17/03/2010

No fundo

No fundo

No fundo

Este vídeo requer o Adobe Flash.

Construção poética a partir de uma banheira. Um vídeo de Letícia Bertagna

19/03/2010

Elas no samba, na Fina Flor

Ernesto Melo, o comandante-mor da Fina Flor

Orizmilde em ação

Escute aqui uma das grandes músicas do Ernesto:

Porto Velho do Guaporé

Ao violão, Ênio Melo - Cavaquinho: Ernesto Melo, Cristóvão e Chiquinho - Ganzá: Sérgio Ramos - Pandeiros : Beto Ramos - Surdo: Heitor Almeida - Rebolo: Karatê - Treme-treme: Basinho e Silvio - Voz: Orizmilde Miranda - Sonorização : Magno. É a Fina Flor do Samba, meu irmão...

Nesta sexta feira Ernesto Melo e o grupo Fina Flor do Samba, fará uma homenagem as Mulheres . No Mercado Cultural, a partir das 20 e 30 h, a cantora Alciréia é homenageada e homenageia todas as mulheres e convida o grande intérprete da boemia, Torrado, para uma canja a seu lado. Com informações de Carlinhos Maracanã !

18/03/2010

Festa do Divino Espírito Santo 2010, explosão de fé em Remanso / Bolívia

A celebração do Divino é um grande patrimônio imaterial do noroeste do Brasil

A 116ª Romaria do Senhor Divino Espírito Santo no Vale do Guaporé, na Amazônia terá início no dia 5 de abril de 2010, com a chegada do batelão na localidade de Surpresa, distrito de Guajará-Mirim.

É uma festa planejada com um ano de antecedência, o que poderia servir de exemplo para a administração pública.

A celebração, que envolve o Brasil e a Bolívia, é um Patrimônio Cultural Imaterial de Rondônia que está em processo de instrução para ser reconhecido como Patrimônio Brasileiro.

O Presidente da Irmandade do Divino, Dionísio Faustino espera uma atenção maior das autoridades para esta que é a maior celebração religiosa, cultural e folclórica do Vale do Guaporé :

“- Aguardamos muita gente na chegada em Remanso, povoado da Bolívia, quando o batelão aportará no dia 18 de maio de 2010 às 16 horas.”

Os ribeirinhos já conhecem os políticos que dão atenção ao Vale, por isto vai a dica: Não adianta chegar como penetra distribuindo bonézinho e camiseta, é perda de tempo.

Os beiradeiros, quilombolas, devotos e assemelhados são espertos e só dirigem suas preces para quem realmente merece.

E para quem fala, e mal, da cultura rondoniense é uma boa pedida, tirar um pouco a bunda da cadeira e andar algumas centenas de quilômetros em estrada de chão e voadeira, lendo Viagem ao Redor do Brasil, do João Severiano da Fonseca, irmão do ilustre Deodoro da Fonseca, para purificar a alma e dar uma polida no arcabouço intelectual.

Em próximos posts, ensinaremos como chegar lá . Inté .

18/03/2010

Capô “fura o ticket” no CineOca, hoje às 8 da noite

O Filme “Bebel, a Garota Propaganda“,  longa de estréia do cineasta paulista Maurice Capovilla, o “Capô”  é o destaque cinematográfico do mês que homenageia a Mulher no CineOca.
As exibições do CineOca acontecem, como hoje,  às  quintas-feiras às 8 da noite no SESC.
Realizado entre 1966/1967  foi baseado no excelente livro de Ignácio de Loyola Brandão, “Bebel, que a cidade comeu” , feito com poucos recursos e com a colaboração do cineasta Roberto Santos.

A partir da trajetória de uma moça ansiosa por sucesso, o filme questiona os valores veiculados pela indústria cultural e a banalização da mulher.

Capô frequenta às vezes nossas bandas portovelhenses . já foi homenageado no Cineamazônia, já deu show de dança(daí a expressão “furar o ticket”, usada por dançarinos profissionais) no antigo bar Wood River que as pessoas insistiam em chamar de Open por conta de um neon na porta.

Ultimamente ele anda pelo Acre, onde coordena a implantação da Usina de Artes João Donato e acabamos vez por outra nos cruzando no Café do Teatro, obviamente bebendo café sob o inclemente sol acreano.

Seu filme mais recente é “Harmada”, de 2004 , inspirado na obra do gaudério João Gilberto Noll.

O protagonista é Paulo César Peréio e só isto já merece uma história à parte. Legal prá caramba são Bububu no Bobobó ( década de 80), O Jogo da vida(1977, creio que baseado no livro de João Antônio), O profeta da fome(77).  “O último dia de Lampião”, acho que foi o primeiro Globo Repórter a ir ao ar, no tempo em que o programa era feito por cineastas de verdade em câmeras 16 mm.

18/03/2010

Filmes para entender Rondônia – 1 Na trilha dos Uru Eu Wau Wau

Foto : Adrian Cowel

Um filme de Adrian Cowel, um chinês de Tongshan que estudou na Austrália e na Inglaterra, e que acabou se formando em História pela Universidade de Cambridge. Este filme, em que Adrian divide a direção com Vicente Rios,  faz parte da série A Década da Destruição e mostra o primeiro contato com os índios Uru Eu Wau Wau, pressionados pelo desenvolvimento em Rondônia, que atraía cada vez mais agricultores do Paraná e do Rio Grande do Sul para a Amazônia. Impulsionados a penetrarem na floresta, os colonos se aproximavam cada vez mais da tribo. Nesta conjuntura, o rapto de uma criança branca pelos Uru Eu Wau Wau aumenta o rancor dos colonizadores contra os índios, vistos como uma barreira ao desenvolvimento. Paralelamente, a Funai organiza uma expedição para contactá-los e protegê-los do avanço dos brancos sobre o seu território. O filme foi feito em 1990 e tem 52 minutos de duração, que é uma janela internacionalmente aceita pelas emissoras de televisão para a exibição. (assim como filmes de 26 minutos). Imperdível, mas difícil de achar cópia para ver. Contatos : Instituto Goiano de Pré-História e Antropologia/UCG, fone (62) 3946 1150 e-mail: igpa@ucg.br  e Departamento de Arquivo e Documentação – Casa de Oswaldo Cruz/Fiocruz, fone (21) 2590 3690 e-mail: dadcoc@coc.fiocruz.br .

17/03/2010

Do mural de Alberto Lins Caldas

da ignorada estatua
dum grande imperador
inda desconhecido
foi achada aos pedaços
a cabeça do cavalo
mas o corpo real
e tudo a seu respeito
isso com certeza
se misturou
com a terra ao redor
tornando acre
aquela massa negra
q destruiu o conjunto
e arruinou o campo

16/03/2010

Koágulos de Psikodelia

Foto by Zane Santos

Não podíamos vislumbrar os desejos do tempo

mas podíamos acessar os desenhos do espaço
onde esse tempo estava contido.
Tínhamos atalhos, malícias alquímicas, pastilhas de lisergia…
e mergulhávamos nos desígnios do caos
por amor á todas as dimensões…
Lá, os deuses de marfim dançavam
riam de nossa inércia subatômica,
E nós, que superamos os deuses, riamos de nós mesmos
Pois não podiamos evitar nossa auto-desprogramação nuclear
nem conter nosso multiuniverso posto á prova.
Por nossa própria vontade abdicamos do ego
e só nos restou a habilidade de contemplar as moléculas
de cada uma daquelas galáxias errantes…
Tínhamos cinko horas de tranze,
para rir da passagem das eras
e se masturbar com a própria nudez…
Modulavamos nossas ondas de pensamentos
para observar, tão somente observar,
as legiões de divindades que destruíam e criavam universos…

E quando despertamos
Numa morning glory
Os deuses eram só koagulos de luz…
assim como nós.

Coletivo Editorial do CCP

16/03/2010

Tocantins recebe Fest Cineamazônia itinerante

A mostra itinerante do Fest Cineamazônia 2010 será exibida nesta quarta-feira (17/03), na cidade de Palmas. O evento será no Auditório do Bloco 3, da Universidade Federal de Tocantins (UFTO). Na abertura será exibido o filme Da Banca Pra Fora, com roteiro e direção geral de Yonara Aniszewski (TO), ganhador de quatro prêmios em festivais. O filme faz um enfoque lúdico das atividades humanas inerentes aos profissionais que atuam nas feiras.

As exibições são com entrada grátis, sempre direcionando para públicos específicos, priorizando comunidades sem acesso às salas de cinemas. Na programação consta também, filmes e vídeos que participaram do festival realizado em Rondônia. Por onde passa, a produção do festival faz gravações com personagens locais para compor um novo documentário.

Ainda neste mês de março, o Fest Cineamazônia estará em Rio Branco (AC), em 19/03; Manicoré (AM), em 21/03; e, Fernando de Noronha (RN), em 27/03.

16/03/2010

XII FICA – Festival Internacional de Cinema e Vídeo Ambiental recebe inscrições até o dia 26 de março

As inscrições para o XII FICA – Festival Internacional de Cinema e Vídeo Ambiental estão abertas até o dia 26 de março. Este ano o festival será realizado de 8 a 13 de junho, na cidade de Goiás, Brasil.

Os filmes (35mm ou 16mm), vídeos (todos os formatos) e séries televisivas, com temática sócioambiental, produzidos a partir do dia 1º de janeiro de 2008, poderão se inscrever através do formulário disponível no site www.fica.art.br

O FICA premiará 7 (sete) obras:

I. Grande prêmio CORA CORALINA para o maior destaque entre as obras apresentadas, constituído de um troféu e de R$ 50.000,00 (cinquenta mil reais);

II. Troféu CARMO BERNARDES e mais R$ 35.000,00 (trinta e cinco mil reais) para o melhor longa-metragem;

III. Troféu JESCO VON PUTKAMER e mais R$ 25.000,00 (vinte e cinco mil reais) para o melhor média-metragem;

IV. Troféu ACARI PASSOS e mais R$ 25.000,00 (vinte e cinco mil reais) para o melhor curta-metragem;

V. Troféu JOSÉ PETRILLO para a melhor produção goiana e R$ 40.000,00 (quarenta mil reais);

VI. Troféu JOÃO BÊNNIO para a melhor produção goiana e R$ 40.000,00 (quarenta mil reais);

VII. Prêmio BERNARDO ÉLIS e mais R$ 25.000,00 (vinte e cinco mil reais) para a melhor série ambiental para tevê.

Para mais informações, você pode ligar prá Berta Bordoni nos telefones  (62) 3225-3436 / 3223-1313.

15/03/2010

Ao norte – 8

Anoitecer no Parque Ferroviário da Madeira-Mamoré, em Porto Velho

14/03/2010

Vídeos começam a chegar para o Curtamazônia 2010. É lançado prêmio para roteiros

Um matuto abandona seu trabalho por uma pipa, se envolve em enrascada, entra em área militar e se dá mal . "O Curiosos Matutuo" tem direção,roteiro e produção de Jair Rangel de Souza(Pistolino) e direção de arte,montagem,trilha musical de Cristian. Filme estará concorrendo no Curtamazônia 2010.

A Organização do Curtamazônia/2010 divulga alguns dos filmes e vídeos que farão parte da Mostra Competitiva e concorrendo ao Troféu Três Caixas D’Água, símbolo de nossa capital que agora fará parte das premiações do cinema brasileiro. E continuam abertas as inscrições de filmes e vídeos de curta-metragem no site www.curtamazonia.com até o dia 24 de abril 2010, nas seguintes categorias: documentário, ficção, experimental, ambiental, animação e institucional.

Foi também lançado o prêmio “Conte sua história e deixe ela virar um roteiro cinematográfico”. No sentido de estimular novos talentos na área de roteiro para cinema, a organização do Festival de Cinema Curtamazônia/2010 conclama os estudantes , os profissionais liberais, a comunidade de Porto Velho em geral para essa nova campanha de estimular e incentivar a criação de histórias que irão virar roteiro cinematográfico.Sua história será sorteada durante o evento e o vencedor terá à sua disposição uma equipe de cineastas de Rondônia e Belém para auxiliar na execução de sua história e equipamentos para realização de seu novo filme de curta-metragem. As locações das produções se limitam na capital de Porto Velho. Consta no kit de produção cinematográfica: finalização do roteiro, externas com cinegrafista, equipe de produção, finalização digital, GC e 100 cópias em mídia DVD do material finalizado. Mande sua história para a Associação Curta Amazônia, Rua Raimundo Cantuária, 712-B, Bairro Baixa União, CEP: 76.805-862, Porto Velho-RO  Informações: (69) 3224-7077 – festival@curtamazonia.com

14/03/2010

Livros imprescindíveis para entender Rondônia – 6

14/03/2010

Profeta móvel 2

14/03/2010

Livros que ajudam a entender Rondônia – 1

CUIABÁ - DE VILA A METRÓPOLE NASCENTE-

Este álbum fotográfico reúne algumas centenas de imagens de Cuiabá, organizadas segundo um critério espaço-temporal, com a proposta de permitir um passeio pela cidade, desde as suas origens até os ultimos anos da década de 1960.
Esse momento foi crucial no processo de transformaçao urbana da cidade, que passou a receber grande fluxo migratório, em decorrência dos projetos oficiais e particulares de colonização para a expansão e ocupação da fronteira agrícola na Amazônia brasileira.

É uma importante fonte de informações para pesquisadores. acadêmicos e profissionais que pensam ou planejam a cidade, para os que constróem e interferem no seu traçado urbano.

13/03/2010

O estupro da criança é renovado pela própria Polícia

Por Nelson Townes, do noticiaRo.com

Quando as autoridades policiais anunciam que estão ouvindo ou pretendem fazer uma criança depor sobre a violência sexual que sofreu podem estar, verdadeiramente, submetendo a vítima a uma segunda experiência tão traumática quanto o estupro.

Não é um interrogatório comum, não é um adulto narrando como foi assaltado – ou mesmo violentado sexualmente. Trata-se de uma menina ou um menino psicologicamente abalado sendo forçado a reviver cenas que talvez marquem para sempre sua vida.

Por isso, é obrigatório que as tomadas de depoimentos, oitivas, testemunhos ou seja lá o nome que o delegado queira dar seja acompanhado por oficiais do juizado da Infância e da Adolescência e, principalmente, por psicólogos.

Melhor seria que os psicólogos fizessem tais horríveis interrogatórios que, embora necessários para a identificação dos criminosos, fazem a criança violentada novamente sofrer ao ser forçada a lembrar o terror, a dor e a vergonha.

Em Porto Velho, raramente uma vítima de estupro – criança, adolescente ou adulto – tem assistência psicológica antes, durante e após o interrogatório.

Uma criança vítima de exploração ou atentado sexuais, são indivíduos com a infância ultrajada, ou, se preferirem usar um clichê antigo, mas real, com a inocência perdida.

O que seria a inocência perdida? Uma criança descobrir que não é uma pessoa que deve ser respeitada, é apenas um objeto num mundo poderoso, uma coisa fraca que pode ser usada para sentir dor, obrigada a fazer coisas reougnantes e assustadoras. É uma criança que aprende a também não respeitar os outros seres humanos.

Daí a delicadeza, a sensibilidade, a paciência com que os depoimentos de menores vítimas de pedófilos ou de prostituição infantil, devem ser conduzidos.

Infelizmente, são raríssimos, praticamente inexistentes os policiais capazes de realizar tais interrogatórios em Rondônia. Teriam que ser profissionais altamente qualificados, especializados nessa área que é uma das mais críticas da Segurança do Estado de Rondônia.

Felizmente, uns poucos, pouquíssimos delegados estaduais e federais são sensíveis a isso. Por isso um deles removeu imediatamente de sua delegacia o policial que ao tomar o depoimento de uma menina estuprada perguntou:

“E quando ele tocou em você, você gostou?
A menina olhou o policial como havia olhado para o estuprador. Com horror.

13/03/2010

Boa sorte,mestres! Que nenhuma infâmia os atinja

Ensinar, aprender: leitura do mundo, leitura da palavra

Carta de Paulo Freire , aos professores

Nenhum tema mais adequado para constituir-se em objeto desta primeira carta a quem ousa ensinar do que a significação crítica desse ato, assim como a significação igualmente crítica de aprender. É que não existe ensinar sem aprender e com isto eu quero dizer mais do que diria se dissesse que o ato de ensinar exige a existência de quem ensina e de quem aprende. Quero dizer que ensinar e aprender se vão dando de tal maneira que quem ensina aprende, de um lado, porque reconhece um conhecimento antes aprendido e, de outro, porque, observado a maneira como a curiosidade do aluno aprendiz trabalha para apreender o ensinando-se, sem o que não o aprende, o ensinante se ajuda a descobrir incertezas, acertos, equívocos.

O aprendizado do ensinante ao ensinar não se dá necessariamente através da retificação que o aprendiz lhe faça de erros cometidos. O aprendizado do ensinante ao ensinar se verifica à medida em que o ensinante, humilde, aberto, se ache permanentemente disponível a repensar o pensado, rever-se em suas posições; em que procura envolver-se com a curiosidade dos alunos e dos diferentes caminhos e veredas, que ela os faz percorrer. Alguns desses caminhos e algumas dessas veredas, que a curiosidade às vezes quase virgem dos alunos percorre, estão grávidas de sugestões, de perguntas que não foram percebidas antes pelo ensinante. Mas agora, ao ensinar, não como um burocrata da mente, mas reconstruindo os caminhos de sua curiosidade razão por que seu corpo consciente, sensível, emocionado, se abre às adivinhações dos alunos, à sua ingenuidade e à sua criatividade o ensinante que assim atua tem, no seu ensinar, um momento rico de seu aprender. O ensinante aprende primeiro a ensinar mas aprende a ensinar ao ensinar algo que é reaprendido por estar sendo ensinado.

O fato, porém, de que ensinar ensina o ensinante a ensinar um certo conteúdo não deve significar, de modo algum, que o ensinante se aventure a ensinar sem competência para fazê-lo. Não o autoriza a ensinar o que não sabe. A responsabilidade ética, política e profissional do ensinante lhe coloca o dever de se preparar, de se capacitar, de se formar antes mesmo de iniciar sua atividade docente. Esta atividade exige que sua preparação, sua capacitação, sua formação se tornem processos permanentes. Sua experiência docente, se bem percebida e bem vivida, vai deixando claro que ela requer uma formação permanente do ensinante. Formação que se funda na análise crítica de sua prática.

Partamos da experiência de aprender, de conhecer, por parte de quem se prepara para a tarefa docente, que envolve necessariamente estudar. Obviamente, minha intenção não é escrever prescrições que devam ser rigorosamente seguidas, o que significaria uma chocante contradição com tudo o que falei até agora. Pelo contrário, o que me interessa aqui, de acordo com o espírito mesmo deste livro, é desafiar seus leitores e leitoras em torno de certos pontos ou aspectos, insistindo em que há sempre algo diferente a fazer na nossa cotidianidade educativa, quer dela participemos como aprendizes, e portanto ensinantes, ou como ensinantes e, por isso, aprendizes também.

Não gostaria, assim, sequer, de dar a impressão de estar deixando absolutamente clara a questão do estudar, do ler, do observar, do reconhecer as relações entre os objetos para conhecê-los. Estarei tentando clarear alguns dos pontos que merecem nossa atenção na compreensão crítica desses processos.

Comecemos por estudar, que envolvendo o ensinar do ensinante, envolve também de um lado, a aprendizagem anterior e concomitante de quem ensina e a aprendizagem do aprendiz que se prepara para ensinar amanhã ou refaz seu saber para melhor ensinar hoje ou, de outro lado, aprendizagem de quem, criança ainda, se acha nos começos de sua escolarização.

Enquanto preparação do sujeito para aprender, estudar é, em primeiro lugar, um que-fazer crítico, criador, recriador, não importa que eu nele me engaje através da leitura de um texto que trata ou discute um certo conteúdo que me foi proposto pela escola ou se o realizo partindo de uma reflexão crítica sobre um certo acontecimentos social ou natural e que, como necessidade da própria reflexão, me conduz à leitura de textos que minha curiosidade e minha experiência intelectual me sugerem ou que me são sugeridos por outros.

Assim, em nível de uma posição crítica, a que não dicotomiza o saber do senso comum do outro saber, mais sistemático, de maior exatidão, mas busca uma síntese dos contrários, o ato de estudar implica sempre o de ler, mesmo que neste não se esgote. De ler o mundo, de ler a palavra e assim ler a leitura do mundo anteriormente feita. Mas ler não é puro entretenimento nem tampouco um exercício de memorização mecânica de certos trechos do texto.

Se, na verdade, estou estudando e estou lendo seriamente, não posso ultra-passar uma página se não consegui com relativa clareza, ganhar sua significação. Minha saída não está em memorizar porções de períodos lendo mecanicamente duas, três, quatro vezes pedaços do texto fechando os olhos e tentando repeti-las como se sua fixação puramente maquinal me desse o conhecimento de que preciso.

Ler é uma operação inteligente, difícil, exigente, mas gratificante. Ninguém lê ou estuda autenticamente se não assume, diante do texto ou do objeto da curiosidade a forma crítica de ser ou de estar sendo sujeito da curiosidade, sujeito da leitura, sujeito do processo de conhecer em que se acha. Ler é procurar buscar criar a compreensão do lido; daí, entre outros pontos fundamentais, a importância do ensino correto da leitura e da escrita. É que ensinar a ler é engajar-se numa experiência criativa em torno da compreensão. Da compreensão e da comunicação.

E a experiência da compreensão será tão mais profunda quanto sejamos nela capazes de associar, jamais dicotomizar, os conceitos emergentes da experiência escolar aos que resultam do mundo da cotidianidade. Um exercício crítico sempre exigido pela leitura e necessariamente pela escuta é o de como nos darmos facilmente à passagem da experiência sensorial que caracteriza a cotidianidade à generalização que se opera na linguagem escolar e desta ao concreto tangível. Uma das formas de realizarmos este exercício consiste na prática que me venho referindo como “leitura da leitura anterior do mundo”, entendendo-se aqui como “leitura do mundo” a “leitura” que precede a leitura da palavra e que perseguindo igualmente a compreensão do objeto se faz no domínio da cotidianidade. A leitura da palavra, fazendo-se também em busca da compreensão do texto e, portanto, dos objetos nele referidos, nos remete agora à leitura anterior do mundo. O que me parece fundamental deixar claro é que a leitura do mundo que é feita a partir da experiência sensorial não basta. Mas, por outro lado, não pode ser desprezada como inferior pela leitura feita a partir do mundo abstrato dos conceitos que vai da generalização ao tangível.

Certa vez, uma alfabetizanda nordestina discutia, em seu círculo de cultura, uma codificação que representava um homem que, trabalhando o barro, criava com as mãos, um jarro. Discutia-se, através da “leitura” de uma série de codificações que, no fundo, são representações da realidade concreta, o que é cultura. O conceito de cultura já havia sido apreendido pelo grupo através do esforço da compreensão que caracteriza a leitura do mundo e/ou da palavra. Na sua experiência anterior, cuja memória ela guardava no seu corpo, sua compreensão do processo em que o homem, trabalhando o barro, criava o jarro, compreensão gestada sensorialmente, lhe dizia que fazer o jarro era uma forma de trabalho com que, concretamente, se sustentava. Assim como o jarro era apenas o objeto, produto do trabalho que, vendido, viabilizava sua vida e a de sua família.

Agora, ultrapassando a experiência sensorial, indo mais além dela, dava um passo fundamental: alcançava a capacidade de generalizar que caracteriza a “experiência escolar”. Criar o jarro como o trabalho transformador sobre o barro não era apenas a forma de sobreviver, mas também de fazer cultura, de fazer arte. Foi por isso que, relendo sua leitura anterior do mundo e dos que-fazeres no mundo, aquela alfabetizanda nordestina disse segura e orgulhosa: “Faço cultura. Faço isto”.

Outra ocasião presenciei experiência semelhante do ponto de vista da inteligência do comportamento das pessoas. Já me referi a este fato em outro trabalho mas não faz mal que o retome agora. Me achava na Ilha de São Tomé, na África Ocidental, no Golfo da Guiné. Participava com educadores e educadoras nacionais, do primeiro curso de formação para alfabetizadores.
Havia sido escolhido pela equipe nacional um pequeno povoado, Porto Mont, região de pesca, para ser o centro das atividades de formação. Havia sugerido aos nacionais que a formação dos educadores e educadoras se fizesse não seguindo certos métodos tradicionais que separam prática de teoria. Nem tampouco através de nenhuma forma de trabalho essencialmente dicotomizante de teoria e prática e que ou menospreza a teoria, negando-lhe qualquer importância, enfatizando exclusivamente a prática, a única a valer, ou negando a prática fixando-se só na teoria. Pelo contrário, minha intenção era que, desde o começo do curso, vivêssemos a relação contraditória entre prática e teoria, que será objeto de análise de uma de minhas cartas.
Recusava, por isso mesmo, uma forma de trabalho em que fossem reservados os primeiros momentos do curso para exposições ditas teóricas sobre matéria fundamental de formação dos futuros educadores e educadoras. Momento para discursos de algumas pessoas, as consideradas mais capazes para falar aos outros.
Minha convicção era outra. Pensava numa forma de trabalho em que, numa única manhã, se falasse de alguns conceitos-chave codificação, decodificação, por exemplo como se estivéssemos num tempo de apresentações, sem, contudo, nem de longe imaginar que as apresentações de certos conceitos fossem já suficientes para o domínio da compreensão em torno deles. A discussão crítica sobre a prática em que se engajariam é o que o faria.

Assim, a idéia básica, aceita e posta em prática, é que os jovens que se preparariam para a tarefa de educadoras e educadores populares deveriam coordenar a discussão em torno de codificações num círculo de cultura com 25 participantes. Os participantes do círculo de cultura estavam cientes de que se tratava de um trabalho de afirmação de educadores. Discutiu-se com eles antes sua tarefa política de nos ajudar no esforço de formação, sabendo que iam trabalhar com jovens em pleno processo de sua formação. Sabiam que eles, assim como os jovens a serem formados, jamais tinham feito o que iam fazer. A única diferença que os marcava é que os participantes liam apenas o mundo enquanto os jovens a serem formados para a tarefa de educadores liam já a palavra também. Jamais, contudo, haviam discutido uma codificação assim como jamais haviam tido a mais mínima experiência alfabetizando alguém.

Em cada tarde do curso com duas horas de trabalho com os 25 participantes, quatro candidatos assumiam a direção dos debates. Os responsáveis pelo curso assistiam em silêncio, sem interferir, fazendo suas notas. No dia seguinte, no seminário de avaliação de formação, de quatro horas, se discutiam os equívocos, os erros e os acertos dos candidatos, na presença do grupo inteiro, desocultando-se com eles a teoria que se achava na sua prática
Dificilmente se repetiam os erros e os equívocos que haviam sido cometidos e analisados. A teoria emergia molhada da prática vivida.
Foi exatamente numa das tardes de formação que, durante a discussão de uma codificação que retratava Porto Mont, com suas casinhas alinhadas à margem da praia, em frente ao mar, com um pescador que deixava seu barco com um peixe na mão, que dois dos participantes, como se houvessem combinado, se levantaram, andaram até a janela da escola em que estávamos e olhando Porto Mont lá longe, disseram, de frente novamente para a codificação que representava o povoado: “É. Porto Mont é assim e não sabíamos”.

Até então, sua “leitura” do lugarejo, de seu mundo particular, uma “leitura” feita demasiadamente próxima do “texto”, que era o contexto do povoado, não lhes havia permitido ver Porto Mont como ele era. Havia uma certa “opacidade” que cobria e encobria Porto Mont. A experiência que estavam fazendo de “tomar distância” do objeto, no caso, da codificação de Porto Mont, lhes possibilitava uma nova leitura mais fiel ao “texto”, quer dizer, ao contexto de Porto Mont. A “tomada de distância” que a “leitura” da codificação lhes possibilitou os aproximou mais de Porto Mont como “texto” sendo lido. Esta nova leitura refez a leitura anterior, daí que hajam dito: “É. Porto Mont é assim e não sabíamos”. Imersos na realidade de seu pequeno mundo, não eram capazes de vê-la. “Tomando distância” dela, emergiram e, assim, a viram como até então jamais a tinham visto.

Estudar é desocultar, é ganhar a compreensão mais exata do objeto, é perceber suas relações com outros objetos. Implica que o estudioso, sujeito do estudo, se arrisque, se aventure, sem o que não cria nem recria.
Por isso também é que ensinar não pode ser um puro processo, como tanto tenho dito, de transferência de conhecimento do ensinante ao aprendiz. Transferência mecânica de que resulte a memorização maquinal que já critiquei. Ao estudo crítico corresponde um ensino igualmente crítico que demanda necessariamente uma forma crítica de compreender e de realizar a leitura da palavra e a leitura do mundo, leitura do contexto.
A forma crítica de compreender e de realizar a leitura da palavra e a leitura do mundo está, de um lado, na não negação da linguagem simples, “desarmada”, ingênua, na sua não desvalorização por constituir-se de conceitos criados na cotidianidade, no mundo da experiência sensorial; de outro, na recusa ao que se chama de “linguagem difícil”, impossível, porque desenvolvendo-se em torno de conceitos abstratos. Pelo contrário, a forma crítica de compreender e de realizar a leitura do texto e a do contexto não exclui nenhuma da duas formas de linguagem ou de sintaxe. Reconhece, todavia, que o escritor que usa a linguagem científica, acadêmica, ao dever procurar tornar-se acessível, menos fechado, mais claro, menos difícil, mais simples, não pode ser simplista.
Ninguém que lê, que estuda, tem o direito de abandonar a leitura de um texto como difícil porque não entendeu o que significa, por exemplo, a palavra epistemologia.

Assim como um pedreiro não pode prescindir de um conjunto de instrumentos de trabalho, sem os quais não levanta as paredes da casa que está sendo construída, assim também o leitor estudioso precisa de instrumentos fundamentais, sem os quais não pode ler ou escrever com eficácia. Dicionários entre eles o etimológico, o de regimes de verbos, o de regimes de substantivos e adjetivos, o filosófico, o de sinônimos e de antônimos, enciclopédias. A leitura comparativa de texto, de outro autor que trate o mesmo tema cuja linguagem seja menos complexa.Usar esses instrumentos de trabalho não é, como às vezes se pensa, uma perda de tempo. O tempo que eu uso quando leio ou escrevo ou escrevo e leio, na consulta de dicionários e enciclopédias, na leitura de capítulos, ou trechos de livros que podem me ajudar na análise mais crítica de um tema — é tempo fundamental de meu trabalho, de meu ofício gostoso de ler ou de escrever.
Enquanto leitores, não temos o direito de esperar, muito menos de exigir, que os escritores façam sua tarefa, a de escrever, e quase a nossa, a de compreender o escrito, explicando a cada passo, no texto ou numa nota ao pé da página, o que quiseram dizer com isto ou aquilo. Seu dever, como escritores, é escrever simples, escrever leve, é facilitar e não dificultar a compreensão do leitor, mas não dar a ele as coisas feitas e prontas.
A compreensão do que se está lendo, estudando, não estala assim, de repente, como se fosse um milagre. A compreensão é trabalhada, é forjada, por quem lê, por quem estuda que, sendo sujeito dela, se deve instrumentar para melhor fazê-la. Por isso mesmo, ler, estudar, é um trabalho paciente, desafiador, persistente.
Não é tarefa para gente demasiado apressada ou pouco humilde que, em lugar de assumir suas deficiências, as transfere para o autor ou autora do livro, considerado como impossível de ser estudado.

É preciso deixar claro, também, que há uma relação necessária entre o nível do conteúdo do livro e o nível da atual formação do leitor. Estes níveis envolvem a experiência intelectual do autor e do leitor. A compreensão do que se lê tem que ver com essa relação. Quando a distância entre aqueles níveis é demasiado grande, quanto um não tem nada que ver com o outro, todo esforço em busca da compreensão é inútil. Não está havendo, neste caso, uma consonância entre o indispensável tratamento dos temas pelo autor do livro e a capacidade de apreensão por parte do leitor da linguagem necessária àquele tratamento. Por isso mesmo é que estudar é uma preparação para conhecer, é um exercício paciente e impaciente de quem, não pretendendo tudo de uma vez, luta para fazer a vez de conhecer.
A questão do uso necessário de instrumentos indispensáveis à nossa leitura e ao nosso trabalho de escrever levanta o problema do poder aquisitivo do estudante e das professoras e professores em face dos custos elevados para obter dicionários básicos da língua, dicionários filosóficos etc. Poder consultar todo esse material é um direito que têm alunos e professores a que corresponde o dever das escolas de fazer-lhes possível a consulta, equipando ou criando suas bibliotecas, com horários realistas de estudo. Reivindicar esse material é um direito e um dever de professores e estudantes.Gostaria de voltar a algo a que fiz referência anteriormente: a relação entre ler e escrever, entendidos como processos que não se podem separar. Como processos que se devem organizar de tal modo que ler e escrever sejam percebidos como necessários para algo, como sendo alguma coisa de que a criança, como salientou Vygotsky , necessita e nós também.

Em primeiro lugar, a oralidade precede a grafia mas a traz em si desde o primeiro momento em que os seres humanos se tornaram socialmente capazes de ir exprimindo-se através de símbolos que diziam algo de seus sonhos, de seus medos, de sua experiência social, de suas esperanças, de suas práticas.

Quando aprendemos a ler, o fazemos sobre a escrita de alguém que antes aprendeu a ler e a escrever. Ao aprender a ler, nos preparamos para imediatamente escrever a fala que socialmente construímos.
Nas culturas letradas, sem ler e sem escrever, não se pode estudar, buscar conhecer, apreender a substantividade do objeto, reconhecer criticamente a razão de ser do objeto.

Um dos equívocos que cometemos está em dicotomizar ler de escrever, desde o começo da experiência em que as crianças ensaiam seus primeiros passos na prática da leitura e da escrita, tomando esses processos como algo desligado do processo geral de conhecer. Essa dicotomia entre ler e escrever nos acompanha sempre, como estudantes e professores. “Tenho uma dificuldade enorme de fazer minha dissertação. Não sei escrever”, é a afirmação comum que se ouve nos cursos de pós-graduação de que tenho participado. No fundo, isso lamentavelmente revela o quanto nos achamos longe de uma compreensão crítica do que é estudar e do que é ensinar.
É preciso que nosso corpo, que socialmente vai se tornando atuante, consciente, falante, leitor e “escritor” se aproprie criticamente de sua forma de vir sendo que faz parte de sua natureza, histórica e socialmente constituindo-se. Quer dizer, é necessário que não apenas nos demos conta de como estamos sendo mas nos assumamos plenamente com estes “seres programados, mas para aprender”, de que nos fala François Jacob . É necessário, então, que aprendamos a aprender, vale dizer, que entre outras coisas, demos à linguagem oral e escrita, a seu uso, a importância que lhe vem sendo cientificamente reconhecida.

Aos que estudamos, aos que ensinamos e, por isso, estudamos também, se nos impõe, ao lado da necessária leitura de textos, a redação de notas, de fichas de leitura, a redação de pequenos textos sobre as leituras que fazemos. A leitura de bons escritores, de bons romancistas, de bons poetas, dos cientistas, dos filósofos que não temem trabalhar sua linguagem a procura da boniteza, da simplicidade e da clareza.
Se nossas escolas, desde a mais tenra idade de seus alunos se entregassem ao trabalho de estimular neles o gosto da leitura e o da escrita, gosto que continuasse a ser estimulado durante todo o tempo de sua escolaridade, haveria possivelmente um número bastante menor de pós-graduandos falando de sua insegurança ou de sua incapacidade de escrever.

Se estudar, para nós, não fosse quase sempre um fardo, se ler não fosse uma obrigação amarga a cumprir, se, pelo contrário, estudar e ler fossem fontes de alegria e de prazer, de que resulta também o indispensável conhecimento com que nos movemos melhor no mundo, teríamos índices melhor reveladores da qualidade de nossa educação.
Este é um esforço que deve começar na pré-escola, intensificar-se no período da alfabetização e continuar sem jamais parar.

A leitura de Piaget, de Vygotsky, de Emilia Ferreiro, de Madalena F. Weffort, entre outros, assim como a leitura de especialistas que tratam não propriamente da alfabetização mas do processo de leitura como Marisa Lajolo e Ezequiel T. da Silva é de indiscutível importância.
Pensando na relação de intimidade entre pensar, ler e escrever e na necessidade que temos de viver intensamente essa relação, sugeriria a quem pretenda rigorosamente experimentá-la que, pelo menos, três vezes por semana, se entregasse à tarefa de escrever algo. Uma nota sobre uma leitura, um comentário em torno de um acontecimento de que tomou conhecimento pela imprensa, pela televisão, não importa. Uma carta para destinatário inexistente. É interessante datar os pequenos textos e guardá-los e dois ou três meses depois submetê-los a uma avaliação crítica.

Ninguém escreve se não escrever, assim como ninguém nada se não nadar.
Ao deixar claro que o uso da linguagem escrita, portanto o da leitura, está em relação com o desenvolvimento das condições materiais da sociedade, estou sublimando que minha posição não é idealista.
Recusando qualquer interpretação mecanicista da História, recuso igualmente a idealista. A primeira reduz a consciência à pura cópia das estruturas materiais da sociedade; a segunda submete tudo ao todo poderosismo da consciência. Minha posição é outra. Entendo que estas relações entre consciência e mundo são dialéticas.
O que não é correto, porém, é esperar que as transformações materiais se processem para que depois comecemos a encarar corretamente o problema da leitura e da escrita.

A leitura crítica dos textos e do mundo tem que ver com a sua mudança em processo.

……………..

Esta carta foi retirada do livro ” Professora sim, tia não. Cartas a quem ousa ensinar” (Editora Olho D’Água, 10ª ed., p. 27-38) no qual Paulo Freire dialoga sobre questões da construção de uma escola democrática e popular. Escreve especialmente aos professores, convocando-os ao engajamento nesta mesma luta. Aos professores das escolas da periferia, em especial, desejo também que além da infâmia, nenhuma bala ou punhal os atinja, frutos da inversão dos valores sociais que nos atinge neste ido ano de 2010…

“Não é possível refazer este país, democratizá-lo, humanizá-lo,
torná-lo sério, com adolescentes brincando de matar gente,
ofendendo a vida, destruindo o sonho, inviabilizando o amor. Se
a educação sozinha não transformar a sociedade, sem ela
tampouco a sociedade muda.”

Matéria publicada originalmente em 8 de fevereiro de 2010. Conheça a Biblioteca Digital Paulo Freire , no link  http://www.paulofreire.ufpb.br/paulofreire/principal.jsp

Empunhando armas de grosso calibre, bombas e granadas, os policiais cercaram o prédio do Tribunal de Contas e tentaram impedir a manifestação dos trabalhadores em educação.

Empunhando armas de grosso calibre, bombas e granadas, policiais cercam o prédio do Tribunal de Contas do Estado, onde se reunia o Forum de Governadores do Norte, para tratar dentre outros assuntos da Ferrovia de Integração Centro-Oeste nesta sexta (12) . A tropa de choque da PM tentou impedir manifestação dos trabalhadores em educação.

13/03/2010

O inusitado acontece

Por Aparício Secundus Pereira Lima

Estive de férias recentemente e fui passear pela maravilhosa, paradisíaca e afrodisíaca ilha de Floripa. Sou um fanático por
fotografia (tenho mais de 20.000 fotos de qualidade entre razoável e boa – algumas excelentes, todas de autoria minha) e sempre ando com a máquina a tira – colo (como o Juruna andava com o gravador…). Depois de 7 dias de férias eu já havia filmado 30 minutos
com a minha JVC e batido 10 filmes de 36 poses. Florianópolis, Camboriú, Blumenau e circunvizinhanças estavam todas nos compartimentos da minha bolsa aguardando serem reveladas aos meus ávidos olhos quando do meu regresso a Brasília.
Na quinta – feira, resolvi dar uma caminhada com minha mulher pela Praia dos Ingleses, na ilha de Florianópolis. Minha intuição falou-me baixinho: “leve a máquina
de filmar”. Minha preguiça gritou aos brados: “Chega de filmagens e fotos, seu panaca”. Atendi ao segundo apelo e abandonei as máquinas fotográfica e de filmar no hotel.
No meio da caminhada deparamos com uma multidão de pessoas olhando em direção ao alto mar. Ao longe eu via uma cabeça de animal, peixe ou pessoa e dois homens
em um Jet-Sky jogando a corda para o ser que lutava desesperadamente pela vida no meio de ondas a uns 300 metros da praia.
Num dado momento eles conseguiram jogar a corda ou laçar o ser que se debatia a arrancaram com o Jet-Sky em direção a praia.
Todo mundo correu para perto para ver do que se tratava. Pensei, a princípio, em alguém que estava se afogando. À medida que se aproximava da praia eu ia mudando
minha certeza para um filhote de baleia, tartaruga gigante, até que o animal surgiu para os meus olhos escancarados de espanto. Pasme, meu caro leitor, pela luz dos olhos meus, era uma vaca! Uma vaca em toda a sua plenitude. Uma vaca com tetas e tudo que faz
daquele animal, uma simples vaca. Uma vaca marítima que lutou até a exaustão completa para não ser tragada pelo mar.
Depois de um alvoroço dos diabos conseguiram trazer a vaca até a praia. Sua barriga estava tremendamente dilatada em decorrência da água ingerida. Ela arfava
agonizante, olhos esbugalhados de pavor e encontrava-se totalmente estressada. Alguns mais afoitos, começaram a espremer-lhe a barriga tentando tirar a água, quando um gaiato gritou: “- Faz respiração boca – a – boca”…
15 minutos se passaram naquela agonia. De repente, a vaca levantou-se e saiu dando chifrada em todo mundo. Foi um corre – corre dos diabos. Um cara estava correndo
de costas, escorregou e levou um tremendo tombo arrancando risadas da multidão. Depois de certo tempo conseguiram segurar a vaca pela corda com que a haviam laçado no mar. Enquanto a vaca continuava bufando, ciscando as patas na areia quente da Praia dos Ingleses
eu me lamentava por não ter levado a câmera para documentar fato tão extraordinário.
Recordando os fatos:
* Vaca sendo laçada em alto mar por duas pessoas em um Jet-Sky;
* Vaca sobrevive e transforma a Praia dos Ingleses numa arena onde vivenciamos uma verdadeira tourada, similar, em grau bem inferior, às de Madrid.
Creio que o amigo leitor deve estar me achando um tremendo mentiroso, e que tudo não passa de conversa para boi dormir. Como faz falta uma máquina fotográfica ou uma
câmera para desmistificar dúvidas e lavrar em cartório o fato extraordinário ora relatado.
Se eu tivesse filmado, a cena estaria saindo no Fantástico ou nas “Pegadinhas do Faustão” e viraria celebridade nacional sobrepujando as tragédias, as calamidades
e toda espécie de sensacionalismo barato que enchem nosso estômago de fel.

Finalizando o relato, segundo explicações posteriores, a vaca estaria indo para o matadouro. No trajeto, pulou do caminhão e desembestou-se mar adentro na praia vizinha
à dos Ingleses.
O inusitado acontece. Acredite se quiser.

12/03/2010

Lá vem o trem…

São 1600 km que separam Uruaçu, em Goiás de Vilhena, em Rondônia.  É a Ferrovia de Integração Centro-Oeste, que terá entroncamento com a Ferrovia Norte-Sul, cruzando o Estado do Mato Grosso no sentido leste-oeste.  O trecho faz parte de um programa muito maior chamado Ferrovia Trasncontinental, que tem 4.400 quilômetros de extensão. Ela segue de Goiás, passa pelo Distrito Federal, por Minas Gerais e vai até o Rio de Janeiro. No outro sentido, segue em direção ao Acre ate a fronteira com o Peru. Em Rondônia será feita uma apresentação do projeto, que deverá contar com as presenças dos governadores de RO e AC  no dia 13 de março, pela manhã, na Associação Vilhenense de Educação e Cultura, que fica na Av. Liliana Gonzaga, nº 1265.

12/03/2010

Economia informal em alta

12/03/2010

Convite madeirista

11/03/2010

Abecedário delas, até a letra F porque , dizem os sexólogos, a letra G não existe

A) “Já estou indo” – Campeoníssima frase que significa o tempo que a Apolo 11, ou 13 , ou sei lá vai sair do Cabo Canaveral atravessar a estratosfera, a ionosfera, e qualquer outra esfera, mas que servirá para acabar a maquiagem. Em casos extremos pode também significar Já vou , porra, não me enche mais o saco !
B) “Não tenho roupas!” – O estoque da Marisa, de todas as lojas da 7 e da Jatuarana, da Daslu, da Daspu, da Casa do Caraio tá todo ali, jogado na cama…Dizer mais o que ?
C) “Estou gorda” – Parece letra da música “Negro Amor”. Junte tudo o que vc puder levar, tudo o que parece seu é bom que agarre já, porque a frase nunca vem sozinha, ela se junta com a A, com a B e com o resto do abecedário que não vai ser colocado aqui por falta de espaço e saco.
E) “Semana que vem  começo o regime, porque eu sei que Estou Gorda (frase c)” – É o problema ad eternum, que costuma vir junto com a A,B, a C que já está embutida na E e a D,que costuma ser dita no final após observação criteriosa de sua cara de babaca e que por isto seguira esta desordem alfabética. A ordem das letras é sentimental e segue a linha de raciocínio delas, meu camarada.
D) “Tudo bem, não foi nada..” – Cuidado, mermão ! Perigo total, nem sei definir…Se vier junto com a A,B e C… fudeu.

Bem , mas prá provar que elas SEMPRE tem razão nós pegamos uns caras ali na Pinheiro Machado, na altura da Calçada da Fama que toparam participar de um Concurso inusitado. Todos eles tem uma picape grandona, tipo Hilux, Mitsubishi com o som bem alto com as caixas para fora, nunca para dentro,  tocando Léo e Giovane. Alguns até prometeram comprar uns votinhos no dia da eleição, porque tem pretensão política e precisam empregar uns parentes.  Eles foram dublados em inglês prá disfarçar o sotaque caipira e a ausência de tempo na conjugação dos verbos, numa mistura infernal de sujeito, predicado, adjetivo e colchete. Vamos então, para deleite ou decepção das mulheres no seu dia internacional, ao Concurso de Menor Pênis do Mundo :

Comentário do jornalista Nelson Townes sobre os nanodotados :

Eu já vi esse cara na calçada da fama da Pinheiro Machado, campeão do nanopinto.
Nano é uma referência ao nanômetro? É a menor unidade de medida, menor do que uma molécula.
Se um nanômetro tivesse o tamanho de seu braço, um centímetro seria igual a distância entre Porto Velho e o Japão. (NR: Distância entre Porto Velho e Japão, meu caro Townes ? Algum preconceito nipônico ?)
Como eu dizia, tinha ido visitar uma amiga que mora na Júlio de Castilhos e na volta passava pela Pinheiro Machado, e vi, entre aqueles caras dos carrões de som, na calçada da fama, um sujeito igual ao do vídeo.
O som do carro dele era o mais alto. Outros despintados que aparecem no seu vídeo estavam também por lá, com o som variando entre o máximo e o hiper volume. Todos com aquelas músicas que envergonham os uru-eu-wau-wau quando fazem festa no terreiro da tribo.
Conclusão: quanto mais alto o som que esses sujeitos da calçada da fama põem em seus carros, menor é o pinto deles.
Comentei isso com minha amiga, que é psicóloga, e ela disse que é a forma de compensação que os nanodotados encontram para suprir sua ausência de pênis e, obviamente, de potência. Potência, diz minha amiga, só a do som de seus carros.
Quanto mais watts de som no amplificador da Hylux e assemelhados, menos pinto e menos potência sexual tem o motorista – concluiu minha amiga.
Ela, porém, está intrigada com uma coisa: por que algumas mulheres são vistas com os sujeitos sem pinto da calçada da fama?
Minha amiga tem uma teoria: elas têm orgasmo quando ficam perto de alto falante vibrando. É o orgasmo feminino por vibração sonora.
O clitóris vibra na mesma frequência sonora dos alto falantes e o canal vaginal vira caixa acústica.
E como seria a vida sexual dos caras de nanopintos? Sei lá e nem quero saber. Suponho que eles de alguma forma gozem depois de ganhar prêmios em concursos de despintados.
O troféu deve ser uma coisa grande – como aqueles antigos microfones com bola na ponta – que a TV não mostrou porque o horário é impróprio para menores.
Quanto ao que eles fazem com o troféu por não terem pinto também não me interessa saber, nem pergunto. Cada um usa ou guarda o troféu que recebe como quiser. Respeito a liberdade sexual alheia.

Bem, continuemos, pois. Agora, se depois de ver o vídeo se ela vier com o papo de “Precisamos conversar… ! Fudeu, vc está a instantes de levar um pé na bunda. Devemos alertar que quase sempre ela vem precedida de ” Sabe, eu estive pensando…, sinal de que os Quatro Cavaleiros do Apocalipse vão furar o sinal da Pinheiro com a Rogério Weber e no mínimo, derrubar a sua cerveja suja na sarjeta !

F – “Certo” . A expressão que as mulheres usam para encerrar qualquer discussão, por minúscula que seja (êpa) e você precisa se calar. Depois vem “Nada” que seria a letra G, mas como não está provado que a letra G existe, é algo como a calmaria antes da tempestade. Alguma coisa muito grave está acontecendo, você está completamente por fora, portanto, FIQUE ATENTO ! Discussões que começam em “Nada” normalmente terminam em “Certo”.

10/03/2010

Os na”vi azuis dançaram. A cavalaria precisa massacrar os apaches

A verdade estava nua demais para Holywood. Guerra ao Terror venceu o Oscar de Avatar porque, como nos filmes de forte apache, transforma os assassinos que dizimam outras culturas em heróis santificados.

Eu acho que estava escancarado demais. Depois de uma crise como a bolha que estourou em 2008 , o fato desnudado de que o  capital integralmente domina o homem foi parar no cinema . Quando vi o filme (ainda não vi em 3 D) achei até estranho o denuncismo, neste  momento de verdadeira encruzilhada  que a Terra vive. Mas já que Obama ganhou o Prêmio Nobel da Paz e Madre Tereza de Calcutá tembém… Deixa prá lá.  Já dizia um teórico do cinema, e não me lembro quem,  um filme não pode ser uma mensagem. Mas Avatar é , e aí a porca começa a torcer o rabo, e o rabo, talqualmente aconteceu recentemente num site sensacionalista da capital, começa a roer o cachorro. Ora bolas, quem financia Holywood senão a indústria da guerra, numa deslavada (desculpem o trocadilho infame) lavagem de dinheiro legal ?

Fui dar uma fuçada na mídia tupiniquim, e , no Caderno 2 do Estadão, vi o comentário do Luiz Bolognesi, que conheci rápidamente numa van em algum Festival de Cinema  da vida. Bolognesi é casado com Laís Bodansky(os dois fizeram juntos “Bicho de Sete Cabeças”), filha do documentarista Jorge Bodansky que foi homenageado no Cineamazônia, aqui em Porto Velho. Como Bolognesi matou a cobra, mostrou o pau e o ficou segurando para a foto consagradora com o seu artigo “E ganhou a máquina de guerra”, acho que todos que viram o filme e também assistiram a entrega do Oscar merecem ler, mesmo que não tenham visto o outro , o “Guerra ao Terror”, que aliás pouca gente viu.    Bolognesi  já começa assim:  ” Filme vencedor  transforma os assassinos que dizimam culturas em heróis-santos.”  Caraio. Ou Caráleo. Tanto faz.

E ganhou a máquina de guerra. Filme vencedor transforma os assassinos que dizimam culturas em heróis-santos

Ao contrário do que parece à primeira vista, a polarização entre Avatar e Guerra ao Terror não traduz uma disputa entre cinema industrial e cinema independente, nem batalha entre homem e mulher. O que estava em jogo e continua é o confronto entre um filme contra a máquina de guerra e a economia que a alimenta e outro absolutamente a favor, com estratégias subliminares a serviço da velha apologia à cavalaria.

Avatar foi acusado nos Estados Unidos de ser propaganda de esquerda. E é. Por isso é interessante. No filme, repleto de clichês, os vilões são o general, o exército americano e as companhias exploradoras de minério do subsolo. Os heróis são o “povo da floresta”. A certa altura, eles reúnem todos os ”clãs” para enfrentar o invasor americano. Clãs? Invasor americano? Que passa? É difícil entender como a indústria de Hollywood conseguiu produzir um filme tão na contramão dos interesses do país e transformá-lo no filme mais visto na história do cinema. Esse fato derruba qualquer teoria conspiratória, derruba décadas de pensamento de esquerda segundo a qual a indústria de Hollywood está sempre a serviço da ideologia do fast-food e da economia que avança com mísseis, aviões e tanques. Como explicar esse fenômeno tão contraditório?

Brechas, lacunas na história. Ou como diria Foucault, a história é feita de acasos e não de uma continuidade lógica cartesiana. A necessidade do grande lucro, da grande bilheteria mundial produziu uma antítese sem precedentes chamada James Cameron. O homem de Titanic tinha carta branca. Pelas regras da cultura do “ao vencedor, as batatas”, Cameron podia tudo porque era capaz de fazer explodir as bilheterias mundiais.

Mas calma lá, cara pálida, uma incoerência desse tamanho, você acredita que passaria despercebida? O general americano, vilão? As companhias americanas que extraem minério debaixo das florestas tratadas como o império das sombras? Alto lá. Devagar com o andor, mister Cameron.

Aí, alguém chegou correndo com um DVD na mão. Vocês viram esse filme da ex-mulher do Cameron? Não, ninguém viu? Então vejam. É sensacional. Ao contrário de Avatar, nesse DVD aqui o soldado americano é o herói. Aliás, mais que herói, ele é um santo que arrisca sua própria vida para salvar iraquianos inocentes. Jura? Temos esse filme aí? Sim, o pitbull americano é humanizado e glamourizado, mais que isso, ele é santificado.

Então há tempo.

Guerra ao Terror estreou no Festival de Veneza há dois anos. Por acaso eu estava lá como roteirista de Terra Vermelha, do diretor italiano Marco Bechis, e fui testemunha ocular da história. O filme da diretora Kathryn Bigelow foi absolutamente desprezado pelos jornalistas e pelo público. E seguiu assim. Indo direto ao DVD, em muitos países, sem passar pelas salas de cinema. Até ser resgatado pela indústria americana como um trunfo necessário para contestar Avatar e reverenciar a máquina de guerra e o sacrifício de tantos jovens americanos mortos e decepados em campo de batalha.

Trabalhando num projeto para o mesmo diretor italiano, que pretendia fazer um filme sobre os viciados em guerra no Iraque, eu pesquisei o assunto durante alguns meses. Tudo muito parecido com o filme de Bigelow, exceto por um detalhe. O detalhe é que os soldados americanos que se tornam dependentes da adrenalina da guerra tornam-se assassinos compulsórios e não salvadores de vidas. O sintoma dos viciados em guerra é atirar em qualquer coisa que se mexa, tratar a realidade como videogame e lidar com armas e balas de verdade como um brinquedo erótico. Se Guerra ao Terror representasse nas telas essa dimensão da realidade, seria um filme sensacional, mas não teria levado o Oscar, podem apostar.

Guerra ao Terror venceu o Oscar porque, como nos filmes de forte apache, transforma os assassinos que dizimam outras culturas em heróis santificados. A cena extremamente longa e minimalista em que os jovens soldados americanos em situação desprivilegiada combatem no deserto os iraquianos é o que, se não uma cena clássica de caubóis cercados por apaches? Sem nenhuma surpresa para filmes desse gênero, os garotos americanos vencem, matam os iraquianos sem rosto, como os caubóis faziam com os apaches no velho-oeste. A cena do garoto iraquiano morto, com uma bomba colocada dentro do corpo por impiedosos iraquianos, que literalmente matam criancinhas, tem a sutileza de um elefante numa loja de cristais. Propaganda baratíssima da máquina de guerra.

No filme de Cameron, os na”vi azuis podem ser os apaches que derrotam o general e expulsam a cavalaria americana. Mas isso é apenas uma ficção. Na vida real do Oscar, a cavalaria precisa continuar massacrando os apaches.

De Luiz Bolognesi, especial para o Estado Caderno 2 de 9/3/2010, página D4

10/03/2010

Mais 96 milhões circulando na praça !

A Justiça do Trabalho liberou nesta terça-feira (9) por meio de alvará judicial assinado pela juíza federal do trabalho Isabel Carla de Moura Piacentini, da 2ª Vara do Trabalho de Porto Velho,  R$96,2 milhões para pagamento de precatório aos técnicos administrativos da Educação do quadro federal associados ao Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado de Rondônia (Sintero).

Descontados os honorários advocatícios, os 1.085 técnicos administrativos da educação receberão cerca de R$78 milhões.

Em 2009, o Tribunal Regional do Trabalho de Rondônia e Acre liberou o pagamento de mais de R$400 milhões em precatório para os professores.

10/03/2010

Seminário de Implantação da Rede de Enfrentamento e Atendimento à Mulher Vítima de Violência

Nesta quinta(11) e sexta(12) acontece o Seminário de Implantação da Rede de Enfrentamento e Atendimento à Mulher Vítima de Violência, uma realização da Coordenadoria Municipal
de Políticas Publicas para Mulheres , Centro de Referência para Atendimento as Mulheres Vitimas de Violência “Sonho de Liberdade” e Conselho Municipal de Defesa dos Direitos da Mulher. O evento acontece no Teatro Banzeiros e maiores informações podem ser obtidas pelos fones (69) 3901 3000 e 3901 3640.

09/03/2010

Mais uma homenagem ao Dia da Mulher, tardia, porém sincera

Eu só quero é ser feliz,  Andar tranquilamente na favela onde eu nasci,   é.  E poder me orgulhar,  E ter a consciência que o pobre tem seu lugar,  é.

(Cidinho e Doca/Furacão 2000)