Piloto que sobrevoava o local revela os últimos diálogos da torre de controle com avião da Chapecoense

chapeAudio divulgado por fontes colombianas mostram os momentos previos do choque do avião que transportava a Chapecoense.

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Pelas ruas de Rio Branco…

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Gameleira – Centro de Rio Branco foto: Michel Wirlle

A história me absolverá…Morre o maior líder político do século XX

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Ele falou isso aos 26 anos, quando ainda era um jovem revolucionário.

Depois do ataque ao quartel Moncada de Santiago de Cuba, em 26 de julho de 1953, e depois de passar 76 dias “preso em uma cela solitária”, como denunciou na época, ele fez a própria defesa no julgamento. E encerrou com estas palavras:

“Sei que a prisão será dura como nunca foi para ninguém, cheia de ameaças, de enfurecimento ruim e covarde, mas não a temo, como não temo a fúria do tirano miserável que arrancou a vida de 70 dos meus irmãos. Condene-me, não importa, a história me absolverá.”

Fidel Castro foi condenado no dia 16 de outubro daquele mesmo ano. Depois de passar 22 meses na prisão, foi libertado graças a uma anistia e partiu para o exílio no México.

Fidel Alejandro Castro Ruz  (Birán, 13 de agosto de 1926 — Havana, 25 de novembro de 2016, o Fidel Castro, foi um político e revolucionário cubano que governou a República de Cuba como primeiro-ministro de 1959 a 1976 e depois como presidente de 1976 a 2008. Politicamente, era um um cubano nacionalista e marxista-leninista. Ele também serviu como Primeiro Secretário do Partido Comunista de Cuba de 1961 até 2011. Sob sua administração, Cuba tornou-se um Estado socialista unipartidário; a indústria e os negócios foram nacionalizados e reformas socialistas foram implementadas em toda a sociedade. Castro morreu em Havana na noite de 25 de novembro de 2016, aos 90 anos.

Nascido em Birán como filho de um rico fazendeiro, Castro adotou a política anti-imperialista de esquerda enquanto estudava direito na Universidade de Havana. Depois de participar de rebeliões contra os governos de direita na República Dominicana e na Colômbia, planejou a derrubada do presidente cubano Fulgencio Batista, lançando um ataque fracassado ao Quartel Moncada em 1953. Depois de um ano de prisão, viajou para o México onde formou um grupo revolucionário, o Movimento 26 de Julho, com seu irmão Raúl Castro e Che Guevara. Voltando a Cuba, Castro assumiu um papel fundamental na Revolução Cubana, liderando o movimento em uma guerra de guerrilha contra as forças de Batista na Serra Maestra. Após a derrota de Batista em 1959, Castro assumiu o poder militar e político como primeiro-ministro de Cuba. Os Estados Unidos ficaram alarmados com as relações amistosas de Castro com a União Soviética e tentaram sem êxito removê-lo através de assassinato, bloqueio econômico e contrarrevolução, incluindo a invasão da Baía dos Porcos em 1961. Contra essas ameaças, Castro formou uma aliança com os soviéticos e permitiu que eles colocassem armas nucleares na ilha, o que provocou a Crise dos Mísseis de Cuba – um incidente determinante da Guerra Fria – em 1962.

Adotando um modelo marxista-leninista de desenvolvimento, Castro converteu Cuba em uma ditadura socialista sob comando do Partido Comunista, o primeiro no hemisfério ocidental. As reformas introduziram o planejamento econômico central e levaram Cuba a alcançar índices elevados de desenvolvimento humano e social, como a menor taxa de mortalidade infantil da América, a erradicação do analfabetismo e da desnutrição infantil, mas foram acompanhadas pelo controle estatal da imprensa e pela supressão da dissidência interna. No exterior, Castro apoiou grupos anti-imperialistas revolucionários, apoiando o estabelecimento de governos marxistas no Chile, Nicarágua e Grenada, além de enviar tropas para ajudar os aliados na Guerra do Yom Kipur, da Guerra Etío-Somali e da Guerra Civil Angolana. Essas ações, aliadas à liderança de Castro no Movimento Não Alinhado de 1979 a 1983 e ao internacionalismo médico cubano, melhoraram a imagem de Cuba no cenário mundial e conquistaram um grande respeito no mundo em desenvolvimento. Após a dissolução da União Soviética em 1991, Castro levou Cuba ao seu “Período Especial” e abraçou ideias ambientalistas e antiglobalização. Na década de 2000 ele forjou alianças na “onda rosa” da América Latina e assinou a Aliança Bolivariana para os Povos da Nossa América. Em 2006, transferiu suas responsabilidades para o vice-presidente e irmão Raúl Castro, que assumiu formalmente a presidência em 2008.

Castro era uma figura mundial controversa e divisiva. Ele foi condecorado com vários prêmios internacionais e seus partidários o elogiam por ter sido um defensor do socialismo, do anti-imperialismo e do humanitarismo, cujo regime revolucionário garantiu a independência de Cuba do imperialismo estadunidense. Por outro lado, os críticos o classificam como um ditador totalitário cuja administração cometeu múltiplos abusos ao direitos humanos,  Através de suas ações e seus escritos, ele influenciou significativamente a política de vários indivíduos e grupos em todo o mundo.

Marcha combatiente por el Malecón y frente a la oficina de intereses de EEUU en Cuba en protesta por las medidas que quiere imponer George W. Busch a Cuba para la transcición a la democracia. La misma estuvo presidida por el Comandante en Jefe Fidel Castro Ruz y también participó el genewral de ejército Raúl Castro Ruz. (foto:Juvenal Balán) 14.05.04 SINA01N0

com Wikipédia e Granma

Túnel do Tempo : Locomotiva Cel. Church da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré

ft_01 ft_02 ft_03 ft_04A velha locomotiva nº 12, a “Coronel Church” , nome dado em homenagem ao coronel norte-americano George Earl Church, que em 1872 idealizou a ferrovia, foi a primeira máquina a chegar na Amazônia, trazida pela firma “P & T Collins” em 1878. Após a desativação em 1972, a locomotiva permanecia nas dependências do 5º Batalhão de Engenharia e Construção – o 5º BEC. (em Porto Velho, capital de Rondônia) de onde foi removida para o museu, ganhando nova pintura nas cores originais. Ano de 1981

Túnel do Tempo : Madeira-Mamoré

Você pagou com traição…

img_20161117_170046328_hdr_31064160135_o-praia-do-diabo-jacare-equilibrio-bandeiraTexto e foto de Valéria del Cueto

Que dia inesquecível! Principalmente para os habitantes do estado do Rio de Janeiro e sua capital, a Cidade Maravilhosa.

Essa que Pluct Plact tem evitado abandonar por muito tempo desde que assumiu o papel de mensageiro. Levando compenetrado à sua melhor amiga do planeta notícias e impressões desse momento fantástico e imprevisível  do mundo circundante. Sente que, ao fazê-lo, pode contribuir para facilitar uma futura readaptação da querida companheira voluntariamente exilada numa cela do outro lado do túnel, ao mundo (ir)real.

Há quanto tempo assumiu a tarefa? Não saberia dizer ao certo sem consultar os alfarrábios nanotecnodigital de sua nave mãe. A que o trouxe para esse planeta. A mesma sem força propulsora para ultrapassar a (mais uma vez noticiada) aquecida camada atmosférica local para tirá-lo desse trecho interminável de sua jornada.

Só sabe quem tem o sentimento. Quando certas coisas começam a se repetir.  Já tinha visto esse filme!  O cenário era uma batalha campal na frente do belíssimo Palácio Tiradentes. Tudo narrado em “Pluct, Plact, POW”. Mudaram um pouco os personagens. Ficaram mais variados. Agora, não são somente professores e alunos que ele entrevê no meio da fumaça, entre uma ardência e outra, provocada pelas bombas de efeito moral com validade vencida. É polícia sem muita vontade de brigar versus polícia, bombeiro e aposentado morrendo de vontade de invadir a Assembleia Legislativa. Até aí, coincidência, dirão os mais céticos leitores…

Fica pensando o que dirá a cronista quando descrever a cena do governador passeando de carro oficial da Polícia Federal. “Pluct, Plact seu HD está dando “tilt”. Essa história você já contou. Lembra de Pluct, Plact toin oin oin? Foi antes de que eu sumisse do mundo, quando prenderam o governador (ainda era) de Mato Grosso, Silval Barbosa.”

Qual será sua reação quando explicar que apesar das semelhanças de propósitos, como o assalto aos cofres públicos, o percurso e o cenário eram diferentes. Saem as avenidas cuiabanas das obras inacabadas para a Copa do Mundo. Entram imagens paradisíacas da orla carioca. Do Leblon a sede da Polícia Federal, na Praça Mauá, zona portuária. Da Beira Rio à Rio Orla…

Permanece o partido, o PMDB. A sigla deveria mudar para PMDBREX – Partido do Movimento Democrático Brasileiro da Roubalheira Encarcerada no Xadrez.

A população fluminense, exceto os comparsas, cargos comissionados e terceirizados do compadreio (outra perna do polvo da corrupção pública), aplaude e comemora o arresto da sem-vergonhice e o basta na roubalheira escrachada. Só nestes mandados de prisões  existem mais de 224 milhões de motivos para encarcerar Sérgio Cabral. Devia ser em Bangu, mas os torcedores do querido time não aceitam a escalação. Pensam em pedir a mudança de nome do presídio para Vasco da Gama. “ A Sérgio o que é de Sérgio”, já dizia sem que ninguém pedisse sua opinião, o mui amigo Eike Batista em seu depoimento voluntário às autoridades policiais, delira o extraterreste. É muita gozação…

O problema é o compadreio que leva na mesma puxada de rede figuras (im)polutas e aliados em geral. Todos direta e indiretamente ligados as falcatruas, ladroagens e taxas de oxigênio embutidas nas obras. Sem distinção. Do PAC das Favelas à destruição criminosa do Maraca, está todo mundo no RDC. É o Regime Diferenciado de Contratação, o pulo perfeito do afano do gato.

Aliás, autores, propositores, votantes e usuários dessa aberração que abre as porteiras e estende tapete vermelho para atos de corrupção e malabarismos contábeis, devem ser considerados responsáveis,  culpados e condenados pela farra do roubo sistematizado e a gastança indiscriminada dos recursos públicos da educação, saúde, segurança e habitação. São os crocodilos que pagaram com traição a quem sempre lhes deu a mão.

Volta cronista! Está dando gosto de ver…

*Valéria del Cueto é jornalista, fotógrafa e gestora de carnaval. Texto da série “Fábulas fabulosas” do Sem Fim…

Pelas ruas de Belém…

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Bairro do Comércio – foto: Fernando Leitão

Gente que encontrei por aí…Madrinha Peregrina

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Gente que encontrei por aí… Anne Sofie & Enrique Barrera

com Anne Sofie Hult  &  Enrique Barrera

Y ahora, habemus Trump

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O agora presidente dos EUA, Donald Trump na sua juventude muito orgulhoso que seus pais o tenham iniciado na seita racista do “KKK” – Ku Klux Klan . Na foto, posa  com seus pais com o uniforme do grupo extremista .kkk

Documentarista revela Pantanal dos Pantanais (ou Pantanal de pai para filha)

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Texto de Valéria del Cueto, fotos/divulgação.

Quantos pantanais existem no Pantanal? Mais de 10 mil quilômetros rodados por 11 sub-regiões do bioma, durante dois meses, foi o que Marcelo de Paula, Carla Mendes, sua mulher, e Morgana, a filhota de 7 anos, percorreram para explorar as múltiplas facetas do bioma.

O material, reunido para um longa-metragem e uma série de TV, começa a ser editado na casa da família, em Cabo Frio, estado do Rio de Janeiro, logo após o fim da aventura que durou 2 meses.

Eles passaram por Aquidauana, Bodoquena, Miranda, Porto Murtinho, Corumbá, Rio Verde, Coxim e Sonora, em Mato Grosso do Sul e Barão de Melgaço, Santo Antônio do Leverger, Poconé e Cáceres, em Mato Grosso. Reuniram informações ambientais, exploraram as questões sócio-culturais, históricas, destacando aspectos econômicos, turísticos e as tradições pantaneiras.

As imagens foram produzidas em terra, água e ar, com drones e equipamentos subaquáticos. Os temas do roteiro idealizado por Marcelo foram abordados em 25 depoimentos. O cavalo pantaneiro, o gado Caracu, a pesca profissional, a Estação Ecológica de Taiamã, o chapéu Carandá, o artesanato de couro de peixe, são alguns deles.

O fotógrafo esteve pela primeira vez no Pantanal em 1983 quando tinha 18 anos. A última, muitos prêmios, filmes, séries e fotos depois, em 2008. Nem Morgana, sua filha de 7 anos, membro da expedição, é novata. Foi batizada em Bonito quanto tinha 9 meses, na viagem anterior.

“Ela tem talento para a fotografia”, avalia. “A viagem foi muito importante para o seu amadurecimento e crescimento. Teve aulas geográficas ambientais “in loco”. Comeu jacaré, tomou Tereré…  isso só fez engrandecer o “HD” dela. Vai estar nas próximas” decreta com o apoio incondicional da mulher, Carla Mendes.

À sua lista de atividades de produtora e editora, conhecedora do processo de produção audiovisual de cabo a rabo, ela incorporou outras tarefas. “Não dá para separar as coisas, a função é tripla: produtora, mãe e professora. As atividades da escola eram feitas comigo”, explica, lembrando que fez a segunda câmera e o making of. “A percepção precisou ser ampliada. Agora, é cuidar de mim e dela. Foi difícil, mas sempre soubemos que seria assim. Sempre quisemos que fosse todo mundo junto”.

Para Marcelo, o que mais mudou desde a última visita foram as condições do patrimônio publico e histórico das cidades visitadas. “Quando estávamos em Cáceres o Ministério Público entrou com uma ação contra o IPHAN pelo abandono do patrimônio histórico”, lembra.

Ele destaca, também, o caso do impacto das áreas públicas do Pantanal. “As reservas federais estão em condições mais razoáveis, mas onde o poder público não chega o descaso é total. A fiscalização é precária e os parques estaduais só existem no papel, tanto em Mato Grosso como em Mato Grosso do Sul”.

Nos locais privados explica que houve uma conscientização maior. As fazendas preservam e não geram grande impacto. O poder privado avança muito mais, avalia ressaltando que “a carta da Caiaman assinada recentemente, envolveu o todos os agentes, mas a iniciativa partiu do poder privado”.

Agora, explorar e editar os registros recolhidos para o longa “Pantanais do Pantanal”, produzido pela Código Solar, produtora do casal, é o principal. A série para TV será desenvolvida com calma. “Estamos na fase inicial da edição do filme. Ela deve ir até janeiro”, calcula. “O lançamento temático será no Rio de Janeiro, depois vamos viajar levando o filme até nossos parceiros”.

Bom, falta a opinião de Morgana, a menina que fez história por ser a primeira criança a visitar a Estação Ecológica de Taiamã. “Gostei bastante das onças e dos outros bichos”, conta ela pelo whatsapp. “Queria voltar o mais rápido possível, mas estou muito cansada. Mas, depois, vou voltar de novo!”

*Valéria del Cueto é jornalista, fotógrafa e gestora de carnaval. Texto da série “Parador Cuyabano” do Sem Fim…nas-trilhas-do-passo-do-lontra-park-hotelmorgana-na-producao

Túnel do Tempo : km 0 da EFMM, 2010

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O vento leva

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Quando você vê, foi…

Gente que encontrei por aí…Cátia Cernov

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XizeLando por aí

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Porto Velho, por aqui sempre umas poucas e boas (I)

tataPor Altair Santos (Tatá)

Um certo João Alves, apelidado de João Canarinho, por gostar muito de assoviar, era um fagueiro, enxerido, falante, bebedor de cachaça e até mesmo álcool 97º ou Leite de Rosas, afinal tudo valia e servia na falta da carraspana. Certa noite embarcou num “motô” na Boca do Rio Maici, abaixo de Calama, rumo a Porto Velho. Na manhã seguinte, bem cedo, antes de atracar no Cai N´água, confidenciara a uma senhorita, também passageira daquela nau de agosto de 1970, ser ele um homem de negócios, um bem sucedido que trabalhava com vendas.
Quando o barco exibiu a sua proa lá na ponta d´água, já quase na altura do complexo da EFMM ele, mais do que apressado se arrumou todo e, desconfiado, tirou de dentro de um enorme saco de pano uma enorme pasta tipo presidente, de couro, a qual abriu em segredo e, dentro dela, alojou um conteúdo esquisito, suspeito até. Depois, em galanteio, aproximou-se e detidamente fitou a jovem dama, fundo nos olhos, fez um riso com o canto da boca e, conquistador, piscou praquela tímida e visivelmente receptiva. A senha fora dada, se ela topasse o canarinho, malandro como ele só, assoviaria em gorjeios aos seus ouvidos, alma, coração e corpo inteiro. Mas atento, o pai da moça imediatamente chegou e desfez o flerte, o trololó.

Mal o barco encostou, o João canarinho de pasta em punho saltou em terra e olhou pra trás pra ver se, pela destreza, a encantadora moçoila o assistira admirada. Em seguida o representante de vendas ganhou a cidade barranco cima. Já no plano urbano andava de um lado pro outro, montado em alta boçalidade, a ponto de ser visto a uns duzentos metros, anunciado pela ultra-reluzente camisa amarela que usava e pelo escandaloso balançar dos braços e, claro, ornado pela enorme pasta que empunhava e sacudia em descompasso ao movimento cadenciado dos tradicionais homens de negócios da capital como o seu José Oceano Alves, José Saleh Moheb, Hortêncio Simplício, Boanerges Lima, João Vitaliano Neto (o João Maranhense) e outros.

Quando aquela tarde de calor infernal exigia do povo refrescar-se de alguma maneira, ele chegou à calçada do Bar e Sorveteria Café Santos onde alguns senhores também portavam pastas tipo presidente. Pronto, ali a coisa era alta patente, era no padrão de como queria, afinal a maioria era como ele, executivos alinhados. Pra melhorar avistou a moça do barco com seu pai numa das mesas se empanturrando de sorvete de graviola e guaraná. Nisso, todo na pose, tratou de ir ao balcão e, sobrando em panca acotovelou-se, pediu uma cerveja, soltou umas duas piadas para ser notado, serviu seu copo e bebeu numa só golada e fitou a jovem que, ao menor descuido do pai, lhe dispensava intercalados olhares de soslaio, enviesados e coloridos com certo ar de riso. Ela estava gamada, seduzida!

Um dos assíduos freqüentadores da casa, minucioso, prestava atenção naquele cidadão novato ao meio e cheio de curvas, gingas e balançados. Aproximou-se e com ele teve assim: boa tarde meu bom rapaz, como vai, seja bem-vindo, pelo visto você é recém chegado na cidade, não me lembro de tê-lo visto por aqui outras vezes, de onde vens, trabalhas com quê, veio pra morar, trouxe a família, ou estais de passagem? Era a vez do João Alves debulha, ao conhecimento daquela platéia, o seu currículo e aptidões e se fazer ouvir pela jovem presente no afamado point, o Café Santos.

Sem perder tempo agasalhou a pasta sobre quina do balcão, dobrou a manga da camisa até o plano três quartos, sacou do bolso um cigarro continental com filtro que ficou entre seus dedos e com voz empostada tascou: veja bem meu amigo, muito prazer, eu sou o João Alves seu criado, solteiro, sou paraense de Santarém, mas estou vindo do Amazonas, trabalho com venda de peças nacionais e importadas para motocicleta, carro e motor marítimo, caso o senhor precise posso lhe visitar em sua loja ou escritório, eu nem vim a passeio e nem pra ficar, estou aqui para conhecer a praça.
A informação soou útil por demais ao interlocutor que trabalhava numa loja de baterias automotivas e seria levada como boa nova ao seu chefe que na época, cremos, teria sido o senhor Henrique Pullig. No balcão após cumprimentos e alguns goles, o curioso voltou a perguntar: e o que tens aí na pasta, alguma novidade pra nos mostrar? A resposta: não, aqui só alguns tipos de rolamentos pra carro e moto, mas são pra uns modelos que aqui e Porto Velho não tem, são encomendas que vou mandar pra amigos em Manaus. Ah entendi disse outro!

Adiante, já rodeados por alguns interessados na prosa, o João Alves, pra desconversar, tascou: vamos beber umas e outras meus amigos hoje é por minha conta. Pediu mais duas e disse podem deixar que lhes sirvo os copos. Foi aí quando pegou a garrafa e, na desatenção, esbarrou-a na pasta que, em após queda alta, espatifou no chão e abriu-se toda, fazendo esparramar e rolar pelo salão e por entre as mesas, cadeiras e pés dos clientes e transeuntes na calçada, o farto conteúdo de três ouriços de castanha macetas, dois cacaus que se partiram em bandas e umas quatro ou cinco dúzias de tucumãs madurinhos.

Assustado e intrigado o seu amigo de conversa gritou: eeeiiita porraaaa hein, esses carros e motos de Manaus são muito modernos, usam até rolamentos de frutas! Nisso sem ter como se explicar, o João Canarinho empreendeu fuga saindo em disparada pela direita na Prudente de Moraes, outra vez dobrou a direita já na Natanael de Albuquerque e quase fora atropelado pelo Jipe do Sebastião Resky, atravessou a Praça Marechal Rondon e sumiu pra nunca mais voltar. No bar, a pasta, os ouriços e alguns tucumãs, ficaram como penhora em quitação à conta não paga.

tatadeportovelho@gmail.com

Estupro

filha,

escute, saiba que um dos piores crimes é o estupro
porque parece que ele nunca acaba
primeiro vem o monstro que pode ser qualquer homem
vagabundo, professor, doutor, pastor, mestre de tambor ou padre
depois no exame de corpo delito
quando o medico te trata como um pedaço de carne
depois vai encarar o delegado
que antes de te ouvir já vai ter te julgado
e vai fazer perguntas do tipo
o que você fazia na rua aquela hora da noite
e essa saia curta, e esse decote abusado
vão dizer que você tinha que ter se prevenido minha filha
e se o monstro for um artista famoso
pode apostar que a imprensa vai sujar teu nome
e queira deus que não aconteça
como aconteceu com aqueles 30 homens contra aquela menina
ou como aquela que foi empalada na argentina
ou como aquela que todos os dias
igual aquela que disse que não queria
e teve aquela que deixou anotado onde iria
se encontrar com aquela que foi viajar sozinha
e aquela que nesse momento sente a misoginia
e seja como for filha, seja como essas
que nascem do centro da rebeldia

Por elizeubraga

Pelas ruas de Belém…

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Bengui foto: Fernando Leitão

Brechó (ou… “7 tópicos e asterisco numa quase fábula fabulosa”)

aquidsela-160616-043-selaria-renascer-brecho-placa-roupas-novas-e-usadasTexto e foto de Valéria del Cueto

Falta tudo, inclusive tempo. Só não falta assunto… Então, vamos por itens. Tipo rascunho dos temas que o extraterrestre Pluct, Plact encaminhará para sua querida cronista enclausurada voluntariamente (ou não? Onde já se viu bate-papo com ser interplanetário?). Não captou? Então vamos por partes, como diria o esquartejador.

1 – A recém empossada presidente do STF, o Supremo Tribunal Federal, Ministra Carmem Lúcia, valoriza, a cada pronunciamento ou declaração, a cultura brasileira.

Na sua posse, entre outras citações, falou do filme de Adriana Dutra, “Quanto tempo tem o tempo” produzido pela Infinitto, da cuiabana Viviane Spinelli. Essa semana foi a vez de “Deixa o Alfredo falar”, título de crônica e livro do escritor Fernando Sabino.

Pelo menos, seguindo suas dicas, vai ter gente tendo que se ligar na genuína cultura “popular” brasileira. E não apenas na erudição do “juridiquês”!

2 – Prenderam o Eduardo Cunha. Vai delatar ou não vai?

3 – O anel que tu me destes não era de vidro, nem se quebrou. Mas, diz a lenda, foi devolvido! Custou R$ 800 mil o mimo que o delator Fernando Cavedish, da boa, velha e mal falada empreiteira Delta, bancou para Sérgio Cabral Filho – ex-governador que deu uma contribuição e$$encial para a falência do estado do Rio de Janeiro – presentear sua mulher, Adriana, na comemoração de seu aniversário em Mônaco. (A pesquisar se foi na ocasião da singela festinha o famoso evento dos guardanapos na cabeça).

4 – Verba e estrutura do Congresso Nacional usadas para fazer varreduras senatoriais visando evitar investigações de anti inteligência (como se escreve esse “fiz que fui e acabei fondo”, como diria Nunes, jogador do Flamengo, em priscas eras?*) para descobrir grampos, inclusive os autorizados pela justiça. Pela Lava-Jato, por exemplo. Com direito a varreduras nas residências nos estados. Senadores citados: José Sarney, Fernando Collor e Edison Lobão. Mais uma delação premiada e temos a Polícia Federal indo atrás do Chefe de Polícia e outros funcionários da… Polícia Legislativa do Congresso Federal.

5 – Por falar na família Sarney:

Governadores de Mato Grosso, Pedro Taques, e de Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja, com a presença do Ministro José Sarney Filho, do Meio Ambiente, assinaram a Carta de Caiman. Um termo de compromisso que estabelece políticas comuns para o Pantanal considerando seus aspectos ambientais e culturais semelhantes. Também prevê uma legislação única para regulamentar e proteger o sistema garantindo seu uso sustentável. A carta define o prazo de um ano para a definição de uma área de interesse para o econegócio, contemplando o planalto e a planície pantaneira.

6 – ECONEGÓCIO PANTANEIRO. Você ainda vai ouvir falar muito nesse termo. Beeeem diferente do agronegócio de sempre. Aquele…

7 – Uma rápida pesquisa no site do Senado Federal informa que o relator da PLS750/2011, na Comissão de Constituição e Justiça do Senado Federal, que dispõe sobre a Política de Gestão e Proteção do Bioma Pantanal, de autoria do atual Ministro da Agricultura, Blairo Maggi, é nada mais nada menos que o suplente do dito cujo, Cidinho dos Santos.

A relatoria da PLS na Comissão já foi do candidato à prefeitura do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, que passou para seu suplente quando assumiu o Ministério da Pesca, Eduardo Lopes. Coube a ele a apresentação de um substitutivo integral ao texto, depois retirado. Aí, Crivella trocou com ele. Reassumiu sua cadeira no Senado e Eduardo Lopes virou Ministro da Pesca.

O processo voltou para o homem do Bispo que se esqueceu dele. Com sua saída para ser candidato foi redistribuído pelo presidente da Comissão, Waldir Maranhão. Em julho desse ano, quem diria, que coincidência fortuita, foi cair no colo justamente do suplente do autor da proposta, conhecido mundialmente pelo singelo prêmio recebido, o “Motosserra de Ouro”…

Valéria del Cueto é jornalista, fotógrafa e gestora de carnaval. Crônica da série “Fábulas Fabulosas” do Sem Fim…

O sr. Robert Allen Zimmerman vence o Prêmio Nobel de Literatura

foto: F. Antolín Hernandez

foto: F. Antolín Hernandez

Bob Dylan, 75 anos, foi o escolhido este ano por ter criado novas formas de expressão poéticas no quadro da grande tradição da música americana, explicou a Academia Sueca.

Numa curta entrevista após anunciar o premiado, a secretária permanente da Academia Sueca, Sara Danius, explicou que Bob Dylan mereceu o prémio por ser “um grande poeta na grande tradição poética inglesa”.

“Ele encarna essa tradição”, disse a responsável, lembrando que há 54 anos que o cantor, poeta e compositor se reinventa, criando novas identidades.

Instada a escolher uma canção emblemática do agora Nobel da Literatura, Sara Darius disse que o álbum “Blonde on Blonde”, de 1966, “é um exemplo extraordinário da sua forma brilhante de rimar e do seu pensamento pictórico”.

A representante da Academia Sueca lembrou ainda, quando questionada sobre a especificidade da poesia de Dylan, que foi escrita para ser cantada, que também Homero e Safo, há mais de 2000 anos, escreveram poesia que devia ouvir-se. “E ainda hoje lemos Homero e Safo”

Salve A Nossa Pátria Querida !

Meu Deus, Meu Deus salve a nossa pátria querida !!!

Vana Lopes, vítima do médico estuprador faz abaixo assinado em defesa de Monica Iozzi

Vana Lopes : solidariedade a Monica Iozzi

A história ganhou repercussão acima do esperado pelo autor do processo. Ao condenar a atriz Mônica Iozzi a pagar uma indenização de R$ 30 mil por ter criticado a decisão de soltar o médico estuprador Roger Abdelmassih, acusado de cometer estupro contra mulheres que tentavam engravidar, o ministro do STF, Gilmar Mendes, mexeu em algo que parecia sepultado. Além da repercussão que ganha nas redes sociais, o caso suscitou um abaixo assinado de uma das vítimas do médico. Vana Lopes pede que o ministro recue na decisão de condenar a atriz. Algo sutil diante da ação que pedia silêncio e reparação.

A ação de Gilmar, ganha na Justiça, obriga Monica Iozzi a pagar-lhe R$ 30 mil e ainda assumir as custas judiciais. Mônica, como cidadã, criticou a decisão do ministro. Ao liberar o médico estuprador, Gilmar permitiu, involuntariamente, que fugisse. Afinal, o homem que atacou mais de 50 mulheres estava condenado a 278 anos de prisão.

Na sua página do Instagram a atriz escreveu:

“Cúmplice? “Gilmar Mendes concedeu Habeas Corpus para Roger Abdelmassih, depois de sua condenação a 278 anos de prisão por 58 estupros. Se um ministro do Supremo Tribunal Federal faz isso. Nem sei o que esperar.”, escreveu.

Por causa do comentário, Gilmar Mendes pediu na Justiça indenização de R$ 100 mil à atriz. Para o juiz que condenou Monica, o comentário dela violou “a dignidade, a honra e a imagem” do ministro.

Vana Lopes criticou a postura do ministro do Supremo. “Quem maiores danos sofreram com todo este drama foram as vítimas de estupro, que não receberam nenhuma indenização. Gostaria de lembrar que o Poder Judiciário deixou escapar o Monstro Abdelmassih, oportunidade que o médico aproveitou para fugir, e esta situação nos trouxe traumas irreparáveis”, escreveu Vana, autora do livro Bem-vindo ao inferno, em que relata o drama das vítimas.

“Ademais não podemos esquecer que esta decisão por fim onerou o Estado em gastos para prender o foragido que recaiu sobre todos nós brasileiros. Abster-se de receber a presente indenização certamente não irá ferir vossa honra nem causar maiores danos à militância das vítimas”, acrescentou.

O grupo “Vítimas Unidas” já tem mais de 78.000 mil integrantes on line que apoiam vitimas de violência , animais e ajudam em denuncias. A intenção é em breve apresentar projetos de leis que surgem das ideias no fórum de debates virtual .
A cada minuto uma pessoa é vitima ,podendo ser um amigo ou parente e não saber como denunciar, e deixa o algoz impune por brecha na lei. Para denunciar se nao quiser fazer on line Use o  email vitimas-unidas@hotmail.com que seu sigilo estará protegido.

Acesse a página do abaixo-assinado

vitimas-unidas

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via Conexão Jornalismo

Leia Também > Carta Aberta de Vana Lopes ao Min. Gilmar Mendes 

Lágrimas por nossa, senhora

flor-sa-ferreira-161006-img_20161006_125257393_30072263851_oTexto e foto de Valéria del Cueto

Na falta de solução, apelemos para a gentileza. Vamos pregar a delicadeza. Porque não, não está fácil pra ninguém.

A constatação é de Pluct Plact, aquele extraterrestre extraviado no planeta Terra, sem chance imediata de retorno para qualquer lugar menos lunático da galáxia.

Bem que ele tentou como paliativo uma vaguinha junto a sua amiga cronista, voluntariamente isolada já tem um tempo numa “invernada”, do outro lado do túnel (é seu correspondente, único contato com o mundo exterior). Mas a lotação anda esgotada, com uma imensa fila de terráqueos querendo vaga no lugar. Como alienígena juramentado, não conseguiu sequer fazer sua inscrição. Chegaram a conclusão que de louco, ele não tinha nada.

Uma pena. Isso o obrigou a acompanhar mais uma eleição  para poder contar na próxima visita, entre outras novidades, que passado o limpa banco eleitoral, vem aí um refresco até a votação do segundo turno.

Pelo menos em 55 cidades com mais de 200 mil eleitores divididos (onde os candidatos não alcançaram maioria simples mais um), haverá chance de uma discursão mais aprofundada sobre o modelo de gestão a ser adotado.

Não que adiante muito em alguns lugares. No Rio, tédio… Vai dar Marcelo. Crivella ou Freixo. Oito ou oitenta. Com muitas ausências, votos nulos e brancos entre os extremos.

Sobre São Paulo pretende nem citar, se ela não perguntar…

Um pedido garantido da reclusa será um rápido painel do seu Mato Grosso. Momento de tensão. Pra começar, a inacreditável sinalização referente a  participação feminina no pleito. Dos 141 municípios, 15 prefeitas se elegeram. Delas, 12 são marinheiras de primeira viagem no cargo. Parece pouco?

Nos legislativos elas ocuparão reles 12,93% das cadeiras. 42 localidades não têm nenhuma única mulher na câmara municipal! Santa Carmem é o único município do estado em que estão em maioria ocupando 5, das 9 vagas. Informações do jornalista Eduardo Gomes.

E quanto ao segundo turno na capital, assunto de interesse geral? Em Cuiabá, entre Emanuel Pinheiro, do PMDB, e Wilson Santos, do PSDB. Lá, como no Rio e São Paulo, a ausência foi campeã de votos no primeiro turno. É difícil saber quem é o mais do mesmo.

Sim, Emanuel, do PFL, para o PDT (onde costurou o apoio do partido a candidatura de Wilson Santos à prefeitura, conta seu site), na Secretaria de Trânsito e Transportes Urbanos do prefeito eleito… Wilson Santos. Vai pro PL, PR e, finalmente para o PMDB de… Carlos Bezerra.

Já Wilson Santos abre os trabalhos no PMDB de… Carlos Bezerra, como vereador. Passa para o PDT e depois para o PSDB. Prefeito por um mandato e meio.

Tudo parecido. Wilson diz que é Dante. Emanuel é Jonas Pinheiro. Emanuel é Blairo que governava quando Wilson era prefeito. Que é Pedro Taques. Wilson só não é Mauro Mendes e esse jamais será Wilson, se nem agora assumiu. Mas são do mesmo grupo político, captou?

A parte boa é que há mais tempo para conhecer as características dos postulantes e suas propostas.

Isso, enquanto o mundo continua girando e a história é atropelada pelos acontecimentos. O Brasil está… Melhor deixar pra lá. Vamos manter o ânimo elevado.

Como Pluct, Plact é otimista, idealiza um período de depuração. Considera que pior não pode ficar.Então o jeito é peneirar. O problema é: peneirar o que?

Os surpreendentes sinais de que há humanidade no meio de tanta crueldade, sugere. Pequenas sutilezas. Como as miúdas Lágrimas de Nossa Senhora fotografadas (colher jamais) para a amiga. Elas florescem! Num pé de árvore numa rua qualquer de Copacabana…  

Valéria del Cueto é jornalista, fotógrafa e gestora de carnaval. Crônica da série “Fábulas Fabulosas” do Sem Fim…

Pelas ruas de Belém… Auto do Círio

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foto: Fernando Leitão

Butão, o país do Ministério da Felicidade

O Butão, país ao sul da China, é a única nação no mundo cuja religião oficial é o budismo tântrico. Assim, o objetivo principal de seu governo é fazer com que cada um de seus cerca de 700 mil habitantes seja feliz. E, acredite, isso está consagrado no artigo 9º da Constituição do país.

Como isso funciona? Por exemplo: nos censos sempre é perguntado aos cidadãos: «Você é feliz?» Durante na última edição, de 2015, foi constatado que 35% dos butaneses são ’muito felizes’ e 47,9% são ’felizes’.

Outra curiosidade: o país asiático contabiliza o PIB, Produto Interno Bruto, mas dá muito mais ênfase a um indicador mais em linha com o que a Constituição busca, a Felicidade Interna Bruta. Isso quer dizer que, para além do crescimento econômico puro e simples, o ponto fundamental das políticas públicas é a busca dela, a felicidade. E é aí que entra o Ministério.

O Butão é realmente um país incrível: não há fome no país e os índices de criminalidade são baixíssimos; Seus habitantes são pessoas abertas, hospitaleiras, mas, ao mesmo tempo, defendem sua cultura única e original contra as influências do mundo exterior.

É proibido caçar ou pescar e a maioria dos habitantes é vegetariana. A importação de adubos químicos é proibida e toda a produção agrícola é orgânica.

Outra peculiaridade de Butão é que não se derrubam bosques; ao contrário, se plantam mais e mais árvores. O país é realmente um lugar de pureza e iluminação. A região ainda é pouco conhecida e a parte sul (que faz fronteira com a Índia) quase não é habitada, funcionando como reserva de fauna e flora.

O reino é completamente autossuficiente e garante alimentos e roupas a toda a sua população.

fotos : Geografia da Vida

fotos : Geografia da Vida  texto : Incrivel Club

Bons tempos…

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Pega se correr, come se ficar.

pega-se-correr-come-se-ficarTexto e foto de Valéria del Cueto

Se eu conseguir sentar e fazer na carreirinha, a crônica dessa semana… sai.

Igualzinho a campanha política desse ano, meio nas coxas, na correria, mas com consequências imprevisíveis.

Já é tarde e não dá para escrever um texto na véspera das eleições para prefeitos e vereadores em todos os municípios do país sem  sentir a pulsação do último debate na televisão.

Conclusão? Alguém vai pagar por isso e, não sei por que, tenho a péssima impressão de que será o povo.

Até procurei pra ver se descobria quem era responsável pelo conjunto primoroso da obra do texto da lei que regulamentou o pleito de 2016.

Ela reduziu o tempo de campanha de 90 para 45 dias, o período eleitoral no rádio e na TV de 45 para 35 dias (já foram 90), os programas para 2 blocos de 10 minutos, eram 30 minutos.

Também aumentou o número de inserções nos intervalos da programação. Ou seja: diminuiu a lógica e fragmentou ainda mais a informação, dificultando a apresentação dos postulantes aos cargos no pleito eleitoral à população, àquela posteriormente responsabilizada pelas mazelas públicas.

Aliás, entre outras peculiaridades, camuflou a desinformação e o despreparo dos candidatos, já tolhidos nos meios disponíveis para se apresentarem.

Tudo isso no meio do esforço olímpico e da enxurrada de denuncias que não pararam de brotar das entranhas do combalido tecido político empresarial do país.

Serão as eleições da ignorância, no sentido de ignorar, não dispor das informações necessárias para (re)conhecer os melhores candidatos.

O que, por si só já é um problemão. Muita gente dos “esquemas” sem querer largar o osso. Outro tanto despreparado para as tarefas de conduzir os destinos dos munícipes.

Faltam quadros competentes! Num momento em que os horizontes do futuro econômico nas macro e micro regiões brasileiras andam para lá de complicados.

Afinal, o que faz alguém querer passar 4 anos apagando incêndios, segurando buchas e ouvindo reclamações e demandas? Tá bom que tem os puxa-sacos de plantão, mas essa sensação de poder é suficiente?

Tem que ter algum atrativo muito poderoso!

São esses, interessados nessa missão quase impossível, que disputam nosso voto no domingo. Serão decisões difíceis. Ainda mais agora que sabemos que o que sempre ouvimos dizer, sim, não passa da mais vergonhosa e indigna realidade.

Estamos sendo roubados, espoliados e vilipendiados em nossos direitos básicos de cidadãos. O dinheiro de saúde, educação e demais melhorias que deveriam ser pagas com nossos impostos está sendo sistematicamente desviado para sustentar esquemas espúrios e criminosos.

Seu voto dá a eles o aval para executar e fiscalizar o dinheiro arrecadado. Escolha da melhor maneira possível seus candidatos.

Sim, vai ser mais difícil. Não, você não deve fugir da sua responsabilidade de dizer francamente o que está pensado nas urnas. E seja o que Deus quiser.

Querer um futuro promissor e todas as ferramentas para alcança-lo? Agora está complicado. O bicho papão da crise ameaça morder nossos calcanhares!

Enquanto isso, a vida passa…

PS. No debate do Rio, a vida imita a arte. Marcelo Freixo, candidato do Psol para Cidinha Campos, vice de Pedro Paulo, do PMDB,  conhecido pela acusação de bater na mulher: “ Você não gosta de mim, mas sua neta gosta”, como na música de Chico Buarque…

Valéria del Cueto é jornalista, fotógrafa e gestora de carnaval. Crônica da série “Arpoador do Sem Fim…

Luiz Brito apresenta a exposição “Queimadas” em Porto Velho/RO

A exposição Queimadas pendura nas paredes do palácio do governo estadual de Rondônia imagens de 20 anos do trabalho do fotógrafo Luiz Brito. Lá estava ele: filho de uma mulher de 90 anos, que cresceu num seringal pra dentro desse rebolado de mato todo, na beira do Guaporé, rio que teima em se insinuar como uma sucuri enrolada em frondosas castanheiras, samaúmas, e terrenos alagados, que mais parecem cultivados por ciumentos jardineiros. Luiz sabe disso. A gente não falou de eleições, a gente não falou de poder, nem de esquerda e nem de direita. A gente falou de suas fotos, não de todas. A gente falou daquelas fotos. Contou-me ter chegado por centenas de vezes no dia seguinte às queimadas. A sola do pé estrondava de calor, a fumaça invadia as ventas, as vísceras ardiam. “É o horror!” ele me disse. “Parece um cemitério”. A imagem feito um radiofone. Dava pra escutar os gritos dos pássaros desesperados, voando, em chamas, deixando para trás seu ninho e a prole. Uma preguiça, que não morreu queimada, mas tentando atravessar um deserto sem água e sem alimento. Os rastros de pequenos animais, que já não existiam. As formas geométricas dos troncos abatidos pelo fogo e pela motoserra, se equilibrando uns sobre os outros. Isso tudo ele me contou. “É o horror”, ele repetiu. “São corpos. Estão incinerados”. Não duvidei. Lembrei do relato autobiográfico de Primo Levi, um homem que foi oprimido até o fundo num campo de concentração durante a segunda Guerra Mundial. Ali, a lógica rigorosa de humilhação, tortura e aniquilação se revela com tanta força, que já não é possível terminar a leitura sem ter sentido vergonha, e uma centena de náuseas. “Estão incinerados”, dizia-me Luiz. E a fumaça me invadiu.

Nicole Soares

queimadas

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A exposição acontece a partir do dia 3 de outubro, na Galeria do Edifício Pakaas Novas (térreo) , Palácio Rio Madeira em Porto Velho, capital de Rondônia. Queimadas em Rondônia. Uma realidade protagonizada pela ignorância e ganância de alguns que lucram com esta tragédia que mata sem piedade a vida. Uma das fotos da exposição, abaixo, em p & b processo analógico (filme) . Local do registro , municipio de Porto Velho

Laboratório de Instantes

 

Reprodução / Facebook

Reprodução / Facebook

via Laboratório de Instantes

Pelas ruas de Belém…

Bairro do Telégrafo foto: Fernando Leitão

Bairro do Telégrafo foto: Fernando Leitão

Tudo por uma selfie ou a loucura dos nossos tempos

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Musculação e dieta vegetariana: é possível obter bons resultados sem o consumo de carne?

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Conquistar um corpo definido e tônus muscular estão entre os principais desejos dos praticantes de musculação – a atividade é, indiscutivelmente, a mais recomendada para o ganho de massa magra. Porém, também é de conhecimento geral que investir na malhação não é a única regra para aqueles que desejam conquistar a boa forma: os praticantes dessa atividade sabem que seguir uma alimentação balanceada e rica em proteínas, especialmente as de origem animal, é tão importante quanto suar na academia. A relação dieta x exercícios é fundamental tanto para o desempenho quanto para os resultados – fator que pode gerar muitas dúvidas nos adeptos ao vegetarianismo. Por restringir de forma total ou parcial o consumo de alimentos de origem animal, a vertente alimentar pode parecer pouco favorável àqueles que desejam desenvolver músculos. Contudo, tal crença não passa de mito: quando bem orientada, a dieta com restrição ao consumo de carne pode ser tão nutritiva quanto a onívora e propiciar o aporte proteico necessário para o ganho de massa magra, desde que alguns cuidados sejam tomados.

Diferentes vertentes

A motivação para adoção de uma dieta vegetariana pode ser fundada em questões variadas, desde crenças filosóficas ao simples desejo de adotar um estilo de vida mais saudável. Justamente por envolver questões complexas que, em alguns casos, vão além da questão alimentar, existem diversas vertentes que podem ser mais ou menos restritivas quanto ao consumo e utilização de produtos de origem animal.

Vegetarianos x Veganos

Dentre as vertentes mais comuns podemos citar os vegetarianos estritos, que assim como os veganos, não consomem qualquer alimento de origem animal, incluindo carnes, ovos, derivados do leite, mel, e até mesmo gelatina. A diferença substancial entre eles é que para os veganos essa preocupação não se limita somente à dieta: seus adeptos também evitam produtos cosméticos, de vestuário ou qualquer outro item que tenha origem ou que envolva a exploração animal em sua fabricação. Contudo, do ponto de vista nutricional, a dieta seguida por essas duas categorias é similar, baseando-se exclusivamente no consumo de alimentos de origem vegetal.

Vegetarianismo flexível

Existem também aqueles que simplesmente desejam diminuir ou eliminar a ingestão de alimentos de origem animal, fazendo parte das linhas mais flexíveis do vegetarianismo. Neste âmbito, as mais populares são os Ovolacto-vegetarianos – que restringem o consumo de carne mas ingerem ovos, leite e derivados; os Ovo-vegatarianos – que limitam sua dieta ao consumo de vegetais, mas também fazem uso de ovos; e os Lacto-vegetarianos – que não consomem ovos, mas podem ingerir leite e derivados. Outras vertentes podem aderir, até mesmo, o consumo de carnes brancas ou somente a carne de peixe, por exemplo. Porém, nestes casos, a disponibilidade de alimentos ricos em proteínas não difere muito de uma dieta onívora.

Aminoácidos x dieta vegetariana

Deixando de lado as questões filosóficas e atentando para o ponto de vista nutricional, as dietas que excluem o consumo de carnes como a vegetariana estrita, a vegana, a ovolacto-vegetariana e suas variações são as que mais geram questionamentos quanto a sua eficácia no ganho de massa magra, uma vez que existe o consenso de que estes alimentos são substanciais para a oferta de nutrientes construtores dos músculos.

De acordo com a nutricionista Sinara Menezes, isso ocorre porque ainda que existam vegetais ricos em proteínas, a disponibilidade desse nutriente no organismo varia conforme sua fonte: “Proteínas de origem animal como o frango e a própria carne vermelha são consideradas de alto valor biológico pois fornecem ao corpo aminoácidos essenciais em quantidades adequadas. Os aminoácidos essenciais são, por sua vez, partes estruturais das proteínas que não são fabricados pelo corpo e precisam ser obtidos através da dieta – esses micronutrientes são indispensáveis na construção de tecidos como unha, pele, cabelos e, inclusive, dos músculos. ” O grande problema é que, em comparação com esses alimentos, as fontes vegetais possuem valor biológico inferior.

Contudo, isso não significa que é impossível ter uma boa oferta de micronutrientes essenciais para a hipertrofia – é viável tanto ter uma dieta perfeitamente saudável quanto nutritiva. A única diferença é que o praticante de musculação adepto ao vegetarianismo deverá redobrar a atenção com as escolhas do cardápio e apostar nas combinações proteicas para garantir o ganho de massa muscular.

Combinações poderosas

A necessidade de uma dieta equilibrada é tão fundamental para o vegetariano quanto para o indivíduo que consome carne, porém, de acordo com a nutricionista, aqueles que não desejam ingerir qualquer tipo de proteína animal devem recorrer à um cardápio diversificado, combinando em uma mesma refeição ou ao longo do dia, diferentes tipos de proteínas vegetais, afim de complementar a oferta de determinados micronutrientes.

De acordo com a profissional da Nature Center, um bom exemplo é o tradicional arroz com feijão: “O arroz é rico num aminoácido chamado metionina e pobre em lisina, enquanto com o feijão ocorre exatamente o contrário – ele possui alta concentração de lisina e baixa metionina. Ambos aminoácidos são essenciais, ou seja, não são produzidos pelo corpo e estão ligados à recuperação muscular e a fabricação de tecidos. Logo, é uma excelente alternativa para a dieta vegetariana pois equilibra o aporte desses micronutrientes e enriquece a oferta proteica. ”

Para dar mais variedade ao cardápio, pode-se alternar essa preparação combinando alimentos como a soja, o grão de bico e a ervilha – todos ricos em proteínas. “A quinua é boa alternativa para o arroz, além de uma excelente fonte de proteínas, o cereal é rico em ácidos graxos como o Ômega 3 e 6 e possui uma boa concentração de carboidratos que vão dar energia para a prática esportiva. ” Também é possível recorrer as oleaginosas, grãos e sementes, utilizando-os em saladas ou nos lanches.

Pontos fortes e fracos

Do ponto de vista nutricional, a dieta vegetariana pode oferecer vantagens e desvantagens aos praticantes de atividades físicas como a musculação. É importante lembrar que qualquer dieta adotada de forma deliberada, sem a devida orientação médica pode oferecer riscos à saúde. Portanto, conhecer essas características é fundamental para que apostar no que há de melhor neste perfil alimentar e também para que se recorra a alternativas que evitem o desequilíbrio de nutrientes.

Vantagens:

  • Menos gordura: Quando existe a orientação médica e segue-se uma dieta equilibrada, o vegetarianismo colabora para redução do colesterol por haver uma menor ingestão de gordura saturada, presente em abundância nas carnes. Logo, com a prática de exercícios, a tendência é de uma diminuição do índice de gordura corporal e maior definição – novamente: quando a dieta é balanceada e a rotina de exercícios executada adequadamente.
  • Alimentação saudável: Em geral, pessoas que procuram reduzir ou excluir a ingestão de carne de suas dietas despertam também um maior interesse pela qualidade da alimentação e passam a investir em alimentos saudáveis. Quando isso ocorre, existe um maior consumo de frutas, legumes, cereais integrais e outros alimentos que aumentam o aporte de vitaminas e minerais.
  • Mais fibras e antioxidantes: Vegetais são ricos em fibras, que propiciam a digestão, a saciedade e a perda de peso. Da mesma forma, boa parte desses alimentos são ricos em antioxidantes, substâncias capazes de prevenir a ação dos radicais livres que causam o envelhecimento precoce das células e estão relacionados ao surgimento de várias doenças.

Desvantagens:

  • Risco do ganho de peso: Ainda que muitas pessoas associem a perda de peso à dieta vegetariana é preciso um alerta: se não houver um controle qualificado do consumo de carboidratos, existe o risco de engordar tanto quanto em uma dieta convencional. Com a ausência da carne no cardápio é preciso redobrar a atenção para não exagerar no consumo dos carboidratos, especialmente os refinados. É importante evitar opções pouco saudáveis como batatas fritas, massas brancas e alimentos ricos em açúcar.
  • A polêmica B12: Igualmente, em uma dieta mal orientada, pode haver um risco maior da deficiência de alguns nutrientes. Vegetarianos, em especial, precisam de maior atenção quanto ao aporte de vitamina B12, pois este nutriente é encontrado (de forma ativa) exclusivamente em alimentos de origem animal. A deficiência dessa vitamina também conhecida como cobalamina, pode causar sintomas como exaustão, tonturas, cansaço e até mesmo confusão mental. Por estar ligada à produção de glóbulos vermelhos, sua deficiência severa pode causar o comprometimento da oferta de energia e levar à anemia.
  • Deficiências nutricionais específicas: Outra questão relevante é a baixa oferta de determinados sais minerais como o cálcio e o ferro – cujas fontes mais ricas são alimentos de origem animal. Como estes nutrientes são essenciais e desempenham diversas funções primordiais no organismo, é preciso atentar para a oferta desse nutriente na dieta vegetariana afim de evitar possíveis deficiências que prejudiquem a saúde.

É preciso suplementar?

De acordo com Sinara, a suplementação não é via de regra para todo vegetariano – tudo depende da qualidade da sua alimentação. O fundamental é que haja o acompanhamento profissional para que se avalie o perfil nutricional individual do praticante de musculação. “Do ponto de vista proteico, aqueles que seguem uma dieta na qual é permitido consumir ovos e/ou leite, atingir o aporte proteico adequado não é um problema pois esses alimentos possuem uma concentração de proteínas tão qualificada quanto à das carnes. Nesses casos é possível, inclusive, fazer uso de suplementos à base da proteína do soro de leite ou da clara do ovo, quando necessário. ”

Para os vegetarianos estritos ou veganos, o adequado é apostar nas combinações proteicas e recorrer, quando necessário e sob orientação médica, à suplementação especializada à base de proteínas isoladas de origem vegetal, como a soja ou o arroz, por exemplo. “No geral, a dieta vegetariana bem orientada é capaz de suprir todas as necessidades proteicas de um indivíduo normal. Somente em alguns casos, quando a necessidade de proteínas é maior devido ao perfil do atleta, recomenda-se a suplementação. ” – explica.

Quanto às possíveis deficiências nutricionais, a profissional alerta que nunca é recomendável fazer uso de qualquer produto deliberadamente “Até mesmo no caso da suplementação de B12 é preciso analisar o perfil individual. Essas necessidades não são particularidades do vegetariano, em muitos o uso de suplementação ou multivitamínicos é recomendado inclusive a pessoas que comem carne. Portanto, uma possível carência não se resume apenas ao não consumo de proteínas animais. ”

Em geral, a melhor aposta é reforçar a alimentação de forma qualitativa afim de suprir a carência nutricional de algumas proteínas vegetais: “o aporte adequado de cálcio, por exemplo, é perfeitamente possível através da ingestão de vegetais escuros como brócolis, quiabo e couve. Quanto ao ferro, é interessante, além da ingestão de alimentos ricos neste sal mineral como a couve, o feijão, e o aspargo, incluir alimentos ricos em vitamina C na dieta – eles otimizam a absorção do nutriente pelo organismo. ” E claro, seguir orientação profissional sempre que mudanças drásticas forem feitas na dieta, dessa forma é possível garantir o ganho de massa mesmo sem a ingestão de carnes, com um cardápio nutritivo e bem balanceado.

Fonte: Nature Center

Túnel do Tempo : Madeira-Mamoré em 2011

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Estação da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré em Porto Velho/RO

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Túnel do Tempo : Madeira-Mamoré em 2011

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Pelas ruas de Belém…

Bairro de Fátima foto; Fernando Leitão

 foto; Fernando Leitão

Ator Domingos Montagner morre após mergulhar no rio São Francisco

atorO ator Domingos Montagner, que estava desaparecido desde a tarde desta quinta (15), foi encontrado morto em Canindé de São Francisco, sertão sergipano. A TV Globo acaba de confirmar que as equipes de buscas encontraram o corpo preso em pedras do rio a 30 m de profundidade. De acordo com um anúncio feito pela TV Globo, o ator gravou cenas da novela pela manhã e, após almoçar, foi mergulhar, mas não voltou à superfície.

Domingos Montagner, que interpreta o Santo, protagonista da novela “Velho Chico”, estava desaparecido. Depois de almoçar com a colega de elenco Camila Pitanga, na cidade de Canindé de São Francisco, no Sergipe, onde a trama é gravada, o ator saiu para tomar banho no rio São Francisco, em um local chamado prainha de Canindé do São Francisco, 

De acordo com o soldado Carlos Santos, da PM de Sergipe, o local escolhido por Domingos Montagner para mergulhar é perigoso. “O local do desaparecimento foi o pior lugar para se tomar banho. Ali há um desencontro das águas e formam-se redemoinhos. Realmente é onde o rio é mais complicado, há vários retornos da água”, contou o policial ao “UOL”.
De acordo com fontes próximas à novela, Domingos e Camila estão de folga das gravações. Eles teriam ido almoçar na região onde o ator desapareceu, enquanto a equipe trabalhava em outro local, gravando uma cena com Marcelo Serrado.

O povo da areia

rndunas-160826-042-rn-natal-dunas-ponte-nova-buggy rndunas-160826-051-rn-natal-dunas-jenipabu-dromedariosTexto e fotos de Valéria del Cueto

Vi de um tudo nessa viagem ao Rio Grande do Norte, inclusive o básico. Falo do clássico percurso pelas dunas. Passear de buggy pelas areias do litoral norte de Natal, passando por Jenipabu é obrigatório!

Quando entrei no hotel da Via Costeira, em Ponta Negra, um detalhe chamou minha atenção. Junto ao shampoo, creme e touca de banho, na cesta de amenities, havia uma embalagem com 4 hastes flexíveis, os famosos cotonetes. Não entendi de imediato sua utilidade…

Na manhã em que seguimos de buggy para as dunas, foi avisado para que prendêssemos os cabelos porque o vento era muito forte e embaraçava tudo. Protetor solar, bandana na cabeça e pulei pra dentro do veículo de Sandro Bugueiro. Pronta pro que desse e viesse.

Faltou avisar que o vento trazia a areia, em grandes quantidades. Nas paradas para fotografar a lagoa quase seca de Jenipabu, assediada pelos donos de jegues com flores na cabeça e chapéu de palha para tirar fotos com os animais, senti que precisava proteger mesmo era a câmera fotográfica. Fiz com a canga um tipo de sling wrapp, aquele pano de carregar bebês no colo, botando e tirando o equipamento para dentro da proteção cruzada nos ombros quando queria fotografar.

Vi que a coisa era mesmo séria no alto da duna com a vista do famoso Bar 21, onde os pacientes dromedários passeiam com turistas enfeitadas com véus e tiram fotos num fundo cenográfico de um mercado árabe. De repente, surgiu um ser do Povo da Areia, do Star Wars. Mangas compridas, luvas, um legging preto e branco, meias coloridas, rosto coberto por panos, óculos escuros  e uma viseira para segurar a quase burca na cabeça. Nas mãos, um computador. Ficção científica!

É nesse local que os bugueiros e suas famílias se reúnem para ver os fogos na passagem do ano. Em Natal, eles enfeitam a Ponte Nova e o ponto garante uma visão privilegiada do espetáculo, me conta Sandro, presidente da Bugueiros Coop, uma das cooperativas dos profissionais.

E não pensem que é fácil ser um deles! Em novembro de 2010 havia 660 permissionários. Para se tornar um bugueiro é preciso fazer um curso de 8 meses, com 332 horas de aulas teóricas e 130 de aulas práticas que incluem turismo, mecânica, preservação ambiental, geografia e história do Rio Grande do Norte.

Importante protagonista turístico local, o passeio de buggy foi declarado Patrimônio Imaterial de Natal. A atividade começou no final dos anos 70. O primeiro cenário explorado foi o das dunas de Jenipabu.

Tudo é deslumbrante! Uma sucessão de cenários paradisíacos se descortina no percurso em direção ao norte. Atividades variadas são apresentadas aos turistas. Depois de um roteiro pelas dunas, “com ou sem emoção”, a passagem dos veículos de balsa pelo Ceará- Mirim, as delícias culinárias locais, com destaque para o espetinho de lagosta…

Há, também, as práticas do skibunda e do aerobunda, na Lagoa do Jacumã. No início, os rapazes que organizam o passeio contaram, existia apenas o skibunda. Mas a descida começou a alterar a vegetação nos pontos em que eram realizadas e alguém teve a ideia de usar uma tirolesa, com aterrisagem nas águas da lagoa. Hoje, o sistema evoluiu, explica Pedro, que opera a produção dos DVDs com fotos dos turistas capturadas no percurso e encaminhadas por redes mantidas por roteadores para o computador do técnico de informática. Ele já trabalhou de garçom num dos restaurantes da região e garante que não ficará no serviço a vida toda. Está fazendo faculdade de enfermagem e pretende seguir a profissão de sua mãe, que sempre viu ajudar os outros.

É isso que faz, dentro de outro contexto, o precioso pacotinho de cotonetes distribuído aos hóspedes do hotel. Uma grande ajuda no retorno do passeio  ao descobrimos a quantidade de areia capaz de entrar nos ouvidos numa volta pelas as dunas do Rio Grande do Norte. Haja vento, areia e memórias, como sempre…

*Viagem realizada a convite da Secretaria de Turismo do Rio Grande do Norte.

** Valéria del Cueto é jornalista, fotógrafa e gestora de carnaval. Crônica da série “Nordeste” do Sem Fim…

Do mural de Alberto Lins Caldas

as 6 em ponto

● ha mais sangue nos cavalos ●
● nos porcos e nas vacas q nos homens ●
● gordos e grandes como cavalos e porcos ●

● grandes e gordos como vacas ●
● ha tanto sangue q o rio transborda ●
● de sangue toda sexta feira as 6 em ponto ●

● da tarde na noite dos peixes mortos ●
● porq ha sempre sangue demais nos cavalos ●
● nos porcos nas vacas q nos homens ●

● grandes e gordos como cavalos como porcos ●
● como vacas q sangram berrando com medo ●
● como berra o medo dos homens o medo ●

● quando a faca afiada vaga e jugula ●
● estraçalha o peito arranca dedos e narizes ●
● adentra olhos e bocas como em nos ●

● aqui q é o lugar da morte o campo ●
● assim como em porcos em cavalos nas vacas ●
● em todas as vacas q se sacodem sangrando ●

● sempre mais q os homens as vacas ●
● os porcos nas sextas feiras as 6 em ponto ●
● quando abrem os tanques cheios de sangue ●

● mortos fora de casa e em casa ●
● eles devoram pai mãe e filhos berram ●
● os cavalos os porcos e as vacas evisceradas ●

● vejam como chega o sangue ●
● vejam como boiam os peixes afogados ●
● no sangue dos cavalos dos porcos das vacas ●

● as 6 em ponto o sangue sempre dos homens ●
● homens q se matam enquanto matam ●
● os cavalos os porcos as vacas ●

● continuar vivendo grita o cavalo ●
● eviscerado pro porco eviscerado pra vaca ●
● eviscerada pros homens eviscerados ●

● todos entre os peixes afogados q dizem ●
● a carne dos homens é fria é doce a carne ●
● dos porcos dos cavalos das vacas ●

● é quente é amarga toda sexta feira as 6 ●
● em ponto da tarde enquanto o porco grita ●
● agoniado agoniado continuar vivendo ●

● porq os homens não podem mais gritar ●
● agora so o sangue dos tanques indo matar ●
● os peixes afogados dizendo é doce demais ●

● continuar vivendo mesmo assim ●
● sem nada poder dizer sem nada poder fazer ●
● nada diz o porco pro cavalo sim agoniado ●

● agoniado com a morte dos 1000 cavalos ●
● dos 1000 porcos das 1000 vacas essa semana ●
● com a morte dos 3 homens de carne doce ●

● agora as 6 em ponto da tarde a morte ●
● tão inesperada pro cavalo tão inesperada ●
● pro porco tão inesperada pra vaca inda ●

● agoniada com essa morte inesperada ●
● berram os cavalos os porcos as vacas inda ●
● agoniadas com essa morte tão inesperada ●

● essa morte inesperada dos homens ●
● inda agoniados com essa morte tão assim ●
● inesperada com os homens olhando ●

● sem nada fazer dizem os homens q morrem ●
● restam os peixes mas eles tão afogados ●
● no sangue e nada conseguem dizer ●

● nem mesmo o é grotesco grotesco q dizem ●
● os porcos q dizem as vacas q dizem ●
● os cavalos mas nem os homens ●

● dizem nada quando se esfaqueiam quando ●
● jogam seu sangue no chão pros tanques ●
● quando caem calados entre homens ●

● sempre calados é grotesco grotesco ●
● se entreolham sem olhos os cavalos as vacas ●
● os porcos enquanto o sangue corre ●

● silencioso pros tanques é grotesco grotesco ●
● dizem todos afogados como peixes q boiam ●
● mortos é grotesco grotesco essa coisa toda ●

● sexta as 6 dizem eviscerados aos pedaços ●
● nos ferros todas as vezes diferente os ferros ●
● na carne e tudo desmorona desde sempre ●

● mortos fora de casa e em casa ●
● eles devoram pai mãe e filhos berram ●
● os cavalos os porcos e as vacas evisceradas ●

● diz o cavalo pro porco q repete ●
● pra vaca q não pode repetir pros homens ●
● q fora daqui é tudo falso tudo infiel e teatro ●

● so aqui existe o mundo a verdade e todos nos ●
● termina o cavalo enquanto sem olhos olha ●
● o sangue indo silencioso pros tanques ●

*

Reprodução / Facebook

Reprodução / Facebook

Site “Meu Município” compara salários de prefeito, lixeiro e outras funções com o seu

Um site resolveu possibilitar de uma forma fácil a comparação entre os salários de funcionários públicos e outros servidores de uma cidade. A calculadora do site Meu Município abrange as 15 maiores cidades do Brasil e mostra também as médias municipais .

Faça AQUI o seu cálculo.

A calculadora usa dados do DataViva, Transparência Brasil e LAI para listar os salários de dirigentes públicos, gerentes bancários, guardas municipais, servidores do judiciário, lixeiros, médicos, motoristas de ônibus, prefeitos e vereadores, além do cálculo da média.

A campanha também visa informar os cidadãos desses valores na iminência das eleições municipais, que ocorrem no próximo mês. Segundo o portal Meu Município o objetivo é “buscar uma forma diferente e divertida de acompanhar as eleições”

No vídeo sobre as eleições que está rolando no site, por exemplo, é esclarecido que o total de candidatos nessas eleições em todo o Brasil chega perto de 500.000, ou seja, a população inteira da cidade de Porto Velho, capital de Rondônia.

Rondônia terá primeiro longa de ficção

Uma trama que mistura corrupção política, suspense sobrenatural e ‘road-movie’, tendo a Amazônia como cenário principal. Esses são os ingredientes que formam aquele que pode vir a ser o primeiro longa-metragem de ficção realizado por uma produtora rondoniense. A Espaço Vídeo, coordenada pelos documentaristas Jurandir Costa e Fernanda Kopanakis, foi a única vencedora nortista do edital de produção de cinema Prodecine 1. O resultado, divulgado no dia 31 de agosto, contemplou 34 novas produções cinematográficas de todas as regiões do Brasil.

O filme rondoniense se chama ‘Perdidos’, um roteiro original escrito pelo jornalista e roteirista Ismael Machado. Ex-editor do jornal ‘O Alto Madeira’ nos anos 1990, o roteirista criou uma história onde uma caçadora de recompensas com poderes sobrenaturais sai em perseguição a um casal para recuperar uma alta quantia de dinheiro roubado de um deputado. Mas como na história ninguém é totalmente inocente, o dinheiro roubado é fruto de uma falcatrua do político. O confronto final se dá numa comunidade de remanescentes quilombolas cercada por uma floresta conhecida por sinistros acontecimentos sobrenaturais.

‘Perdidos’ é o primeiro roteiro de ficção de Ismael Machado a ir para uma produção efetiva de cinema. Morando há um ano e meio no Rio de Janeiro, o jornalista, vencedor de 11 prêmios jornalísticos na carreira, está envolvido no roteiro e co-direção de mais quatro produções, todas no terreno dos documentários. ‘Soldados do Araguaia’ um longa-documentário que aborda a guerrilha do Araguaia sob o ponto de vista dos soldados que combateram nas matas paraenses nos anos 1970, tem filmagens previstas para o primeiro semestre de 2017, assim como ‘Marcadas para Morrer’, série documental que conta a história de mulheres que lutam pelos direitos à posse da terra na região e que vivem sob ameaça de morte.

Além dessas produções, o roteirista também assina como roteirista a produção amapaense ‘Mad Scientists-Cientistas que ninguém quis ouvir’, do diretor Gavin Andrews, recentemente vencedora do Prodav 8, com produções direcionadas às TVs públicas.

“Perdidos” também será a primeira produção longa-metragem de ficção de Jurandir Costa. Um dos mais conhecidos documentaristas de Rondônia, Jurandir Costa produz curtas e médias metragens desde o início dos anos 90, em Porto Velho, com diversas premiações ao longo da carreira. Ao lado de Fernanda Kopanakis, Jurandir também é o coordenador do Cineamazônia, o festival de cinema ambiental que há mais de uma década já faz parte do calendário cultural da capital rondoniense.

“Não podemos errar”. Essa tem sido a frase mais comum repetida por Jurandir em relação à produção do filme em questão. ‘Perdidos’ terá a direção de Leopoldo Nunes, que tem no currículo seis curtas-metragens e um longa documentário.

Bolo de abacaxi com creme

2.-Getúlio-Vargas-IIINGREDIENTES

  • Massa

  • 3 ovos

  • 2 xícaras (chá) de açúcar

  • 3 xícaras (chá) de farinha de trigo

  • 1 xícara (chá) de leite fervendo

  • 1 colher (sopa) de fermento químico em pó

  • 1 abacaxi grande

  • Creme

  • 1 litro de leite

  • 1 lata de leite condensado

  • 2 gemas

  • 3 colheres (sopa) de amido de milho

  • Glacê

  • 3 claras

  • 3 colheres (sopa) de açúcar refinado

  • 1 pacote de coco ralado pequeno

MODO DE PREPARO

  1. Massa
  2. Pique em pedaços bem pequenos e coloque em uma assadeira grande, em seguida salpique 1 xícara de açúcar e reserve.
  3. Bata os ingredientes da massa à mão. Coloque por cima do abacaxi picado e leve para assar.
  4. Creme
  5. Em uma panela coloque o ingrediente do creme lembrando (que o amido de milho tem que ser dissolvido em um pouco de água) e leve ao fogo até engrossar.
  6. Feito isso coloque em cima do bolo já assado.
  7. Glacê
  8. Em seguida é só bater o glacê na batedeira e colocar por cima do bolo também, salpique coco ralado por cima.

Quem procura, acha

Texto e fotos de Valéria del CuetoRNGostoso 160825 228 Cavalgada ao por do sol RNBosJazz 160825 074 Lenine cantor Pipa RNGostoso 160825 121 São Miguel do Gostoso Kitesurf

O pernambucano Lenine achou o que procurava. Veio para ser a atração convidada pela Sesi Big Band (antecedida pelo balanço do acordeon cheio de suingue forró jazzístico do sergipano Mestrinho), numas das noites da etapa do Fest Bossa & Jazz – Circuito 2016, em Pipa, município de Tibau do Sul, no Rio Grande do Norte. O festival aconteceu entre 24 e 28 de agosto, primeiro em Natal e, depois, na lendária praia potiguar, considerada uma das mais lindas do Brasil.

O cantor, compositor e orquidófilo (tão apaixonado a ponto de lançar o CD  Labiata, se referindo a Cattleya labiata, espécie de flores grandes, perfumadas e floridas), aproveitou para ver a floração da Cattleya granulosa, em Touros, a 65 quilômetros ao norte de  Natal, no litoral norte, “onde há uma grande concentração da espécie, belíssima” explicou entusiasmado, momentos antes de subir ao palco para sua apresentação diante de um público estimado em 15 mil pessoas pela organização do evento.

O que privilegia o local são as condições provocadas pelos ventos trazidos do Atlântico carregados de maresia. As dunas são o habitat daCattleya granulosa. Nesse tipo de terreno é produzida uma composição de turfa fibrosa, com a mistura de detritos animais e vegetais na superfície do solo. Semelhante ao xaxim é ideal para seu desenvolvimento, o que explica a concentração da espécie nativa da região.

Os ventos que ventam lá os mesmos que fizeram da tranquila São Miguel do Gostoso um point descrito como o local “onde o vento faz a curva”. Objeto de desejo dos aficionados do kitesurf e do windsurf. O Gostoso de São Miguel vem de um antigo morador local que recebia hóspedes e visitantes e gostava de contar causos, finalizados por gargalhadas… gostosas. Quando São Miguel se emancipou do município de Touros, passou a ser chamada de São Miguel de Touros. Os moradores, num plebiscito, trocaram o “sobrenome” para homenagear o agora inesquecível Seo Gostoso.

Já deu para notar que muitas paixões podem trazer você para o Rio Grande do Norte. A indústria turística é carro chefe e vitrine para o desenvolvimento do estado. Mola propulsora para tentar reverter e crise e gerar renda para a população.  Esse é um dos objetivos doProjeto RN Sustentável. Ele investe e capacita, por meio de um acordo de empréstimo do Banco Mundial, agricultores e artesãos. Aprimora suas técnicas e leva para os mercados nacionais e internacionais produtos alimentares, como castanhas e geleias produzidas por agricultores familiares, e o rico artesanato local.

É com alegria que a comunidade e o governo devem ter recebido a notícia, divulgada nesse último final de semana pela Folha de São Paulo, sobre a o 1° lugar do Rio Grande do Norte no Ranking de Eficiência dos Municípios – Folha (REM-F). Recém-lançado para consulta pela internet, ele mede quais prefeituras brasileiras entregam mais saúde, educação e saneamento com menos recursos. Com apenas 6 municípios na faixa dos ineficientes e 98 na dos eficientes, entre o 22° (0,610) e o 1315° (0,500) lugares, deixa nosso Mato Grosso comendo poeira na 22° posição entre os 26 estados, com apenas Luciara aparecendo na faixa dos municípios eficientes, na 933° posição, com o índice 0,514. A seguir vem Lucas do Rio Verde já na faixa dos com apenas alguma eficiência, no 1407° lugar, com 0,496. O índice de receita per capita inferior, majoritariamente dependente de recursos públicos, não impede que o conjunto de municípios nordestinos localizados em mesorregiões potiguares e também cearenses, supere em eficiência inclusive a região Sul, por cobrir de forma mais satisfatória os serviços básicos necessários. Interessante, não?

Prometo para as próximas crônicas semanais algumas histórias colhidas pelas praias, dunas e outras atrações potiguares que ajudam conhecer algumas peculiaridades locais.

Como já deu para perceber, lá no Rio Grande do Norte, quem procura… acha!

*Viagem realizada a convite da Secretaria de Turismo do Rio Grande do Norte.

* Valéria del Cueto é jornalista, fotógrafa e gestora de carnaval. Crônica da série “Nordeste” do Sem Fim…

Adeus, Gene Wilder

O tempo não para

Robert Redford fez 80 anos na semana passada…  foto : Magnum

(Re)conhecendo a Amazônia Negra : fotografias evidenciam participação dos negros na formação de Rondônia

A exposição “(Re)conhecendo a Amazônia Negra: povos, costumes e influências negras na floresta”, da fotógrafa Marcela Bonfim, já foi vista por milhares de pessoas na galeria Palácio, localizada no Palácio Rio Madeira, em Porto Velho, onde permanece até 31 de agosto, e no Espaço Cultural Cujuba, onde esteve de maio a julho. Para a fotógrafa: “a mostra vem cumprindo seu maior objetivo, que é dar visibilidade à participação dos negros na formação populacional, cultural e religiosa no hoje Estado de Rondônia”. “A exposição faz parte de um projeto sobre a influência dos negros na Amazônia e tem motivado uma reflexão a este respeito entre os visitantes e também nas redes sociais”, comemora a artista.

Confira o site marcelabonfim.com

Monitora da exposição no Cujuba, Vera Johnson relata que os visitantes se mostraram surpresos com o tema da mostra “A maioria das pessoas dizia não ter conhecimento sobre a influência dos negros na formação da população de Rondônia e muito menos que existem quilombos no Estado”.

Ativista da causa negra em Rondônia, Orlando Souza acredita que a exposição “é um dos eventos mais importantes, dentro deste recorte de gênero e de raça, que atualmente ocorre em Rondônia, até porque é uma iniciativa pessoal da artista e, contra todas as barreiras e dificuldades que a gente entende que existe, ela consegue dar visibilidade a um tema que por muitos anos ficou esquecido”. O superintendente estadual de Cultura do Estado, Ilmar Esteves, também elogia a mostra. “É a nossa gente. São as nossas raízes retratadas”, ressalta.

Um dos criadores do Projeto de Criação Cabeça de Negro (movimento de defesa da cidadania do negro iniciado na década de 1980 em Porto Velho), Jesuá Johnson – ou Bubu, como é mais conhecido, considera que a “exposição vem dar continuidade ao trabalho já realizado pelo movimento negro em Rondônia. Marcela faz da fotografia um instrumento de militância. A exposição veio chamar a atenção do poder público para a importância deste segmento populacional na nossa sociedade. É a luta da nova geração.”, afirma ele.
Descendente dos caribenhos, conhecidos por barbadianos, que trabalharam na construção da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, Robinson Holder ressalta que a exposição “Amazônia Negra” chamou a atenção para a participação do negro nas raízes da população de Rondônia, com as imagens das populações dos quilombos do Vale do Guaporé, nos primórdios da história do Estado. “Surpreendente, ela faz um apanhado com imagens e relata a origem negra do nosso Estado, retratando barbadianos, negros do quilombo do Guaporé, e também do norte, com imagens de quilombo do Maranhão”.

A exposição (Re)conhecendo a Amazônia Negra vai permanecer na Galeria Palácio até 31 de agosto e depois será montada nas regionais do Sesc no interior do Estado. O Sesc é patrocinador da mostra e o coordenador de Cultura do órgão, Fabiano Barros, informa que o trabalho também será levado pela curadoria da entidade, com a finalidade de participar do projeto “Sesc Amazônia das Artes”, com itinerância nos estados da região Norte. Para Fabiano, “[a exposição] tem que ser vista por toda a comunidade, porque trata de um assunto muito importante, que é esta questão da presença negra na Amazônia, para a qual a Marcela lançou o seu olhar e extraiu este trabalho tão significativo”.  

A mostra é composta de 33 imagens impressas em madeira, que retratam representantes de diversos segmentos negros que povoam o Estado. Na galeria Palácio, outras 33 imagens foram agregadas em intervenções nos corredores do palácio Rio Madeira. A exposição conta com o apoio do Sesc e deverá permanecer no local até 31 de agosto.
Serviço

Exposição fotográfica “(Re)conhecendo a Amazônia Negra: povos, costumes e influências negras na floresta”. Fotografias inéditas e outras já publicadas de Marcela Bonfim
Período de visitação: Até 31 de agosto de 2016, das 7h30 às 13h
Local: ‘Galeria Palácio’ – Prédio Pacaas Novo do Palácio Rio Madeira, avenida Farqhuar, bairro Pedrinhas, Porto Velho.

via  Amazônia da Gente

Os marionetes – uma homenagem singela

Exposição “Fundo do Fora”, de Letícia Bertagna, é atração do V Prêmio Funalfa de Fotografia, em Juiz de Fora / MG

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Fundo do fora

Uma casa é feita de muitas paredes. Assim como as membranas de um corpo, elas delimitam espaços, encerram cômodos, criam abrigos e intimidades. Os múltiplos afetos que atravessam os poros dessas superfícies criam e modificam diariamente o lugar que habitamos.  Às vezes de modo quase imperceptível: discretos e silenciosos, demoram para se tornarem visíveis ou inteligíveis. Outras vezes é de forma impetuosa e veloz que novas atmosferas invadem e configuram nossos ambientes externos e internos. O que está dentro ou fora acaba sendo uma questão de ponto de vista.

Os trabalhos aqui reunidos são uma série de experiências visuais realizadas no ambiente domestico, em um embate poético entre a artista e a nova cidade que passou a habitar há cerca de 2 anos: Juiz de Fora. As imagens apresentam pequenos gestos que possuem em comum o desejo de ativar de um modo diferente os objetos, que buscam inventar uma outra leitura para o que já está dado,  têm o interesse em ampliar os sentidos do óbvio. Apresenta assim uma série de estratégias muito simples para lidar com o comum, com o universo ordinário ao qual a casa está exposta e do qual é composta. As coisas que constituem uma casa não são tão indiferentes ou insensíveis quanto  podem parecer. Os objetos dizem de nós mais do que imaginamos e oferecem cotidianamente a oprtunidade de nos inventarmos através deles, com eles.

Letícia Bertagna

O JF Foto 16 é promovido pela Prefeitura de Juiz de Fora (PJF), por meio da Fundação Cultural Alfredo Ferreira Lage (Funalfa), para comemorar o Mês da Fotografia (agosto). O projeto propõe uma celebração da fotografia, com o objetivo de ampliar a visibilidade dessa linguagem artística e promover o diálogo dos profissionais com o público e com o que é produzido em outras partes do país e do mundo.

 

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Fotos de Letícia Bertagna

Rio 2016: saudade olímpica que veio para ficar

Tocha 160821 049 Tocha Candelária crianças no colo Tocha 160821 096 Museu do Amanhã Mauá do Mar noite abertaTexto e foto de Valéria del Cueto

Nas redes sociais há um evento pela prorrogação dos Jogos Olímpicos até o dia 31 de dezembro, quando o bastão das festanças cariocas passa para o réveillon de Copacabana e emenda com o carnaval. Está tudo dito e resumido.

Agora, resta o espanto de do amigo que, passeando na Orla Conde em busca da Tocha Olímpica, diz no meio da muvuca que “Nunca tinha vindo nessa Praça XV”, ao que o parceiro responde que “sempre trocava os nomes. Aquele lugar não era estranho, mas estava diferente”. Cariocas, sim senhor. De uns 20 anos, no mínimo. O morador da Cidade Maravilhosa saiu de sua tribo geográfica e social. Misturou-se pelas atrações e atrativos da cidade. Ponto Olímpico. Dele, os Jogos que terminam de forma espetacular com ouro inédito no futebol, mais um no vôlei e várias medalhas inesperadas, pra compensar as não alcançadas, apesar dos esforços dos atletas.

A tarde de domingo no Boulevard Olímpico era de tempo fechado e, pra começar, uma chuvinha fina. Acontece que, assim como eu, muita gente se deu conta que era naquela hora, ou nunca. Lá se ia a chama, até os Jogos Paraolímpicos. Lugar lotado de olhares e sorrisos de muitos lugares do mundo. Registros e selfies com a Tocha Olímpica. Ao fundo.

Era tanta gente que, dias antes, foi determinado um caminho para ir e outro para voltar. Da Praça XV, via Orla Conde, até a Praça Mauá. Sentido oposto pela Avenida Rio Branco, fechada para os carros. Novos cenários se descortinam pelo centro da cidade e o entorno da Baia de Guanabara. Lindos.

Também nublados com nuvens dramáticas se espalhando pelo céu. O tempo vira. O vento corta. Derruba uma árvore. Dentro da área de um patrocinador. Não acontece nada com ninguém. Sorte, uma das muitas, olímpicas. Triscamos por várias crises que não se concretizaram. Mas as rajadas se intensificam. São elas que trazem as chuvas que caem durante a cerimônia de encerramento dos Jogos Olímpicos. O tempo para. Todos ligados no Maracanã.

Tempo, tempo, tempo. Tão essencial que é medido pela mesma empresa, a Omega, nos Jogos Olímpicos de Verão e de Inverno desde 1932. De um cronometrista e 30 cronógrafos, daquele ano em Los Angeles, para 450 toneladas de equipamentos, 200km de cabos e 480 cronometristas no Rio de Janeiro. Foi um longo aperfeiçoamento em busca da precisão que registrou aqui 27 recordes mundiais e 91 olímpicos. Mas não o suficiente para conter a impressão que temos de que o tempo andou rápido demais nos últimos 17 dias. Parece que foi ontem que dissemos olá para os visitantes.

Na hora da despedida, a intenção era apagar a tocha com as águas das chuvas cantada. Esqueceram de avisar para o cara lá de cima. Depois de um Hino Nacional Brasileiro ao som de atabaques, o que já lavou a alma (sem querer fazer trocadilho) do pessoal das religiões afro-brasileiras, para os cantos indígenas dos cafundós ameaçados do Brasil. Só com a ajuda dos santos – todos – pra tudo ter dado tão certo!

DJ Dolores com a batida pernambucana valorizou e deu o ritmo na entrada dos atletas e delegações já com a chuva caindo. Podia prejudicar, mas não era nada que atrapalhasse a concepção de Rosa Magalhães, carnavalesca campeoníssima e sabedora do que é um desfile embaixo de chuva. E ela veio mesmo. Passado os pronunciamentos de praxe, apertou na festança com um set de sambas de enredo irretocável, só de clássicos. Partindo de “O Amanhã”, passando por Macunaíma e caindo na esbórnia com A Menina dos Olhos de Oýa mangueirense, depois de antigas marchinhas.

Não, não haverá outros Jogos Olímpicos na Cidade Maravilhosa tão cedo. Mas esses serão lembrados por muito tempo. Enquanto a nós, cariocas, procuraremos outras festas para fazer. Porque essa é, cá entre nós, uma das nossas especialidades.

Valéria del Cueto é jornalista, fotógrafa e gestora de carnaval. Crônica da série “Arpoador” do Sem Fim…

NR: Não vi e pelo jeito não verei em nenhum veículo de comunicação qualquer menção ao fato de que foi uma decisão corajosa do governo Lula, com seu prestígio internacional,  trazer a Olimpíada para o Brasil. Porém , se algo desse errado….Nesses tempos sombrios, a campanha midiática para desconstruir a sua imagem é mais forte que a verdade. Fica o registro.

Atletas militares na Olimpíada 2016

julio_cesar_miranda_dardo_felipe_barra 1Pouca gente sabe mas os atletas militares brasileiros participantes da Olimpíada 2016 fazem parte do Programa de Incorporação de Atletas de Alto Rendimento (AAR) nas Forças Armadas criado por Lula em 2008.

As Forças Armadas abrem as vagas e os candidatos voluntários(atletas de alto nível já formados) selecionados são incorporados com a patente de Sargento Temporário.

A partir daí, têm à todos os benefícios da carreira, como soldo ( em torno de R$ 4.000), 13º salário, plano de saúde, férias, direito à assistência médica, incluindo nutricionista e fisioterapeuta, além de disporem de todas as instalações esportivas militares adequadas para treinamento.

Um programa igual já funciona na Itália, Rússia, China e Alemanha.bike

 

Feito inesquecível

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Texto e foto de Valéria del Cueto 

“Como assim, já está acabando?”, “Agora que está ficando bom…” O diálogo entre dois membros da equipe de apoio do Rio Media Center, espaço de jornalistas, no Arpoador, traduz o sentimento geral de cariocas e visitantes nacionais e internacionais.

Está bom demais! Com cara de Rio de Janeiro. E problemas típicos da cidade maravilhosa. Tudo, quer dizer, quase tudo se resolve na gentileza. Baseada e resumida na máxima pregada pelo profeta local: “Gentileza gera gentileza”. Como ele se sentiria feliz com nosso comportamento olímpico. É nós!

Dá gosto circular, interagir com tantas culturas. Ter orgulho da cidade e da gente boa que circula pra cima e pra baixo. Tem defeitos, tem. E aquelas polêmicas tipicamente cariocas, que podem parecer exóticas para quem não conhece nossa capacidade de destrinchar, analisar, opinar e depois… mudar de ideia. Algo tipo os debates acalorados que acompanhamos e participamos, por exemplo, na época da temporada carnavalesca. É um tal de questionar contratações, discutir enredo, analisar samba, avaliar ensaio técnico pra mudar de opinião diante do que é apresentado na avenida que nem te conto. Todos os anos. Não gosta de carnaval? Pensa no futebol. Gostamos de debater, especular, como dizem os cuiabanos.

Tem debate pra todos os lados e níveis. E muitas palestras. Principalmente em rodas de negócios com apresentações de estratégias e perspectivas para a futura ex-cidade olímpica. Está certo. É a hora de vender o projeto Rio, cidade esportiva, polo de negócios, projetando seu amanhã. É um mundo paralelo aos jogos esportivos de envolve gente de todo mundo.

No metro, outros mundos se cruzam e convivem sem discriminação. Cheio e totalmente democrático, uma babel em cada vagão. Interessante a disposição do carioca para ajudar e informar os visitantes no meio do vai e vem. Vale tudo. Inglês, portunhol e, em último caso, uma boa mímica. Pra frente é que se anda!

Menos no esporte… Tem patrulha também querendo (de novo) explicações sobre a continência que alguns competidores batem na hora do hino nacional. Façam as contas de quantos medalhistas são das forças armadas. Foram nossos salvadores ao abraçarem os atletas de alta performance, dando-lhes condições de treinamento.

Entre expectativas, perdas e danos vamos aplaudindo nossos xodós. Duas conquistas foram emblemáticas. As meninas de Niterói da vela, Martine Grael e Mahena Kunze, e Alison e Bruno Schmidt, ouro nas areias de Copacabana no volei de praia. Pena que o surf só começa no Japão. A nossa cara!

Mas essa lista de destaques vai se alterando ao longo dos dias de competição. Robson, Rafaela, Ágatha, Felipe… Thiago no salto com vara assinou a performance brazooca no atletismo, protagonizado pelo corredor jamaicano Usain Bolt se sentindo em casa nas pistas cariocas.

É claro que tivemos decepções, mas as surpresas positivas estão fazendo que o sentimento de “logo agora que está ficando bom…” superem os perrengues operacionais e a grande polêmica dos jogos. O nadador americano Ryan Lochte e seus companheiros que, apesar de campões olímpicos, não entenderam a grandeza e a responsabilidade de seus feitos. Conseguiram criar um imbróglio esportivo e diplomático. Mais que isso: mancharam os princípios olímpicos de jogar de forma limpa, não no esporte, mas na vida. Nada que a perda de patrocinadores, diante da repercussão dos fatos não resolva ao faze-los lamentar profundamente a baixaria.

Para quase finalizar, nossos respeitos aos atletas brasileiros, independente dos resultados obtidos. O fato de terem chegado a competir numa Olimpíada, já é um feito inesquecível. E vamos ao encerramento!

Valéria del Cueto é jornalista, fotógrafa e gestora de carnaval. Crônica da série “Arpoador” do Sem Fim…