por nossa inacreditável ausência na WTM.
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*Valéria del Cueto é jornalista, fotógrafa e gestora de carnaval. Essa crônica faz parte da série “Parador Cuyabano”, do SEM FIM… delcueto.wordpress.com
Ferrari foi fotografada patrulhando as ruas nesta quinta-feira em Dubai (Foto: Karim Sahib/AFP)
Depois da Lamborghini Aventador, a polícia de Dubi, nos Emirados Árabes, exibiu nesta quinta-feira (25) uma Ferrari que será usada pelos policiais para patrulhar as ruas da cidade. As autoridades locais adquiriram os supercarros para tornar o patrulhamento mais rápido. A Lamborghini, por exemplo, alcança mais de 300 km/h.
O diretor de Admistração da Eletrobras, Miguel Colasuonno, informou que a empresa gastará em torno de R$ 2 bilhões com o Programa de Demissão Voluntária (PDV). O programa deve atingir cerca de 20% a 25% do total de 28 mil empregados.mas só a partir do mês de maio, a empresa poderá ter uma noção mais concreta de quantos funcionários irão aderir ao programa.
“Será um processo muito cuidadoso porque vamos também ganhar pessoas novas para que entrem em algumas posições”, disse Colasuonno.
O diretor Distribuição da Eletrobras, Marcos Aurélio Madureira, disse que a aquisição por parte da estatal de 51 % das distribuidoras do Amapá (CEA) e de Roraima (CERR) não deve ser finalizado em 2013. Segundo ele, o processo de compra será semelhante ao da Celg (GO).
A Caixa Econômica Federal também deverá emprestar recursos aos governos do Amapá e de Roraima para sanear as companhias antes da estatal entrar nas distribuidoras.
O site norte-americano especializado em carreiras, CareerCast.com, divulgou uma pesquisa em que revelou as melhores e piores profissões de 2013.
Foram listadas 200 profissões e o atuário, especialista em mensurar e administrar riscos, foi considerado o melhor emprego para este ano.
A carreira de repórter de jornal apareceu na última posição.
O levantamento combinou indicadores como salários médios, nível de estresse, perspectiva na carreira, ambiente de trabalho e demandas físicas. No topo da lista, o atuário tem uma renda anual média de US$ 87,6 mil, além de 27% de projeção de crescimento.
Completando as cinco melhores profissões para este ano, ainda aparecem o engenheiro biomédico, engenheiro de software, fonoaudiólogo e consultor financeiro.
Já entre as piores profissões, o repórter de jornal ficou na última posição, atrás de lenhador, leiteiro, garçom e doméstica.
O Festival Internacional Pachamama – Cinema de Fronteira, representado pelo seu diretor Sérgio de Carvalho e pelo produtor Marcelo Cordero, da Bolívia, foi convidado para participar do Festival de Cinema Independente de Buenos Aires, o Bafici, um dos mais importantes da América Latina.
Nos seus 15 anos de vida, o festival argentino possui cerca de 400 filmes em sua programação, revelando o que há de mais inovador em termos de linguagens e propostas cinematográficas. Sendo um ponto de encontro entre produtores, diretores de festivais, diretores de cinema, atores, entre outros profissionais da área, promovendo, assim, uma grande rede de intercâmbio e negócios cinematográficos.
Convidado por ser considerado um festival inovador, o Pachamama – Cinema de Fronteira está se consolidando no meio cinematográfico internacional, em 2012 foi convidado para participar do Bolivia Lab, na cidade de La Paz, compondo a mesa redonda “Festivais do Futuro” e para o Festcine Amazônia, em Rondônia, além de ter realizado uma Mostra na cidade de Cusco, no Peru, a convite do museu Qorikancha.
Durante o Bafici, o Pachamama – Cinema de Fronteira reuniu-se com os diretores do Festival de Cinema de Valdívia, Chile, para discutir uma parceria entre os dois festivais. O Pachamama nasceu com o objetivo de promover a integração cultural na área da tríplice fronteira acreana (Brasil, Bolívia e Peru) e, desde o ano passado, estende sua proposta com ações em toda a América Latina, por meio da participação de filmes e convidados dos mais diversos países, como Colômbia, Argentina, Chile e Uruguai. Ampliando, então, seu alcance e a discussäo sobre o amplo e complexo tema de fronteiras.
O Dia da Terra 2013 - ou, oficialmente, Dia Internacional da Mãe Terra – é uma data criada pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 2009 para marcar a responsabilidade coletiva para promover a harmonia com a natureza e a Terra e alcançar um balanço entre economia, sociedade e ambiente.
O Dia Internacional da Mãe Terra é uma chance de reafirmar nossa responsabilidade coletiva para promover a harmonia com a natureza em um tempo em que nosso planeta está sob ameaça da mudança climática, exploração insustentável dos recursos naturais e outros problemas causados pelo homem. Quando nós ameaçamos nosso planeta, minamos nossa própria casa – e nossa sobrevivência no futuro”, diz mensagem do secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon.
Ele era um atacante ensaboado, driblador, malemolente. Jogava no Campeonato de Ramos desde os 13 anos e nesta temporada ia estourar a idade. Tinha um sério problema: Mesmo com tantos jogos e sendo reconhecido até pelos rivais, nunca tinha marcado um gol.
Pra piorar, não marcava gols nem dentro, nem fora de campo. Aos 13, era chamado pelo nome, William; aos 14, era o Ensaboado, dos 15 em diante, ganhou o apelido que carregava como cruz no calvário: Cabaço. Agora aos 17, continuava virgem, e se acabrunhava.
No ataque do Flamenguinho da Aracati, ao lado de Paulinho Rolimã – que usava mullets ao estilo Paulinho McLaren, de quem herdou o apelido, guardadas as proporções – cansou de consagrar o amigo, mas não tinha jeito, ele mesmo não marcava gol.
E fora de campo, a situação era pior. Cabaço era apaixonado por Chandelle, uma morena de cabelos oxigenados e olhar desafiador, cujo apelido veio do fato de ser “gostosa e cremosa”, nas palavras machistas dos hormônios em ebulição.
Além da altivez e do despacho que assustava os gartotos, Chandelle escolhia seus namoricos ao bel prazer. Era independente desde nova. Seu sorriso chamava a atenção e seus seios pareciam as ondas de Pipeline estampadas nas capas das revistas “Fluir” – que eram recortadas e serviam de capa de fichário do alunado suburbano – de tão grandes e firmes.
Malaios comunistas vieram ajudar ex homem bom de Forbes
Gigante russo, malaios e Petrobrax querem salvar Eike, o ex-homem bom , hoje na fornalha dos infernos, odiado cristãmente pelos homens de bens e benz, por ter se relacionado com vermelhos bolcheviques luciferianos.
Já que não dá para ser de lá, vai daqui que está de bom tamanho! É duro trocar o som murmurante e inconstante do mar ressaqueado da Ponta do Leme pela monotonia do motor quase ensurdecedor do enxuga lama do Eduardo Paes aqui no pé da Ladeira Ari Barroso, mas fazer o que?
É claro que isso influencia até no desenho das mal traçadas linhas imaginárias do meu quase extinto caderninho. A diferença entre os dois é que sei, sinto e vejo que as páginas presas no espiral que me acompanha há meses estão chegando ao final, se esgotando inexoravelmente, mais uma vez.
Quanto a malfadada e malfeita obra prefeitural, não sei não… Não há bolão capaz de adivinhar por quanto tempo os dois motores seguirão rugindo embaixo da janela; os cinco ou seis funcionários, com suas roupas de borracha amarelas, claramente sujas por fora (é óbvio) e por dentro (é nojento e insalubre) e suas grossas mangueiras permanecerão, no horário comercial, das 9 às 12 e das 13 às 17, enxugando a lama que não para de brotar das tubulações. Sempre cheias de lodo, terra negra de sujeira e outras cositas que afloram, dia após dia, no asfalto poeirento da Rua Ribeiro da Costa, parcialmente interrompida para a espetacular performance (des)construtiva.
Enquanto os peões a retiram, a Dimensional, empreiteira (ir)responsável pela execução da odisseia carioca do prefeito Eduardo Paes, recebe pelo serviço de tecer o tapete (negro), tal e qual O sudário de Laerte, pai de Ulisses, laboriosamente tramado e desfeito por nossa Penélope eduardiana, e a natureza faz aquilo que sempre fez e se espera dela: a cada chuva despeja ladeira e tubulação abaixo a lama nossa de cada dia!
A gente? Fica aqui com ar de palhaço, fazendo cara de paisagem, como se o barulho ensurdecedor não fizesse mal nenhum à saúde e pudesse ser ignorado durante as oito horas diárias de tortura chinesa a que somos involuntariamente submetidos pelo motor que ruge esbravejante nos nossos ouvidos.
Outro dia, ouvi uma pérola de um dos funcionários da Dimensional. Ele disse que a operação continuaria até que eles conseguissem esgotar a terra que escorregava lá de cima. Foi aí que cheguei à conclusão que a comparação com a Odisseia, no início apenas uma piada, era realmente séria!
Os caras levarão anos chupando a lama. Não sei se este era o objetivo inicial e consciente dos augustos engenheiros que planejaram e executaram os trabalhos de infraestrutura do bairro, mas lipoaspirar o morro inteiro levará milênios e, mesmo assim, acho difícil que consigam realizar a hercúlea tarefa a que se propõem.
Uma coisa, meio assim a lá Garrincha, sabe? Quando ele pergunta se o técnico combinou com os “Joões” como eles deveriam jogar, para que a tática imaginada pudesse ser desenvolvida e aplicada.
É, por que até lipoaspirar a terra é possível, mas como impedir as nascentes existentes lá em cima de jorrarem e escorrerem encosta abaixo suas águas, trazendo junto areia e lama? Também tem o bom e velho oceano e suas marés maravilhosas que fluem, refluem e explodem em determinadas épocas do ano, avançando por dentro das galerias.
Ai meu santo pagador de obras! Provenha-nos para que possamos seguir bancando financeira e pacientemente o cavalo de Tróia que nos impuseram.
Isso, até que os deuses do Ministério Público, da Justiça e/ou do Tribunal de Contas tomem providências e contabilizem o prejuízo causado aos cofres do povo. Afinal, alguém precisa nos ajudar a tirar esse dromedário troiano da nossa chuva!
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*Valéria del Cueto é jornalista, fotógrafa e gestora de carnaval. Essa crônica faz parte da série “Ponta do Leme”, do SEM FIM… delcueto.wordpress.com
Você é uma casca, sem conteúdo. Não teve passado, e se teve, só é o que todos sabem dele. A noite você não existe, só se você contar a alguém como passou a noite. Se está só e cair em prantos não existiram lágrimas, apenas se a umidade resistir até o outro dia no travesseiro. Você é o que os outros dizem que você é. Não importa o que realmente se passa ai dentro.
E no trabalho você será apenas o vendedor, o publicitário, o delegado ou o advogado. Será uma extensão da vassoura se é um gari, ou uma cornucópia moderna se for um cozinheiro. Você não tem nome, é o que todos contam de você. Não importa o que você pensou de si antes de ir para o emprego.
E no quando casar e ter filhos você vai ser a mulher de sicrano ou o pai de beltrano. E Beltrano vai ser apenas seu filho e Sicrano seu querido marido. No colégio vão te chamar para falar de um aluno, sem rumo. Você será mais um entre tantos pais, não importa sua idade ou que em casa faz. Não importa quantas vidas mudou, se mudou, você só vai ser alguém que mudou vidas.
Recentemente, escondido numa página do caderno de Economia do jornal Folha de S. Paulo, um escritor europeu pouco conhecido fez uma declaração que me chamou a atenção e que simplifica muito o que representa a sociedade do espetáculo em que vivemos. Dizia ele, em palavras simples: “O supermercado é quem decide o que o consumidor vai comprar”.
A ideia do autor era de que a lógica da sociedade de consumo atua sobre o comportamento do indivíduo invasivamente, sem que ele perceba. O poder sedutor e instrumental das palavras, dos códigos sociais, das convenções mecanicistas e da racionalidade institucionalizada faz com que a ação dos sujeitos sociais, à revelia de sua vontade, se torne, cada vez mais, um procedimento estritamente processual, automatizado e operacional.
Os sujeitos obedecem a comandos de input e output dentro dos esquemas exógenos ditados pela Racionalidade Instrumental de que falava Max Horkheimer, ou pela Sociedade de Controle, de que tratava Gilles Deleuze.
Apesar do museu imaginário (expressão de Gilbert Durand) ser uma arena sagrada, construtora subjetiva da realidade, a esfera da objetividade, onde as “imagens medeiam as relações sociais” (Guy Debord), faz com que cada vez mais o mundo simbólico real ou virtual comande o universo imaginário e as ações dos homens. A opinião é perigosa demais. O mesmo princípio vale apropriadamente para o universo da comunicação e da informação neste início de século 21, sobretudo no mundo do newsmaking.
Após a captura do estado pela ditadura petista, essa força maligna não hesitou em acabar com a democracia e com a alternância de poder, se negando a entregá-lo aos homens de bem, cujo expoente maior foi e ainda é José Serra, pois trata-se de um grupo que não aceita a independência entre os poderes e não aceita a imprensa livre, verdadeiros ditadores totalitários. Por isso, não podemos deixar em hipótese nenhuma que a presidente Dilma Rousseff seja reeleita pois como disse nosso grande líder, com mais um mandato da petista, a democracia e a economia estarão “abaixo do chão”. “A herança dos governos do PT será nefasta.”
O Festival de Cinema Curta Amazônia, que acontece em Porto Velho, capital de Rondônia, completa sua quarta edição com exibições de filmes nos formatos de curta, média e longas metragens, nos gêneros ficção, animação, documentário, experimental e vídeo-clipe, com entrada gratuita em todas as suas sessões. Janela alternativa independente de exibição, abrindo espaço para diretores estreantes quanto diretores consagrados, estimulando a formação de público, seja exibindo obras contemporâneas ou resgatando obras históricas. As Mostras ocorrerá no período de 3 a 8 de junho de 2013, em Porto Velho no SESC Rondônia ( 3 a 7) e na Praça Aluizio Ferreira (7 e 8). A inscrição de filmes para o 4º Festival de Cinema Curta Amazônia é gratuita e pode ser feita até o dia 20 de abril no site www.curtamazonia.com.
Parceria de resultados SESC Rondônia e Curta Amazônia
A parceria de resultados entre a organização do Festival Curta Amazônia e do SESC Rondônia que faz parte do Sistema Fecomércio, mostra cada vez mais que é possível realizar ações culturais que tragam benefícios à todos os envolvidos, quer seja a classe comerciária e o público em geral. Para o diretor regional do SESC Rondônia Waldy Fernando, “estimular e criar o hábito de assistir filmes brasileiros feitos por brasileiros, para nós do SESC Rondônia é fundamental apoiar iniciativas como o Festival de Cinema Curta Amazônia que sempre traz novidades em sua grade de programação a cada edição e forma junto a classe comerciária e o público de Porto Velho o hábito de ver bons filmes”. Para o diretor de Cultura do SESC Rondônia Fabiano Barros, “também foi fundamental criarmos o Núcleo de Cinema aqui em Porto Velho , aproximando e oportunizando a classe comerciária e o público em geral, criando alternativas de assistir filmes gratuitos nas sessões propostas com parceiros e por iniciativas do próprio SESC Rondônia”. Já a responsável pelo Núcleo de Cinema, Michele Saraiva, “fortalecer o hábito do debate através das artes cinematográficas e ao mesmo tempo criar o hábito cultural nas “cabeças das pessoas” é fundamental na vida do cotidiano do cidadão e da cidadã em nossa cidade”.
Endereço para o envio dos Filmes:
Associação Curta Amazônia – 4º Festival de Cinema Curta Amazônia
Rua Raimundo Cantuária, 712-B, Baixa União, Cep: 76.805-862, Porto Velho – RO.
(69) 3224-7077 – Email: festival@curtamazonia.com - www.curtamazonia.com
Todo ser humano tem preconceitos. Corrigindo, pré-conceitos. Contra uma, algumas, várias ou todas as coisas. Depende do nível de evolução de cada um evitar que estes pré-conceitos percam o hífen e a vergonha. Às vezes, pequenos detalhes fazem com que isso ocorra.
Quando era pequeno, tive broncopneumonia. Quase morri. Deste episódio que me levou à geladeira hospitalar, guardo duas lembranças: A de que odeio comida de hospital, principalmente quando misturam arroz e macarrão; e de uma grande pessoa, que me ajudou demais.
Ele era cabelereiro, grande amigo da família. Vítima de poliomielite na infância, andava com suas muletas, sem perder a altivez. Virou meu tio de consideração. E se dispôs em vários dias a zelar por mim no hospital, contando estórias para passar o tempo, uma delas a do “menino de ouro”.
.Apesar de ter vários livros publicados, o novelista, poeta, dramaturgo, ensaísta e biógrafo austríaco Stefan Zweig ainda é pouco conhecido pelos brasileiros. Muitos repetem o sobrenome que Zweig deu ao Brasil, sem saber que é dele a autoria: “um país do futuro”. Em 2013, após ter completado 70 anos da morte do escritor, sua obra entra em domínio público, ou seja, qualquer editora poderá traduzir e publicar seus livros sem pagar direitos autorais. Com isso, os brasileiros ganham uma nova chance de explorar seu trabalho.
Traduzido para diversas línguas e com mais de 40 filmes baseados em sua obra, Stefan Zweig foi o principal autor a escrever biografias e novelas pelo viés da psicanálise. Quando publicou “Brasil, um País do Futuro”, um retrato um tanto ingênuo e otimista do país, foi taxado de simpatizante de Getúlio Vargas e do Estado Novo. Além dessa, “Maria Antonieta” e “O Mundo que Eu Vi – Minhas Memórias” são suas obras mais conhecidas.
A Land Rover, que começou como uma interpretação britânica dos Jeep americanos da Segunda Guerra Mundial, com o tempo foi criando sua própria identidade. Marca adorada por celebridades como Bob Marley e Winston Churchill, firmou-se como o símbolo maior do offroad, e nessa semana a marca faz 65 anos com muita energia para mais e mais trilhas.
Cinco anos atrás, ao ser criada, a etapa itinerante do Festcineamazônia- Festival Latino Americano de Cinema e Vídeo Ambiental - tinha a intenção de ser apenas mais um canal de divulgação das ideias de compartilhamento de experiências e sensações cinematográficas e cidadãs dos organizadores do festival. Depois de passar por quase todos os municípios rondonienses e se aventurar por outros países da América do Sul, da África e chegar a Portugal, o festival tem recebido o reconhecimento de experiências similares.
É o caso do Festin, o Festival Itinerante de Língua Portuguesa, realizado em Lisboa. Dedicado a cinematografia dos países de Língua Portuguesa, o festival já está na quarta edição e o Festcine Amazônia foi um dos destaques. Além da exibição de filmes, o Festin foi palco de importantes debates, recebeu organizadores de Festivais de Cinema como o Festival de Gramado, Cine Eco e Festival Internacional de Angola, além da presença de realizadores de Cabo Verde e de membros da CPLP Comunidade dos Países de Língua Portuguesa.
Jurandir Costa e Fernanda Kopanakis, coordenadores do Festicineamazônia relataram a experiência exitosa do festival, como o único de cinema ambiental da Amazônia, com itinerância em todo o município de Porto Velho, todo o Vale do Guaporé, Bolívia, Peru, Portugal e Africa Caboverdiana. Uma das características da itinerância é, além da exibição de filmes, sempre ser acompanhado por uma equipe de documentaristas e fotógrafos que mapeiam as comunidades, transformando as ações em documentários e livros.
Entre as discussões feitas no evento a possibilidade de uma agenda para compartilhamento de conteúdo e plataformas de manutenção e preservação de acervos foi pauta do encontro, já que os festivais absorvem produções que fazem parte da memória de cada país.
“A sensação que temos é que o Brasil é um país isolado tanto dos países de língua portuguesa, como dos países vizinhos latinos e é importante uma política cultural mais agressiva”, disse um dos participantes do encontro.
O Festcineamazônia faz parte da Rede de Cines Itinerantes da América Latina e Caribe, que tem como missão contribuir para a diversidade cultural e o fortalecimento da identidade nacional a partir da difusão de audiovisual em locais que não contam com salas de cinema. Tem como objetivo criar e fomentar uma cultura voltada para o cinema auxiliando na formação de plateia.
Estou preferindo desenhar. Ando com pouca disposição para escrever. As linhas andam muito tortas e irregulares.
Meu refúgio, a Ponta do Leme. A areia ainda úmida do sereno da madrugada, misturado com a bruma da maresia do amanhecer, acolhe o flanar preguiçoso da canga sacudida para ser estendida na praia.
Sinto cheiro de mofo misturado com o ar da manhã. Sinal de que faz tempo que os pavões misteriosos estampados no tecido não saem do armário lá de casa. O cheiro me incomoda, mas é por pouco tempo, sabemos. O necessário para o sol quarar meu quadrado, comigo dentro.
Há uns dois ou três dias venho pensando nessa crônica. O que não é muito comum. Gosto simplesmente de abrir a torneira da imaginação e deixar as ideias escorrerem pelo papel sem muita preparação para, depois, só enxugar os excessos, secar uns poucos respingos. Normalmente são pontos, vírgulas, exclamações e reticências. Foram as pausas da respiração, entre os pensamentos que se atiravam abusados pela corrente sem muita ordem, como quem não pede licença. Fazem cócegas quando são alegres e arranham se violentos, até que sejam polidos e enfileirados nas linhas imaginárias do meu caderninho sem pauta.
Quase sempre é assim, e como é bom! Acontece que, umas trezentas aberturas na torneira da fonte da imaginação depois, a gente se pergunta se o conteúdo despejado não está se tornando repetitivo. Pode ser chato para o leitor ler sempre sobre a mesma ponta/pedra/praia. O mar esmeralda, a bola colorida que rola para um lado e para o outro entre os pés ágeis dos garotos que capricham no altinho,aguardandoa chegada dos novos parceiros para completar o time e darem início a pelada clássica na linha d’água, e o surfista que, sentado com as pernas cruzadas em posição de lótus, de frente para as ondas, seus objetos de desejo, arruma concentrado a tira do strep, preparando o velcro para prende-la no tornozelo, segundos antes de se entregar de corpo e alma ao mar que murmura sua musica, qual Flautista de Hamerlim.
Como o atleta, que já corre em direção a água, sou uma ratinha, atraída pelo feitiço musical, efeito mágico para meu coração cheio de dúvidas.Por que faz dias que ando preocupada com o tema dessa crônica… Falar de que? Tentei estabelecer parâmetros, e, por eles, eliminar algumas hipóteses.
Sem saber o que abordar, decidi definir o que evitar.Isso depois que surgiu a questão da repetição. Prontamente esse conceito foi substituído por outros. Substituído não, complementado. O bom humor e a leveza seriam essenciais. O texto não falaria de…, nem de…, muito menos abordaria…, …,…( não posso escrever as coisas a que me refiro sob pena de deixar de lado meu objetivo excludente). A lista de possibilidades plausíveis foi diminuindo, diminuindo…com o passar dos dias e o acompanhamento do desenrolar dos acontecimentos.
Até que resolvi reconsiderar as opções. Para encurtar, aboli o impedimento quanto a repetições, pelo menos no quesito Ponta do Leme. Foi ele o mais concreto, superlativo e fundamental (não posso usar essa palavra sem lembrar-me de Dante de Oliveira) mote para uma crônica quase outonal. Para terminar em grande estilo só falta descrever o desenho feito pelos rastros das pranchas que serpenteiam abusadas nas ondas lindas, tentadoras, mas perigosas – por que hoje paredes inexpugnáveis, já que quebrando sem piedade. Mesmo convidativas, são um sinal explícito de que a maré não está para peixe, pelo menos para certas espécies.
*Valéria del Cueto é jornalista, fotógrafa e gestora de carnaval. Essa crônica faz parte da série “Ponta do Leme”,do SEM FIM… delcueto.wordpress.com
A TV Câmara transmitiu essa semana uma discussão de deputados sobre o projeto que dificulta o nascimento de novos partidos. A verborragia rolou solta. O líder do PR, Anthony Garotinho chegou a falar em “leilão” de mandatos parlamentares na Câmara. O ex-presidente do DEMOCRATAS, Rodrigo Maia (RJ), chegou a dizer que seu partido foi estuprado, na hora da debandada rumo ao PSD. E teve mais pornografia verborrágica. Silvio Costa (PTB-PE) olhando pra Câmera da TV, disse que se tem uma CPI que assinaria com o maior prazer, seria a CPI do fundo partidário. mas sabe que ninguém quer atrapalhar a suruba com investigação. Pelos seus números, o Tesouro gasta R$ 350 milhões por ano com o fundo partidário. É desse fundo que sai a grana pro custeio dos partidos, de aluguel de prédios à folha de salários e que existem pequenos partidos que não têm nenhum deputado. Mas recebem R$ 3 milhões de fundo partidário. Outro que se puxou na discussão foi o catarinense Espiridião Amin que chegou a buscar livro na biblioteca do Congresso pra citar uma frase de um assessor econômico do presidente americano JFK….Ao pregar ortodoxia fiscal, nós, dos EUA, ficamos mais ou menos na situação da prostituta que, tendo se aposentado com o dinheiro que ganhou, acha que a virtude pública exige o fechamento da zona. Amin concluiu com suas próprias palavras: “Com a votação desse texto que prega a ortodoxia eleitoral, estaremos fechando a ZONA. Por isso, recomendou o voto ‘sim’. Os ‘não’ sairam em defesa da Câmara dizendo que a casa não é bordel….mas que parece, meu amigo, parece muito. Os que apoiam dificuldades pra criação de novos partidos são maioria, mas ainda não tem o suficiente. Tanto é que essa ZONA volta à pauta na semana que vem.
Art. 4o: Educação básica obrigatória e gratuita dos quatro aos dezessete anos de idade, organizada da seguinte forma: pré-escola, ensino fundamental e ensino médio (Diário da União, 04/04/2013).
A lei sancionada pela presidenta Dilma Rousseff, publicada no Diário da União no último dia 04, exigirá a matrícula de crianças no ensino infantil a partir dos 4 anos de idade.
A notícia foi recebida com alegria por muitas famílias que anseiam ter um lugar seguro para deixar seus filhos no momento de saírem para trabalhar. Contudo, há alguns pontos que precisam ser considerados, pois, muito mais do que terem obrigação de matricularem suas crianças na pré-escola, continua também sendo previsto que os pais ou responsáveis sejam os principais responsáveis pela educação delas.
É indispensável que os pais ou responsáveis tenham a perfeita compreensão de que a ideia primordial da obrigatoriedade da educação infantil é tratar a infância com o respeito e os cuidados necessários.
Diante das características atuais, as quais dizem respeito aos trabalhos realizados fora do lar por todos os familiares, sempre existiu grande interesse de famílias no que se refere ao período de atendimento de crianças pelas pré-escolas. Já faz bastante tempo, inclusive, que alguns setores buscam conseguir obrigatoriedade para uma educação infantil que atenda a crianças durante a noite, nos finais de semana e no período de férias.
Diante desse pensamento, não se considera apenas a educação das crianças, mas também a necessidade que os entes delas têm de se ausentarem de casa para trabalhar, vendo-se em grandes apertos para administrar o período que passam trabalhando longe de casa e o período que os filhos ficam na escola.
Toda essa realidade não pode, de modo algum, ser desconsiderada, mas a escola de educação infantil (seja pré-escola, creche ou outra) não pode ter caráter assistencialista. Tem que se assumir como escola, fornecendo à criança a educação de que ela realmente precisa, não eximindo a família de sua grande e indispensável responsabilidade em seu relacionamento com os próprios filhos e escola.
Sendo assim, existem muitos pontos que ainda precisam ser pensados, que precisam de abordagens em várias frentes sociais, pois do mesmo modo que as crianças têm necessidades educacionais a ser contempladas pela escola, o país também precisa de mão de obra disponível para a continuidade de seu desenvolvimento.
É, enfim, necessário envolver nessas discussões outros setores (não apenas os educacionais), da mesma forma que é indispensável o comprometimento de todos com a educação infantil estendida à criança, pois um percurso educativo que impactará toda a sua vida é um direito que não lhe pode ser negado.
Ele sempre foi daqueles que gostava de denunciar, de expor, de “desmascarar”, como fazia questão de dizer. Não fazia questão de ter amigos, mas inimigos colecionava com um afã inacreditável, como se fosse seu álbum de figurinhas particular.
Desde pequeno era assim, reconhecido como queridinho das professoras por ser alcagüete e dedo-duro, do colegial à faculdade. A fama ruim já o precedia. Nunca foi confidente de ninguém, mas, para muitos, deveria ser como o inconfidente – enforcado. Assim que se formou, prestou concurso público, virou policial.
Não era necessariamente um sonho, mas suas características o fizeram se adaptar rapidamente ao trabalho. Ao que se propunha, virou caxias. Uniu o útil ao agradável, mesmo sendo desagradável a muitos.
Virou informante. Dos bons. Mapeava e dedurava com extrema maestria. Ganhou merecidos elogios e condecorações. Se sentia mais forte a cada dia, e cada vez mais gostava do seu trabalho. Poucos sabiam seu nome, mas sua alcunha voava com o vento. A letra era X, o número era 9. Ele era X9.
Hoje li no site do Estadão uma notícia muito interessante sobre uma iniciativa que busca conectar artistas e proprietários de imóveis interessados em pintar seus muros e fachadas. Trata-se do site Color Plus City, através do qual todos os interessados podem se cadastrar e procurar a melhor parceria.
No ar há apenas duas semanas, já foram cadastrados no site cerca de 430 muros espalhados nas diversas regiões do país. Outra vantagem é que os artistas ficam livres da dependência de intermediários. Toda a negociação sobre custos é feita diretamente entre os interessados.
Sem dúvida essa é uma iniciativa importante. Abre caminhos para a expressão dos artistas, elimina o problema da repressão policial, e, principalmente, tem um grande efeito simbólico em cidades como São Paulo, que vem passando por um momento de intensa mobilização artístico-cultural.
Estação final da centenária Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, Pérola do Mamoré, parabéns pelo seu aniversário. Um abraço em todo(a) guajaramirense que ama, de fato, esta terra ! Leia mais sobre Guajará-Mirim aqui .
Há muito tempo que se discute a substituição das senhas tradicionais por um método de segurança menos vulnerável, sendo que organizações como a DARPA e o Google já estudam alternativas para isso.
Enquanto alguns possíveis substitutos já são bastante famosos (como sensores biométricos capazes de escanear impressões digitais e retinas), alguns estudantes e pesquisadores da Universidade de Berkeley acreditam em uma opção que exija menos contato físico.
Com a ajuda de um headset equipado com um eletroencefalograma (EEG), o time desenvolveu uma maneira para que usuários possam autenticar suas identidades apenas utilizando as suas ondas cerebrais. Apesar de a ideia de “senhas mentais” já ter sido apresentada antes, os equipamentos anteriores eram caros e invasivos. Graças à disponibilidade de EEGs mais baratos, no entanto, parece que a novidade poderá enfim sair do papel.
Há exatos 26 anos atrás este telex era transmitido para a Funtevê, que coordenava o Sinred – Sistema Nacional de Rádio e TV Educativa, informando como estava a implantação das TVs Educativas em Rondônia. A TVE , canal 2, já transmitia em caráter meio precário para Porto Velho e havia o planejamento para instalar repetidoras em Vilhena e Ji-Paraná. No seu período áureo, chegou a ter um telejornal diário, com meia hora de duração. A TVE foi concebida de forma visionária pelo Vitor Hugo e por Isaías Vieira dos Santos, que criaram o CEPAV, Centro de Produção Audiovisual Pe. Landell de Moura. O CEPAV foi a primeira escola de muita gente que viria despontar depois no cenário audiovisual de Rondônia. Quem conseguiu implantar de forma definitiva foi o Raimundo Nonato Castro. Depois vieram outros governos e tudo acabou em sucata. Já TeVe..
No Japão, onde mais e mais casais estão optando por não ter filhos, algo novo está tomando o lugar de creches e de cores primárias móveis bebê: ginásios e salões de gato e do cão. Animais de estimação são o foco principal de uma série de casas de diversão por casa construtor Asahi Kasei, que têm como muitas funções para amigos de quatro patas como eles fazem para os habitantes humanos
O poeta Flávio Carneiro, folclorista e amante dos bois-bumbás, entusiasta e batalhador pela cultura local foi um dos criadores do Arraial Flor do Maracujá .
Há muitos anos atrás sofreu um AVC , que o tirou de combate, ficando sob a guarda e o carinho da sua familia, em especial da Chiquinha e da Carol.
Cito uma frase do também apaixonado pela cultura de Rondônia, Walter Bartolo:”
As pessoas que a gente preza não conseguem morrer…”
O corpo de Flavio Carneiro será velado na Casa de Cultura Ivan Marrocos,
Andei, andei, andei e, apesar de não estar cansada, sentei. É isso mesmo: obrigada. Afinal, nesse caso, para alcançar meu objetivo, só me resta esperar. E você com isso?
Pode não parecer, mas você tem tudo a ver com minha espera, esse hiato entre atividades 100% produtivas. Explico: como tenho que esperar, sem nada para fazer, faço-o sentada escrevendo e para quem espremo palavras e enxugo vírgulas, pontos e interrogações, correndo para alcançar ideias e laçar conceitos? Para você que acompanha as crônicas do Sem Fim… Que mais sem fim, do que esta espera obrigatória?
O motivo da necessidade do uso irrestrito de uma dose cavalar da minha paciência de Jó é anual: a busca dos resultados dos exames do check up.
Já cheguei a conclusão que isso é mais um teste da bateria de ultras, raios e tomos solicitadas pelos médicos. Mais um menos como a coroa de louros, usadas pelos Césares em seus desfiles triunfais pelas ruas de Roma. “Você é humano, a glória passa e a humildade e paciência devem ser exercitadas de vez em quando”. Só isso justifica a demora na liberação o que já está pronto. Pensando bem, ainda é pouco. Tanto que a senhora do lado reclama da troca de resultas e aconselha uma checagem cuidadosa para ver se está tudo em ordem. Que assim seja: vamos verificar. Eis-me aqui, Lei de Murphy, velha parceira!
Até que não foi mau. A espera não passou de uma página e meia de caderninho. Na mesma medida do chá de banco na Polícia Federal. O caso lá era tirar um passaporte novo.
Parece piada, mas, em vez de aumentar a validade do documento, seu prazo encolheu para 5 anos. Efeito da era Lulla.
Poxa, gente, assim nem dá tempo de desmanchar o pacotinhho de documentos da maratona passada. Março de 2008 não foi ha tanto tempo assim!
Estava tudo juntinho: certidões de casamento uruguaianense, sentença de divórcio cuiabana e averbação no local de origem do evento. Provavelmente intocado desde minha última visita a Polícia Federal sem ser a serviço (digo isso por que como repórter comparecia com frequência nas dependências da referida repartição).
Pois foi lá que o meu périplo burocrático anual atingiu seu ápice. Imaginem que o funcionário disse que minha certidão de casamento, aquele que começou em Uruguaiana, em 1981, se não me engano, e foi desfeito oficialmente em Cuiabá, em 1991, idem, idem, tinha que ser… ATUALIZADA.
Como assim, revalidar algo que já terminou há mais de 20 anos? Sinceramente, achei surreal demais. Segundo ele, minha certidão de ex casamento tem que ser refeita a cada 5 anos!
Ou seja: a cada passaporte novo terei que dar um pulinho a Uruguaiana, na fronteira do Rio Grande do Sul com a Argentina para requentar a ex papelada! Por que não me avisaram isso quando escolhi o marido, lá atrás? Teria prestado mais atenção no lugar em que oficializaria meu matrimônio. Bali, talvez?
É por essas e por outras que estou pensado em me exilar. Minha dúvida está em relação ao país escolhido para me abrigar. O Paraguay sempre foi minha primeira opção, por afinidade e amor a terra. Mas, agora, estou numa dúvida cruel. Tenho gostado muito do Uruguai, com seu presidente liberal, super sincero e com opiniões pertinentes sobre nossa vizinha argentina: “esta velha é pior que o caolho, disse Mujica “O caolho era mais político, essa é teimosa”, acrescentou o presidente uruguaio.
*Valéria del Cueto é jornalista, fotógrafa e gestora de carnaval. Essa crônica faz parte da série “Ponta do Leme”, do SEM FIM… delcueto.wordpress.com
O mercado de capitais é cruel e não perdoa quem lhe trata mal. Parece um recado desaforado ( e talvez seja). Após amargar mais um dia de queda ( + de 13 % negativo) a petroleira OGX, principal empresa do conglomerado EBX viu o preço de suas ações fechar no sugestivo valor de 1,71 , nesta sexta-feira. O cerco se fecha em cima do ainda bilionário : à medida que o preço das empresas cai, diminue o seu lastro das operações de financiamento, também conhecido como margin call. Ou seja, é preciso recompor as margens de garantia. E aí está o nó górdio da coisa : o grosso dos credores é de grandes bancos. Se correr o bicho pega, se ficar o bicho come. Eike , na visão do mercado, vendeu algumas miragens, e agora a conta está chegando. Mas também tudo pode ser uma grande armação. Ou seria a ação de “insiders” dentro da bolsa paulistana ? De qualquer forma, os aluguéis de OGX estão nas alturas, um indício que a sangria ainda não acabou. Agora, levar o preço até 1,71 foi um golpe de mestre da banca e sacanagem para o ego do homem que queria ser o rico nº 1 do mundo.
O Projeto Temático “Genômica Funcional em Plasmodium”, conduzido no Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo (IB-USP), tem vagas para doutorado e pós-doutorado.
Apoiado pela FAPESP, o projeto é coordenado pela professora Célia Regina da Silva Garcia, do Departamento de Fisiologia do IB-USP. O Temático visa desvendar mecanismos moleculares envolvidos em diversos processos celulares da biologia de parasitas de malária e sua relação com o hospedeiro para obtenção de suporte para o desenvolvimento de novos antimaláricos.
“O projeto tem como objetivo entender como o parasita utiliza receptores do tipo GPCR para sinalização celular e como fatores de transcrição e a via ubiquitina-proteossoma são modulados. Para tanto, utilizamos técnicas de microscopia confocal, biologia molecular e bioquímica. Nossas pesquisas também incluem screening de moléculas como potenciais novos antimaláricos”, disse Garcia.
Segundo pesquisadores, a elucidação dos mecanismos de controle do ciclo celular do Plasmodium, agente etiológico da malária, é de fundamental importância para o desenvolvimento de novas estratégias para o combate à doença.
“A malária afeta 250 milhões de pessoas anualmente e mais de 1 milhão de mortes são associadas à infecção por Plasmodium falciparum. O aumento da incidência da infecção e a resistência a medicamentos torna uma questão de urgência o desenvolvimento de novas drogas antimaláricas”, disse Garcia.
As vias de sinalização celular na relação patógeno-hospedeiro são pouco conhecidas. Utilizando uma abordagem de genômica funcional, o grupo do IB-USP identificou receptores do tipo GPCR no genoma do parasita.
Os interessados em se candidatar ao processo de seleção de bolsistas devem ter experiência em biologia molecular e/ou bioquímica. Currículos atualizados devem ser enviados para cgarcia@usp.br.
A magnífica manifestação de fé que acontece no Vale do Guaporé, na fronteira de Rondônia com a Bolívia, sob a ótica do cineasta Beto Bertagna. Um vídeo histórico, realizado no centenário da festa,em Pedras Negras, no ano de 1994. Produção em Betacam/SP. Também dirigido por Luiz Brito. Narração de Celso Ferreira. Trilha Sonora, Marcelo Pereira. Roteiro de Nelson Townes. 24 minutos
onde o asfalto torna-se rarefeito, os caminhos entram em balanços sem molas nem bolas, também vão desaparecendo sinalizações, numerações, fiscalizações, cadê Estado? onde o Estado se ausenta, apresentam-se igrejas, igrejas e igrejas de Deuses em cada esquina. onde em cada esquina o grafite resplandece e colore, frases de resistência brotam
A Comissão de Seguridade Social e Família aprovou proposta que prevê punição para estudantes que desrespeitarem professores ou violarem regras éticas e de comportamento de instituições de ensino.
Pelo Projeto de Lei 267/11, da deputada Cida Borghetti (PP-PR), o estudante infrator ficará sujeito a suspensão e, na hipótese de reincidência grave, será encaminhamento à autoridade judiciária competente. A proposta muda o Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei 8.069/90) para incluir o respeito aos códigos de ética e de conduta das escolas como responsabilidade e dever da criança e do adolescente estudante.
A proposta PL-267/2011 que tramita em caráter conclusivo, ainda será analisada pelas comissões de Educação e Cultura; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
O professor Hugo Schwyzer leciona História na Pasadena City College desde 1993. Lá criou disciplinas pitorescas como “Homem e masculinidade” e “Beleza e imagem corporal”.
Há um ano ele oferece um curso chamado Navigating Pornography, matéria optativa sem pré-requisitos para a qual anda convidando estrelas pornôs como palestrantes, gente comoKelly Shibari e Alana Evans.
Há algumas semanas, o mestre-escola está dando o que falar.
No dia 28 de fevereiro de 2013, o palestrante convidado era um sujeito chamado James Deen, ex-aluno daquela faculdade, hoje premiado ator pornô. Sim, é um pseudônimo gracioso, o nome verdadeiro é Bryan Mathew Sevilla.
Nos filmes pornográficos, você deve lembrar, os homens quase sempre não eram bonitos. Muitas vezes eram gordos, hirsutos e suados. Como Ron Jeremy. Hoje, nos filmes de maior sucesso, os homens são como James Deen.
O fato é que a direção da escola bloqueou o acesso da comunidade à palestra (as sessões são sempre abertas) e o encontro ficou restrito aos 35 alunos matriculados no curso. O ato foi considerado censura, Schwyzer saiu atirando.
A direção da faculdade nega qualquer tipo de arbitrariedade e alega que a decisão foi tomada com base em questões burocráticas.
O professor disse, entre outras coisas, que a escola ficou incomodada com a excitação sexual das meninas. Segundo ele, elas gostam bastante de pornografia e tem gente que ainda tem problemas em falar sobre o assunto.
Antes de esclarecer algumas particularidades sobre a mentira com a ajuda da especialista Susi é importante entender um pouco mais sobre o assunto. Você sabe como surgiu essa comemoração? Pesquisas mostram que a data comemorativa, surgiu na França, quando o rei Carlos IX, mudou a data do Ano Novo, que até então era comemorada de 25 de março a 1º de abril, para o dia 1º de janeiro. Como muitos franceses não concordaram com a nova data, eles resolveram ignorar a mudança e comemorar o Ano Novo em abril. Para reivindicar eles passaram a enviar presentes estranhos ou convites de festas que não existiam para quem aceitou a decisão. E foi assim que o dia 1º de Abril ficou conhecido como o Dia da Mentira.
Na França seu nome é “Poisson d’avril”, na Itália “pesce d’aprile” e aqui no Brasil “Dia da Mentira”. Os motivos para contar uma mentira são inúmeros, que vão desde quando a pessoa se sente insegura ou incapaz de lidar com alguma situação ou realidade, e também os casos quando há uma necessidade de se sobressair em alguma ocasião. “Há situações em que o ser humano confunde a mentira com realidade, e acaba enganando a si mesmo”, explica a psicóloga do Hospital e Maternidade São Cristóvão, Susi Andrade.
No Brasil, comenta-se que o primeiro estado brasileiro a adotar a brincadeira foi Pernambuco, onde uma informação mentirosa foi transmitida, em 1º de abril de 1848, sobre o falecimento de D. Pedro. O fato só foi desmentido no dia seguinte.
Assim como na história, muitas pessoas mentem por diversão, mas até que ponto isso é saudável? De acordo com a especialista para muitas pessoas mentir já se tornou um hábito e um mal necessário, para outras é algo que se deve evitar ao máximo, pois pode afetar diretamente o próximo ou até mesmo tornar-se um vício. “Existe uma forte questão moral envolvida quando o indivíduo decide mentir, a pessoa sabe que não está falando a verdade, mas não consegue evitar o fato ou reconhecer que mentiu. Isso dependerá muito da formação psicológica e caráter de cada um”, explica a psicóloga.
Se você é um defensor da mentira “inocente” a profissional esclarece, “Realmente há casos em que a mentira não prejudica de forma agressiva a pessoa ou quem está a sua volta, exemplo disso é quando alguém pergunta se gostamos de alguma coisa em seu visual e com receio de ofender respondemos com uma mentira”. Mas Susi Andrade orienta que toda mentira tem suas consequências e chances de ser descoberta. A melhor forma de evitar a mentira e sair de uma situação semelhante é falar de forma sutil e polida sua opinião.
Para quem acredita que a mentira tem “perna curta”, a psicóloga explica que existe essa crença, pois a base da mentira é a ficção. Quando a mentira é contada mais de uma vez, existe uma perda de força, pois o contexto é contaminado por fragmentos da verdade ou por outra mentira. Devido a isso a pessoa tem sua história desmoralizada dando espaço para a verdade aparecer.
Quando a mentira é dita por crianças, a especialista do São Cristóvão explica que há vários motivos para tal comportamento, um deles pode ser o medo de serem repreendidos ou receber castigos. É importante verificar também se um dos familiares está apresentando a mesma atitude. “Crianças não têm a personalidade formada ainda e é natural que elas imitem certos comportamentos. Em casos assim o ideal é que haja uma conversa tranquila sobre o assunto, de forma a apontar os males de quem mente muito. Histórias como Pedro e o lobo, Pinóquio podem ilustrar os riscos de mentir”.
Para finalizar, Susi reforça que nos casos em que mentir tornou-se um hábito é preciso que as pessoas mais próximas acompanhem o dia a dia dessa pessoa e identifique se mesmo em situações simples ela altera a realidade em seu suposto benefício. A mentira patológica pode ser identificada através de histórias fantásticas ou por mentiras simples, porém frequentes. Nestes casos o ideal é que a pessoa busque um tratamento psicológico o quanto antes.
Meu advogado, Cesar Kloury, me proíbe de discutir especificidades sobre a sentença da Justiça carioca que me condenou a pagar 30 mil reais ao diretor de Central Globo de Jornalismo, Ali Kamel, supostamente por mover contra ele uma “campanha difamatória” em 28 posts do Viomundo, todos ligados a críticas políticas que fiz a Kamel em circunstâncias diretamente relacionadas à campanha presidencial de 2006, quando eu era repórter da Globo.
Por Luiz Carlos Azenha*, no blog Viomundo
Lembro: eu não era um qualquer, na Globo, então. Era recém-chegado de ser correspondente da emissora em Nova York. Fui o repórter destacado para cobrir o candidato tucano Geraldo Alckmin durante a campanha de 2006. Ouvi, na redação de São Paulo, diretamente do então editor de economia do Jornal Nacional, Marco Aurélio Mello, que tinha sido determinado desde o Rio que as reportagens de economia deveriam ser “esquecidas”– tirar o pé, foi a frase — porque supostamente poderiam beneficiar a reeleição de Lula.
Vi colegas, como Mariana Kotscho e Cecília Negrão, reclamando que a cobertura da emissora nas eleiçà µes presidenciais não era imparcial.
Um importante repórter da emissora ligava para o então ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, dizendo que a Globo pretendia entregar a eleição para o tucano Geraldo Alckmin. Ouvi o telefonema. Mais tarde, instado pelo próprio ministro, confirmei o que era também minha impressão.
Pessoalmente, tive uma reportagem potencialmente danosa para o então candidato a governador de São Paulo, José Serra, censurada. A reportagem dava conta de que Serra, enquanto ministro, tinha autorizado a maior parte das doações irregulares de ambulâncias a prefeituras.
Quando uma produtora localizou no interior de Minas Gerais o ex-assessor do ministro da Saúde Serra, Platão Fischer-Puller, que poderia esclarecer aspectos obscuros sobre a gestão do ministro no governo FHC, ela foi desencorajada a perseguí-lo, enquanto todos os recursos da emissora foram destinados a denunciar o contador do PT Delúbio Soares e o ex-ministro da Saúde Humberto Costa, este posteriormente absolvido de todas as acusações.
Tive reportagem sobre Carlinhos Cachoeira — muito mais tarde revelado como fonte da revista Veja para escândalos do governo Lula — ‘deslocada’ de telejornal mais nobre da emissora para o Bom Dia Brasil, como pode atestar o então editor Marco Aurélio Mello.
Num episódio específico, fui perseguido na redação por um feitor munido de um rádio de comunicação com o qual falava diretamente com o Rio de Janeiro: tratava-se de obter minha assinatura para um abaixo-assinado em apoio a Ali Kamel sobre a co bertura das eleições de 2006.
Considero que isso caracteriza assédio moral, já que o beneficiado pelo abaixo-assinado era chefe e poderia promover ou prejudicar subordinados de acordo com a adesão.
Argumentei, então, que o comentarista de política da Globo, Arnaldo Jabor, havia dito em plena campanha eleitoral que Lula era comparável ao ditador da Coréia do Norte, Kim Il-Sung, e que não acreditava ser essa postura compatível com a suposta imparcialidade da emissora. Resposta do editor, que hoje ocupa importante cargo na hierarquia da Globo: Jabor era o “palhaço” da casa, não deveria ser levado a sério.
No dia do primeiro turno das eleições, alertado por colega, ouvi uma gravação entre o delegado da Polícia Federal Edmilson Bruno e um grupo de jornalistas, na qual eles combinavam como deveria ser feito o vazamento das fotos do dinheiro que teria sido usado pelo PT para comprar um dossiê contra o candidato Serra.
Achei o assunto relevante e reproduzi uma transcrição — confesso, defeituosa pela pressa – no Viomundo.
Fui advertido por telefone pelo atual chefão da Globo, Carlos Henrique Schroeder, de que não deveria ter revelado em meu blog pessoal, hospedado na Globo.com, informações levantadas durante meu trabalho como repórter da emissora.
Contestei: a gravação, em minha opinião, era jornalisticamente relevante para o entendimento de todo o contexto do vazamento, que se deu exatamente na véspera do primeiro turno.
Enojado com o que havia testemunhado ao longo de 2006, inclusive com a represália exercida contra colegas — dentre os quais Rodrigo Vianna, Marco Aurélio Mello e Carlos Dornelles — e interessado especialmente em conhecer o mundo da blogosfera — pedi antecipadamente a rescisão de meu contrato com a emissora, na qual ganhava salário de alto executivo, com mais de um ano de antecedência, assumindo o compromisso de não trabalhar para outra emissora antes do vencimento do contrato pelo qual já não recebia salário.
Ou seja, fiz isso apesar dos grandes danos para minha carreira profissional e meu sustento pessoal.
Apesar das mentiras, ilações e tentativas de assassinato de caráter, perpretradas pelo jornal O Globo* e colunistas associados de Veja, friso: sempre vivi de meu salário. Este site sempre foi mantido graças a meu próprio salário de jornalista-trabalhador.
O objetivo do Viomundo sempre foi o de defender o interesse público e os movimentos sociais, sub-representados na mídia corporativa. Declaramos oficialmente: não recebemos patrocínio de governos ou empresas públicas ou estatais, ao contrário da Folha, de O Globo ou do Estadão. Nem do governo federal, nem de governos estaduais ou municipais.
Porém, para tudo existe um limite. A ação que me foi movida pela TV Globo (nominalmente por Ali Kamel) me custou R$ 30 mil reais em honorários advocatícios.
Fora o que eventualmente terei de gastar para derrotá-la. Agora, pensem comigo: qual é o limite das O rganizações Globo para gastar com advogados?
O objetivo da emissora, ainda que por vias tortas, é claro: intimidar e calar aqueles que são capazes de desvendar o que se passa nos bastidores dela, justamente por terem fontes e conhecimento das engrenagens globais.
Sou arrimo de família: sustento mãe, irmão, ajudo irmã, filhas e mantenho este site graças a dinheiro de meu próprio bolso e da valiosa colaboração gratuita de milhares de leitores.
Cheguei ao extremo de meu limite financeiro, o que obviamente não é o caso das Organizações Globo, que concentram pelo menos 50% de todas as verbas publicitárias do Brasil, com o equivalente poder político, midiático e lobístico.
Pronto, era o que faltava! Entramos pra lista dos arautos do fim do mundo. Antes de ardermos numa fogueira, em praça pública, vamos pedir perdão ao Papa Chico, o argentino da vez, ou então pro seu chefe, Deus todo poderoso, que tem maior patente e poder, além de brasileiro como nós. Mas agora acaba esse mundo doido! Tanto fizeram que dessa ele não escapa. Não é possível, a cada dia o troço piora! Parece mesmo que estamos prá lá da casa de mãe Joana, bem na esquina do musicalmente sem jeito! Em plena semana santa descobrimos que o nosso grande pecado é a música mortal, aquela que não diz nada, não é nada, mas leva à loucura e ao encontro com a morte e sua afiada foice da degola. As tristes notícias do falecimento do Emílio Santiago na semana passada e o coma irreversível do grande sanfoneiro Dominguinhos, o último the best do sertão, nos trouxe muita tristeza. Como não bastasse, tem ainda as catástrofes de todas as ordens que assolam a música brasileira. A MPB vem sendo violentamente trucidada nos últimos anos. Virou alvo indefeso, verdadeiro tronco de açoite e extermínio, sob os auspícios da famigerada indústria cultural que voa em céu de brigadeiro impondo sua doutrina, derramando sobre nós as suas porcarias, criando a submissa massa de manobra e reinando absoluta, ditando as regras que levam ao consumo exagerado de doses cavalares desse irreversível veneno. De há muito os caras inventaram e botaram pra funcionar uma grande geringonça que liquidifica e joga no lixo o que é bom. As composições e produções qualitativas, quando de suas aparições tem vida curta, nascem na aurora e logo perecem, sucumbem antes do arrebol, vitimadas pela voracidade do monstrengo avassalador. Pior, essa máquina do apocalipse produz, em irrefreável escala, toneladas de gravações com o rótulo do mau gosto, bugigangas não recicláveis. São cd´s, dvd´s, clips, além de shows e outros vastos conteúdos desconectados da formação e da informação. Apartado da poesia e do melodioso, esse nutriente da deseducação se avoluma por todo o planeta e se propaga pelas ondas (tsunamis) de muitas rádios fm´s e programas de TV, casa de shows, lojas de disco e especializadas bancas de pirataria, os ditos showroom dessas invenções. Seus efeitos são de potentes ogivas catastróficas e vão destruir cérebros, aniquilar cucas boas e ruins. E assim, antes da escuridão total, o paupérrimo da música, feito o éter do alucínio, vai agir no cérebro levando a humanidade à demência cultural. Moribunda e apátrida, será ela transeunte do sem rumo. Vixe! Credo em cruz! Ave Maria! Toc toc toc na madeira com dedos cruzados! Deus nos livre dessa máquina do fim dos tempos! Acordem profetas do fim do mundo, espertai-vos torcedores do Nostradamus e simpatizantes do calendário maia, vinde! xamãs do mundo inteiro, adivinhões e palpiteiros do universo, levantem-se, sublevem-se! Quem vai acabar com o mundo já está entre nós e não vai ser é céu quando cair ou os mares quando subirem, nem mesmo a besta fera quando pintar na área. Em nosso meio já desfila com seus apelos e poder de arrebatamento a anti-música, vamos explodir, é o juízo final! Agora o volante da MPB é seu, pegue-o, segure firme e saia em desgovernada balada com o lek lek o hit que chama pra uma possível viagem sem volta já que você “vai girando, girando, girando prum lado, depois girando, girando, girando pro outro, aaaaaah leklek lek lek lek…” Aí já viu né? Tonto que o cabra está é só cair e esperar o piripaque final! O ruim desse negócio é que a pessoa com o labirinto em total plano de desordem, por tamanha tontura, não contempla os detalhes de tão arrebatadora poesia, os arranjos, a orquestração, que pena! E não pense que alguém está imune, todo mundo vai ser acometido, a letra joga a praga final dizendo: “nas comunidades esse passinho já estourou, dança até titia, vovó e também vovó”. Este é apenas o saldo do esforço concentrado de uns adolescentes duma comunidade no Rio de Janeiro que, artesanalmente, produziram um vídeo, jogaram na internet e puft, aconteceu! A indústria cultural, esfomeada como ela só, já se apropriou, botou debaixo do braço e empurra a toda hora esse negócio pra gente engolir. Até o Neymar, aquele jogador arrepiado, aderiu, ao invés de procurar jogar bem pela seleção canarinho. Tá vendo torcida brasileira, não tem mesmo como sair à francesa, sua hora é chegada! Essa coisa de volante na MPB é uma realidade que já trouxe até aqui, muita coisa ruim, ninguém veio a pé, todos vieram trazidos de alguma forma e jeito, são os passageiros do avião do forró, bonde forró, trem do forró e caroneiros do camaro amarelo. Até nas asas dos gaviões do forró veio gente proliferando por aqui mais uma praga em forma de música, kkkk! Nos próximos dias descerá em terras karipuna ele, o astro, o incomparável, o bam bam bam, o pegador, o novo rei da música – pelo menos nos próximos quatro meses – Wesley Safadão e sua banda Garota Safada. Como ele vem aportar aqui não sei; talvez trazido pelos ventos que sopram a nau da safadeza pra tudo que é lado! Kkkkk! Como não tem escapatória, comprarei ingressos pra mim e alguns amigos, dentre eles, o Sílvio Santos, Ernesto Melo, Basinho, Oscar Knightz, Misteira, Pedro Vilson, Bainha e outros mais. E que o bom Deus cuide do que sobrar de nós, se é que vai sobrar!
Está aberta a temporada do checkup, o que faz do querido e indispensável caderninho, onde escrevinho minhas crônicas, o campeão imbatível de audiência literária e cotidiana.
Ele é a melhor companhia enquanto aguardo a vez de ser atendida e evita que eu tente descobrir por que agora a clínica que frequento criou mais um balcão para que os pacientes atinjam o nirvana dos sofisticados aparelhos ultrassonográficos e afins.
Chama-se “pré-atendimento” informa a placa e faz com que percamos mais tempo numa nova, emocionante e inútil fila. Segura, peoa!
Estou quieta. Mas não me deixam em paz. Acabo de ser informada que a Golden Cross não autorizou a realização dos exames solicitados pelo médico.
O motivo? É automático: faz menos de um ano que fiz a última volta olímpica nas clínicas e laboratórios. Eles querem saber por que adiantei em 2 meses meu último checkup.
Pensei em várias respostas, umas mais educadas, outras com alguma picardia… Mas, nenhuma tão boa quanto a da atendente da clínica que resumiu assim minha última pendenga:
- Alguém faz exames médicos por esporte? – pergunta.
O melhor foi a envesgadinha do olhar que acompanhou a observação da moça.
Falou e disse menina! Resumiu perfeitamente a ópera bufa dos clientes de planos de saúde no nosso Brasil varonil…
Ou seja: é ele, o plano, que decide quando você pode precisar usá-lo!
É claro que isso, mediante a módica quantia de quase um salário mínimo de mensalidade.
Alguém pode chamar a polícia pra fazer o seu papel? Botar em cana essas quadrilhas homologadas pelo governo federal?
Enquanto me informo sobre o procedimento, finalmente autorizado, a senhora do guichê ao lado me parabeniza, com os olhos cheios de inveja (boa):
- Parabéns, milha filha, sorte sua. Pelo mesmo motivo tive de adiar meus exames ano passado. Não consegui essa autorização – diz ela, com olhos cansados.
Ah, se fosse comigo! Quer dizer que se tiver que viajar no mês que o plano bondosamente decidiu que estou apta para fazer os exames e magnanimamente se dispõe a autorizá-los, ou, quem sabe, meu médico tenha conseguido um encaixe na sua lotadíssima agenda antes da temporada autorizada, perdi?
Sei não. Talvez seja melhor mandar os planos de saúde catar coquinhos e procurar uma UPA!
Tão lindas, tão vazias e eficientes! Tão cheias de recursos e de médicos e enfermeiras sorridentes nos reclames institucionais (pagos com nosso suado e vilipendiado dinheiro) do governo…
Quem diz e mostra essas ilhas de tranquilidade e bom atendimento é a propaganda oficial, disseminada e massificada nos horários nobres das TVs, rádios, jornais e redes sociais.
Bom, diante dessa última reflexão e suas inúmeras possibilidades, decidi pedir ao meu médico outras autorizações. Acho que preciso de novas avaliações, desta vez, numa especialidade inédita no meu prontuário medico/hospitalar.
Só um psiquiatra para me ajudar a cair na realidade e deixar de aventar hipóteses e possibilidades mirabolantes que existem apenas nos contos da carochinha, nas propagandas enganosas e nos discursos de políticos sem vergonhas!
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*Valéria del Cueto é jornalista, fotógrafa e gestora de carnaval. Essa crônica faz parte da série “Ponta do Leme”, do SEM FIM… delcueto.wordpress.com
Desafio de muitos professores, a leitura, em muitas escolas, está em “maus lençóis”. Há alunos que, simplesmente, dormem nas aulas. Tudo isso tende a deixar muitos professores desmotivados. Mas, acalmem-se, há meios para vencer esses obstáculos. Uma das dicas começa antes de o livro ser aberto ou até mesmo antes de o aluno pensar que a aula será dedicada à leitura.
Para se ter ideia da dimensão desse assunto, pense num professor de língua portuguesa que, ao entrar na sala de aula, diz aos seus alunos que o adjetivo é a palavra que qualifica o substantivo. Ora, desculpe-me, mas alguém perguntou alguma coisa do tipo? A resposta, nesse caso específico, é não. Não houve nenhum método para despertar interesse, curiosidade ou vontade de querer saber sobre algo.
Esse modelo de aula, ou seja, essa forma de somente chegar à sala e despejar uma série de conteúdos não é mais atrativa. Aqui, então, resumimos a primeira dica para uma aula interessante de leitura: o despertar do interesse, da vontade de conhecer e de saber sobre algum fato.
Nessa mesma linha de raciocínio, não comece a aula de leitura sem verificar o local em que ela deverá acontecer. Pense em métodos para garantir que a sala tenha um ambiente fresco e agradável, de modo a não cansar o aluno leitor no meio de seu percurso.
Considere que tudo em nossa vida é assim, praticamente nada do que fazemos o fazemos sem estímulos. Para você assistir a uma novela ou a um filme do início ao final, por exemplo, muitas técnicas são utilizadas, pois, caso contrário, você troca de canal ou desliga a televisão. No processo de leitura também ocorre isso. O professor precisa entender a linguagem que há por trás dela. Essa linguagem aqui é entendida como os meios que nos tornaram leitores assíduos de conteúdos diversos, isso se assim o formos de fato.
Outra dica para descobrir algumas técnicas para ajudar seus alunos a tomarem gosto pela leitura é você dedicar-se a conhecer os processos que foram capazes de formar outros leitores. Por isso, que tal uma entrevista em bibliotecas públicas de sua cidade para, num bate-papo, descobrir o porquê e como pessoas comuns, de todas as idades, mantêm esse saudável hábito?
Por fim, dê objetivo à leitura de seus alunos, não os aprisione em textos que são bonitos apenas a você. Assim, você terá grandes chances de permitir que cada um deles descubra que, lendo, poderá ter muitas de suas próprias necessidades satisfeitas. Quando chegar a esse ponto, você vai entender que não precisará se preocupar tanto com outros pontos da vida acadêmica e social de seus alunos.
Já bem sabemos que somos seres de necessidades satisfeitas, ou seja, a cada satisfação, outro desejo se mostra a nossa frente.
O aluno leitor saberá muito bem como e onde buscar suas próprias respostas, beneficiando, dessa forma, todas as áreas de sua vida.
Proposta do deputado João Campos (PSDB) põe fim ao estado laico no Brasil
Se é que existe a laicidade no Brasil, onde, pelo menos teoricamente, a religião não interfere no Estado, ela está para ter seu fim. Isso porque na manhã desta quarta-feira, 27 de março, a Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou a Proposta de Emenda à Constituição 99/11, do deputado João Campos (PSDB-GO / foto ao lado).
Pela proposta, religiosos poderão questionar decisões judiciais como a legalidade da união estável para casais de mesmo sexo, aprovada no Supremo em maio de 2011.
O texto segue para ser votado em plenário e, se aprovado, segue para votação no Senado Federal. A Ementa da PEC 99/11 versa que caso o texto seja aprovado ele “Acrescenta ao art. 103, da Constituição Federal, o inciso X, que dispõe sobre a capacidade postulatória das Associações Religiosas para propor ação de inconstitucionalidade e ação declaratória de constitucionalidade de leis ou atos normativos, perante a Constituição Federal”.
Entre estas entidades estão, por exemplo, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), o Supremo Concílio da Igreja Presbiteriana do Brasil e a Convenção Batista Nacional. A proposta será analisada por uma comissão especial e, em seguida, votada em dois turnos pelo Plenário.
Leia aqui a matéria completa da Agência Câmara
O trabalho é resultado da parceria entre a Associação dos Amigos do Arquivo Público de São Paulo e o projeto Marcas da Memória da Comissão de Anistia, do Ministério da Justiça, com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp).
Os arquivos e prontuários do extinto Departamento Estadual de Ordem Política e Social de São Paulo, (Deops), órgão de
repressão do país no período da ditadura, poderão ser acessados na internet a partir da próxima segunda-feira (1º). Ao todo, cerca de 1 milhão de páginas de documentação foram digitalizadas.
A digitalização dos documentos foi feita em dois anos e deve continuar até 2014. Para a realização do trabalho, a Comissão de Anistia transferiu mais de R$ 400 mil à Associação de Amigos do Arquivo. Em dezembro de 2012, o Ministério da Justiça autorizou novo repasse, de mais R$ 370 mil, para digitalização de outros acervos.De acordo com o Ministério da Justiça, as informações, além de serem um importante registro histórico, poderão facilitar o trabalho de reparação feito pela Comissão de Anistia, uma vez que poderão ser usadas como ferramenta para que perseguidos políticos consigam comprovar parte das agressões sofridas.
Preclaros, sábado haverá malhação, se Ele quiser (ou a lagoa ainda está lá nas terras paulistanas alagadas).
Edward Bernays
Freud, o pobretão, teve um sobrinho astuto chamado Edward Bernays, que ao contrário do tio, usou as descobertas da mente humana para ganhar algum e como ganhou…..Em tempos de paz, nada como usar o Eu para empurrar produtos para a gentalha ávida em ser diferenciada.
No vídeo http://vimeo.com/32870968 , ensina como se fazer uma boa relações públicas usando processos atávicos que incluem a natureza egocêntrica e com necessidade de se afirmar junto à sociedade de clones enfadonhos e pasteurizados como por exemplo, os adoradores da Búlgara.
NR : Aproveite a visita ao sítio do Prof. Hariovaldo Almeida Prado e vote na enquete que está meticulosamente sendo realizada por lá. Quem deve liderar os homens bons como macho alfa?
O filme “A pele que habito”, de Pedro Almodóvar, rompe deliberadamente com expectativas de gêneros ao explorar o tema da construção sociocultural dos papéis masculino e feminino por meio da situação-limite da transexualidade forçada, que se origina de uma trama de vingança – em si mesma equivocada enquanto trama de vingança – de um pai/cientista que, tropologicamente, sobrepõe Pigmaleão eFrankenstein em sua caracterização dramática.
O filme se mantém numa zona liminar ao sobrepor uma trama de ficção científica – em chave biotecnológica – ao tema da transexualidade. Os dois gêneros (literário e sexual) não se realizam de fato, embora o roteiro tenha sido engenhosamente concebido para criar tal expectativa ao não seguir uma linearidade cronológica. Somente ao final percebemos que Vicente/Vera (transexualidade forçada) não realiza o que seria previsível no gênero de ficção científica de chave biotecnológica: o mutante não assume efetivamente as pressupostas características psicológicas do novo ‘corpo’ (em si mesmo, uma ilusão montada por meio de castração cirúrgico-psicológica e ‘pele de porco’), ou o assume estrategicamente, conforme uma expectativa estereotipada de papéis sexuais, como meio de sobreviver frente ao mundo de confinamento criado pelo cientista Robert e que provoca a sua vulnerabilidade momentânea, suportável porque aceita o ópio que Robert lhe oferece “para esquecer”.
Mesmo Ilegal, a farra do boi resiste nas praias de SC na Semana Santa. Armados com paus e pedras, grupos de até cem pessoas costumam se reunir às escondidas em praias catarinenses nesta época do ano pra provocar bois e, em seguida, fugir das chifradas. A farra do boi, considerada crime pela legislação e “uma tradição” pelos farristas, ocorre no litoral durante a Semana Santa e quase sempre termina mal para o bicho. Nos últimos cinco anos, ao menos 72 bois e vacas precisaram ser sacrificados devido à gravidade dos ferimentos ou por serem apreendidos sem atestados sanitários.Nessa semana, 11 pessoas foram detidas por essa prática em Florianópolis. Todas foram liberadas. Esse registro chamou a atenção de moradores porque ocorreu em área urbana. O combate à farra reúne governo, polícias, Promotoria, ONGs e órgãos ambientais. Além de barreiras pra conter o transporte de animais, há campanhas de prevenção em escolas do Estado. A repressão resultou em queda de ocorrências, mas as farras resistem. Entre 2007 e 2012, a PM foi acionada 1.583 vezes para intervir em episódios ligados à farra do boi. Para o antropólogo Eugênio Lacerda, da Universidade Federal de Santa Catarina, há “certo preconceito contra a farra”. “As populações litorâneas sempre alegaram que o intuito não é machucar, mas brincar com o animal.”
Receber uma notícia ruim inesperada ou ficar deprimido após uma perda abrupta são situações de estresse intenso que causam dor no coração, metáfora que ilustra com perfeição o problema, a chamada “síndrome do coração partido”. Cientificamente conhecida como cardiomiopatia de Takotsubo, ela acomete nove mulheres para cada homem, principalmente as que estão no período pós-menopausa.
“Ao sofrer uma situação inesperada de estresse intenso, por uma perda ou briga, ocorre uma descarga de hormônios estimulantes, como a adrenalina, dificultando o funcionamento do coração, fazendo com que a pessoa sofra um leve infarto”, explica o Dr. Wing Carvalho Lima, cardiologista do Hospital do Coração do Brasil.
Fortes emoções podem fazer com que o corpo sofra uma descarga de adrenalina, que atrapalha o bom funcionamento do coração após um estresse extremo. O coração não está preparado para receber esta alta quantidade de hormônios, o organismo reconhece esse efeito como uma intoxicação, causando o infarto. Falta de ar, cansaço e dor no peito são os principais sintomas, pois as artérias do coração ficam obstruídas dificultando o bombeamento e a passagem do sangue. Felizmente, os infartos causados são leves, uma vez que as artérias não estão entupidas, facilitando a rápida recuperação.
Não existem fórmulas prontas para se prevenir. O perfil psicológico do paciente que não consegue lidar com as adversidades da vida é o principal fator para torná-lo mais predisposto a desenvolver a síndrome. “Pessoas explosivas, que lidam com o estresse de maneira intensa, mulheres mais idosas e que já estão na menopausa têm maior predisposição”, afirma o especialista. O diagnóstico é feito pela avaliação médica dos sintomas apresentados e os exames de ecocardiograma e cateterismo avaliam o estado físico do coração.
Pessoas que praticam atividades físicas diminuem as chances de sofrer esta síndrome, pois, o corpo está acostumado com uma quantidade maior de hormônios estimulantes liberados durante os exercícios. O tratamento é realizado à base de medicações. Portanto, caso haja incidência grave, o paciente é mantido sob observação médica até que as taxas de hormônios do corpo se normalizem. Encarar os problemas com mais leveza é a melhor forma de manter o coração saudável e feliz. “O acompanhamento psicológico é indicado para que o paciente aprenda a lidar com situações de estresse com mais tranquilidade e que novos casos desta síndrome possam ser controladas”, conclui Wing.
O governo está numa sinuca de bicos, sem saída, praticamente a sua derrota é líquida e certa. O esgotamento da fórmula mentirosa que alçou Lula ao posto indevido de presidente da República não deixa saídas ao clã do PT senão o exílio em Cuba, após serem apeados do poder em 2014 por um representante dos homens de bem, certamente Aécio Neves.
Dilma, impopular, será rejeitada por grande parte do eleitorado no próximo pleito e não terá alternativas senão renunciar a candidatura, não podendo contar com a ajuda de Lula pois o mesmo certamente já estará preso por Gurgel. A dama de ferro bolchevista com seu governo desastroso será rapidamente esquecida, sendo citada somente num rodapé da biografia criminal de Lula.
Lula nem se fala, será um espectro sombrio, quase apagado, que pairará nas regiões desérticas do comunismo nacional, de quem poucos se recordarão e cujo nome será apagado da história nacional, como qualquer nome escrito na areia da praia é apagado pelas ondas do mar.
Filmes são um “Amor além da vida” para os brasileiros e qualquer outra pessoa do mundo. Eles mexem com o imaginário e fazem as pessoas ficarem “À espera de um milagre” e “Em busca do vale encantado” depois de vê-los, como se existisse mesmo uma “Cidade dos sonhos” em “Um lugar chamado Nothing Hill” ou outro qualquer. Mas existe uma “Alta Tensão” entre os títulos originais de filmes estrangeiros e suas traduções.
É neste tom que o tradutor Iuri Abreu traz para o país uma obra inovadora, que analisa quase 300 filmes estrangeiros e suas traduções no Brasil e em Portugal. Quem nunca pensou qual a razão para subtítulos tão engraçados quanto desnecessários como “Debi & Loide – Dois idiotas em apuros”, “Kung Pow – O mestre da Kung-Fu-São” e “Moulin Rouge – Amor em Vermelho”? O autor explica todas elas em Perdidos na Tradução, um verdadeiro guia publicado pela editora Belas-Letras.
Como diz Iuri – que trocou bits e bytes pelo estudo da linguagem humana –, não é preciso muita intimidade com a língua inglesa para perceber que alguns títulos nacionais de filmes estrangeiros são totalmente infiéis ao original. “Poesia é o que se perde na tradução”, já dizia o poeta norte-americano Robert Frost.
Segundo o autor, tradutor bom é tradutor invisível. Mas no caso de filmes, ele sai em defesa de seus colegas, porque a decisão fica a cargo da distribuidora. “É mais uma questão de encontrar um título adequado ao mercado brasileiro. É mais marketing que tradução”, explica.
Enquanto isso, nós, admiradores da sétima arte, sejamos jornalistas-leitores, podemos aproveitar a criação desta obra para nos divertir e refletir sobre os títulos dos nossos favoritos e dos nossos odiados filmes (sempre existe um!). Além de conhecer novos através das sinopses do autor, e expandir o conhecimento sobre o mercado e os bastidores do mercado cinematográfico.
Perdidos na Tradução tem 283 páginas divididas em cinco capítulos – A Maldição do Subtítulo; Poesia Pura; Liberdade Total; Fieis ao Original e Entregando o Jogo. Filmes famosos como “O Poderoso Chefão”, “E o Vento Levou” e “Rambo – Programado para Matar” são apenas alguns dos casos curiosos no processo de tradução. Além de se divertir com a escrita, quem o ler certamente vai concordar com muitas observações, senão todas, que Abreu aponta.
Foi um deus nos acuda quando Anastasia Volochkova foi dispensada do posto de primeira bailarina do Ballet Bolshoi, em 2003. Ela — e muita gente na Rússia — ficou inconformada. A companhia teria dito que ela estava “acima do peso”, que estava “difícil levantá-la”. A moça não aceitou, disse na época que havia uma conspiração contra ela e processou o ballet. A notícia correu o mundo.
Dois fragmentos da pequena “grande narrativa” que tem sido a renúncia e substituição de Joseph Ratzinger no papado chamaram a atenção deste desprevenido escriba. O primeiro foi a cena do papa renunciante subindo num helicóptero rumo a seu retiro espiritual; o segundo, sua declaração de que houve momentos de seu reinado pontifício que “o Senhor parecia estar dormindo”. Ambos remetem a uma sensação de incompatibilidade entre a crença religiosa e o mundo contemporâneo. E, antes que venham com seus rótulos os comentadores de artigos sem os ler, fique esclarecido que a própria abordagem do tema aqui, ainda mais partindo da leitura de dois filósofos que defendem a crença na divindade, desautoriza qualquer comentário organizado em torno da palavra “ateu”.
Bento XVI de helicóptero. Ninguém seria besta de fazer o papel do Tentador e perguntar por que “Sua Santidade”, há menos de uma década o sucedâneo dos inquisidores de antanho, não voou por conta própria para Castel Gandolfo. Mas é uma imagem incômoda o dito procurador do Cristo zanzar pelos céus no ventre de uma criatura tão representativa do que existe de mais anticristão, a tecnologia que torna crescentemente dispensável e imponderável qualquer intervenção sobrenatural na vida dos homens. Se o helicóptero caísse, o que diriam as pessoas? Que Deus havia castigado o pontífice boné-pedinte ou que o acidente era uma prova da investidura ilegítima do bispo de Roma como sucessor de Pedro? Ou que besteira outra?
Agora deram pra perguntar o que é. O Sem Fim… é registro de aventuras e suas respectivas produções que podem – e costumam – ser aventuras maiores ainda.
Começou lá atrás, em Cuiabá, 1997, com a criação do “Diário de Bordo” da produção e filmagens do curta “História Sem Fim… do Rio Paraguai – o relatório”.
Era preciso criar um canal de comunicação com quem tinha interesse no projeto e em acompanhar as ações necessárias (e foram tantas) para sua realização. Impresso em papel ofício colorido, o fanzine (era isso?) trazia nas margens superior e inferior os bichinhos do pantanal criados por Josué Moreira e chegava aos leitores pelo correio.
No início umas 30 pessoas faziam parte da listagem. O “Diário de Bordo” feito na impressora lá de casa, chegou a ser enviado a mais de 500 endereços, em várias cidades do país.
O filme veio e a divulgação passou a ser feita via email numa newsletter, já com outro formato, acompanhando a evolução da internet. Foram inúmeras edições. Muitas histórias contadas. Que passaram a ser publicadas em jornais e sites.
Delas, nasceu o Sem Fim…. Um grande container de impressões coletadas por este e outros caminhos. Ele é som, imagem, palavra, a ideia de que qualquer meio é válido, se contiver uma mensagem. É vídeo, áudio, foto, texto, tudo junto e misturado.
O resumo das viagens pelo Brasil é passeio turístico permanente e informativo das quebradas do país, especialmente das fronteiras. É observação e narrativa da vida, da lida cotidiana, política, esporte, economia, ecologia, fala do dia a dia. Explora, descreve, contextualiza e poetiza. Está distribuído nas séries:
“Ponta do Leme”, a leitura carioca da gema do ponto de observação da sua praia, entorno e horizonte.
“Parador Cuyabano” é a base no Cerrado para a convivência com o interior de Mato Grosso e outros caminhos do centro-oeste.
“Fronteira Oeste do Sul” abrange a tríplice fronteira Brasil/Argentina/Uruguai e visita a cultura pampeana pelos laços familiares.
“É carnaval” são crônicas, artigos, reportagens e fotos, muitas fotos, referentes à maior festa popular do planeta, o carnaval carioca e, também, ao carnaval de Uruguaiana/RS.
“Vagabinhas” são os delírios dadaístas fotográficos. Só vendo pra entender.
E, finalizando as “Photo graphias”. Dos meios foi último a chegar, mas é o mais satisfatório artisticamente. O problema é a edição, já que os ensaios são duplos. Além dos artísticos, no mesmo pacote, sempre é feito um estudo imagético com viés antropológico, do objeto e seu ambiente.
Filosófica e sociologicamente o que impulsiona o projeto é uma brincadeira infantil de contação de histórias chamada “História Sem Fim…”, onde um começa a contar, depois o seguinte pega o fio, o outro vai adiante, mais um… e lá se foi.
São esses fios que o Sem Fim… tenta preservar, indexar e quando pode, difundir. Hoje, não mais em folhas ofício amarelas com letras azuis, mas nas redes sociais e outros meios multimídias.
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*Valéria del Cueto é jornalista, fotógrafa e gestora de carnaval. Crônica da série “Ponta do Leme”, do SEM FIM… http://delcueto.wordpress.com
Todo mundo está a par do tumulto que é a permanência do pastor Marco Feliciano na presidência da Comissão dos Direitos Humanos e Minorias. O deputado federal pelo PSC-SP é assumidamente racista, machista e homofóbico, assim como exibicionista de sua intolerância religiosa.
Compareci ao Ato II contra essa criatura, que aconteceu em São Paulo no fim-de-semana do dia 16 de março. O primeiro manifesto paulistano aconteceu no dia 09.
O que devo dizer à respeito disso como comunicador é que este não é um assunto que “já deu o que tinha que dar”. Estamos falando de direitos comuns a todos os cidadãos. Não é um modismo, não é uma piada de vida efêmera, não é um crime chocante que toma posse da mídia por um mês… É um assunto que define o futuro dos brasileiros em geral. Então, eu e todos os manifestantes vamos continuar batendo na mesma tecla até que os nossos direitos sejam respeitados!
Minha avó sempre gostou muito de ler livros. Talvez por isso que ela sempre foi muito boa em contar histórias. Eu me lembro que quando eu era pequeno, a parte mais divertida de visitar meus avós era ouvir as histórias que ela tinha para contar.
Cresci e ficar ouvindo minha avó contar histórias já parecia coisa de criança demais. Mesmo assim, eu ia para a casa dela pra pegar seus livros emprestados. Ela estava sempre com um novo e, ao terminar, muitas vezes já deixava separado para mim.
Anos depois, eu já adulto, não via minha vó há um tempo. Eu ia reencontrá-la em seu aniversário de 80 anos, então pensei que deveria dar um presente perfeito. Por isso, fui à livraria e comprei três livros que eu tinha certeza que ela ia gostar.
Em seu aniversário, fui todo feliz e ansioso para dar os livros a ela. Ela se emocionou, ficou muito feliz, mas disse: “Meu filho, eu gostei muito mesmo. Mas eu não posso ficar com eles. Acontece que a sua avó está com a visão muito ruim e não consegue mais ler livros”.
Aquela notícia me deixou extremamente triste. Não porque ela não poderia aceitar meus presentes, mas porque minha vó não podia mais fazer a coisa que ela mais gostava: ler.
Para os adolescentes de Ramos, nada era mais importante do que o campeonato de futebol entre as ruas. A Libertadores leopoldinense do asfalto, que atraía olheiros do Olaria, Bonsucesso, Madureira entre outros times pequenos e charmosos da cidade, mexia com o bairro e todos os seus habitantes.
Os jogos não aconteciam em campinhos, mas nas ruas, que eram fechadas para partidas entre os times, todos devidamente uniformizados. Quatorze ruas disputavam um torneio dos mais competitivos da região, com regras, rivalidades e premiações.
Só podiam jogar aqueles que tinham até 18 anos, embora de vez em quando aparecesse alguém que jurava ter nascido em 29 de fevereiro e fazia a contagem de idade de 4 em 4 anos. Mesmo assim, poucos casos de gato eram descobertos.
As traves, especialmente para esta ocasião, eram idênticas às traves da várzea, substituindo as tradicionais balizas de chinelo para evitar – ou melhor, diminuir – a polêmica.
Além disso, cada rua virava um alçapão particular. A “altitude” de uma delas, com sua ladeira que cansava o adversário no segundo tempo, quando ele invariavelmente atacava subindo – a “mística” do sorteio da moedinha, nunca descoberta.
O piso de paralelepípedos de outra, que se tornava um tormento para os adversários, tal a quantidade de desvios que a bola tomava antes de chegar ao gol; o asfalto abrasivo e chapiscado de outra, que deixava os pés com bolha de sangue, e por aí vai.
É importante ressaltar que, neste campeonato, poucos jogavam de tênis. O lance era o futebol moleque, pé descalço, toco y me voy. Tênis, assim como futebol-arte, escanteio curto, amor platônico e coração aberto, era coisa de menino criado com avó, que soltava pipa no ventilador e jogava bola de gude no carpete.
O debate entre líderes religiosos controversos, como Bolsonaro e Feliciano, e militantes que lutam pela deposição dos mesmos da Comissão de Direitos Humanos, tem sido um dos principais temas nas redes sociais e noticiários brasileiros nas três últimas semanas. Além disso, o crescimento da religião evangélica no país tem sido acelerado, configurando cerca de 22,2% da população brasileira. Os “bispos” Edir Macedo, dono de um dos maiores polos de entretenimento do Brasil e milhares de igrejas espalhadas pelo mundo, e Valdemiro Santiago, ex-protegido de Macedo e operador de milagres inexplicáveis, ocupam os primeiros lugares da lista da Forbes com US$ 950 milhões e US$ 220 milhões, respectivamente. Ao lado de outros, são protagonistas de escândalos envolvendo desvios de dinheiro, manipulação de informação, propaganda enganosa, etc
Basta dar uma rápida olhada na obra de Butcher Billy para afirmar que ele adora a arte protesto. Outro exemplo disso é a coleção The Legion of Real Life Supervillains, a qual transforma ditadores, assassinos ou mercenários em supervilões dos quadrinhos, e todos com um significado. Adolf Hitler é Galactus, Osama Bin Laden é o Duende Verde, o assassino Charles Manson é O Coringa, entre outros.
• Avaliação positiva com relação ao governo Dilma despenca e tende ao zero absoluto.
• Para 93% da população brasileira o governo Dilma é péssimo ou ruim, maior percentual desde o início do governo.
• Cresce otimismo com relação a deposição do governo Dilma. Percentual dos que acreditam que FHC deveria assumir o restante do mandato dela passa de 62% para 65%.
• Percentual da população que reprova a maneira de governar da presidente Dilma alcança 99%.
• 75% dos brasileiros acham que o lugar da mulher é na cozinha.
• O noticiário recente sobre o governo foi considerado manipulado pelo governo Dilma por 88% dos entrevistados.
• Para 61% da população Dilma deveria fazer plástica.
No tradicional conto “Cinderela”, a jovem afligida pela inveja advinda de suas irmãs e madrasta nos faz pensar sobre o quanto a sociedade, desde tempos remotos, é materialista e sobre o quanto um belo traje pode mudar a percepção de alguma pessoa.
A simplicidade de Cinderela não estava apenas nas roupas velhas que tinha sido obrigada a usar para dar conta de todos os afazeres domésticos que lhes eram impostos em sua casa, principalmente quando seu pai, um rico comerciante, ausentava-se, deixando-a sozinha com sua nova “família”. Não, a simplicidade de alguém não é medida pelo que veste, tampouco pelo que tem ou deixa de ter, dado que o simples de verdade age de modo espontâneo, sem complicações, e não “cria caso” por pouca coisa.
As características da simplicidade são ainda superiores, pois o simples também pode ser entendido como o elegante, discreto e sincero, aspectos que parecem compor o perfil da bela jovem apresentada no conto. Esses traços relacionados ao comportamento da moça a afastam de qualquer crítica, dado que, pelo que a história nos conta, foi o príncipe que, mesmo após momentos fantasiosos de uma noite de dança, só a reconheceu por ser ela a única jovem do reino em que um dos pés cabia no elegante sapatinho de cristal.
Infelizmente, muitos estão agindo hoje em dia de modo muito semelhante ao príncipe apresentado no conto, que parece ter ficado tão enfeitiçado pelo brilho do cristal a ponto de este ter sido o único meio possível para encontrar a humilde jovem por quem se apaixonou após uma linda noite festiva.
Contudo, a “meia-noite” pode chegar à vida de qualquer pessoa em qualquer momento. Quando as luzes da saúde, da beleza e do vigor se apagarem, vamos precisar de príncipes com qualidades muito superiores àquelas do cavalheiro de Cinderela. Em qualquer momento, nossos encantos vão se apagar, e o único brilho que teremos não será o do “sapatinho de cristal”, podendo ser simbolizado aqui como um bom emprego, status social ou elevadas condições financeiras.
Depois da nossa “meia-noite”, o nosso brilho terá que ter sido suficiente para permanecer em nós, de modo que possamos ainda ser identificados por pessoas amigas que queiram, de fato, ficar ao nosso lado, a despeito de possíveis condições desfavoráveis.
Assim como as demais pessoas presentes naquele baile oferecido pelo rei, o príncipe também não foi capaz de reconhecer a linda moça sem os elegantes trajes da noite anterior. Num mundo cada vez mais materialista, muitas circunstâncias podem forçar alguém a “descer do salto” e, não somente por isso, é importante viver de um modo mais condizente com os frutos que desejamos, um dia, colher.
O Ecad (Escritório Central de Arrecadação e Distribuição) e seis entidades de defesa dos direitos autorais no País foram condenados por formação de cartel e abuso da posição dominante. O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), órgão que fiscaliza a livre concorrência, condenou as entidades por quatro votos a dois.
A prova sobre o acordo de fixação dos preços foi encontrada no próprio site do Ecad: as tabelas de valores cobrados por tipo do usuário. “Também é possível encontrar na página do Escritório na internet os critérios de cálculo e de preço para cobrança de direitos autorais. Comprovaram o ilícito ainda as atas das assembleias gerais realizadas pelo Ecad durante as quais eram discutidas questões relativas à combinação de valores entre as associações”, diz o comunicado do Cade.
Cara, tem umas boas notícias que não tem como não entusiasmar a gente. A mais recente é a vitória da amiga Miriam Suminski , na sua categoria, no Mountain do Deserto do Atacama. Nada mais nada menos do que 23 quilômetros no deserto , bicho ! É prá dar pilha prá qualquer um , mesmo os mais céticos sobre a capacidade de superação do ser humano. Passei lá de moto o ano passado e vou te dizer… é tenso e…. lindo demais. Você aí, tá esperando o quê ? Levanta a bunda desta cadeira, logo, anda…
Recorro a um texto do mago Paulo Coelho que, por sua vez, cita o advogado Renato Pacca que também recolheu sua história com a ajuda de um gerente de uma agência bancária em São Paulo. Trata-se da lição “O sapo e a água quente”.
Eis o resumo: “Vários estudos biológicos demonstram que um sapo colocado num recipiente com a mesma água de sua lagoa fica estático durante todo o tempo em que aquecemos a água, mesmo que ela ferva. O sapo não reage ao gradual aumento de temperatura (mudanças de ambiente) e morre quando a água ferve. Inchado e feliz. Por outro lado, outro sapo que seja jogado nesse recipiente com a água já fervendo, salta imediatamente para fora. Meio chamuscado, porém vivo!”
As reações ao destino do sapo variam. Para muitos é questão de coragem para fugir das zonas mornas de conforto, que nos levariam a uma acomodação fatal.
Outros, como Sun Tzu, em “A Arte da Guerra”, nos aconselhariam a nos inspirar na mesma água que ferve o sapo e seguir seu curso: “A água escolhe o seu percurso de acordo com o terreno que atravessa. O guerreiro procura a vitória de acordo com o inimigo que enfrente. Assim como a água não tem uma forma definida, as tácticas militares também não podem ser rígidas.”
Se nos tornássemos um sapo guerreiro, organizaríamos nossa sobrevivência evitando o conforto e aparente segurança das águas paradas e ao nos inspirar no seu movimento nos ajustaríamos ao terreno e atingiríamos nossos objetivos. Monitorando a relação com o ambiente e agindo para contornar as ameaças.
Ou poderíamos, ainda, combinar a experiência da água que ferveu o sapo com o fluxo das águas e adotar as reflexões sugeridas pelo filósofo e antropólogo Gregory Bateson que nos mostra que a informação só emerge como sendo “a diferença que faz a diferença”.
Portanto, ao sermos alertados por Paulo Coelho dos perigos de nos viciarmos no conforto de uma água parada e morna e comparar as vantagens estratégicas dessa mesma água em movimento, talvez concluíssemos que a busca da informação como “a diferença que faz a diferença” confirmaria nossa criatividade.
Uma criatividade que dispensa abstrações profundas, pois se apóia, como vimos, nas relações entre o sapo e a água. Bastou, apenas, que identificássemos “a diferença que faz a diferença” entre os relacionamentos entre o sapo e a água, para nos elevarmos a um novo estágio de conhecimento.
Ponto de ônibus no bairro da Vila Mariana, em São Paulo.
Nas últimas semanas, começaram a ser instalados na cidade de São Paulo novos modelos de abrigo nos pontos de ônibus. Até o final de 2015, o consórcio vencedor da licitação para a realização da obra deverá trocar 6500 abrigos e 12500 totens. Os novos abrigos têm quatro diferentes modelos e serão instalados de acordo com o perfil de cada região da cidade. A notícia parece boa, mas muitos paulistanos têm reclamado.
A principal reclamação é que os novos pontos estão sendo instalados sem painéis de informação sobre as linhas de ônibus e seus itinerários. Quem anda de ônibus sabe a falta que faz esse tipo de informação. Outra queixa é com relação às coberturas de vidro dos abrigos. Embora o consórcio afirme que são vidros temperados e com proteção UV, a sensação de muita gente é de que os abrigos estão mais quentes e abafados.
Obviamente não é apenas São Paulo que enfrenta problemas com relação aos seus pontos de ônibus. Em geral, na maior parte das cidades brasileiras, os pontos de ônibus são equipamentos precários, sem conforto, sem segurança, enfim, sem nenhuma qualidade. Me parece que isso faz parte de uma cultura histórica em nosso país de associar o transporte coletivo – o ônibus, especialmente – às classes pobres. Se ricos e classe média andam de carro particular, para quê investir em pontos de ônibus?
Depois de sucessivas sovas, por parte dos justos da América do Sul, perdendo sempre para os hereges de todo o Cone, malgrado o trabalho insidioso e constante da SIP, em nível continental, e da ANJ (Associação Nacional de Jornais), localmente, que, conforme sua Presidente, D. Judith Brito, a imprensa atua como um Partido de Oposição: — “A liberdade de imprensa é um bem maior que não deve ser limitado. A esse direito geral, o contraponto é sempre a questão da responsabilidade dos meios de comunicação. E, obviamente, esses meios de comunicação estão fazendo de fato a posição oposicionista deste país, já que a oposição está profundamente fragilizada.”, eis que a igreja, nossa eterna correligionária, não mais se poderia omitir. A eleição de Jorge Mario Bergoglio, doravante Papa Francisco, é o ápice do protagonismo da sempre vigilante madre igreja.
Enquanto todos pensavam que seria Dom Odílio Scherer, homem santo, ligado a Obra de Deus e aos homens bons do Brasil o escolhido para livrar a nação das chagas petistas e limpar a a América Latina do comunismo, para confundir os comunistas, o cardeal argentino teria sido o escolhido criteriosamente para solapar o movimento dos hereges da América do Sul, a exemplo da bem-sucedida experiência na Polônia, donde resgatamos os polacos das garras do comunismo ateu, graças ao pontificado do hoje santo João Paulo II, daí a feliz denominação de “Operação Polônia Austral“, para esta parte distante do mundo.
No final do século 19, a Europa vivia sob uma moeda única. O emissor dessa moeda, porém, não era o Banco Central Europeu, mas as estrelas. O trabalho das estrelas é basicamente um só: espremer prótons uns contra os outros. As partículas acabam tão apertadas que algumas se fundem. E da união dessas partículas subatômicas nascem novos elementos químicos. Se tiver dois prótons, esse novo elemento é o hélio; com oito, oxigênio; com 26, ferro. Com 79, ouro – a moeda da qual estou falando. O ouro era o euro do século 19.
Bom, todo ouro que existe na Terra foi formado no interior de alguma estrela. E o resto também. Quando a vida de algumas delas chegou ao fim, essas estrelas explodiram, lançando átomos novos pelo espaço. Esse átomos provavelmente passaram alguns bilhões de anos flutuando pelo espaço na forma de nuvens gás e poeira, e acabaram se reunindo neste canto da galáxia, atraídos pelo grande evento gravitacional que foi o nascimento do Sol.
Ao fixar residência nos arredores da estrela que hoje paira sobre as nossas cabeças, esses átomos siderais se reuniram na forma de pedras corpulentas. Hoje você mora em cima de uma delas, a Terra.
Mas existem átomos e átomos. Os de ouro são mais especiais. Quando o Sol explodir, por exemplo, não vai soltar ouro no espaço. Ele é pequeno para padrões estelares – não tem “força” para construir átomos grandes como os de ouro – vai sair no máximo um pouco de ferro de lá, além de precisamente mil trilhões de trilhões de toneladas de hidrogênio, hélio, lítio, sódio, carbono, magnésio e outros ingredientes de planetas. Ouro não. Nenhum grama sequer.
Ouro só sai de estrelas gigantes, pelo menos três vezes maiores que o nosso amigo. E mesmo as estrelas descomunais produzem pouco ouro – elas só começam a espremer átomos com dezenas de prótons durante seus últimos suspiros, pouco antes de explodir de vez. Isso explica em parte o fato de o ouro ser raro.
Querido pessoal da minha empresa de telefonia móvel,
Gostaria de contar a vocês uma decisão que tomei em benefício do nosso bom relacionamento. Há três meses eu optei por fazer um plano de mil minutos de conversação pelo preço de R$500,00, porque eu usava o aparelho para fazer contatos comerciais em meu trabalho. Ocorre que este mês a empresa decidiu me dar uma aparelho para fazer estes contatos com todas as despesas pagas, e eu não vou mais precisar dos tais mil minutos. Mas, como li no contrato do plano que assinei naquela época, eu estou “fidelizado” a vocês pelo período de um ano, e sei que teria que pagar mais uma taxa de 500% do valor para cancelar o serviço agora. Por isso, como ganhei celular mas não ganhei aumento de salário, tomei a decisão de continuar sendo fiel a vocês, e continuar pagando o valor pelos próximos nove meses sem me queixar. Além disso, já tenho 20 mil pontos em seu programa de recompensas e sei que quando completar 100 mil eu vou poder ganhar uma caneta.
Texto e foto de Valéria del Cueto
A ressaca está braba!Como os prazos para as obras da Copa do Mundo implacável, inexorável.
Estou na ponta, olhando um único atleta solitário despencando pelas ondas que parecem nascer na Pedra do Leme e lamber o Caminho dos Pescadores, ainda não interditado, o que acontecerá – creio eu – logo mais, devido ao perigo do mar atingir a mureta.
Até lá, admiro a arte de Nilson Marques, que na sua prancha de bodyboard, dá um show solitário para os poucos fanáticos, como eu, que não podem ver um mar alto e já correm para a Ponta. Sei quem é o atleta solitário por que, entre os poucos assistentes dois são primos dele, moradores do Chapéu Mangueira.
O que o talento não faz com uma prancha, pés de pato e a enorme coragem para enfrentar as ondas? Um dos primos me diz cheio de orgulho que no morro tem um monte de bons atletas como Nilson. Respondo acrescentando que eles estão espalhados por diversas modalidades ligadas a nossa exuberante paisagem.
A sorte é que, já sabendo da previsão das ondas, havia levado minha câmera. Não tem tempo ruim ou má fase que perdure olhando a beleza plástica dos movimentos do bodyboarder. Eles nos encantam e surpreendem a cada manobra. Quando vejo, meu olhar está lá, no mesmo ponto que o dele, “escolhendo” as melhores ondas, as que merecem as remadas e pernadas que o levarão quase ao céu. Fico ali, parada, pensando na vida, enquanto Nilson rema de volta para o pico, enfrentando de frente as ondas gigantes.
Cada um com seus desafios. Fui parar na ponta por que em casa não posso ficar com o a gritaria do motor do chupa lama do Eduardo Paes, que castiga meus ouvidos e acaba com a paciência e a saúde dos vizinhos, moradores do pé da Ladeira Ari Barroso, quina com a Ribeiro da Costa, no Leme. As ondas do mau humor quase me derrubam e preciso ser imparcial ao acompanhar as aventuras da preparação dos eventos mundiais no Rio e no Brasil, incluindo aí a Vila do Senhor Bom Jesus de Cuiabá. É necessário um olhar complacente e otimista para lidar com o despreparo (pra ser boazinha) e o desrespeito vigente.
Perdi definitivamente a esportiva quando li que a Secopa fez uma reunião com os locatários dos imóveis que serão desapropriados: “O Consórcio Diefra/Cappe, responsável pela elaboração de laudo de avaliação e fundo de comércio para instruir os processos de desapropriações, listou os documentos que deverão ser entregues: contrato social da empresa; balancete dos últimos três anos; os documentos dos donos e sócios da empresa”. A melhor parte é o prazo de entrega da papelada: 25 de março (com dois finais de semana no meio). Não é piada. É desrespeito. Se fosse só com os locatários, já não estava bom. Essa é a atitude com os “atingidos”. É não é uma exclusividade cuiabana! É geral.
A realidade é que além de alta(s), a(s) conta(s) não ser(ão) devidamente “verificada(s)” e, com isso, nós, os trouxas de sempre, pagaremos a fatura do pato, levando gato por lebre.
O mais inacreditável é a cara de pau de quem nos diz – e já reconhece – que obras importantíssimas, ficarão prontas em cima do laço. Como cumprirão requisitos básicos de segurança e engenharia? Alguém já viu um habite-se e os alvarás dos bombeiros e da vigilância sanitária saírem em menos de dois meses?
É a força tarefa do mal (feito) dominando tudo!
*Valéria del Cueto é jornalista, fotógrafa e gestora de carnaval. Essa crônica faz parte da série “Ponta do Leme”, do SEM FIM… delcueto.cia@gmail.com
Na última terça-feira, dia 05 de março, a cidade do Rio de Janeiro foi atingida por um temporal que, em poucos minutos, a mergulhou, literalmente, num caos. Quase instantaneamente, ruas e avenidas transformaram-se em rios imundos, compostos de uma mistura fétida de lama, esgoto, galhos de árvores arrancados com a força do vento, lixo de todo tipo (garrafas pet, latas de todos os tamanhos, ferro-velho de modo geral), animais mortos. Dois dos principais túneis da cidade foram fechados, o prefeito recomendou que a população permanecesse onde estivesse até que a situação se “normalizasse” (como se o carioca, mesmo que quisesse, pudesse sair do lugar). As consequências do dilúvio foram conhecidas na manhã seguinte, carros largados no meio da rua, montanhas de lixo acumulado nas esquinas, toneladas de vegetação espalhadas por todo lado, porteiros tirando da frente dos prédios a sujeira que impedia a livre circulação da população pelas calçadas. Cinco pessoas morreram, em diferentes pontos da cidade. Aparentemente, fenômenos climáticos não têm relação com “fenômenos” culturais, mas, neste caso, há.
Quando tragédias deste tipo acontecem, logo tentamos apontar culpados. Geralmente, o algoz preferido é o Estado ou, mais comumente, seus representantes, governador, prefeito, vereadores, invariavelmente “pegos para Cristo”, incorporando o Mal absoluto. É verdade que o poder público é poder exatamente por ter sido investido da prerrogativa de legislar e executar tudo aquilo que beneficie os responsáveis pela investidura, a cada quatro anos, a população. O Estado tem a obrigação de elaborar e bem executar políticas públicas, dentre elas, o planejamento urbano, fundamental em momentos de crise como o vivido na noite do dia 05 de março. Gestão de riscos, diriam os especialistas. Os representantes do Estado não admitem falhas no planejamento, preferem culpar São Pedro, e insistem que a estrutura dos órgãos públicos responsáveis pela contenção ou redução dos danos materiais e morais funcionou dentro do esperado. Concorde-se ou não com estas afirmações, é fato que o poder público é apenas parte do problema, devendo compartilhar responsabilidades com a própria população.
Desenhado por Paul Rudish, que trabalhou em “As Meninas Superpoderosas” e “O Laboratório de Dexter”, o novo Mickey vai protagonizar 19 inéditos curtas de animação a partir do próximo dia 28 de junho. Rudish também é diretor e produtor executivo da série, que irá estrear tanto na TV como nos canais online da Disney.
Quantas existem?
Oficialmente, apenas quatro, mas há teorias que sugerem até dez dimensões. Uma das correntes científicas que defendem as dez dimensões é a Teoria das Supercordas, que afirma que as dez dimensões interagiriam entre si como as cordas de um violino. Mas tudo fica só na especulação: os próprios cientistas admitem que, com a tecnologia – atual, ainda não é possível comprovar as dez dimensões.
Na Teoria das Supercordas, dimensões vão de uma simples reta até um conjunto de big-bangs:
A acupuntura baseia-se no fluxo de qi, ou energia vital, através de caminhos no corpo conhecidos como canais, ou meridianos. Doze meridianos regulares correspondem aos seis órgãos yin e aos seis órgãos yang – o meridiano do baço ao órgão baço, o meridiano do intestino grosso ao órgão intestino grosso, e assim por diante. Oito meridianos extras também são usados na terapia com acupuntura.
A desarmonia em um órgão geralmente se mostra em seu meridiano correspondente: uma pessoa que tem um ataque cardíaco também pode sentir dor e dormência que percorrem o braço até o mindinho, seguindo o caminho do meridiano do coração. Os acupunturistas apalpam um ponto diagnóstico no meridiano correspondente para avaliar a saúde do órgão relacionado. Em outros casos, os próprios meridianos são tratados.
Foi a duas semanas, numa tarde de domingo. Na TV, um dos tantos enfadonhos programas de auditório. Em cena, um concurso ou escolha nacional pra dizer qual a música do ano passado. Antes da emoção maior, os poucos segundos que antecedem o grande anúncio vira uma passarela eternizada em nervosismo. Na garganta aquele nó, dentro do peito o coração não sabe se pula ou pára de vez, as mãos esfriam, chegam a gelar, tremem as pernas, o chão parece faltar… Acho que não vou agüentar, diz o cantor pro seu parceiro de dupla, afinal a disputa é pra lá de acirrada. Três composições da mesma e alta linhagem rítmica, poética e melódica disputam o prêmio. Sobre cada uma dessas pérolas musicais vejamos: uma diz – “Ai, ai assim você mata o papai, ai, ai, ai assim você mata o papai” Lindo demais, não? Demorou, é tudo de bom matar o papai, adorei! Já uma outra, tasca o seguinte: “eu não tô de brincadeira, eu meto tudo, eu pego firme pra valer, chego cheio de maldade, eu quero ouvir você gemer, eu te ligo eu chego a noite, vou com tudo, vai que vai, tem sabor de chocolate, o sexo que a gente faz…” Aí piramos de vez, jamais pensamos fosse a poesia, em hora incerta, nos arrebatar com tanta força e poder de convencimento. E quase na lona, em vias de jogar a toalha, soa a terceira música fazendo alusão a um modelo de carro de certa marca, adornando o possante com uma letra palpérrima que diz: “agora eu fiquei doce igual caramelo, tô tirando onda de camaro amarelo, agora você diz vem cá que e te quero, quando eu passo no camaro amarelo…” Pronto, a sorte está lançada! Essa raridade torna a jamanta (o carro grande) num objeto de sonho, consumo, poder de conquista e explode nas paradas por meio de uma possível releitura e atualização aos moldes do hit fuscão preto de outrora, lembram? À luz dos detalhes e deixas, cremos que as cabeças dos eleitores e outros analistas envolvidos devem ter queimado e destruído muita massa cinzenta, arriscando até um piripaque diante da difícil e embaraçosa escolha. Apostamos que tinha gente querendo escolher as três, pra não cometer desmedida injustiça. Ainda bem, senão seria um tsunami cultural, iríamos todos nos arrebentarmos de cara contra o muro, nossas almas não nos perdoariam e pediriam guarida e hospedagem noutros corpos, iriam morar ou fazer sombra em matérias mais pecadoras e menos caretas do que essas carcaças que usamos e vestimos pra esconder os nossos pobres e atrasados espíritos. Mas o anúncio ver ser dado afinal, o concurso é nacional! E atenção!!! Chegou o grande momento. A escolha foi nada fácil, diz o chato e falastrão apresentador. Foram não sei quantos milhões de telefonemas do país inteiro, o Brasil vai conhecer agora a melhor música de 2012. Mais emoção, olhos arregalados, suspense pra mais de mil. Antes, porém, um breve silêncio sepulcral até que: o prêmio vai prá…… tchannnnnn!!! Camaro Amarelo!!! Êeêhhh, viva, vivivaaaa, uuhhuuu! Aí já viu né? Abraços, beijos, faniquitos, choros e sorrisos, lágrimas pra lavar a vida, tudo é festa. Ufa, agora sim o país será bem representado, essa obra prima irá transpor as barreiras do mundo e ecoar lá fora como dantes nunca visto. Essa sim é a nossa música, by by samba e bossa-nova, tchau chorinho e pop rock, adeuszinho outros estilos, a terra brasílis descobriu enfim, o seu grande e tão sonhado sucesso melodioso. Eis a música camaro amarelo uma pérola do nada a ver, ou melhor, do nada a ouvir. Taí a jóia rara da incansável indústria cultural que todo mês, despeja aos montes, nas prateleiras das lojas e certas fm´s da vida um ativo musical que produz a todo custo a imbecilização de uns tantos milhões de gente e a idiotização de outros milhares mais. Não de hoje a nossa paciência vem sendo molestada, agredida e alvejada por esses mísseis do mau gosto musical que, constantemente, são disparados pelas poderosas produtoras e emissoras. Isso tem causado grande anomalia nas pessoas, levando-as ao visível estado de aguda paralisia e incorrigível amnésia cultural. E pra não ter caminho de volta e nem chance pra qualquer antídoto, o povo tem sido metralhado, sem dó e sem piedade, por uma alienante atitude em forma de dança, voltada única e exclusivamente pro remelexo e empinadinho da bunda agregado ao contorcionismo da cintura. Até parece que o cérebro desceu de lugar, a cabeça deve ter ido pro espaço de vez e virado uma galáxia do nada, um espaço ôco e sem utilidade, usina do besteirol. Mas cabeça? Pra que cabeça se temos a bunda? Dentro em breve, pra fins de economia, com óculos, boné, creme dental, brinco, maquiagem, barbeador, pente, xampu e também pra eliminar de vez a caspa, lêndias e piolhos, a ciência vai desenvolver o nascimento de pessoas sem cabeça, as ditas e verdadeiras mulas. Aí podem deixar, não há com que se preocupar, porque na hora de pensar é só chamar, ou melhor, é só rebolar a bunda, a bunda basta, a bunda resolve!
Depois de ser “baiano” em São Paulo.
Depois de ser “paraíba” no Rio.
Depois de fazer “baianada” no trânsito de BH.
Depois de viver para trabalhar em São Paulo.
Depois de trabalhar para viver no Rio.
Depois de um freela em BH.
Depois de ser bem atendido em São Paulo, mas sem simpatia.
Depois de ser mal atendido no Rio, com antipatia.
Depois de uma prosa em BH, com simpatia.
Depois do carioca me convidar, mas nunca dar o endereço.
Depois do mineiro sempre me convidar e me levar ao endereço.
Depois do paulista não me convidar.
Depois de ouvir o carioca falar do que não sabe.
Depois de ouvir o paulista achando que sabe de tudo.
Depois de ouvir o silêncio dos mineiros.
Depois de descobrir que carioca tem o melhor dia.
Depois de descobrir que paulistano, a melhor noite.
Depois de descobrir que Minas tem o melhor sítio.
Depois de ouvir o carioca falar alto.
Depois de ouvir o paulista falar “meu”.
E mineiro falar “véi!”.
Acorda. Olha o despertador. Aquela foi mais uma entre tantas noites mal dormidas. Antes das 6, já está de pé. Tem de cuidar da criança, deixar comida pronta, correr com a roupa, tomar um banho e ir trabalhar. Lá fora, o sol inclemente. 33 graus e não são nem 7 horas da manhã.
Liga o carro, deixa a criança na babá. Engrenagem. Esta é a palavra que vem à cabeça quando pensa em seu emprego. Que às vezes parece trabalho, noutras parece senzala. Mas é emprego, paga as contas, todos os direitos assinados. Mesmo assim, não está satisfeita. Reflete. E haja tempo para refletir. Emperrada no engarrafamento.
Minha rota de fuga já é conhecida. Diante de qualquer abalo me procurem na Ponta, embaixo da pedra do Leme. O entorno guarda resquícios da tempestade que fez da máxima do prefeito Eduardo Paes uma dolorosa e triste realidade. Mais do que nunca, somos um rio. De lama e lixo, ele esqueceu-se de avisar.
Aqui, o mar alto que chegou com a chuvarada faz a feste do povo da água que se arrisca em altas ondas coladas a pedra. Para encurtar a rota e economizar braçadas a rapaziada do bodyboard pula do meio do Caminho dos Pescadores, já na boca da fera! E faz a festa.
Troquei sim o barulho ensurdecedor do rotorooter do Eduardo Paes pelo som delicioso das ondas do mar.
Já reparou? É a segunda vez que cito o nome do indigesto alcaide do Rio de Janeiro nesse texto. A culpa é dele que não me deixa esquecer sua atuação de Penélope Pavorosa, como diz um jornalista amigo, testemunha intermitente da obra mal feita da Dimensional, empreiteira contratada pela Secretaria Municipal de Habitação, do engenheiro Jorge Bittar. Ela, que tentou a façanha de exigir que o esgoto do Chapéu Mangueira e da Babilônica fizesse a curva no pé da Ladeira do Leme e seguisse obediente pela Rua Ribeiro da Costa, descobriu que a ordem não seria seguida assim, de bom grado, de acordo com o excelente projeto planejado e executado pela referida empresa.
Resumindo: a curva entope e a língua negra da praia em frente, continua lá, como uma careta, escarnecendo da incompetência comprovada dos obristas do pedaço.
Assim é que, mesmo que me esforce para esquecer as trapalhadas eduardianas, uma em cada quatro semanas, lá estão os diligentes operários da extraordinária Secretaria de Habitação, vestindo (agora) um incrível macacão amarelo “olha eu aqui” e suas respectivas galochas de borracha, chafurdando na lama contaminada do mega bueiro existente justo embaixo da minha janela.
Não bastasse o cheiro de podridão que me leva a uma associação imediata ao resumo das obras malfeitas e pagas com o dinheiro suado de nossos impostos, também sou obrigada a conviver com a poluição sonora no horário comercial, propiciada pelo motor constante do chupa lama necessário para desobstruir o joelho da tubulação do esgoto da prefeitura. No dos outros é refresco, senhor. Aqui, mal dá pra respirar.
Acontece que o conteúdo elameado, composto de dejetos, detritos e componentes afins içados das entranhas do asfalto ficam ali, no meio da rua, secando ao sol, sendo levado pelo vento marinho para as residências adjacentes. Enfim, nosso querido prefeito traz mensalmente, por uns 5 dias, a poluição, as doenças e a contaminação do esgotamento sanitário até nós, sortudos moradores do entorno. Quem não seria inesquecível com uma atuação exemplar como essa?
Mas, como sou uma pessoa justa, tenho que reconhecer: o sistema de coleta vem se aperfeiçoando a cada nova incursão dos operários ao fantástico mundo das tubulações mal feitas. Além das roupas de borracha (daqui a pouco serão escafandros, por que respirar aquele ar merece mais do que um trocadinho de insalubridade), trocaram o carrinho de mão sem rodas, içado por cordas, que era o subidor da lama por uma sensacional escada para facilitar o sobe e desce do peão. (veja a foto ilustrativa do equipamento de última geração e grande precisão). Arrumar a engenharia e punir o (i)responsável pela empreita mal executada, nem pensar! Afinal, como Penélope enrolará as finanças e desfiará mais um trocadilho dos idiotas de plantão? É por isso que eu… rio!
*Valéria del Cueto é jornalista, fotógrafa e gestora de carnaval. Essa crônica faz parte da série “Ponta do Leme”, do SEM FIM… delcueto.cia@gmail.com
Pode algo quebrado valer mais que a peça inteira? Aparentemente não. Mas no Brasil já aconteceu isto, talvez pela primeira vez na história da humanidade. Vamos contar esse mistério.
Foi na década de 40 / 50 do século passado. Voltemos a esse tempo. A cidade de São Paulo era servida por duas indústrias cerâmicas principais. Um dos produtos dessas cerâmicas era um tipo de lajota cerâmica quadrada (algo como 20x20cm) composta por quatro quadrados iguais. Essas lajotas eram produzidas nas cores vermelha (a mais comum e mais barata), amarela e preta. Era usada para piso de residências de classe média ou comércio.
Uma cobra Sucurujuba (a popular sucuri), medindo aproximadamente 10 metros, foi fotografada no último sábado (2) por um caçador no momento em que se movimentava pelo leito do rio Abunã, na fronteira do Brasil com a Bolívia, na região do município de Acrelândia, situado a 111 km de Rio Branco, capital do Acre. (Foto: Samuel Dominguez/Arquivo pessoal) fonte : G1 Acre
Mais que defini-la e descrevê-la, conceituá-la e nominá-la devemos conhecê-la e descobri-la, vê-la e enxergá-la, respeitá-la, querê-la, amá-la e valorizá-la, devemos, devemos sim! Então lá vai ela a mulher, transpondo o mundo paradigmático e suas fronteiras hostis postando-se na essência da importância fundamental. Lá vai ela, a mulher, mente e corpo que desnuda o preconceito e grita alto, fala forte, bate no peito e defende a vida da vida, a existência com equilíbrio. Se ela não é o sol, mas é a luz! Se não é o céu, mas é as estrelas, a lua, a galáxia! Se não é o verso, mas é a poesia, a canção, a rima, a cantiga a melodia! Se não é o mar, o rio e o igarapé, mas é a água, essência deles todos! Se não é o temporal, mas é a chuva, a brisa; em fúria e destemor é a tempestade! Não é o ensaio ou o passo, porque é a dança pronta! Não é o jardim porque lá, ela é as flores todas! Não é o pombo correio porque é a carta da vida que chega! Pode até, em história, ser costela, mas tem um útero e pari a vida! Uma mulher não é um pássaro, é uma revoada! E quando é a amada que se nos falta, é saudade e saudade é mulher! Não é o pranto por que é a fala que a este acalanta! Se não é juiz, mas é a justiça, ainda que a mais tardia! Até no futebol, ex-paraíso de homens, o motivo maior atende por “ela”, a bola, muito embora mulher não se chute. No curso do dia é manhãzinha, é tardinha, é noite, é madrugada! No existir ela a mulher é nobre ocupante do posto da transformação social que, no despretencioso redesenho de santas e imaculadas vai mostrando pro mundo – ver e conhecer – tantas Marias, Iisabels e Socorros… dotadas de inigualável força, lutadoras da luta maior, amadas e amantes das paixões e amores medidos e desmedidos, vida em plenitude muito além da saia, do salto e do baton. Todas atendem por seus nomes mas cada uma, se diz e se afirma com decisão e forte brado: Sou Mulher! A todas, com carinho e homenagem, um brinde, ou melhor, uma dose, como tributo, reconhecimento e gratidão, sempre.
Este será o último ano em que os contribuintes que declaram o Imposto de Renda pelo modelo simplificado precisarão preencher sua declaração. A partir de 2014, a Receita Federal passará a preenchê-la automaticamente, com base nas informações repassadas pelo empregador. Caberá ao contribuinte apenas acessar a declaração anual no site da Receita e confirmar ou alterar os dados.
Esse modelo de declaração pré-preenchida do IR terá sua aplicação possibilitada no Brasil porque o Fisco tem acesso aos dados cadastrais e a todos os rendimentos dos contribuintes. Ainda não é possível eliminar a declaração de todas as pessoas físicas porque existem algumas informações que necessitam ser prestadas pelo próprio contribuinte, como é o caso das despesas médicas, com educação, filhos ou doações”, explica Glauco Pinheiro da Cruz, consultor e diretor do Grupo Candinho Assessoria Contábil.
O prazo para a entrega das declarações de 2013, ano-calendário 2012, começou na última sexta-feira, dia 1º, e segue até 30 de abril. Os programas de preenchimento e envio estão disponíveis para download no site da Receita. De acordo com informações do órgão federal, dos cerca de 25 milhões de contribuintes brasileiros, mais de 17 milhões optam pelo modelo simplificado de declaração, o equivalente a 70%.
Pelas regras deste ano, estão obrigados a declarar aqueles que receberam rendimentos tributáveis acima de R$ 24.556,65; rendimentos isentos, não tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte, cuja soma foi superior a R$ 40.000,00; que obtiveram, em qualquer mês, ganho de capital na alienação de bens ou direitos, sujeito à incidência do imposto; ou realizaram operações em bolsas de valores, de mercadorias, de futuros e assemelhadas. Quem perder o prazo de entrega será punido em, no mínimo, R$ 165,74, podendo chegar a até 20% do valor do imposto devido.
Hoje pode ser um dia especial, mas também pode ser um dia como outro qualquer. Compete a você decidir. Afinal, por um lado, o sol, as montanhas, o céu e o mar estão em seus respectivos lugares, comportam-se de acordo com as leis da natureza, ignoram nosso calendário. Hoje, contudo, também é o Dia Internacional da Mulher – uma lembrança da ONU para que a raça humana acelere o progresso de busca da Igualdade de Gênero e o Empoderamento das Mulheres em todo o mundo.
Compete a nós, então, decidir se agiremos como em um dia qualquer ou se nos identificaremos com a causa da mulher. O melhor, claro, é que nos identifiquemos com a causa da mulher todos os dias. Neste caso, além de dar os parabéns às mulheres pelo “seu dia”, oferecer-lhes flores, bombons e mimos – sempre bem-vindos, mas fugazes -, talvez possamos refletir no que podemos fazer para ajudar de forma concreta a realizar o objetivo. Diariamente testemunhamos manifestações de violência contra mulheres e meninas nos mais diversos contextos sociais, culturais e econômicos. Achamos que é o Estado, ou genericamente, “eles”, quem deve enfrentá-las, quando na verdade, quem pode e deve fazer algo para mudar o quadro somos você, eu, cada um de nós.
O Estado deveria, sim, fiscalizar a violência contra a mulher, mas compete ao homem comum ajudar denunciando ativamente quando presenciar uma mulher sendo explorada ou agredida, sendo assediada no trabalho, sendo preterida não por sua competência ou qualificações, mas pelo seu sexo. Compete a cada um de nós não só tratar as mulheres com respeito e consideração, mas fiscalizar para que outros também o façam.
Homens e mulheres somos diferentes. Dizer o contrário é balela. Uns são fisicamente mais fortes, mas emocionalmente mais fracos. Há diferenças anatômicas e há diferenças intelectuais – o segredo está em entendê-las e respeitá-las. Então a você que nasceu homem, mas tem uma mãe e certamente terá filhas, ou netas, que serão mulheres, eu faço um desafio: da próxima vez que testemunhar uma mulher sendo desrespeitada pelo simples fato de ser mulher, em vez de ficar quieto ou fingir que não é com você, tenha coragem e apresente-se em sua defesa. Dessa forma, você estará construindo um legado, criando a sua corrente do bem para fazer de nosso mundo, um lugar onde as mulheres sejam respeitadas e tratadas como merecem. E não se esqueça das flores e dos bombons, que afinal, ninguém é de ferro.